Desfile de estudantes de Design de Moda em Concurso do DFB – Semana de Moda do Ceará

Texto: Divulgação

É com grande entusiasmo que a equipe representante do Curso de Design de Moda da UFMG, formada pelos estudantes Anne Gabrielle Mouro, Igor Rezende, Lyandra Viana, Matheus Vinícius Gonzaga, Ronan Padilha & Taiza Santos, anuncia sua participação na segunda fase do Concurso dos Novos com o desfile da coleção “Fête de la Bêtise: a celebração da estupidez humana”, no evento Dragão Fashion Brasil Festival 2023, que acontece no Centro de Eventos de Fortaleza, de 31 de maio a 3 de junho próximo. O desfile dos alunos da UFMG está agendado para o dia 2 de junho.

A coleção explicita uma sátira aos anos 1920 após a humanidade passar por um período pandêmico e recentemente outro, uma guerra mundial e agora outra entre Rússia e Ucrânia (reforçado pela escolha da trilha do desfile de uma banda ucraniana de folktronica) e o gastar desenfreadamente os recursos naturais como uma forma de aproveitar a vida. Entretanto, mesmo após 100 anos, ainda lidamos com o mesmo comportamento da sociedade nos dias atuais, presenciando a extinção de espécies da fauna e flora, a poluição em larga escala da indústria têxtil e petrolífera. “Fête de la Bêtise” retrata as memórias de uma jovem mulher da alta sociedade dos anos 1920 que acredita na mudança e carrega a arte e contracultura em todos os seus passos e suspiros. A coleção visa, também, propor uma reflexão sobre os retrocessos, problemas sociais e ambientais que até mesmo o espaço de tempo de um centenário não foi capaz de solucionar.

Por meio dessa presença no Concurso dos Novos do DFB 2023, o sexteto representante da UFMG propõe uma releitura da clássica visualidade presente na década de 1920, explorando principalmente as silhuetas “A” e “I”. Os elementos de estilo de “Fête de la Bêtise” transitam entre volumetrias absurdas, modelagens arquitetônicas e algumas silhuetas lânguidas. A cartela cromática da coleção é bem equilibrada e conta com amarelos viscerais, tons profundos de azul, variações do espectro cromático do verde, uma tonalidade clássica de branco, detalhamentos entalhados em vermelho, e muitos complementos em preto, visando destacar a obscuridade e a destruição existentes por trás das aparências festivas e despreocupadas.

Dessa forma, o público pode aguardar por uma coleção ácida, com várias camadas que evocam a ideia de uma grande festa frívola, onde a sociedade tenha chegado a um ponto de nã̃o retorno, e comemore graciosamente seus abusos, seus absurdos e seu próprio fim, agora, inevitável.

FICHA TÉCNICA

Estudantes: Anne Gabrielle Mouro, Igor Rezende, Lyandra Viana, Matheus Vinícius Gonzaga, Ronan Padilha & Taiza Santos
Orientador: Prof. Dr. Tarcisio D’Almeida
Criação & Estilo: Anne Gabrielle Mouro & Igor Rezende
Desenvolvimento de Produto: Matheus Vinícius Gonzaga & Ronan Padilha
Styling & Produção de Moda: Lyandra Viana & Taiza Santos
Make–up: Execução Equipe DFB
Cabelo: Execução Equipe DFB
Modelo de Provas: Stefany Dobrawolsk (UFMG)
Trilha Desfile: “Shum”, by Go_A
Vídeo: Matheus Vinícius Gonzaga

Processo Seletivo Simplificado de Professor Substituto – Departamento de Artes Cênicas – Área de Conhecimento: Interpretação e Caracterização Teatral

ÁREA DE CONHECIMENTO: Interpretação e Caracterização teatral

VAGA:
1 (UMA)

PERFIL DO CANDIDATO:
Experiência artística e docente profissional nas áreas de interpretação e de caracterização teatral, com foco nas práticas em atuação cênica e em improvisação.

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Doutorado na Área de Teatro ou em áreas afins: Artes; Artes Cênicas ou Artes da Cena

REGIME DE TRABALHO: 40 horas

REMUNERAÇÃO: será correspondente ao nível 1 da Classe A da Carreira do Magistério Superior, constituída de vencimento básico – VB e Retribuição por Titulação – RT, somando um total de R$ 6.356,02

PRAZO DE INSCRIÇÕES: 15 dias corridos a contar a partir do dia subsequente ao ato da publicação no DOU – (de 30/05 a 13/06/2023)

FORMA E LOCAL DA INSCRIÇÃO: As inscrições serão realizadas por meio eletrônico no endereço https://aplicativos.ufmg.br/gprocss/#/, com o envio de toda a documentação informada abaixo.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA: Deverá anexar os seguintes documentos, em formato PDF:

I) Carteira de Identidade ou documento equivalente que comprove ser brasileiro nato ou naturalizado; se estrangeiro, apresentar passaporte com visto compatível com o exercício da função de professor substituto (que permita o exercício de atividade remunerada, observada a legislação pertinente);

II) CPF;

III) Comprovação de quitação com a Justiça Eleitoral, que pode ser obtida por meio do sítio eletrônico https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral e prova de quitação com o serviço militar, quando couber;

IV) “curriculum vitae”, abrangendo, na seguinte ordem:
a) graus, diplomas universitários e certificados de cursos de especialização e de aperfeiçoamento (título obtido em instituição estrangeira com reconhecimento ou revalidação por universidade pública);

b) experiência docente;

c) experiência científica, técnica ou artística;

d) experiência em administração acadêmica;

e) publicações;

f) distinção obtida em reconhecimento de atividade intelectual relevante;

V) documentos comprobatórios do “curriculum vitae”, em uma via, na mesma ordem do currículo.

DATA PARA O INÍCIO DO CONCURSO: O candidato será convocado para as provas por edital e por meio de mensagem eletrônica encaminhada ao endereço eletrônico informado no ato de inscrição.

PROVAS:

PROVA PRÁTICA (50 min.) SEGUIDA DE ENTREVISTA – Eliminatória.

PROVA DE TÍTULOS (análise de currículo) – Classificatória

PROGRAMA PARA A PROVA PRÁTICA

1. Aplicação pelo candidato de uma aula presencial de interpretação teatral, para um grupo de pessoas indicado pelo Departamento.

QUANTO AOS INSTRUMENTOS:

Serão disponibilizados para o candidato os seguintes recursos:

Sala de aula prática;

Aparelho de som.

QUANTO À TÉCNICA:

A aplicação técnica de interpretação teatral deverá ser planejada pelo candidato a partir de sua formação docente e artística.

METODOLOGIA DE AFERIÇÃO PARA AVALIAÇÃO DOS CANDIDATOS

Quanto ao conteúdo:

1. Domínio do conteúdo (coerência no conteúdo da aula, domínio conceitual e integração de
conhecimentos);

2. Atualização na área;

3. Fundamentação do conteúdo ministrado em pesquisas e métodos da área do concurso;

4. Articulação teórico-prática (incluindo conduta ética, quando couber)

Quanto à didática:

1. Adequação na escolha, uso e qualidade dos recursos de ensino;

2. Adequação no uso do tempo;

3. Tom de voz e ritmo de fala.

Quanto à forma:

1. Uso de linguagem clara e objetiva;

2. Correção gramatical na fala;

3. Coerência de ideias;

4. Estrutura da aula.

OUTRAS INFORMAÇÕES: A versão oficial deste edital está disponível no site de Inscrições para docentes da UFMG: https://aplicativos.ufmg.br/gprocss/#/editais (EDITAL Nº 1244/2023) e no processo SEI nº 23072.215683/2023-54. OS CANDIDATOS DEVEM SEGUIR ATENTANTAMENTE AS INSTRUÇÕES CONSTANTES NA VERSÃO OFICIAL DO EDITAL

DOCUMENTOS

EDITAL nº 1244, de 25 de maio de 2023

EDITAL Nº 1278/2023 – Retifica o Edital 1244 de 25 de maio

Tabela de Pontuação

Barema

Portaria nº 5877, de 29 de Junho de 2023 – Comissão Examinadora

Edital de Convocação

Ata de apuração e Parecer Final da Comissão Examinadora

Edital nº 1615, de 07 de julho de 2023 – Homologação do Resultado Final

Livro “Portal da Memória” ressalta a escultura de Jorge dos Anjos na Orla da Pampulha

Texto: Divulgação. Foto: André Burian

A famosa escultura de Iemanjá localizada na Lagoa da Pampulha desde 1982 sofreu muita depredação ao longo dos anos. Em 2007, o Portal da Memória, obra do artista mineiro Jorge dos Anjos, resolveu o problema, ao proteger com uma moldura de ferro a escultura de Iemanjá, ao mesmo tempo em que abriu uma multiplicidade de reflexões sobre a história da cultura de raízes africanas que permeiam a formação de toda a capital mineira. Em uma homenagem a esse processo e à trajetória deste importante artista ouro-pretano, o livro “Portal da Memória: A poética construtiva de Jorge dos Anjos na paisagem da cidade”, será lançado nos próximos dias 2 (sexta-feira) e 3 (sábado) de junho, com duas mesas de debate realizadas na Casa do Baile e no Centro Cultural UFMG. Nos encontros, com entrada gratuita, serão distribuídos exemplares do livro recém-lançado. Jorge dos Anjos tem muitas obras que reverenciam a cultura afro-brasileira e conversam diretamente com Belo Horizonte, mas certamente o Portal da Memória pode ser considerada sua criação mais emblemática na cidade. A imensa escultura de ferro oxidado, marcada por desenhos de símbolos religiosos das matrizes afro-brasileiras, não apenas protege a estátua de bronze de Iemanjá — removida para um pedestal sob a água, evitando o contato do público com a peça, após a instalação do portal na orla — mas apresenta literalmente um convite para reparar outros belos horizontes, neste caso, construídos a partir de um enquadramento de ferro, rígido, de presença imponente, que pode simbolizar o olhar da população negra e suas vivências, lembranças e culturas não raras as vezes amordaçadas e negadas.

Por isso, a Pampulha é tão simbólica. Criada para ser o cartão postal da modernidade de Belo Horizonte na década de 1940, com obras de Oscar Niemeyer e jardins de Burle Marx, a orla da Lagoa da Pampulha, cercada pela Casa do Baile e pelo Iate Tênis Clube, durante muito tempo se manteve como espaço restrito à elite e, consequentemente, negado às pessoas pretas. Nesse sentido, o Portal da Memória foi criado como uma espécie de reparação histórica simbólica e uma lembrança viva aos visitantes de que a cidade e suas belezas não estão determinadas pelo estereótipo burguês do homem branco, ao contrário, são essencialmente resultado da multiplicidade de seu povo, incluindo uma população escravizada por mais de três séculos da história registrada, e empurrada para a margem das periferias brasileiras na chamada “modernidade democrática”.

É contra o apagamento do passado da população preta e o silenciamento contemporâneo das raízes afro-brasileiras que a obra de Jorge dos Anjos ganha força e sentido concreto. “O Portal da Memória é uma das esculturas mais significativas que tenho em BH, em um lugar importante, a Lagoa da Pampulha, em diálogo essencial com a água. Na África, antes de entrar no navio negreiro, costumavam vedar os escravos e andavam em círculo com eles
envolta de uma árvore, que era chamada árvore do esquecimento. Nesse sentido, nessa obra, a água é memória. É como se, ao atravessar o portal, você fosse se lembrando da sua história, sua existência, é uma maneira simbólica de afirmar isso”, explica o artista. “Desenvolvo meu trabalho pensando nas raízes africanas. E sei que a minha arte, a escultura, acaba sendo consumida por pessoas mais ricas. Por isso, é importante a obra estar em um
espaço público, de acesso a todos. Acredito que o lugar público é a vocação da escultura”, complementa Jorge.

A partir deste contexto, o livro apresenta uma série de textos reflexivos, amparados pela robustez da pesquisa acadêmica, mas que parecem convidar o leitor, com linguagem fluida e acessível, para uma boa prosa sobre o patrimônio cultural, a paisagem cotidiana, as diferenças sociais na formação da cidade, a representatividade de Iemanjá dentro de um Brasil majoritariamente negro, tudo isso delineado pela arte de Jorge dos Anjos e pelos
distintos significados que ele alcança com suas esculturas de ferro, surpreendente maleáveis aos olhos. “Na iniciação científica a professora Rita Lages me pediu para escolher um monumento urbano para pesquisar, não tive dúvida de escolher o Portal da Memória, não só pela beleza da escultura, das linhas construtivistas, da geometria sensível, como pelos múltiplos significados que a obra apresenta para a comunidade e das possibilidades de
desenvolvimento da pesquisa na área da preservação do patrimônio Cultural. Quando vimos a quantidade de artigos que havíamos escrito na temática, resolvemos apresentar o projeto do livro na Lei de Incentivo de Belo Horizonte. O Jorge recebeu bem a iniciativa, fez as ilustrações e concedeu uma entrevista para a publicação. Convidamos o Flávio Vignoli, que já havia trabalho com o Jorge no projeto Aya Árvore da Vida no Centro de Referência das Juventudes, para fazer o projeto gráfico. Estamos muito satisfeitas com o resultado” relata Tereza.

O trabalho, realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, é resultado de uma rica pesquisa de Maria Tereza Dantas Moura, conservadora-restauradora e mestre em Patrimônio Cultural pela UFMG, e Rita Lages Rodrigues, historiadora e professora de História e Teoria da Arte da Escola de Belas Artes da UFMG. Em 113 páginas, as duas autoras da obra tecem interpretações assertivas e importantes sobre a arte de Jorge dos Anjos, além de presentear o leitor com uma longa entrevista com o artista. A publicação ainda conta com uma bela coletânea de fotografias em preto e branco das principais obras do artista, distribuídas ao longo de todo o texto.

Jorge dos Anjos

Natural de Ouro Preto (MG), Jorge dos Anjos é artista plástico formado pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), tendo assimilado técnicas e perspectivas com os professores-artistas Nuno Mello, Ana Amélia e Amílcar de Castro. O trabalho de Jorge dos Anjos é nacionalmente e internacionalmente reconhecido pelas originais esculturas produzidas principalmente em chapas de ferro oxidado, mas também em pedra sabão e madeira. Sua arte é marcada por reverências e resgates da cultura africana, caracterizada por dobras, recortes e inclinações improváveis da estrutura rígida, desafiando a natureza principalmente do metal, característica que rendeu a alcunha “balé de silhuetas” para sua obra. Jorge dos Anjos realizou exposições por todo o país, incluindo obras no Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP); na Galeria do Banco Central, em Brasília (DF); e no Museu da Inconfidência, em
Ouro Preto (MG); além de incursões pelo exterior, tendo ocupado a Galeria Souza Edelstein, em Nova Iorque, nos Estados Unidos; e uma galeria do Shopping Colombo, em Lisboa, Portugal. Em Belo Horizonte, além do Portal da Memória, instalado na Lagoa da Pampulha, Jorge dos Anjos também assina outra importante obra para a memória afro-brasileira, o monumento Zumbi Liberdade e Resistência — 300 anos, situado na Avenida Brasil.

Seminário de lançamento do livro “Portal da Memória: A poética construtiva de Jorge dos Anjos na paisagem da cidade”

1º dia de lançamento
Quando. 2 de junho (sexta-feira), de 18h30 às 20h
Onde. Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, Centro)
Mesa de conversa com: Regina Helena Alves da Silva, Rita Lages Rodrigues, Maria Tereza Dantas Moura, Carolina Ruoso e Jorge dos Anjos.

2º dia de lançamento
Quando. 3 de junho (sábado), de 11h às 12h
Onde. Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha)
Mesa de conversa com: Rita Lages Rodrigues, Maria Tereza Dantas Moura, Carolina Ruoso e Jorge dos Anjos.

NEDEC recebe o artista Augusto Fonseca no Ateliê 6 de Desenho da EBA

Texto: Sandro Ka

No dia 01 de junho, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (EBA/UFMG), convida o artista Augusto Fonseca (@aug.fonseca) para uma conversa sobre sua produção artística artística, com mediação do Prof. Dr. Rodrigo Borges. A atividade acontecerá no Ateliê 6 Desenho, das 14h às 16h30, com entrada franca, aberta à comunidade acadêmica e público interessado.


Augusto Fonseca é artista, curador e pesquisador formado pela EBA/UFMG. Mestre em dimensões teóricas e práticas da produção artística pela UEMG. Realizou diversas exposições individuais, dentre elas: Tudo é Eco no Universo (Casa Fiat de Cultura, 2019); Estratégias do Mercado, no (BDMG Cultural, 2019); Walk me Home (Museu Inimá de Paula, 2015); O Falso Espelho (Galeria de Arte da COPASA, 2013); e Outras Cidades Invisíveis, na (Galeria de arte da CEMIG, 2009). Das exposições coletivas, destacam-se: Pintura Mineira – Recorte (Espaço Cultural Vallourec, 0218), Novos, Novíssimos, Seminovos (Galeria Lemos de Sá, 2018), 44º Salão de Arte Luiz Sacilotto (2016), 60×20 – Galeria de Arte da CEMIG(2012), 9° Salão de Artes Visuais de Guarulhos (2009), e Fundação de Arte de Ouro Preto-FAOP (2008).

Participou da Comissão de Seleção e Organização da 5ª e da 6ª edição do programa Bolsa Pampulha e do projeto Telas Urbanas. Como curador, idealizou e organizou a exposição Sobre o que se Desenha (Museu de Arte da Pampulha, 2015), fez curadoria das exposições Pintura em Diálogo (BDMG Cultural, 2017) e Hiato – Marco Tulio Rezende (Galeria da Escola Guignard, 2022) e foi curador assistente na exposição Arte e Política no Acervo do MAP, realizada no SESC Palladium (2016). É servidor na Fundação Municipal de Cultura e membro da Câmara de Fomento à Cultura Municipal.


Em sua pesquisa artística, o artista aborda diversas temáticas que vão da relação do artista com seu cotidiano a questões que envolvem a sociedade contemporânea. Na série Estratégias do Mercado, o artista apresenta, de forma irônica, uma crítica ao consumismo e seu ciclo de descarte. Já em “Tudo é Eco no Universo”, faz uma releitura sobre o mito de Narciso, trazendo o personagem adoecido, de forma a não se reconhecer em seu próprio reflexo. Atualmente, Fonseca tem construído uma espécie de diário gráfico, que expressa e registra acontecimentos violentos da recente história do país. São as séries República das bananas, Nova Idade Média, (de)composições, e A quem se destina?. O denominador comum entre suas pesquisas é a sempre presença da linguagem do desenho.


Para o encontro com o NEDEC, o artista irá comentar sobre sua produção, projetos expositivos que organizou e, também, sobre sua mais recente pesquisa realizada no mestrado da UEMG.

Pio Figueiroa é o novo convidado do Projeto Bordas da Imagem

Texto: Divulgação

O Projeto Bordas da Imagem promove, no próximo dia 24 de maio, às 19h30, a roda de diálogo “Fotografias entre expectações e utopias”, com o fotógrafo e diretor de filmes Pio Figueiroa. A participação é aberta ao público e acontecerá ao vivo, pelo canal do Bordas no YouTube (youtube.com/@bordasdaimagem), com interação aberta para perguntas e comentários.

A conversa abordará as inquietações sobre o papel da fotografia na fabulação de mundos possíveis, alinhavando a grande experiência de Pio Figueiroa nas suas mais diversas articulações no campo da fotografia, seja na produção de imagens, pesquisa, curadoria e na apropriação. Ao longo de sua carreira, o fotógrafo experimentou diferentes maneiras de fazer fotografia, atravessadas por preocupações estéticas e éticas sobre esse fazer.

O Bordas da Imagem é um projeto de extensão sediado na Escola de Belas Artes da UFMG, composto por um grupo de estudos sobre processos criativos na fotografia e rodas de diálogo com convidados. Para integrar o grupo é necessário participar de processo seletivo (vagas abertas semestralmente, gratuitamente).

Pio Figueiroa é fotógrafo e diretor de filmes. Trabalhou para diversos veículos de imprensa, como Valor Econômico, Revista Veja, National Geographic, Newsweek, Colors Magazine, Agência Magnum, entre outros. No campo da arte, participou de mostras como Ver do Meio – Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2015); Carnaval, no Wexner Center (Ohio, EUA, 2014); Marcha, no Masp (São Paulo, 2013); Agora, no Museu Berardo (Lisboa, 2012); Photo España; Agência Magnum, com o projeto Off-side Brazil; New York Photo Fest, Nova York, EUA; Do Valongo a Favela, no MAR, (Rio de Janeiro, 2014), entre outros. Sua obra está em acervos, como MASP e Pinacoteca. Assinou a curadoria da exposição Por que miraram os olhos?, a convite do Centro de Fotografia de Montevideo (CdF), no Uruguai (2022/2023).


A roda de diálogo “Fotografias entre expectações e utopias” será mediada pelas artistas e pesquisadoras Dayanne Carvalho e Reisla Oliveira e pelo professor e fotógrafo Eduardo Queiroga, coordenador do Bordas da Imagem. Acesse o site do projeto (https://bordasdaimagem.wordpress.com/) para assistir as rodas anteriores.

Arte, existência e infâncias plurais: Núcleo de pensamento e ações – 27 de maio – 13h30 às 16h

Entre psicologia e teatro, e a partir dos dados de realidade da discussão sobre infâncias na contemporaneidade, estabelecemos com a vereadora Cida Falabella (Psol) uma parceria para instaurar Rodas de Conversa sobre o fazer artístico de crianças entre zero a dez anos. Pautada na noção de que “arte é depoimento”, tal como pensada pela Dra. Nise da Silveira, monitores voluntários farão, de modo teatral e performativo, breves depoimentos biográficos e ficcionais, para em seguida discutirmos temáticas contemporâneas tais como: saúde mental, racismo, homofobia, perda de entes queridos – em nome do direito das crianças à verdade, à conversa e à expressividade.

A proposta do projeto é discutir as relações entre arte e infância em círculos para além da Universidade, sem deixar de incluir discentes e todos os interessados na temática, de modo a procurar responder, em rodas de conversa, por meio também de pequenos atos performativos e uma futura publicação, à pergunta: “Existe a hipótese de uma infância progressista?” E, em caso afirmativo, no que consistiria? Como cultivá-la? Qual pode ser o papel da arte naquele caminho?

Coordenação: Marina Marcondes Machado
Participantes: Charles Valadares Tomaz de Araujo; Deborah Stephanie de Oliveira Henriques; Igui de Oliveira Silva; Matheus Alves da Cunha e Cruz; Raysner de Paula Silva.
Colaboração especial: Cida Falabella