Festival de Inverno UFMG traz diversidade de atrações musicais

Texto: Assessoria de Imprensa do 51º Festival de Inverno UFMG

As atividades do Festival de Inverno da UFMG se iniciam hoje, 11 de julho, com uma programação cultural diversificada. E amanhã começa uma série de atrações musicais gratuitas, voltadas para públicos mistos, incluindo shows, concertos, ópera e performances cênico-musicais, além de uma mesa-redonda sobre a memória musical de Belo Horizonte.

Realizado pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG, o Festival de Inverno continua até 21 de julho, com uma programação extensa que, além das oficinas e residências, inclui espetáculos teatrais, concertos musicais, shows, palestras e a 1ª Jornada de Estudos sobre Patrimônio Cultural Imaterial. As atrações culturais são gratuitas, exceto algumas sessões de Planetário. A edição de 2019 busca dar visibilidade às políticas da Universidade para a área da cultura, sob o tema Memória: arte e patrimônio.

Confira a agenda de atrações musicais para o período:

12 de julho – sexta-feira

10h – Sociedade Orquestra e Banda Ramalho
Uma das mais antigas orquestras de Minas Gerais realiza um concerto nas janelas do Museu Casa Padre Toledo, em Tiradentes. Gratuito.

11h30 – Tempera Viola
Pelo projeto Poente Cultural UFMG, o trio relembra cantigas das décadas de 80 e 90, no jardim interno do Museu Casa Padre Toledo, em Tiradentes. Gratuito.

19h – Sociedade Orquestra e Banda Ramalho
Em frente ao Sobrado Quatro Cantos, em Tiradentes, uma das mais antigas orquestras de Minas Gerais entoa melodias populares. Gratuito.

13 de julho – sábado

11h – Free Jazz Quarteto
O multi-instrumentista Vinícius Mendes, idealizador do projeto NAU, e convidados realizam um concerto de improvisação livre no hall superior do Centro Cultural UFMG. Gratuito.

17h – Coral Vozes de Campanhã
Pelo projeto Multiverso UFMG, o coral formado por mulheres negras que integram a Irmandade Nossa Senhora do Rosário, de Justinópolis, resgata a tradição do congado mineiro no Espaço do Conhecimento UFMG. Gratuito.

14 de julho – domingo

19h – Trio Corrente
Vencedor do Grammy na categoria de álbum de jazz latino, o grupo é considerado uma das formações instrumentais de destaque do país. O concerto será no Conservatório UFMG, dentro da solenidade oficial de abertura do 51º Festival de Inverno da UFMG. Entrada gratuita mediante retirada de senha uma hora antes do evento.

15 de julho – segunda-feira

20h – Mamour Ba – Performance vivência rítmica
O percussionista, compositor, arranjador e multi-instrumentista senegalês, Mamour Ba, mostra um trabalho totalmente autoral, com composições marcadas pela influência dos ritos e ritmos tradicionais do Senegal, com pitadas de jazz e improvisação, no auditório do Conservatório UFMG. Gratuito.

16 de julho – terça-feira

18h – Domingos Alves Corrêa e Joaci Ornelas – Apresentação de viola
Recital de viola caipira com o mestre Domingos Alves Corrêa e o músico Joaci Ornelas. O encontro dos violeiros resgata a tradição da viola caipira, presente nas tradições culturais das comunidades rurais do estado. Pátio interno do Conservatório UFMG. Gratuito.

17 de julho – quarta-feira

16h ‒ Apresentação do Centro de Memória do Conservatório UFMG e mesa Memória musical da cidade
Profissionais com diferentes visões e experiências dentro do cenário musical de Belo Horizonte compartilham seus conhecimentos e histórias para, juntos, traçarem um pouco do que é a memória musical da cidade. Convidados: Berenice Menegale, Lincoln Andrade, Mauro Rodrigues e Elias Santos. Mediador: Fernando Rocha. Miniauditório do Conservatório UFMG. Gratuito.

18h15 – Concerto comentado 1 – Apreciação de música eletroacústica
Primeiro de três concertos comentados e direcionados à apreciação de música eletroacústica, por meio da apresentação e exibição de obras clássicas e contemporâneas. Sala 3 do Conservatório UFMG. Gratuito.

20h – Performance Árias e trechos instrumentais da Ópera Tiradentes, de Manoel Joaquim de Macedo (1845–1925)
Esse drama musical narra a história da Inconfidência Mineira e a performance será realizada por pianistas, cantores, alunos e professores da Escola de Música da UFMG, precedida de uma mini palestra com a professora Patrícia Valadão. Auditório do Conservatório UFMG. Gratuito.

18 de julho – quinta-feira

18h15 – Concerto comentado 2 – Apreciação de música eletroacústica
Segundo de três concertos comentados e direcionados à apreciação de música eletroacústica, por meio da apresentação e exibição de obras clássicas e contemporâneas. Sala 3 do Conservatório UFMG. Gratuito.

20h – Damián Rodríguez Kees – Concerto Teatro Musical Contemporâneo
O pianista argentino Damián Kees, reconhecido pelo seu trabalho como compositor, instrumentista e performer, utiliza uma linguagem pessoal com a qual tem apresentado seus trabalhos e composições em concertos e festivais de vários países da Europa e América. Hall superior do Centro Cultural UFMG. Gratuito.

20h – Quinteto Villa-Lobos
Criado em 1962, o Quinteto apresenta um concerto de música de câmara brasileira, ao mesmo tempo em que amplia seu repertório por vários gêneros. O grupo já se apresentou em países como Alemanha, França, Jerusalém, Portugal, México, Eslovênia, entre outros. Auditório do Conservatório UFMG. Gratuito. Entrada gratuita mediante retirada de senha uma hora antes do evento.

19 de julho – sexta-feira

18h15 – Concerto comentado 3 – Apreciação de música eletroacústica
Último de três concertos comentados e direcionados à apreciação de música eletroacústica, por meio da apresentação e exibição de obras clássicas e contemporâneas. Sala 3 do Conservatório UFMG. Gratuito.

20h – Rufo Herrera e Otto Hanriot – Bandonéon Concerto
O argentino Rufo Herrera convida Otto Hanriot para um concerto de bandonéon. No repertório, composições de sua autoria, transcrições de obras de J. S. Bach, versões da obra de Astor Piazzolla e outros autores. Auditório do Centro Cultural UFMG. Gratuito.

20h – Ricardo Aleixo – Leitura-concerto Voco invoca Dadá no tempo da avacalhação
Concebida e regida pelo poeta-músico Ricardo Aleixo, a apresentação reúne poemas sonoros produzidos por artistas ligados ao movimento dadaísta. Pátio do Conservatório UFMG. Gratuito.

O Festival encerra as atividades integrando a programação da Virada Cultural de BH, nos dias 20 e 21.

20 de julho – sábado

20h – Ars Nova – Concerto de 2 em 2: um breve passeio pela história da música coral
O Coral da UFMG fará um breve passeio pela história da música, mostrando a diversidade e a qualidade do canto coral. Auditório do Conservatório UFMG. Gratuito.

20h – Dona Jandira – Show em Homenagem a Clara Nunes
Acompanhada da banda, Dona Jandira sobe ao palco para prestar uma homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira: Clara Nunes. Auditório do Centro Cultural UFMG. Gratuito.

21h30 ‒ Performance Quartas de Improviso
Matthias Koole e Henrique Iwao convidam Marina Cyrino e 1mpar para uma noite de improvisação livre. Os músicos-artistas trabalham no limiar entre música e artes visuais. Pátio do Conservatório UFMG. Gratuito.

Os shows de encerramento do 51º Festival de Inverno UFMG – Choro do Jura e Velha Guarda do Samba de BH – terão distribuição de senhas 30 minutos antes da primeira apresentação.

21 de julho – domingo

11h – Choro do Jura
Considerado um dos expoentes do choro em Belo Horizonte, o grupo irá apresentar um repertório que inclui composições próprias, músicas de outros artistas e clássicos, como Pixinguinha e Jacob do Bandolim. Pátio do Centro Cultural UFMG. Gratuito.

13h30 – Velha Guarda do Samba de BH
Com repertório rico em referências culturais, o show representa o samba mineiro como verdadeiro patrimônio imaterial da humanidade. O grupo reúne personalidades importantes da história do samba de Belo Horizonte e região.

Acompanhe a página do Festival de Inverno da UFMG e fique por dentro da programação completa: https://www.ufmg.br/festivaldeinverno/

Redes Sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/festivalufmg/

Instagram: https://www.instagram.com/festival_ufmg/

Serviço:

51º Festival de Inverno UFMG

11 a 21 de julho


Locais: Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro), Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1534 – Centro), Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da
Liberdade, 700 – Funcionários) e Campus Cultural UFMG em Tiradentes.

Realização: Diretoria de Ação Cultural da UFMG

Centro Cultural UFMG inaugura exposição fotográfica em comemoração aos seus 30 anos

Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Centro Cultural UFMG – 30 anos”, sábado, dia 13 de julho de 2019, às 10 horas. A entrada é gratuita e integra a programação do 51º Festival de Inverno da UFMG.

Por meio de uma linha do tempo, a mostra resgata a memória do imponente sobrado que há três décadas abriga o Centro Cultural UFMG. As fotografias e textos rememoram a sua construção, no final do século XIX, quando a capital mineira dava início ao processo de urbanização, até os dias atuais, como espaço respeitável da Universidade, que se destaca pelo valor histórico, artístico, cultural e de desenvolvimento do estudo e da pesquisa. A curadoria foi idealizada por Camilla Borges, sob a coordenação do professor da Escola de Belas Artes da UFMG e diretor do espaço Fabrício Fernandino.

A exposição traz os principais fatos da história desse edifício centenário, que foi projetado para ser um hotel, em um cenário de efervescência urbana. O imóvel foi concebido para acolher a circulação de pessoas que chegavam a Estação Central da Cidade, principal porta de entrada da nova capital mineira. Inaugurado em 1906, o sobrado já abrigou o Quartel do 2º Batalhão de Brigada Policial do Estado de Minas Gerais, a Junta Comercial de Minas Gerais, o Registro Militar do Ministério da Guerra, a Escola Livre de Engenharia de Belo Horizonte, o Instituto de Eletrotécnica da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais e, desde 1989, abriga o Centro Cultural UFMG.


Foto: Prof. Danilo Amaral

Exposição “Centro Cultural UFMG – 30 anos”
Abertura: 13 de julho de 2019 | às 10 horas
Terças a sextas de 10h às 21h
Sábados e domingos de 10h às 18h
Espaço Memória
Entrada gratuita

Serviço
Centro Cultural UFMG
Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Belo Horizonte – MG
(31)3409-8290
https://www.facebook.com/centroculturalufmg
Confira a programação completa do 51º Festival de Inverno da UFMG: https://www.ufmg.br/festivaldeinverno/

Exposição Ainda me restam os olhos

Num momento em que a arte, a cultura e a educação vêm perdendo espaço e recursos, sendo sucateadas pelos governos estadual e federal, levar uma exposição de arte para um bairro localizado fora do circuito cultural da cidade é de suma importância no sentido de resistir à escassez de investimentos, valorizar o patrimônio cultural e a produção intelectual e artística dos artistas contemporâneos, além de promover experiências e vivências artísticas aos cidadãos residentes às margens do grande eixo. A exposição Ainda me restam os olhos, idealizada e curada pelos artistas Ágatha Araújo, Hugo Lima, Jean Belmonte e Rachel Leão, inspirados por esse clima de desastre e ruína que assola nosso país, atualmente, reúne obras de 24 artistas que trabalham com as mais variadas linguagens e provocam, com suas poéticas, uma reflexão sobre a relação do sujeito com a linguagem na contemporaneidade. Com apoio da Existência Artística Contemporânea e da Entrecampo, a mostra ficará montada no Viaduto das Artes (Av. Olinto Meireles, 45, Barreiro – BH/MG), do dia 15 de julho ao dia 9 de agosto de 2019, podendo ser visitada de segunda a sexta, das 10h às 17h, com entrada gratuita. A abertura será no sábado, dia 13 de julho, a partir das 16h.

+ Texto de apresentação:

uma fresta se abre no interior do cubo branco: paredes se transformam em novas zonas de conflitos e tensões: obras que colocam em crise a relação entre o sujeito e a linguagem: na desconstrução da paisagem, permanece o devir: técnicas se reinventam para traduzir o novo: fotografias, gifs, pinturas, colagens, objetos, desenhos, gravuras, instalações, vídeoperformances, acasos, linhas que atravessam perspectivas: nada é mais o mesmo: tudo propõe novas epistemologias: o gesto quase ilegível do processo amarra passado e futuro no instante-agora do que é visto: rupturas, deslocamentos: mudo convite a olhar para a produção artística atual aquém e além de si mesma: a lembrar que estamos sempre em estado de emergência: entre as ruínas de um horizonte em desastre, ainda me restam os olhos.

+ Curadoria:

Ágatha Araújo

Hugo Lima

Jean Belmonte

Rachel Leão


+ Artistas:

Ágatha Araújo

Augusto Fonseca

Bruno Fleming

Celso Lembi

Daniel Chico

Daniel Moreira

Domingos Mazzilli

Frau Mendes

Hugo Lima

Iago Gouvêa

Jean Belmonte

João Cristeli

Joice Saturnino

Luis Teixeira

Mariana Martins

Matheus Couto

Mateus Lustosa

Oswaldo Santana

Rachel Leão

Rafael Fernandes

Rodrigo Borges

Samuel Mendes

Sílvia Junqueira

Tânia Araújo

+ Abertura: 

13JUL19 16H-20H

Duração: 15/7 a 9/8

SEG A SEX, 10h às 17h

Viaduto das Artes

Avenida Olinto Meireles, 45, Barreiro – BH/MG

+ Realização:

Viaduto das Artes

+ Apoio:

Existência Artística Contemporânea

Entrecampo

Artista plástico e professor da Escola Guignard, Marco Tulio Resende, expõe no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG

Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Olho Nu”, do artista plástico mineiro Marco Tulio Resende, sábado, dia 13 de julho de 2019, às 10 horas. A mostra reúne desenhos, gravuras, pinturas, objetos, instalações e livros-objeto e poderá ser vista até o dia 1º de setembro de 2019. A curadoria foi idealizada pelo museólogo Alexandre Madalena e pelo professor da Escola de Belas Artes da UFMG e diretor do Centro Cultural UFMG Fabrício Fernandino. A entrada é gratuita e integra a programação do 51º Festival de Inverno da UFMG.

Em um universo poético da afetividade e da intimidade, Olho Nu reúne obras recentes do pintor e desenhista Marco Túlio Resende, inspiradas em seu alfabeto visual. É “uma escrita elementar e essencial, com pensamentos construídos a partir de marcas, rastros e fragmentos do humano”, afirma Alexandre Madalena, curador adjunto da exposição. A mostra “é uma pulsão poética levada ao extremo, transitando entre metáforas que se mostram como um desafio para quem as vê”, continua o museólogo.

O trabalho exposto utiliza o desenho na forma de diários e como restos de lembranças carregadas de questões relativas ao tempo passado e presente. Sugere o exercício de novos olhares, que movimentam os pensamentos a um arquivo sentimental presente em cada um, remetendo a momentos advindos de sensações e percepções resgatadas pela memória do corpo e das coisas.

Segundo o curador da mostra, Fabrício Fernandino, “apenas um olho nu nos facultaria perceber e, mais que perceber, emocionar. Marco Tulio nos convida a esse olhar e nos presenteia não apenas com sua obra, mas com uma vida. Sua obra tem densidade do tempo vivido, o requinte do inesperado e, em sua materialidade única, personaliza o imaterial universo do ato criador”.

Sobre o artista

Marco Tulio Resende é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Graduado em Artes Plásticas pela Escola Guignard – Universidade do Estado de Minas Gerais, entre 1971 e 1974. Mestre pela School of the Art Institute of Chicago, entre 1975 e 1978, como bolsista da Fulbright Comission, programa de intercambio educacional e cultural do governo dos Estados Unidos. Em 1979, ingressou como professor na Escola Guignard, onde prossegue atuante. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, residências artísticas, salões, mostras e bienais. Desenvolveu ações como artista visitante na Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade de São Paulo e Sheffield Hallam University, na Inglaterra, a convite da British Council. Possui livros, catálogos e artigos publicados, obras em acervos museológicos, espaços públicos de memória, coleções privadas nacionais e internacionais.
https://www.marcotulioresende.com/

Exposição “Olho Nu – Marco Tulio Resende”
Abertura: 13 de julho de 2019 | às 10 horas
Visitação: até o dia 01/09/2019
Terças a sextas de 10h às 21h
Sábados e domingos de 10h às 18h
Grande Galeria
Entrada gratuita

Festival de Inverno da UFMG entra no debate sobre memória, com atividades em BH e Tiradentes

Texto: Itamar Rigueira Jr. no Boletim 2065

As questões que tocam o grande tema do patrimônio e da memória têm inspirado debates fundamentais, motivados tanto por catástrofes como os incêndios do Museu Nacional e do Museu da Língua Portuguesa quanto pelo questionamento de políticas públicas para o setor. A 51ª edição do Festival de Inverno da UFMG entra nessa conversa, por meio de exposições, oficinas, espetáculos, debates e outras atividades que terão início no dia 11 de julho, no Campus Cultural UFMG em Tiradentes. A abertura oficial será no domingo, 14, em Belo Horizonte.

A ideia é que a contribuição do Festival seja “positiva e propositiva”, nas palavras do diretor de Ação Cultural, Fernando Mencarelli. “A Universidade tem a responsabilidade de participar do debate, e resolvemos fazer isso por meio de políticas e projetos sobre patrimônio em curso na Instituição. Articulamos ações bem-sucedidas e outras iniciadas, em imóveis de inestimável valor histórico que integram o conjunto de espaços culturais da UFMG”, afirma. Ele ressalta que o Centro Cultural e o Conservatório estão entre as primeiras edificações da capital, e o Espaço do Conhecimento integra o importante conjunto da Praça da Liberdade. Em Tiradentes, o Museu Casa Padre Toledo, o Centro de Estudos e Biblioteca e o Quatro Cantos Espaço UFMG Cultural são prédios do século 18 que remetem ao barroco e à Inconfidência Mineira.

A organização do Festival de Inverno pretende que os espaços se aproximem ainda mais das cidades e das comunidades locais, ampliando e dando mais visibilidade às suas programações. A ação integrada dos espaços culturais também gera atividades que criam novas opções para a população de Belo Horizonte e Tiradentes (e cidades próximas) durante as férias de julho.

Integração

Segundo Fernando Mencarelli, os responsáveis pelos espaços foram convidados a pensar nas prioridades de seu planejamento, conciliando-as com a temática e os objetivos do Festival de Inverno. “Os centros tiram partido da mobilização de recursos humanos e financeiros prevista para o evento para potencializar projetos”, diz Mencarelli, enfatizado que o orçamento do Festival sofre com a redução de recursos que atinge as universidades federais, o que também motivou a integração das ações estruturantes e projetos em desenvolvimento nos espaços com a programação do evento.

A composição da equipe de curadores seguiu a lógica da distribuição do Festival pelos centros de arte e cultura da Universidade. Os curadores são, além de Fernando Mencarelli, os diretores das unidades: Fabrício Fernandino (Centro Cultural), Fernando Rocha (Conservatório), Diomira Faria (Espaço do Conhecimento) e Verona Segantini (Campus Cultural UFMG em Tiradentes). O grupo tem ainda a participação de Ana Panisset, coordenadora do Acervo Artístico UFMG. Um site contendo as cerca de 300 obras já inventariadas do Acervo (de um total aproximado de 1.700) será lançado durante o evento.

Neste ano, o Festival está vinculado à Virada Cultural de Belo Horizonte, em parceria estabelecida com a Secretaria de Cultura. Shows em diferente locais e um concerto do Ars Nova – Coral da UFMG, no Conservatório, na noite de sábado (20), são algumas das atrações da programação integrada.

Memória em exposições

Em sua participação no Festival de Inverno em 2019, o Centro Cultural UFMG comemora 30 anos de fundação, com cinco exposições: as individuais de Marco Tulio Resende e Carlos Wolney, mostra do acervo do aquarelista alemão Friedrich Hagedorn, que viveu no Brasil por 20 anos, no século 19, e outras duas sobre a memória do próprio Centro Cultural e do conjunto da Praça da Estação.

O Conservatório UFMG, fundado antes da Universidade, também vai apresentar os resultados da pesquisa que mergulhou em sua história. Haverá recitais e vivências com o Trio Corrente, de jazz instrumental, vencedor do Grammy, e do Quinteto Villa-Lobos. Também no espaço, localizado na Avenida Afonso Pena, serão apresentados trechos da ópera Tiradentes, de Manoel Joaquim de Macedo (1847-1925), recuperada recentemente por pesquisadores da Escola de Música.

As atividades no Espaço do Conhecimento serão inspiradas, em grande parte, no cinquentenário da chegada do homem à Lua, a começar pelo lançamento de selo comemorativo dos Correios. Sessões de planetário para todas as idades vão abordar o céu como patrimônio, astronomia indígena e arqueoastronomia maia, entre outros temas. Os visitantes terão contato com a preparação de exposição que será inaugurada no fim do ano, com curadoria de lideranças indígenas de cinco etnias, entre eles, o xamã e líder yanomami Davi Kopenawa, que terá um encontro com o público para tratar do tema Imagens da memória: sonhar a terra.

O Festival também se estenderá a quatro centros culturais da Prefeitura de Belo Horizonte, integrando artistas e agentes culturais locais.

Novas concepções

Esta é a primeira edição do Festival de Inverno que será sediada também no Campus Cultural UFMG em Tiradentes. No dia 11 de julho, serão iniciadas as atividades na cidade, no Centro de Estudos e Biblioteca, com mesa-redonda sobre os 230 anos da Inconfidência Mineira e exibição de documentário sobre o paisagista Roberto Burle Marx. O Centro será reinaugurado com nova configuração: pesquisadores, grupos e centros de estudos associados desenvolverão projetos sobre temas de maior impacto em Tiradentes e região, em campos como história, meio ambiente e arte. A instituição passa a abrigar coleções do acervo do poeta Affonso Ávila.

O Museu Casa Padre Toledo vai apresentar uma renovação da concepção expográfica, cujo conteúdo recupera a importância da edificação, sua memória ligada aos inconfidentes e a biografia do padre Carlos Correia de Toledo e Melo, um dos líderes do movimento. O museu vai abrigar exposição sobre personagens da Inconfidência e representações da antiga Vila de São José. O Quatro Cantos Espaço UFMG Cultural vai receber intervenção sobre “memórias e janelas” e exposição sobre a atriz e bailarina romena Dorothy Lenner, radicada em Tiradentes.

Rituais e saberes como patrimônio

Na terça-feira, 16 de julho, o Conservatório vai abrigar, como parte da agenda do Festival de Inverno, a 1ª Jornada de Estudos sobre o Patrimônio Cultural Imaterial. Pesquisadores, gestores e representantes de comunidades cujos saberes e práticas foram patrimonializados vão integrar duas rodas de conversa sobre o patrimônio imaterial. Instituída recentemente, a modalidade se caracteriza pelo protagonismo dos atores dos saberes e práticas vinculadas à cultura popular e ao conhecimento tradicional.

A primeira mesa vai tratar dos sentidos locais da patrimonialização, ou seja, como as comunidades lidam com a nova simbologia, o que mudou para elas e qual é a pauta de reivindicações. A conversa vai reunir, entre outras, representantes da Comunidade dos Arturos, do Reinado do Jatobá e do Terreiro Ilê Wopo Olojukan. No segundo encontro, gestores do patrimônio histórico e artístico, estudiosos do tema e representantes de comunidades vão debater os desafios que envolvem a patrimonialização.

“A concepção tradicional de patrimônio abrange, por exemplo, prédios tombados e objetos que saem de circulação para serem exibidos em museus. Nosso desafio é pensar sobre o que acontece com práticas culturais que não podem ser separadas das pessoas, tampouco do que elas decidem e da forma como lidam com os novos significados e usos de experiências, lugares e conhecimentos declarados patrimônio cultural”, afirma a antropóloga Lúcia Campos, professora da Uemg que realiza estágio pós-doutoral na Escola de Música da UFMG. Ela é uma das curadoras da Jornada, ao lado das professoras Leda Martins, da Faculdade de Letras, e Glaura Lucas, da Escola de Música.

Glaura Lucas ressalta a participação dos membros das comunidades, que adotam a categoria do patrimônio imaterial e tomam a iniciativa de reivindicar essa proteção. “É importante conhecer os motivos pelos quais as comunidades desejam a patrimonialização, os sentidos profundos relacionados à vida, ancestralidade e continuidade. O diálogo com as agências de proteção do patrimônio contribui para fortalecer as comunidades e garantir a transmissão de rituais e valores para as próximas gerações.”

A 1ª Jornada de Estudos sobre o Patrimônio Cultural Imaterial será aberta pela antropóloga e professora da UFRJ Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, que fará a palestra Caminhos das culturas populares e políticas públicas de patrimônio cultural imaterial. Ela é organizadora, com Joana Corrêa, doutora pela UFRJ, do livro Enlaces: estudos de folclore e culturas populares, que será lançado no encerramento do encontro.

Festival de Inverno da UFMG: Espaço do Conhecimento promove atividades sobre astronomia e patrimônio

Texto: Comunicação Institucional do Espaço do Conhecimento UFMG

A UFMG começa, na semana que vem, seu tradicional Festival de Inverno. De 11 a 21 de julho, a Universidade promove diversas ações relacionadas ao tema Memória: arte e patrimônio, como oficinas, minicursos, residências artísticas e apresentações culturais. A participação é aberta a todos os públicos.

O Espaço do Conhecimento UFMG participa da programação com observações do céu, exibições no Planetário, exposições na Fachada Digital, minicursos e debate. A maioria das atrações é gratuita. As atividades do festival também acontecem no Centro Cultural UFMG, no Conservatório UFMG e no campus Pampulha, em Belo Horizonte, e no campus cultural UFMG em Tiradentes.

Astronomia em foco
Quem se interessa por temas relacionados ao céu não vai sair do Espaço do Conhecimento UFMG durante o Festival de Inverno. No dia 13 de julho, a Observação Noturna permite que os visitantes vejam a Lua de pertinho com a ajuda de telescópios. No dia 20, é a vez de contemplar Júpiter e Saturno. A atividade tem início às 19h, mas as senhas gratuitas começam a ser distribuídas às 17h30. Estão disponíveis 120 vagas para cada dia de observação.

Já o Sol poderá ser visto com o auxílio de um telescópio especial nos dias 14 e 21 de julho. Com início às 11h, a atração também é gratuita, mas exige a retirada de uma senha, que começa a ser distribuída às 10h. Cada sessão de Observação do Sol tem 120 vagas.

Os visitantes também podem viajar pelo universo e conhecer seus fascinantes corpos celestes sem sair da Terra! O Planetário exibirá sessões que dialogam com o tema do festival neste ano, Memória: arte e patrimônio. De 12 a 21 de julho, sempre às 16h, o público pode conferir as exibições Astronomia Indígena, O Céu como Patrimônio e Arqueoastronomia Maia. Os ingressos custam R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). A política de gratuidade pode ser consultada aqui.

O Espaço ainda realizará uma Roda de Conversa sobre a história da astronomia em BH nos dias 13 e 19 de julho, às 14h. No dia 20, às 14h, o público descobre curiosidades sobre nosso satélite natural na atividade Pouso na Lua. Essas duas atividades serão acessíveis em Libras. Na mesma data, os visitantes soltam a voz no Karaokê da Lua! Todas essas ações têm entrada gratuita.

O Planetário é seu!
Muita gente se encanta com as projeções do Planetário e se pergunta sobre a possibilidade de criar conteúdo para esse formato. O Espaço do Conhecimento UFMG promove um minicurso de introdução ao processo de produção audiovisual fulldome, padrão específico de planetários. Voltada para estudantes e profissionais interessados no assunto, a Oficina de Produção Fulldome ocorre de 15 a 19 de julho, às 14h. Há 20 vagas abertas, e a inscrição deve ser feita pelo e-mail audiovisual@espacoconhecimento.ufmg.br.

Congado: um patrimônio imaterial
O Multiverso de julho integra o festival com a apresentação do Coral Vozes de Campanhã. No dia 13 de julho, às 17h, o grupo canta a ancestralidade negra de sua região, valorizando os costumes da comunidade e a força da religiosidade afro-cristã do congado mineiro. O coral foi fundado em 2014, a partir de uma iniciativa das integrantes da Guarda de Congo da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Justinópolis, em Ribeirão das Neves. A entrada é gratuita.

Patrimônio indígena
Os povos indígenas ainda são muito silenciados pelo conhecimento científico dominante. Mas, aos poucos, as portas têm sido abertas ao saber tradicional, que já tem lugar até mesmo na Universidade. Durante o Festival de Inverno, o Espaço do Conhecimento oferece a Oficina Imagens da Memória: sonhar a terra, uma oportunidade ao público de conhecer mais formas de experimentar o mundo a partir da visão desses povos. Participam da conversa os mestres indígenas Kanatyo Pataxó e Davi Kopenawa. A atividade ocorre no dia 20 de julho, às 16h, no Espaço. No dia 21, às 16h, a sessão acontece no Centro Cultural UFMG. A entrada é gratuita. Para participar, é preciso fazer inscrição nesse link https://aplicativos.ufmg.br/conhecimento/atividades/usuarios/acesso.

O que é patrimônio?
O museu também discutirá o patrimônio sob a perspectiva cultural. No dia 18 de julho, às 14h, o debate Experiência de ocupação de espaços públicos pela cultura recebe a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Michelle Arroyo, e a presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Fabíola Moulin. A mediação será do professor da UFMG Fernando Mencarelli. Há 15 vagas disponíveis. A entrada é gratuita e não necessita de inscrição prévia.

Já na oficina Quem sou eu? O patrimônio é você, os participantes refletem sobre a relação das pessoas com os patrimônios de Belo Horizonte por meio de um jogo. A atividade ocorre nos dias 13 e 17 de julho, às 15h, e tem 20 vagas. A entrada é gratuita.

O tema também estará em foco na Fachada Digital, que exibe a projeções Violas de Minas: patrimônio imaterial de Minas Gerais, Conectando Acervos e A Arte do Marfim em Minas Gerais de 12 a 21 de julho, sempre das 18h às 22h.

51º Festival de Inverno da UFMG
O Festival de Inverno da UFMG é um projeto de referência nacional que ocorre anualmente durante o período das férias de julho. O evento reúne atividades como apresentações musicais, oficinas, minicursos, aulas abertas e residências artísticas, que são ofertadas em diversos espaços da Universidade.

Neste ano, o festival acontece de 11 a 21 de julho, com o tema Memória: arte e patrimônio. A programação acontece no Espaço do Conhecimento UFMG, no Centro Cultural UFMG, no Conservatório UFMG e no campus Pampulha, em Belo Horizonte, assim como no Campus Cultural UFMG em Tiradentes.

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH, do Instituto Unimed-BH e da Petrobras.

Serviço:
Festival de Inverno da UFMG no Espaço do Conhecimento
Onde: Praça da Liberdade, 700, Funcionários

Exibição das projeções Violas de Minas: patrimônio imaterial de Minas Gerais, Conectando Acervos e A Arte do Marfim em Minas Gerais na Fachada Digital
Quando: 12 a 21 de julho, 18h às 22h
Classificação: livre
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário Astronomia Indígena
Quando: 12 de julho, às 16h
Classificação: livre
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Oficina Quem sou eu? O patrimônio é você
Quando: 13 e 17 de julho, às 15h
Classificação: livre
Vagas: 20
Inscrições: retirada de senha uma hora antes
Entrada: gratuita

Roda de Conversa: História da Astronomia em BH
Quando: 13 e 19 de julho, às 14h
Classificação: dez anos
Vagas: 20
Inscrições: retirada de senha uma hora antes
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário Arqueoastronomia Maia
Quando: 13 de julho, às 16h
Classificação: oito anos
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Multiverso apresenta Coral Vozes de Campanhã
Quando: 13 de julho, às 17h
Classificação: livre
Vagas: 60
Entrada: gratuita

Observação Noturna
Quando: 13 e 20 de julho, às 19h
Classificação: quatro anos
Vagas: 120
Inscrições: retirada de senha a partir das 17h30
Entrada: gratuita

Observação do Sol
Quando: 14 e 21 de julho, às 11h
Classificação: quatro anos
Vagas: 120
Inscrições: retirada de senha a partir das 10h
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário O Céu como Patrimônio
Quando: 14 de julho, às 16h
Classificação: 12 anos
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Oficina de Produção Fulldome
Quando: 15 a 19 de julho, às 14h
Vagas: 10
Entrada: gratuita mediante inscrição pelo e-mail audiovisual@espacoconhecimento.ufmg.br

Sessão do Planetário O Céu como Patrimônio
Quando: 16 de julho, às 16h
Classificação: 12 anos
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Debate Experiência de ocupação de espaços públicos pela cultura
Quando: 18 de julho, às 14h
Classificação: livre
Vagas: 15
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário Arqueastronomia Maia
Quando: 17 de julho, às 16h
Classificação: 12 anos
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Sessão do Planetário Astronomia Indígena
Quando: 18 de julho, às 16h
Classificação: livre
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Sessão do Planetário O Céu como Patrimônio
Quando: 19 de julho, 16h
Classificação: 12 anos
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Atividade Pouso na Lua
Quando: 20 de julho, às 14h
Classificação: a partir de seis anos
Vagas: 20
Inscrições: retirada de senha uma hora antes
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário Arqueoastronomia Maia
Quando: 20 de julho, às 16h
Classificação: oito anos
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Oficina Imagens da Memória: sonhar a terra
Quando: 20 e 21 de julho, às 16h
Classificação: livre
Vagas: limitada à capacidade do espaço
Inscrições: pelo site https://aplicativos.ufmg.br/conhecimento/atividades/usuarios/acesso
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário A Lua e o Zodíaco
Quando: 20 de julho, às 18h
Classificação: 12 anos
Vagas: 65
Inscrições: retirada de senha uma hora antes
Entrada: gratuita

Karaokê da Lua
Quando: 20 de julho, às 18h e às 19h
Classificação: livre
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário ABC das Estrelas
Quando: 19h
Classificação: quatro anos
Vagas: 65
Inscrições: retirada de senha uma hora antes
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário O Alvorecer da Era Espacial
Quando: 20h
Classificação: 12 anos
Vagas: 65
Inscrições: retirada de senha uma hora antes
Entrada: gratuita

Yoga na Praça
Quando: 21 de julho, às 09h
Classificação: livre
Entrada: gratuita

Sessão do Planetário Astronomia Indígena
Quando: 21 de julho, às 16h
Classificação: livre
Vagas: 65
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

Grupo Aruanda faz única apresentação em Belo Horizonte antes de sua turnê pela Europa

Texto: Divulgação

O Grupo Aruanda e o Projeto de extensão da UFMG “Pontos de Contato/Núcleo Aruanda” apresentam coreografias que unem Festa, Força, Fé, e a diversidade do povo brasileiro. As danças vêm de Minas, e viajam pelos cantos do passado, revivendo costumes, ainda preservados, construindo a história, na lembrança, na memória e num tempo eternizado. Também vêm do Nordeste brasileiro, que pela seca castigado, não se dobra as intempéries e nem se sente injustiçado. Ao contrário, mantém viva, a riqueza que cultiva em cada um de seus estados. E do Brasil para o mundo, compartilhamos as Festas, a Força, e a Fé, de um povo que dança o presente e o passado.

Grupo Aruanda e turnê pela Europa

O Grupo Folclórico Aruanda, com quase 60 anos de história, é um dos mais importantes grupos de pesquisa e projeção das manifestações folclóricas do Brasil. É Ponto de Cultura desde 2007 e também filiado a instituições internacionais como CID-UNESCO, Conselho Internacional de Dança e CIOFF – Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore, organizações oficiais com relações com a UNESCO. Reconhecido no Brasil e no exterior pelo seu trabalho e por possuir um “guarda-roupa” considerado um dos mais representativos, belos e variados do mundo, com mais de 5 toneladas de figurinos e adereços, o Aruanda contabiliza mais de 5.000 espetáculos realizados no Brasil e no exterior.Este ano, o Grupo Aruanda foi convidado para participar de festivais internacionais em Portugal (Festival Internacional Mund’Art de Fânzeres e X Mostra Internacional de Folclore de Montemor-O-Novo) e Inglaterra (55th Billingham International Folklore Festival of World Dance). Esse tipo de festival proporciona um intercâmbio riquíssimo já que grupos de todo o mundo se encontram para oferecer a diversidade cultural de seus países.SERVIÇO

Espetáculo: Aruanda em Festa, Força e Fé.
Local: Sesc Palladium
Endereço Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, BH/MG.
Data: 07 de julho de 2019, Domingo.
Horário: 19h
Ingressos na bilheteria do teatro
E pelo site: https://www.ingressorapido.com.br/event/31792-1/d/62129/s/321725 – código promocional: ARUANDAEMFESTA

Festival de Inverno da UFMG está com inscrições abertas para oficinas e residências

Texto: Assessoria de Imprensa do 51º Festival de Inverno UFMG

Permanecem abertas, até 11 de julho, as inscrições para cinco residências artísticas e dez oficinas do 51º Festival de Inverno UFMG. A edição de 2019 busca dar visibilidade às políticas da Universidade para a área da cultura, sob o tema Memória: arte e patrimônio. As oficinas acontecem no Centro Cultural UFMG (Praça na Estação), Conservatório UFMG (Avenida Afonso Pena) e Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade). As inscrições são a preços populares, de 10 a 20 reais, e podem ser realizadas pelo site www.ufmg.br/festivaldeinverno, onde é possível conferir também a programação. Inscrições para as oficinas gratuitas deverão ser feitas no próprio evento.

Realizado pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG, o Festival de Inverno acontece entre os dias 11 e 21 de julho, com uma programação extensa que, além das oficinas e residências, inclui espetáculos teatrais, concertos musicais, shows, palestras e a 1ª Jornada de Estudos sobre Patrimônio Cultural Imaterial. As atrações culturais são gratuitas, exceto algumas sessões de Planetário.

A programação do Festival tem início em Tiradentes no dia 11 de julho e a abertura oficial será no domingo, 14 de julho, no Conservatório da UFMG, com show do Trio Corrente, grupo vencedor do Grammy e uma das principais formações instrumentais do país. O evento encerra as atividades integrando a programação da Virada Cultural de BH, nos dias 20 e 21 de julho.

Memória: arte e patrimônio
O tema do 51º Festival de Inverno UFMG foi inspirado nos debates recentes sobre patrimônio histórico, artístico, cultural e universitário, motivados tanto por catástrofes como os incêndios do Museu Nacional e do Museu da Língua Portuguesa quanto pelo questionamento de políticas públicas para o setor. “Nestes tempos em que a história parece ter entrado em transe, o Festival convida para que nos detenhamos a tratar de um tema urgente: a Memória. A abordamos por um viés duplo: arte a patrimônio, uma vez que queremos participar dessa discussão de forma mais propositiva e positiva, trazendo visibilidade a projetos e a todo um trabalho que a UFMG vem desenvolvendo nessas áreas”, explica o professor Fernando Antonio Mencarelli, diretor de Ação Cultural da UFMG.

A inserção do Festival no debate sobre a memória na arte e no patrimônio ocorre de maneira direta, já que o evento acontece em um conjunto de bens tombados da Universidade, como o Centro Cultural UFMG na Praça da Estação, o Conservatório UFMG na Avenida Afonso Pena, o Espaço do Conhecimento UFMG na Praça da Liberdade e o Campus Cultural UFMG em Tiradentes. “Nossos espaços culturais potencializam a interação entre cidade e universidade, oferecendo-se como lugar de encontro, formação, aprendizagem pelas artes e culturas, compartilhamento da excelência artística”, completa Mencarelli.

Oficinas e residências
A programação do Festival de Inverno se articulou ao conjunto de ações culturais que já são realizadas pela UFMG para apresentar atividades que abordam a importância da preservação dos diferentes tipos de memória. As residências e oficinas englobam várias manifestações artísticas, como danças urbanas, música, artes plásticas, audiovisual e teatro.

As oficinas são variadas, abordando desde o circuito de arte urbana do hipercentro de BH até a relação das pessoas com os patrimônios da capital mineira, passando por assuntos como impressão tipográfica e expografias em espaços alternativos. No Conservatório UFMG, algumas atividades serão ministradas por nomes de peso do cenário cultural nacional, como Mamour Ba, Trio Corrente e o Quinteto Villa-Lobos.

Residência em danças urbanas: a residência propõe apresentar alguns dos estilos de dança oriundos da cultura hip hop por meio da contextualização histórica, do conhecimento técnico e da experimentação coreográfica.

Residência em artes cênicas – reinventa – narrativas de si: o aluno irá desenvolver a arte de ouvir e relatar histórias, a partir da memória individual e social. Para isso, algumas técnicas de interpretação, improvisação, expressão vocal e corporal serão aplicadas, aliadas a dinâmicas narrativas e de integração com o grupo, por meio de jogos cênicos.

Residência em literatura – fragmentos de memória: arte e patrimônio: os alunos irão criar microcontos em torno do tema memória, arte e patrimônio, tendo como objeto os 30 anos de história do Centro Cultural UFMG e o edifício tombado em que ele funciona. Ao final, será realizada a edição, em tipografia, de uma seleção de microcontos produzidos na residência, com a participação do Coletivo 62 pontos, de pesquisa e produção gráfica.

Residência em música e teatro – som e gesto no palco: o objetivo da residência é desenvolver uma peça performática usando gestos e sons em condições iguais. O ritmo dos sons e das ações darão forma a uma criação coletiva e reflexiva, aproveitando o humor como ferramenta expressiva. Música e teatro serão misturados em uma única linguagem, trabalhando a teoria e prática ao mesmo tempo.

Residência em artes plásticas – memória, desenho e escrita: o desenho será ponto de partida para a criação de uma poética visual individual, na qual se propõe estimular e sensibilizar uma reflexão sobre os processos de afinidade e intimidade da memória das coisas. Durante os encontros, serão realizadas práticas de experimentações com o desenhar enquanto escrita e conversas sobre questões plástico-visual.

Brincadeiras, música e cena: nesta oficina serão propostas brincadeiras e canções tradicionais a partir do repertório do grupo Serelepe e dos próprios participantes. Além disso, serão construídos alguns instrumentos musicais com materiais reaproveitáveis para serem utilizados em cenas musicais. Experimentações cênico-musicais serão conduzidas com os participantes, explorando modos e ferramentas de criação do grupo Serelepe.

Expografia em espaços não-convencionais: oficina intensiva dirigida a profissionais, estudantes e acadêmicos que se dedicam a questões de curadoria, arquitetura e museologia em espaços diferentes daqueles dos museus e das galerias de exposição ditas convencionais. Serão realizados um conjunto de sessões teóricas em que se apresentam estratégias, ideias e conceitos para abordar e intervir em locais usualmente não explorados enquanto locais expositivos.

Introdução à impressão tipográfica: a oficina introduz a tipografia e seus processos, aproveitando o conhecimento que o coletivo 62 pontos possui e os materiais tipográficos existentes no Centro Cultural UFMG. Serão apresentados aos participantes, a linguagem e a técnica dos tipos móveis, a partir de uma abordagem contemporânea.

Na linguagem dos ritmos: o objetivo da oficina é ampliar o conhecimento básico da música orgânica, facilitando a aprendizagem instrumental e proporcionando a busca de sua própria identidade musical.

Prática instrumental e performance de música de câmara para sopros: direcionada a instrumentistas de sopro, a oficina será dividida em duas partes. Na primeira, cada músico do Quinteto Villa-Lobos irá ministrar um workshop sobre a estudos e práticas relativas a seu instrumento. Serão cinco workshops: flauta, oboé, fagote, clarineta e trompa. Na segunda parte, o quinteto irá abordar questões relativas a performance de música de câmara para quinteto de sopros, sobretudo música brasileira.

Produção fulldome: os participantes terão uma introdução sobre como produzir conteúdo audiovisual para fulldome – formato de vídeo arredondado que é projetado dentro de cúpula em planetários. Serão apresentadas as principais técnicas de produção para este formato ao grupo em um projeto prático e coletivo, com os temas sobre memória e patrimônio.

Um passeio pelo circuito de arte urbana e oficina de stencil: Priscila Amoni, uma das idealizadoras do Festival CURA – Circuito Urbano de Artes, guiará a turma pelas ruas do hipercentro da cidade, contando um pouco dos bastidores e do conceito dos dez murais (pinturas gigantes) nas fachadas dos edifícios do centro de BH, que foram pintados durante o festival. O passeio se encerra com uma oficina de stencil, ministrada pelo artista André, conhecido como Comum.

Visita mediada ao circuito cultural praça da estação: a oficina conduzirá os participantes a conhecerem detalhes importantes da história de Belo Horizonte, a partir dos monumentos arquitetônicos da Praça da Estação. Os prédios a serem visitados externamente são: Centro Cultural UFMG, CentoeQuatro, Centro de Memória da Engenharia, Monumento à Terra Mineira, Estações do CBTU, Vale – Vitória Minas, Central do Brasil, Oeste de Minas, Casa do Conde de Santa Marinha, Centro de Referência da Juventude, Serraria Souza Pinto, Edifício Chagas Dória e o Centro de Memória Ferroviária. A visita passa pelas ruas Caetés, Guaicurus e Sapucaí, pelos jardins da Praça Rui Barbosa, e pelos viadutos da Floresta e Santa Tereza.

Vivência de música instrumental brasileira: voltada para instrumentistas com interesse no repertório da música instrumental brasileira. Será dividida em duas partes: na primeira, cada músico do Trio Corrente irá ministrar um workshop sobre estudos e práticas relativas a seu próprio instrumento. Serão três workshops: piano, contrabaixo e bateria. Na segunda parte, o quinteto irá abordar questões relativas à prática em conjunto da música instrumental brasileira, passando por questões como estilo, arranjo, ritmo e improvisação.

Voco invoca dadá no tempo da avacalhação: oficina intensiva organizada em torno do legado textual, sonoro e plástico-visual do movimento dadaísta, lançado internacionalmente no Cabaret Voltaire (Zurique), há 103 anos. Por meio de exercícios vocais e corporais, explanações teóricas e conversas informais, os/as participantes prepararão um conjunto de performances que serão apresentadas ao público do Festival de Inverno da UFMG no mesmo dia, às 20h.

Serviço:
Oficinas e residências do 51º Festival de Inverno UFMG
Data: 11 e 21 de julho
Inscrições: 28 de junho a 11 de julho no site: www.ufmg.br/festivaldeinverno
Local: Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro), Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1534 – Centro), Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700 – Funcionários)

Exposição de fotografias da capital mineira entre as décadas de 1960 e 1970 abre visitação no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria de Imprensa do Centro Cultural UFMG

Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Cidade Palimpséstica”, na próxima sexta-feira, dia 05 de julho de 2019, às 19 horas. A mostra reúne uma seleção de fotografias de Belo Horizonte realizadas entre as décadas de 1960 e 1970 e poderá ser vista até o dia 04 de agosto de 2019. A entrada é gratuita e integra a programação do 51º Festival de Inverno da UFMG.

As imagens compõem o acervo do Laboratório de Fotodocumentação Sylvio de Vasconcellos (LAFODOC), da Escola de Arquitetura e Design da UFMG e foram captadas pelos fotógrafos Archimedes Correia de Almeida, Gui Tarcisio Mazonni e Marcos de Carvalho Mazonni. A curadoria é dos alunos do curso de graduação em Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob a orientação da professora Verona Segantini, da Escola de Belas Artes da UFMG, em colaboração com outros docentes. A mostra se estende ao Espaço Cultural da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), localizado no interior da Estação Central do Metrô de Belo Horizonte e em outras estações da linha Eldorado-Vilarinho.

Para estabelecer a interlocução entre o acervo do LAFODOC e Belo Horizonte, 113 fotografias são expostas em formatos variados, através das quais o visitante poderá perceber as alterações espaciais da paisagem urban, experimentadas pela cidade ao longo da sua história. Essas transformações recorrentes sobrepostas ao traçado original, idealizado pela Comissão Construtora da Nova Capital, estabeleceram um contraste entre a cidade projetada e aquela que foi sendo habitada.

Entre demolições e reconstruções, o constante movimento arquitetônico formou um palimpsesto urbano, cujas consequências das intervenções são múltiplas. Algumas delas podem ser conferidas nos quatro eixos norteadores da exposição: Palimpsesto, Construir, Habitar e Espaçamentos. Neles, será possível perceber o crescimento populacional de Belo Horizonte, o processo de verticalização, o aparecimento de bairros e favelas, os estilos arquitetônicos, as técnicas construtivas e a metropolização, que repercutiram e ainda repercutem na composição espacial e social citadina. Algumas imagens contemporâneas foram produzidas como releituras, possibilitando ao visitante perceber essas transformações. Todas as fotografias passaram por um cuidadoso processo de pesquisa e investigação, que permitiu, inclusive, a identificação das edificações que estão representadas.

No módulo “Espaçamentos”, aberto à visitação no Centro Cultural UFMG, a proposta é apresentar como o projeto da cidade de Belo Horizonte foi pensado e executado numa perspectiva de espaçamento ordenado e circunscrito dentro dos limites da Avenida do Contorno.  Contudo, à medida que a capital se expandia, seu traçado original sofria alterações. Com o crescimento populacional, intensificados nas décadas de 1960 e 1970, os limites da Avenida do Contorno foram extrapolados, configurando novos espaçamentos urbanos.

Sobre o LAFODOC

O laboratório, constituído em 1954, reúne mais de 50 mil negativos que retratam transformações arquitetônicas, cenas urbanas de Minas Gerais e de outros lugares do Brasil. Documenta parte da memória do país, em especial de Belo Horizonte, a qual sofria transformações urbanísticas relevantes nos meados do século XX, decorrentes do crescimento populacional e do conceito desenvolvimentista da época. Reconhecendo a importância desse patrimônio, sob a guarda da Universidade, o Curso de Museologia da UFMG convida aos habitantes a lançarem um olhar sobre a cidade e sobre suas edificações, algumas já demolidas, outras apagadas ou sobrepostas. Os negativos, que foram digitalizados e disponibilizados para consulta, testemunham as transformações incessantes e revelam modos de construir e habitar em outros tempos.

Serviço
Centro Cultural UFMG
Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Belo Horizonte – MG
(31)3409-8290
https://www.facebook.com/centroculturalufmg