Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Edital 1632 – Departamento de Desenho – Área de Conhecimento: Desenho e Artes Visuais

Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Edital 1632 – Departamento de Desenho – Área de Conhecimento: Desenho e Artes Visuais

ÁREA DE CONHECIMENTO: Desenho e Artes Visuais

VAGA: 1 (uma)

CLASSE DE MAGISTÉRIO: Classe A com denominação de Professor Assistente A, nível 1

REGIME DE TRABALHO: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral, com dedicação exclusiva

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Doutorado em Artes, Artes Visuais, Artes Plásticas ou Educação Artística ou em áreas afins

PERFIL DO CANDIDATO: .Professor, artista plástico/visual e pesquisador com graduação em Artes, Artes Visuais, Artes Plásticas, Educação Artística ou Ensino da Arte, com ênfase em Desenho e atuação prática e teórica em Artes. É desejável amplo domínio nas seguintes modalidades: Desenho de Observação e de Criação; Técnicas e Materiais de Desenho; Fundamentos da Forma e da Composição; Análise Crítica e Acompanhamento de Processos Artísticos.

PROVAS: Julgamento de Títulos, Prova Didática e Prova Prática

Realização da prova prática:

A prova consistirá em um desenho de observação direta, que poderá conter cena com objetos de naturezas diversas e/ou modelo vivo. O candidato deverá demonstrar desenvoltura artística e expressiva, capacidade de interpretar, no bidimensional, cenas observadas do tridimensional, bem como domínio, conhecimento e habilidade na representação, por meio do desenho de objetos e/ou modelo vivo nos seguintes aspectos: perspectiva, proporção, construção, volumetria, textura, composição e uso expressivo do material.

Instrumentos, aparelhos ou técnicas a serem utilizadas: O material será fornecido pela comissão organizadora.

Metodologia de aferição:

Para aferição do conhecimento, os candidatos serão avaliados quanto à sua capacidade de interpretar, por meio do desenho, cena ou pose de modelo vivo proposta pela Comissão Avaliadora, observando a transposição do tridimensional para o bidimensional, de modo a demonstrar seu potencial artístico e desenvoltura na representação bidimensional, com domínio dos seguintes aspectos: estruturação, perspectiva, proporção, construção, volumetria, textura, composição e uso expressivo do material.

Duração da Prova Prática: A Prova Prática terá duração de até 4 (quatro) horas.

EDITAL: EDITAL Nº 1632, DE 13 DE JULHO DE 2026, publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 2026, Seção 3, páginas 89 a 96.

INSCRIÇÕES POR CORREIO ELETRÔNICO

PERÍODO DAS INSCRIÇÕES: De 17/07/2026 a 17/08/2026 – ( 30 dias)

HORÁRIO: 00h00 às 23h59 (horário de Brasília)

EMAIL: secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br

PRAZO PARA O INÍCIO DO CONCURSO: De 30 (trinta) a 90 (noventa) dias, contados a partir da data de encerramento das inscrições.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:
O candidato deverá enviar, no ato da inscrição, os seguintes documentos:

6.7. O candidato deverá enviar, no ato da inscrição, os seguintes documentos em arquivos digitais individuais, no formato PDF, com o tamanho máximo de 2 (dois) MB cada um:

a) Termo de requerimento de inscrição devidamente preenchido e assinado (disponível na página eletrônica https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

b) Cópia da Carteira de Identidade ou de outra prova de ser brasileiro nato ou naturalizado e, no caso de estrangeiro, de documento de identificação;

c) Comprovação de quitação com o Serviço Militar, quando for o caso;

d) Certidão de Quitação Eleitoral, que pode ser obtida por meio do sítio eletrônico https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral, dispensável no caso de candidatos estrangeiros;

e) Comprovante do pagamento da taxa de inscrição ou Formulário de Requerimento de Isenção do Pagamento de Taxa de Inscrição de Concursos Públicos (disponível na página eletrônica
https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

f) Curriculum vitae;

g) Documentos necessários para satisfazer os itens 6.11 e 11.6, alínea “e”, deste Edital, se for o caso.

6.7.1. No envio da inscrição o candidato deverá nomear a mensagem da seguinte forma: “Edital [número do edital] – [nome completo do candidato]”.

6.7.2. Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos arquivos em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de envio das mensagens.

6.8. Os originais, ou cópias autenticadas, dos documentos das alíneas ‘b’ e ‘g’ do item 6.7 devem ser apresentados na data da realização da primeira prova.

6.9. A pessoa travesti, transexual ou transgênera que desejar ser atendida ou atendido pelo NOME SOCIAL poderá solicitá-lo no ato da inscrição.

6.9.1. Não serão aceitas outras formas de solicitação de atendimento pelo nome social, tais como: via postal, telefone, fax ou correio eletrônico.

6.9.2. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, documentos que atestem a condição que motiva a solicitação de atendimento declarado.

6.10. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae, numerados e ordenados, preferencialmente, na mesma sequência apresentada no curriculum vitae, deverão ser enviados, no formato PDF, para o correio
eletrônico secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br, em até dez dias após o término das inscrições.

6.10.1. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae devem ser enviados em arquivos no formato PDF de até 20 (vinte) MB cada.

6.10.1.1 A caixa de correio eletrônico da UFMG tem capacidade limitada em 20 (vinte) MB por mensagem. Os envios que excederem a capacidade de 20 (vinte) MB não serão considerados e o candidato não fará jus à pontuação referente ao envio.

6.10.1.2 Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos documentos comprobatórios do curriculum vitae em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de envio das mensagens.

6.10.2. O recebimento dos documentos comprobatórios será confirmado por meio de mensagem eletrônica ao candidato, em até 1 (um) dia útil.

6.10.3. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, a apresentação dos documentos originais ou cópias autenticadas dos documentos comprobatórios, pessoalmente ou por envio postal.

6.10.4. Os itens do currículo para os quais o candidato não apresentar documentação comprobatória correspondente ou cuja documentação não permita comprovar seu cumprimento não serão pontuados na Prova de Títulos.

6.10.4.1. Documentos rasurados, ilegíveis ou que apresentem erro material serão desconsiderados e o item correspondente não será pontuado na Prova de Títulos.

Documentos

EDITAL Nº 1632, DE 13 DE JULHO DE 2026 , publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 2026, Seção 3, páginas 89 a 96

Termo de Requerimento de Inscrição Concurso Público para Cargo do Magistério Federal

Formulário de Solicitação de Isenção do pagamento de taxa de inscrição de Concursos Públicos – Cargo do Magistério Federal

Programa do Concurso

Resolução nº 13/2010, de 11 de Novembro de 2010

Resolução Complementar nº 02/2013, de 07 de Fevereiro de 2013

Decreto nº 9.739, de 28 de Março de 2019



Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Departamento de Desenho – Edital 1633 – Área de Conhecimento: Experimentação e Produção em Moda/Design de Moda: Criação e Pesquisa em Moda; História, Materiais e Processos de Fabricação; Design de Superfícies; Estamparia

Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Departamento de Desenho – Edital 1633 – Área de Conhecimento: Experimentação e Produção em Moda/Design de Moda: Criação e Pesquisa em Moda; História, Materiais e Processos de Fabricação; Design de Superfícies; Estamparia

ÁREA DE CONHECIMENTO: Experimentação e Produção em Moda/Design de Moda: Criação e Pesquisa em Moda; História, Materiais e Processos de Fabricação; Design de Superfícies; Estamparia

VAGA: 1 (uma)

CLASSE DE MAGISTÉRIO: Classe A com denominação de Professor Assistente A, nível 1

REGIME DE TRABALHO: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral, com dedicação exclusiva

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Mestrado na área de Moda/Design de Moda, Design, Artes, Arquitetura, Comunicação, Humanidades ou áreas correlatas

PERFIL DO CANDIDATO: Professor(a) e pesquisador(a) atuante na área de Moda com experiência prática e conhecimento teórico em: (1) pesquisa,
criação, planejamento e projetos em Moda (coleção de moda e coleção de estampas); (2) história, materiais e processos de fabricação; (3) design de
superfície têxtil e estamparia

PROVAS: Fase 1: Prova Escrita com caráter eliminatório e Fase 2: Julgamento de Títulos e Prova Didática

EDITAL: EDITAL Nº 1633, DE 13 DE JULHO DE 2026, publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 2026, Seção 3, páginas 96 a 103.

INSCRIÇÕES POR CORREIO ELETRÔNICO

PERÍODO DAS INSCRIÇÕES: De 17/07/2026 a 17/08/2026 – (30 dias)

HORÁRIO: 00h00 às 23hs59 (horário de Brasília)

EMAIL: secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br

PRAZO PARA O INÍCIO DO CONCURSO: De 30 (trinta) a 90 (noventa) dias, contados a partir da data de encerramento das inscrições.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

6.7. O candidato deverá enviar, no ato da inscrição, os seguintes documentos em arquivos digitais individuais, no formato PDF, com o tamanho máximo de 2 (dois) MB cada um:

a) Termo de requerimento de inscrição devidamente preenchido e assinado (disponível na página eletrônica https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

b) Cópia da Carteira de Identidade ou de outra prova de ser brasileiro nato ou naturalizado e, no caso de estrangeiro, de documento de identificação;

c) Comprovação de quitação com o Serviço Militar, quando for o caso;

d) Certidão de Quitação Eleitoral, que pode ser obtida por meio do sítio eletrônico https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral, dispensável no caso de candidatos estrangeiros;

e) Comprovante do pagamento da taxa de inscrição ou Formulário de Requerimento de Isenção do Pagamento de Taxa de Inscrição de Concursos Públicos (disponível na página eletrônica https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

f) Curriculum vitae;

g) Documentos necessários para satisfazer os itens 6.11 e 11.6, alínea “e”, deste Edital, se for o caso.

6.7.1. No envio da inscrição o candidato deverá nomear a mensagem da seguinte forma: “Edital [número do edital] – [nome completo do candidato]”.

6.7.2. Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos arquivos em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de envio das mensagens.

6.8. Os originais, ou cópias autenticadas, dos documentos das alíneas ‘b’ e ‘g’ do item 6.7 devem ser apresentados na data da realização da primeira prova.

6.9. A pessoa travesti, transexual ou transgênera que desejar ser atendida ou atendido pelo NOME SOCIAL poderá solicitá-lo no ato da inscrição.

6.9.1. Não serão aceitas outras formas de solicitação de atendimento pelo nome social, tais como: via postal, telefone, fax ou correio eletrônico.

6.9.2. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, documentos que atestem a condição que motiva a solicitação de atendimento declarado.

6.10. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae, numerados e ordenados, preferencialmente, na mesma sequência apresentada no curriculum vitae, deverão ser enviados, no formato PDF, para o correio eletrônico secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br, em até vinte e quatro horas após a divulgação da lista de classificados na Prova Escrita.

O Porfólio deverá ser entregue junto com os documentos comprobatórios, pois faz parte do Quesito: PRODUÇÃO CIENTÍFICA, TÉCNICA, ARTÍSTICA E CULTURAL NA ÁREA da Tabela de Pontuação da Prova de Títulos.

6.10.1. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae devem ser enviados em arquivos no formato PDF de até 20 (vinte) MB cada. 6.10.1.1 A caixa de correio eletrônico da UFMG tem capacidade limitada em 20 (vinte) MB por mensagem. Os envios que excederem a capacidade de 20 (vinte) MB não serão considerados e o candidato não fará jus à pontuação referente ao envio.

6.10.1.2 Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos documentos comprobatórios do curriculum vitae em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de
envio das mensagens

6.10.2. O recebimento dos documentos comprobatórios será confirmado por meio de mensagem eletrônica ao candidato, em até 1 (um) dia útil.

6.10.3. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, a apresentação dos documentos originais ou cópias autenticadas dos documentos comprobatórios, pessoalmente ou por envio postal.

6.10.4. Os itens do currículo para os quais o candidato não apresentar documentação comprobatória correspondente ou cuja documentação não permita comprovar seu cumprimento não serão pontuados na Prova de Títulos.

6.10.4.1. Documentos rasurados, ilegíveis ou que apresentem erro material serão desconsiderados e o item correspondente não será pontuado na Prova de Títulos.


Documentos

EDITAL Nº 1633, DE 13 DE JULHO DE 2026 publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 20264, Seção 3, páginas 96 a 103

Termo de Requerimento de Inscricao Concurso Público para Cargo do Magisterio Federal

Formulário de Solicitação de Isenção do pagamento de taxa de inscrição de Concursos Públicos – Cargo do Magistério Federal

Programa do Concurso

Resolução nº 13/2010, de 11 de Novembro de 2010

Resolução Complementar nº 02/2013, de 07 de Fevereiro de 2013

Decreto nº 9.739, de 28 de Março de 2019

Exposição coletiva celebra o legado de Guignard e dos mestres que moldaram a Escola de Belas Artes da UFMG

Exposição coletiva celebra o legado de Guignard e dos mestres que moldaram a Escola de Belas Artes da UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição coletiva ‘Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto’, que reúne obras de Álvaro Apocalypse, Beatriz Coelho, Eduardo de Paula, Haroldo Mattos, Herculano Campos, Jarbas Juarez, Jefferson Lodi, Pompeia Brito, Wilde Lacerda e Yara Tupynambá, com curadoria de Daniele de Sá Alves e Fabrício Fernandino.

A mostra presta homenagem aos artistas e professores pioneiros da Escola de Belas Artes da UFMG, reconhecendo a relevância de suas trajetórias para a consolidação da instituição e para o desenvolvimento das artes visuais em Minas Gerais e no Brasil. Reunindo obras que atravessam diferentes linguagens, poéticas e gerações, a exposição evidencia um legado que permanece vivo, inspirando processos de criação, pesquisa e formação artística na contemporaneidade.

A abertura será realizada no dia 14 de julho de 2026, terça-feira, às 20h15. A exposição permanece em cartaz até 24 de julho de 2026, integrando a programação do 58º Festival de Inverno UFMG. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto

A história da arte em Minas Gerais, particularmente aquela que se consolidou no âmbito universitário a partir da segunda metade do século XX, não pode ser compreendida sem o reconhecimento da profunda influência exercida por Alberto da Veiga Guignard. Entre as décadas de 1940 e 1960, seus alunos constituíram um núcleo de artistas que não apenas renovou a produção artística brasileira, mas também lançou as bases para a criação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

A exposição ‘Arte em movimento: traço, memória e a Liberdade do gesto’ nasce do desejo de reconhecer e celebrar essa herança. Reunindo obras de artistas pertencentes às primeiras gerações formadas por Guignard e que posteriormente integraram o corpo docente da Escola de Belas Artes, a mostra evidencia não apenas trajetórias individuais, mas também os vínculos que conectam formação artística, ensino e construção institucional. A mostra conta com obras dos artistas Álvaro Apocalypse,  Yara Tupinambá,  Haroldo Mattos,  Herculano Campos,  Wilde Lacerda,  Eduardo de Paula,  Jarbas Juarez, Pompéa Brito, Jefferson Lodi  e da Sala especial Beatriz Coelho. As obras foram cedidas pelo Acervo Artístico da UFMG, Grupo Giramundo e de acervos particulares.

Exposição ‘Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto’
Abertura: 14 de julho de 2026 | às 20h15
Visitação: até o dia 24/07/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Exposição de Pedro Lima no Centro Cultural UFMG celebra a diversidade cultural brasileira por meio da xilogravura

Exposição de Pedro Lima no Centro Cultural UFMG celebra a diversidade cultural brasileira por meio da xilogravura

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual Memórias em madeira: a arte da Xilogravura, do artista Pedro de Lima, com curadoria de Joana Brito. A mostra reúne xilogravuras que ilustram duas obras escritas pelo artista, expressando a riqueza da cultura popular brasileira. O lançamento será no dia 10 de julho, sexta-feira, às 19h (Avenida Santos Dumont, 174 – Centro – Belo Horizonte). As obras poderão ser vistas até 16 de agosto, integrando a programação do 58º Festival de Inverno UFMG. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Memórias em madeira: a arte da Xilogravura

A riqueza da diversidade cultural brasileira ganha destaque na nova exposição do artista Pedro de Lima. Composta por 18 xilogravuras, a mostra reúne obras que integram os livros Encantos do Brasil: xilogravura e cultura popular e Baião de dois: sons e sabores do Brasil, ambos escritos e ilustrados pelo autor. O conjunto das obras traduz, de forma visual e potente, a pluralidade da memória coletiva do país.

A xilogravura é a arte de esculpir na madeira símbolos, formas e sentidos que, ao serem impressos no papel, preservam e difundem saberes e tradições. No trabalho de Pedro de Lima, esse resgate ganha vida na delicadeza dos traços esculpidos com goivas em matrizes de umburana, resultando em uma celebração minuciosa da nossa identidade.

Inspiração e Identidade

O encantamento é o fio condutor que guia o olhar do xilógrafo diante do patrimônio cultural brasileiro. Inspirado sobretudo pelas tradições do Nordeste, sua região natal, o artista transforma referências da cultura popular em imagens vibrantes que narram a nossa história.

Em suas obras, elementos como vaqueiros, artefatos de couro, rendas de bilro, estandartes de festas, temperos marcantes, cocares indígenas e vastos palmeirais convertem-se em matéria-prima de memórias entalhadas. Cada imagem revela a sensibilidade do artista sobre os ofícios, as paisagens e os costumes que moldam o Brasil.

Resistência e Tradição

A exposição convida o público a contemplar a riqueza de detalhes e as composições marcantes criadas pelo artista. Em traços que alternam entre o rigor do reto e a fluidez do sinuoso, as xilogravuras revelam narrativas atravessadas por lutas, resistência e beleza profunda.

Mais do que celebrar a trajetória de Pedro de Lima, a mostra busca despertar o apreço por essa técnica tradicional, contribuindo diretamente para manter viva uma das mais antigas e emblemáticas expressões artísticas da nossa história.

Sobre o artista

Pedro de Lima nasceu em Caxias (MA), em 29 de junho de 1947. Na década de 1960, mudou-se com a família para o Crato (CE) e, anos depois, seguiu para Brasília, onde graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB). Em 1978, ingressou como docente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN), onde viveu até 2021, quando retornou ao Crato, cidade de sua juventude.

É mestre em Antropologia Social pela UFRN e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Autor de diversos livros acadêmicos, cordéis, poemas e ensaios sobre questões sociais, tem entre suas principais obras ‘Encantos do Brasil: xilogravura e cultura popular’ (Appris/Artêra, 2019) e ‘Baião de dois: sons e sabores do Brasil’ (Confraria do Vento, 2021).

Desde 2012, dedica-se intensamente à produção de xilogravuras, retomando a técnica que aprendeu quando frequentava o Instituto Central de Artes (ICA) da UnB, ainda como estudante. Entre 2012 e 2022, desenvolveu séries autorais como ‘Negritudes’, ‘Crato em Cordel’, ‘Encantos do Brasil’, ‘Baião de Dois’ e ‘O corpo samba, a alma jazz’. Sua produção reúne cerca de noventa xilogravuras, feitas em matrizes de madeira de umburana, de tamanhos variados, impressas em tinta preta sobre papel.

Seu trabalho foi apresentado em exposições no Núcleo de Arte e Cultura (NAC/UFRN), em Natal; no Centro Cultural do Cariri, no Crato; e no Fórum da Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com curadoria de Joana Brito de Lima Silva, responsável também pela curadoria desta exposição, do Centro Cultural UFMG, em Belo Horizonte.

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Serviço:

Exposição Memórias em madeira: a arte da Xilogravura – Pedro de Lima

Abertura: 10 de julho | 19h

Visitação: até o dia 16 de agosto – Terças a sextas: 9h às 20h | Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Local: Sala Ana Horta do Centro Cultural UFMG  (Av. Santos Dumont, 174 – Centro – Belo Horizonte | MG)

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Seleção para Professor Substituto do Magistério Superior – 40H – Área de Conhecimento: Fotografia – FTC

Seleção para Professor Substituto do Magistério Superior – 40H – Área de Conhecimento: Fotografia – FTC

Edital

Programa

Passo a Passo para o sistema de inscrição

Inscrições Homologadas

Portaria 6211 – Comissão Examinadora

Edital de Convocação dos Candidatos

Caso seja necessário fazer upload de arquivos acima de 8MB, o candidato poderá encaminhar a documentação comprobatória para o e-mail institucional do departamento (dftc@eba.ufmg.br), através de link de plataformas de compartilhamento de arquivos, desde que o envio ocorra dentro do prazo de inscrições previsto no edital.

Exposição “Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular” e lançamento do livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais” – 17/06 – 19h30

Exposição “Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular” e lançamento do livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais” – 17/06 – 19h30

A exposição Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular, da artista visual Beatriz Coelho, apresenta ao público, no Centro Cultural da UFMG, um conjunto de 45 pinturas em aquarelas dispostas em três séries de imagens organizadas nos temas da religiosidade, na série Ritos e Devoções; da corporalidade, na série Danças e Músicas; e da festividade, na série Celebrações e Festejos.

Com esse conjunto de imagens, a artista apresenta visualidades imaginárias das diversas manifestações da arte e cultura popular brasileira, percorrendo o calendário anual dos eventos religiosos e das festas populares. Em cores vibrantes e movimentos intensos, a mostra traz à tona cenas de festejos, cortejos e manifestações religiosas e culturais, permeadas pelas danças, músicas, indumentárias e localidades, reconstituindo-se a imaginária iconográfica e arquetípica do povo, da arquitetura e da paisagem brasileira. Assim, os agrupamentos dos ritos e devoções, das danças e músicas, e das celebrações e festejos populares destacam uma profusão de ritmos e cores, que marcam a diversidade e remontam à ancestralidade da cultura brasileira. Dessa forma, a exposição age como uma revelação visual e como uma afirmação identitária do sentido de brasilidade, contribuindo para a preservação imaterial da memória artística e cultural brasileira.

Além disso, a exposição é uma homenagem em reconhecimento da artista Beatriz Coelho, primeira Professora Emérita da Escola de Belas Artes da UFMG, fundadora do Cecor e Diretora da EBA nos anos de 1970. Uma mulher empreendedora e inspiradora, que está muito à frente do seu tempo, sempre engajada com a defesa da Arte como exercício da criatividade e da liberdade de expressão, assim como com a preservação da memória cultural brasileira, nos aspectos tanto materiais quanto imateriais.

Será lançado no mesmo evento, quarta-feira, o livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais”. O evento acontece no Centro Cultural da UFMG às 19h30

Travessia

O percurso de Beatriz Coelho é conhecido, principalmente, nas áreas da conservação e da restauração. Beatriz foi uma das idealizadoras do CECOR (Centro de Conservação e Restauração de Bens Móveis) da Escola de Belas Artes da UFMG e o coordenou por diversos anos. Para além disso, ela contribuiu – e contribui! – para consolidar as pesquisas na área no Brasil. Professora da UFMG, pesquisadora, restauradora e artista plástica, Beatriz Coelho se envolveu nos diversos campos de atuação da Universidade Pública: docência, pesquisa e extensão. Agora nos brinda com sua história de vida em uma escrita sincera e reveladora de uma mulher que trilhou a travessia de Pernambuco às Minas Gerais.

A Exposição participará ainda do evento de abertura do 58º Festival de Inverno da UFMG, em 14 de julho de 2026, junto à exposição de Artistas Fundadores da Escola de Belas Artes.

Período da Exposição:

17 de junho a 24 de julho de 2026

Evento de abertura da Exposição

Local: Grande Galeria do Centro Cultural da UFMG

Horário: 19:30

REMIN e Museu Arqueológico da Lapinha lançam plataforma digital inédita de acesso ao acervo em Lagoa Santa

REMIN e Museu Arqueológico da Lapinha lançam plataforma digital inédita de acesso ao acervo em Lagoa Santa

No dia 16 de junho, das 10h às 13h, a REMIN (Rede Mineira de Conservação) realizará o lançamento da plataforma digital de acesso ao inventário do acervo do Museu da Lapinha, de Lagoa Santa, Minas Gerais. A iniciativa reúne instituições e profissionais das áreas de cultura, ciência e preservação, objetivando ampliar o acesso público ao patrimônio arqueológico da região. A plataforma permitirá consulta online, gratuita e aberta às coleções do museu, contribuindo para sua democratização. O projeto integra o programa Acervo em Rede, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

O evento acontecerá no auditório da Escola Municipal Dr. Lund, em Lagoa Santa (MG), com a participação de parceiros institucionais como o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG) e a Urbanes Parques, responsável pela gestão do Parque Estadual do Sumidouro, onde o museu está localizado. A atividade integra a programação da Semana Lund, organizada pela Prefeitura Municipal de Lagoa Santa.

O projeto é resultado de um trabalho multidisciplinar envolvendo especialistas em Arqueologia, Antropologia Física, Paleontologia, Museologia, Documentação e Conservação digital. A iniciativa objetiva o uso qualificado do acervo por diferentes públicos, como docentes e estudantes da educação básica, ensino médio e superior, além de gestores e instituições voltadas à promoção da cultura e da ciência.

Projeto REMIN fortalece preservação e acesso a coleções

A plataforma integra o projeto “REMIN – Desenvolvimento de Protocolos para Revitalização da Infraestrutura de Preservação e Acesso de Coleções Científicas”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Coordenado pela pesquisadora Yacy Ara Froner Gonçalves (UFMG), a pesquisa propõe a articulação entre instituições acadêmicas e museais, com foco na melhoria das condições de guarda e documentação de acervos.

Museu Arqueológico da Lapinha

Fundado em 1972 por Mihály Bányai, o Museu Arqueológico da Lapinha é dedicado à preservação e difusão do patrimônio arqueológico da região de Lagoa Santa. Seu acervo reúne ossadas humanas, artefatos arqueológicos e materiais paleontológicos, fundamentais para o estudo da ocupação pré-histórica das Américas. A instituição desenvolve atividades educativas e científicas voltadas ao público e à comunidade acadêmica.

Lançamento da plataforma digital do Museu Arqueológico da Lapinha

Data: 16 de junho

Horário: 10h às 13h

Local: Auditório da Escola Municipal Dr. Lund – Lagoa Santa (MG)

Rua Cecília Dolabela Portela, 25, Centro. Lagoa Santa (MG)

Entrada: Gratuita

Programação do Evento

A produção de Joice Saturnino, artista dedicada às Artes da Fibra, é tema da exposição individual na galeria principal daEscola de Belas Artes da UFMG

A produção de Joice Saturnino, artista dedicada às Artes da Fibra, é tema da exposição individual na galeria principal daEscola de Belas Artes da UFMG

A Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG recebe, a partir da próxima terça-feira, 02 de junho, a exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra. A mostra é produto da disciplina Notas de Produção, ministrada pela professora permanente Rita Lages e pelo professor convidado Sandro Ka, no Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGArtes) da Universidade Federal de Minas Gerais.

Idealizada e produzida pelos estudantes da pós-graduação, sob a coordenação dos docentes, a exposição homenageia a trajetória da artista, pesquisadora e professora aposentada da EBA/UFMG Joice Saturnino (Belo Horizonte, 1957), responsável pela consolidação do percurso de Artes da Fibra no curso de Artes
Plásticas da Escola de Belas Artes.

Com um produção de mais de 50 anos dedicada às Artes da Fibra, e 36 anos dedicada à docência e pesquisa, a artista vive atualmente na Serra do Cipó/MG, onde desenvolve uma prática artística profundamente conectada à natureza, aos ciclos dos materiais e aos saberes tradicionais. Em sua produção, compreender as fibras significa também investigar suas origens, transformações e modos de existência. Sua pesquisa é construída no contato direto com agricultores/as, raizeiros, fiandeiras e outros guardiões e guardiãs de conhecimentos transmitidos oralmente, incorporando experiências atravessadas pela escuta, pela convivência com a terra e pelos modos coletivos de fazer.

A exposição reúne obras, estudos e processos que evidenciam essa relação entre arte, matéria e conhecimento ancestral. Fibras como a da bananeira e a do taquaraçu, recorrentes em sua trajetória, aparecem como elementos centrais de uma poética marcada pela observação do território, pela atenção às paisagens e pela valorização dos materiais orgânicos.

A exposição integra as atividades desenvolvidas no âmbito do PPG Artes da UFMG e reafirma o compromisso da Escola de Belas Artes com a experimentação, a pesquisa e a valorização de diferentes formas de práticas do conhecimento.

ATIVIDADES DE ATIVAÇÃO

Encontros Educativos – JOICE SATURNINO: fazeres e saberes das artes da fibra A programação educativa da exposição Exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra, convida o público a aprofundar o contato com os processos, técnicas e saberes das artes da fibra por meio de encontros com artistas e educadores. As atividades propõem momentos de escuta, troca e experimentação, aproximando os visitantes das práticas e trajetórias que atravessam a mostra.

Encontro com a artista – Conversa com Joice Saturnino

A artista Joice Saturnino conduz uma conversa na galeria sobre sua trajetória, processos de criação e os saberes que atravessam sua produção nas artes da fibra. Um encontro para compartilhar experiências, referências e reflexões a partir das obras presentes na exposição.
Data: 03 de junho, quarta – feira, às 16h00
Local: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.

Saberes em Movimento – Aula Aberta com Natália Rezende

A professora e artista Natália Rezende, ex-aluna de Joice Saturnino e docente da UFMG, propõe uma aula aberta que parte da exposição Exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra e segue para uma vivência prática em ateliê. O encontro aborda os conhecimentos compartilhados em sua formação, seus desdobramentos e as transformações presentes em sua prática artística e docente.
Data: 10 de junho, 14h
Ponto de encontro: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
Vivência prática: Ateliê de Artes da Fibra
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.

SOBRE A ARTISTA

JOICE SATURNINO (Belo Horizonte/MG, 1957) é artista, professora e pesquisadora na área de Artes da Fibra. Possui graduação em Belas Artes
(EBA/UFMG), mestrado e doutorado em Artes (PPGArtes/EBA/UFMG). Professora aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem
experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas, atuando principalmente nos seguintes temas: tecelagem, cestaria, papel artesanal, artes
plásticas, fibras, pigmento mineral e tintura vegetal. Vive e trabalha na Serra do Cipó/MG.

Exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra
Onde: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG – 1º piso (entrada principal, em frente à portaria)
Abertura: 02 junho, às 18h00
Período: 02 a 19 de junho de 2026
Período de visitação: das 8h às 22h
Encontros Educativos – JOICE SATURNINO: fazeres e saberes das artes da fibra
Encontro com a artista – Conversa com Joice Saturnino
Data: 03 de junho, quarta – feira, às 16h00
Local: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.
Saberes em Movimento – Aula Aberta com Natália Rezende
Data: 10 de junho, 14h
Ponto de encontro: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
Vivência prática: Ateliê de Artes da Fibra*
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.

Pensadoras precursoras das teorias feministas do cinema são homenageadas em seminário na UFMG

Pensadoras precursoras das teorias feministas do cinema são homenageadas em seminário na UFMG

Nos dias 2 e 3 de junho, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), no campus Pampulha, recebe a segunda edição do Seminário Entre Mulheres e Imagens. Realizado pelo grupo de pesquisa Poéticas Femininas, Políticas Feministas, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFMG, o evento marca um momento histórico para os estudos de cinema no Brasil com o lançamento do livro Poéticas Femininas: entre olhares e teorias feministas do cinema

A publicação, organizada pela professora do Departamento de Comunicação Social Roberta Veiga e pela pesquisadora Carla Italiano, doutora em Comunicação Social  pela UFMG, preenche uma lacuna de décadas na teoria feminista do cinema realizada no Brasil ao traduzir para o português, pela primeira vez, dez artigos fundamentais publicados nos EUA entre os anos 1970 e 1990. O volume reúne textos de teóricas importantes como Teresa De Lauretis, Linda Williams e Barbara Creed, que lançaram as bases para entender como o gênero conforma a experiência cinematográfica.

Diálogo entre gerações e homenagens
O seminário não apenas celebra a clássica teoria feminista do cinema, mas a coloca em diálogo com a pesquisa contemporânea brasileira. Cada artigo traduzido é acompanhado por ensaios de pesquisadoras nacionais (entre elas egressas, discentes e docentes do PPGCOM/UFMG) que atualizam os debates sob a ótica da interseccionalidade e dos feminismos plurais. A ideia de colocar pesquisadoras contemporâneas para abrir cada um dos textos traduzidos teve o intuito de iluminar a potência dessas obras clássicas para pensar a atuação e as disputas das mulheres no cinema atual. 

“A programação do seminário também foi pensada para colocar em diálogo a produção de docentes e discentes da UFMG com temáticas presentes nos textos que fazem parte da coletânea”, explica Juliana Gusman, doutora pela Escola de Comunicação e Artes da USP, uma das autoras e tradutoras do livro, que está à frente da organização do Seminário.

Para a professora Roberta Veiga, à frente do grupo de pesquisa Poéticas Femininas, Políticas Feministas desde 2018, a segunda edição do seminário consolida a trajetória de oito anos de trocas intensas realizadas dentro do grupo. “É uma oportunidade para discutir o protagonismo feminino não apenas como a presença de mulheres na tela, mas como uma forma de agência que permite inquirir, tensionar e subverter os poderes patriarcais, coloniais e racistas que nos violentam”, afirma Veiga.

Esta edição presta uma homenagem especial a duas expoentes do pensamento feminista que faleceram recentemente: Teresa De Lauretis (1938-2026) e Linda Williams (1946-2025). Para debater o legado de ambas, o evento contará com a presença de referências nacionais: a pesquisadora Karla Bessa (Pagu/Unicamp), que abrirá o Seminário em homenagem a De Lauretis, e Mariana Baltar (UFF), que encerrará o seminário discutindo a obra de Williams e as representações do corpo e do excesso no cinema, sobretudo, no melodrama e na pornografia.

Perspectiva Política das Imagens
Desde sua criação em 2018, o grupo Poéticas Femininas, Políticas Feministas se debruça sobre como o “olhar” cinematográfico pode ser uma ferramenta de libertação ou de opressão. “Nos interessa o modo como as mulheres se colocam na cena e em que medida o olhar dirigido a elas, através dos recursos expressivos e narrativos do cinema, atua na sua emancipação”, explica Roberta Veiga.

O evento é aberto ao público amplo, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação de diversas áreas, reforçando o caráter transdisciplinar da pesquisa feminista na UFMG.


Evento: II Seminário Entre Mulheres e Imagens

Destaque: Lançamento do livro Poéticas Femininas: entre olhares e teorias feministas do cinema

Data: 2 de junho

Local: Auditório Baesse (4º andar) e Auditório Bicalho (1º andar) da Fafich

Participações especiais: Karla Bessa (Unicamp), Mariana Baltar (UFF).

Exposição no Centro Cultural UFMG reinventa a sombra como linguagem visual

Exposição no Centro Cultural UFMG reinventa a sombra como linguagem visual

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição O chão que piso, da artista Nina de Souza-Lima. A mostra reúne uma série de pinturas que investiga a sombra como protagonista da imagem e da experiência estética. As produções resultam de uma pesquisa formal sobre a projeção da sombra de uma ponte rústica de tábuas e cordas, observada no Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte. A partir desse elemento cotidiano, a artista desenvolve uma poética visual em que luz, ritmo, cor, linha e ponto se articulam para o caminho percorrido pela sombra. A abertura será na sexta-feira, 22 de maio, às 19h. As obras poderão ser vistas até o dia 28 de junho na Sala Celso Renato de Lima do espaço (Avenida Santos Dumont, 174, Centro – Belo Horizonte) . A entrada é gratuita e tem classificação livre.

O Chão que Piso

Em O chão que piso, a sombra deixa de ocupar um lugar secundário e passa a assumir centralidade plástica e conceitual. Nas pinturas, ela se transforma em estrutura, percurso e presença. Ao ser reinventada por meio da cor, a sombra se desprende do objeto que a originou e ganha autonomia, tornando-se matéria de criação. A exposição propõe, assim, uma reflexão sobre percepção, materialidade e transformação, enfatizando a potência criativa de ressignificar aquilo que, à primeira vista, poderia parecer apenas transitório ou efêmero.

A série, ainda em desenvolvimento, é atualmente composta por 22 pinturas em formatos e dimensões variados. Essa diversidade de suportes amplia as possibilidades de leitura da obra e revitaliza a permanência da sombra em múltiplas presenças. Cada tela se torna um campo de experimentação visual, em que as mudanças de escala, forma e composição instauram novos diálogos entre o observador e a imagem.

A produção de Nina de Souza-Lima é marcada por uma linguagem singular. Sua pincelada, frequentemente associada de modo apressado ao pontilhismo, guarda, na verdade, relação mais próxima com a lógica construtiva dos mosaicos, criando uma unidade estética própria, guiada pela imaginação e pela liberdade formal. Em sua obra, o ponto se expande, ganha novas configurações e se torna elemento expressivo fundamental, tanto em composições abstratas quanto figurativas.

Em O chão que piso, Nina de Souza-Lima convida o público a percorrer uma travessia visual em que a sombra, longe de ser ausência, afirma-se como presença sensível, memória do olhar e invenção poética.

Sobre a artista

Formada em Arte, Desenho, Plástica e Fotografia pela Escola de Design da UEMG, Nina de Souza-Lima também frequentou a Escola de Belas Artes da UFMG, realizou estudos na University of California San Diego e obteve AA Degree no Grossmont College, nos Estados Unidos. Com trajetória consolidada, participou de exposições coletivas em diferentes estados do Brasil e no exterior, além de realizar seis exposições individuais em Minas Gerais. Sua produção integra acervos públicos e coleções particulares, e sua pesquisa transita por pintura, fotografia, desenho, colagem, além de atividades formativas como palestras e oficinas.

Exposição O chão que piso – Nina de Souza-Lima
Abertura: 22 de maio | 19h
Visitação: até o dia 28 de junho
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato de Lima
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita