Texto: Divulgação
A exposição Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular, da artista visual Beatriz Coelho, apresenta ao público, no Centro Cultural da UFMG, um conjunto de 45 pinturas em aquarelas dispostas em três séries de imagens organizadas nos temas da religiosidade, na série Ritos e Devoções; da corporalidade, na série Danças e Músicas; e da festividade, na série Celebrações e Festejos.
Com esse conjunto de imagens, a artista apresenta visualidades imaginárias das diversas manifestações da arte e cultura popular brasileira, percorrendo o calendário anual dos eventos religiosos e das festas populares. Em cores vibrantes e movimentos intensos, a mostra traz à tona cenas de festejos, cortejos e manifestações religiosas e culturais, permeadas pelas danças, músicas, indumentárias e localidades, reconstituindo-se a imaginária iconográfica e arquetípica do povo, da arquitetura e da paisagem brasileira. Assim, os agrupamentos dos ritos e devoções, das danças e músicas, e das celebrações e festejos populares destacam uma profusão de ritmos e cores, que marcam a diversidade e remontam à ancestralidade da cultura brasileira. Dessa forma, a exposição age como uma revelação visual e como uma afirmação identitária do sentido de brasilidade, contribuindo para a preservação imaterial da memória artística e cultural brasileira.
Além disso, a exposição é uma homenagem em reconhecimento da artista Beatriz Coelho, primeira Professora Emérita da Escola de Belas Artes da UFMG, fundadora do Cecor e Diretora da EBA nos anos de 1970. Uma mulher empreendedora e inspiradora, que está muito à frente do seu tempo, sempre engajada com a defesa da Arte como exercício da criatividade e da liberdade de expressão, assim como com a preservação da memória cultural brasileira, nos aspectos tanto materiais quanto imateriais.
Será lançado no mesmo evento, quarta-feira, o livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais”. O evento acontece no Centro Cultural da UFMG às 19h30
Travessia
O percurso de Beatriz Coelho é conhecido, principalmente, nas áreas da conservação e da restauração. Beatriz foi uma das idealizadoras do CECOR (Centro de Conservação e Restauração de Bens Móveis) da Escola de Belas Artes da UFMG e o coordenou por diversos anos. Para além disso, ela contribuiu – e contribui! – para consolidar as pesquisas na área no Brasil. Professora da UFMG, pesquisadora, restauradora e artista plástica, Beatriz Coelho se envolveu nos diversos campos de atuação da Universidade Pública: docência, pesquisa e extensão. Agora nos brinda com sua história de vida em uma escrita sincera e reveladora de uma mulher que trilhou a travessia de Pernambuco às Minas Gerais.
A Exposição participará ainda do evento de abertura do 58º Festival de Inverno da UFMG, em 14 de julho de 2026, junto à exposição de Artistas Fundadores da Escola de Belas Artes.
Período da Exposição:
17 de junho a 24 de julho de 2026
Evento de abertura da Exposição
Local: Grande Galeria do Centro Cultural da UFMG
Horário: 19:30



