Fabrício Fernandino convida para exposição individual na Escola de Belas Artes – ‘Espaços topológicos – Poética da forma’

Fabrício Fernandino convida para exposição individual na Escola de Belas Artes – ‘Espaços topológicos – Poética da forma’

A Escola de Belas Artes da UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Espaços topológicos – Poética da forma’, do escultor e professor Fabrício Fernandino. A mostra apresenta um fragmento de um amplo conjunto de obras executadas pelo artista nos últimos anos, com destaque para a pintura, o desenho e, sobretudo, as esculturas em madeira reciclada, produções que também envolvem metal, pedra e vidro, resultando em um trabalho sensível e elaborado. O evento acontece no dia 03 de abril de 2025, quinta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 25 de abril de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Sobre a exposição

‘Espaços topológicos’ é o título dado a uma série que Fabrício Fernandino iniciou no ano de 2005, através de inúmeros esboços e anotações em cadernos de registros, associados a um forte e crescente desejo de trabalhar a madeira, matéria que sempre apreciou. A partir de 2010 alguns desses projetos saíram do papel e se tornaram esculturas, criadas intensamente nos últimos quatro anos, entre 2020 e 2024, momento em que o escultor se isolou e obteve o silêncio e o distanciamento necessário para se envolver com esse material que considera magnífico.

Segundo o artista, a madeira requer muito mais que habilidades técnicas para ser trabalhada, é um material que ainda está em processo de transformação, uma vez que foi um ser vivo e ainda abriga a vida em seu interior numa escala microscópica. Ele descreve que cada propriedade da madeira responde de uma forma diferenciada ao trabalho do escultor. “Suas fibras, seus veios, sua textura e cor, até seu cheiro, devem ser respeitados e valorizados. Cada madeira é um universo. Trabalhar a madeira exige mais que habilidades técnicas, exige afeto”, expressa.

Por uma questão de ética ambiental, Fabrício optou por trabalhar com madeira reciclada, colada e montada ‒ reaproveitamento de restos de obras civis, de materiais de demolição, refugos de madeireiras e, até mesmo, restos em decomposição encontrados na natureza. “O que era descartável assume uma beleza inesperada e nos apresenta como resultado final a elegância e dignidade característica deste material”, declara.

O escultor relata que foi estimulante o desafio da prática, a qual o levou a buscar soluções e desenvolver tecnologias para este novo processo construtivo. Ele explica que cada produção exigia uma engenharia diferenciada, dispositivos para colagens, adesivos específicos, máquinas operatrizes precisas e acabamentos que eram definidos conforme a qualidade da madeira, em respeito às características e delicadezas do material.

O artista afirma que esta tem sido uma série mais intimista, afeita ao carinho do tato e ao sentimento do olhar. “As formas, sempre geométricas, têm como ponto de partida o quadrado, que avoluma, e o círculo, em desdobramentos esféricos. O quadrado é algo demasiadamente humano e o círculo algo infinitamente universal. Com as inúmeras e crescentes possibilidades a obra persevera. Ela está em franco processo do fazer, segue. É como um rio, vai cada vez mais profundo”, manifesta.

Nesta exposição realizada na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG, Fabrício Fernandino apresenta apenas um fragmento de um amplo conjunto de obras já executadas. Suas produções revelam um duplo sentido conceitual: um formal, matemático e estético, e o outro filosófico e político, potencializado pela montagem, onde o espectador é convidado a desvelar as questões apresentadas. “Às vezes somente a palavra não é suficiente para traduzir sentimentos. O olhar e a imersão são grandes aliados neste sentido”, instiga o artista.

Sobre o artista

Fabrício Fernandino é escultor e professor de Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG, desde 1992. É Mestre e Doutor em Artes Visuais. Atua intensamente nas áreas artística, acadêmica e de extensão, na UFMG, bem como em atividades ligadas ao ensino, à pesquisa e orientações. Coordena inúmeros projetos nacionais e internacionais, tendo participado de representações dentro e fora da universidade. Como artista, tem atuado e desenvolvido trabalhos com ênfase em arte ambiental, escultura, videoinstalação, fotografia, curadorias, ação cultural e residências artísticas. Foi Coordenador-Geral (2000 a 2011) e Curador do Festival de Inverno UFMG (2019 a 2021). Diretor de Ação Cultural da UFMG, na gestão 2002-2006. Diretor do MHNJB-UFMG, de 2006 a 2011. Atualmente é Diretor do Centro Cultural UFMG, na gestão 2018-2026.

Exposição individual ‘Espaços topológicos – Poética da forma’ – Fabrício Fernandino

Abertura: 03 de abril de 2025| às 19h


Visitação: até o dia 25/04/2025

Segunda a sexta: das 8h às 22h

Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

catalogo-Virtual

O Vestir do Signo

O Vestir do Signo


Enquanto proposta em Antropologia Visual, O Vestir do Signo: Agência da Indumentária no Celebrar do Reinado de Cláudio-MG, recorta e investiga a materialidade vestual das guardas reinadeiras da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, abordando a indumentária como um elo entre signo e o significado, e também um mediador social das relações construídas e reconstruídas no ato de celebrar. Além do ornamento, a vestimenta no Reinado carrega narrativas de fé, pertencimento e resistência, expressando, em seus tecidos, cores e símbolos, a memória de uma tradição afro-brasileira que se reinventa a cada geração.

A pesquisa, assim, busca compreender a função social desta materialidade religiosa e identitária, destacando a potência cultural das comunidades envolvidas e a continuidade dessa manifestação como um espaço de reafirmação da negritude e de luta contra o apagamento histórico. Lançando destaque a identidade afro-brasileira no contexto de Cláudio-MG, o projeto atua como uma ferramenta de documentação e pesquisa, ampliando o reconhecimento e o valor dessa tradição, incentivando o pertencimento das novas gerações como uma herança viva, que pulsa no cotidiano de seus participantes e resiste no corpo, na dança e na indumentária que veste a fé e a história.

O Vestir do Signo

25/03 a 10/04

Espaço f Escola de Belas Artes – UFMG


“a Coisa dRag” – Exposição Coletiva apresenta Obras associadas ao Devir Drag como abordagem Política, Estética e Discursiva

“a Coisa dRag” – Exposição Coletiva apresenta Obras associadas ao Devir Drag como abordagem Política, Estética e Discursiva

No dia 04 de abril de 2025, às 19h, no Centro Cultural da UFMG, inaugura a exposição coletiva a Coisa dRag, reunindo produções de 34 artistas brasileires, sob curadoria de Sandro Ka e assistência curatorial de Elis Rockenbach.

A mostra é resultado de um amplo mapeamento realizado em 2024, integrado à pesquisa A dragficação como fenômeno cultural e problemática na produção artística contemporânea (PRPq/UFMG), desenvolvida na Escola de Belas Artes da UFMG. A partir desse levantamento, o conjunto exposto revela um recorte da produção de artistas atuantes em diversas partes do país, como Amorim, Carambola, Cassandra Calabouço, Efe Godoy, Sarita Themônia, Karine Mageste, Lia Menna Barreto, Rafa Bqueer, Renato Morcatti, Tatiana Blass e Thix, entre outres.

Como mote curatorial, a dragficação é entendida como um fenômeno manifesto na arte contemporânea, presente em temáticas, nos modos operativos e nos elementos imagéticos e discursivos em obras e poéticas que tomam o fenômeno drag como zona de criação ou que, a esse universo estético, se associam ou são livremente associados. As obras apresentadas reforçam zonas de tensão, seja em seus discursos ou na visualidade que evidenciam. Elas refletem críticas a padrões, valores e convenções sociais relacionadas a tudo: ao corpo, ao gênero, ao território e à cultura. Tratam-se de poéticas que irrompem-se em formas performativas, discursivas e visuais, de tensionamento e provocação. Como visualidade e conceito, as obras elaboram-se a partir da mistura/montagem de elementos dos mais variados contextos e significados, produtores de estranhamentos, contradições e rupturas de limites e padrões estabelecidos tanto na sociedade, quanto na arte.

Participam da exposição: Adriano Basilio, Amorim, André Venzon, Augusto Fonseca, Avilmar Maia, Caio Mateus, Camila Moreira, Carambola, Carolina Sanz, Cassandra Calabouço, Cavi Brandão, Cynthia Loeb, Dods Martinelli, Efe Godoy, Lili Bertas, Elis Rockenbach, Sarita Themônia, Glau Glau, Hugo Houayek, Ítalo Carajá, Karine Mageste, Lai Borges, Lia Menna Barreto, Lorenzo Muratorio, Maria Carolina, Rafa Bqueer, Renato Morcatti, Rodrigo Mogiz, Sandro Ka, Tatiana Blass, Téti Waldraff, Thix, Tolentino Ferraz e Victor Borém.

A mostra fica em cartaz até 16 de maio, de terça a domingo, na Grande Galeria do Centro Cultural da UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro, Belo Horizonte/MG). Ao longo do período expositivo, serão realizadas atividades de ativação, como visitas mediadas e bate-papo com artistas. A entrada é franca.

Exposição a Coisa dRag
Abertura: 04/04/2025, 19h
Período: 04/04 a 16/05/2025
Local: Centro Cultural da UFMG
(Av. Santos Dumont, 174 – Centro, Belo Horizonte/MG)

Chico Rezende propõe experiência imersiva e interativa em exposição

Chico Rezende propõe experiência imersiva e interativa em exposição

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘maison’, do artista plástico Chico Rezende. A mostra reúne objetos, fotografias, desenhos, peças de vestuário, colagem, mobiliário e uma instalação sonora, pensada para oferecer uma experiência imersiva e interativa para o público. O evento acontece no dia 28 de março de 2024, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 04 de maio de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

maison

Os trabalhos que compõem a exposição foram produzidos ao longo dos últimos anos, entre 2016 e 2025, no trânsito entre Belo Horizonte e o ateliê do artista, na Serra do Intendente, no município de Santana do Riacho, Minas Gerais.

Com títulos irônicos e marcadas pela presença de objetos cotidianos, as obras expõem tensões políticas, sociais e psicológicas de forma lúdica, que abrem espaço para questionamentos e despertam no público o gosto pelo exercício crítico e criativo.

A mostra estabelece relações entre corpos – do artista e do público –, propondo diálogos abertos. As obras interativas convidam os visitantes a investirem tempo e energia sem qualquer promessa de retorno. Outras, contemplativas, criam um estado de alerta e convocam o espectador a estabelecer relação com o espaço.

Maison é a construção de um ambiente. É espaço de vínculo e recolhimento, relação e troca.

Sobre o artista

Natural de Belo Horizonte, Chico Rezende é artista plástico formado pela Escola Guignard, com habilitação em escultura e desenho. Participou de mostras coletivas e individuais, como a Bienal de Desenho da Paraíba, em João Pessoa/PB (2002), Instalação Cupins – Casa da Pólvora – João Pessoa/PB (2006), Exposição OQSPSDUH? – Belo Horizonte/MG (2016), Um erro inesperado aconteceu – Periscópio Arte Contemporânea – Belo Horizonte/MG (2016), Beco com saída – Ocupação – Belo Horizonte/MG (2022), Sobre isso, sobretudo sobre tudo isso – Museu Mineiro – Belo Horizonte/MG (2024). Maison é sua primeira mostra individual em Belo horizonte.

Exposição ‘maison’ – Chico Rezende
Abertura: 28 de março de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 04/05/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Ana Horta
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Artista mineiro Matheus Silva explora o upcycling de objetos caseiros presentes no cotidiano na criação e produção de suas máscaras

Artista mineiro Matheus Silva explora o upcycling de objetos caseiros presentes no cotidiano na criação e produção de suas máscaras

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Faces do Imaginário’, do artista visual Matheus Silva, com curadoria de Camila Moreira. Acolhendo a produção de máscaras como cerne da pesquisa, a mostra apresenta um conjunto de desdobramentos visuais evidenciados por fotografias, desenhos e vídeo, no qual o artista traz um recorte de um momento vivenciado pelo mundo – a pandemia da Covid-19 – e o efeito desse período/tempo sobre a sua produção. O evento acontece no dia 28 de março de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 04 de maio de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Faces do Imaginário

No contexto pandêmico da Covid-19, somado ao isolamento social, o processo de criação do artista passou a ser diálogo, reflexo e um catalisador de sua realidade, como também a do mundo. Confinado dentro de sua casa e pertencendo ao grupo de risco, sua produção tornou-se desafiadora. A escassez de materiais para produzir e a constância do uso dos equipamentos de proteção individual – principalmente as máscaras – tornou-se um gatilho para o artista pensar esses objetos como possíveis materialidades para estudo e reflexão na produção de suas obras.

Com um olhar voltado para as máscaras, associado ao ato de ‘mascarar-se’, tais recursos tornaram-se materiais e matérias para sua produção, em uma analogia consciente em diálogo ao ‘upcycling’, ‘ready-made’ e ‘objet trouvé’. A prática da reutilização e reinterpretação desses objetos provocou, também, mudanças no entorno onde o artista reside, refletindo em sua maneira de viver e produzir, afetando seu processo de criação que é, em sua raiz, um trabalho circunstancial (só existiu pela circunstância de uma crise sanitária global).

O artista considera que essa produção, absorvida pela necessidade material e imagética de um cenário catastrófico mundial, foi de extrema importância para manter a sua saúde mental em dia. Sendo assim, ele propõe uma reflexão sobre o nosso corpo como casa, como morada e abrigo em tempos de atrocidades e de adversidades que ainda perduram.

Sobre o artista

Matheus Silva (Belo Horizonte, MG, 1994) é artista visual, ilustrador, pintor muralista, designer gráfico, pesquisador e bacharel em Desenho e Artes Gráficas pela Escola de Belas Artes da UFMG (EBA-UFMG). Em seus trabalhos autorais explora a experimentação visual mesclando materiais e mídias distintas. Através da sua atual produção com máscaras, participou da seleção entre diversos artistas brasileiros, no ano de 2020, para o edital da série ‘Arte como Respiro: Múltiplos Editais de Emergência – Artes Visuais’, do Itaú Cultural, que resultou na produção de um catálogo e exposição virtual no portal desse instituto. Participa, regularmente, de exposições coletivas e individuais, com destaque para as exposições ‘Reorganicidade’ (Casa Viletto, 2019, Belo Horizonte), onde explorou a foto colagem de espaços urbanos da capital mineira, suas texturas, estruturas e espaços; e ‘Partimento’ (Biblioteca Central – UFMG, 2019), na qual desenvolveu um trabalho de protesto político. Ressalta-se, também, a exposição ‘Maracatu Chico Rei’ (Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, 2019), trabalho que integra o acervo oficial dessa instituição. Desenvolve ativamente seu trabalho de pintura no campo do Muralismo, integrando o coletivo ‘Cosmic Iron Mural Art’, com obras cada vez mais presentes na cidade de Belo Horizonte, em seus pontos mais emblemáticos, como o Parque Municipal Américo Renné Giannetti e Mercado Distrital do Cruzeiro. Trabalha, ainda, como diretor de arte no ramo da publicidade.

Sobre a curadora

Camila Moreira (Formiga, MG, 1981) é artista plástica. Vive e trabalha em Belo Horizonte/MG. Doutora e mestre em Arts Plastiques pela Université Paris 1 – Panthéon Sorbonne – França. Graduada em Artes Plásticas (UFU). Professora Adjunta do Departamento de Desenho (EBA/UFMG) e do Programa de Mestrado Profissional – Prof. Artes (EBA/UFMG). Sua pesquisa contempla o desenho na atualidade, processos híbridos, o exílio, a mestiçagem na arte e o processo de criação. Atua como artista visual com mostras no Brasil e no exterior. É fundadora e coordenadora do grupo de pesquisa NEDEC/UFMG (Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo), atuante nas linhas de pesquisa: Desenho contemporâneo, Desenho e Hibridismo de Linguagens e Desenho Pensamento e Escrita; pesquisadora do NUPPE/UFU (Núcleo de Pesquisa em Pintura e Ensino) nas linhas de pesquisa: Pintura e Interfaces com outras linguagens (coordenadora) e Estudos Cromáticos. É membro da Associação de Artistas (Art)ère- Paris- França. É Presidente do Comité de Organização Encyclopedie Numérique des Couleurs – Université de Sfax/Université de Monastir – Tunisia, Université de Bordeaux/Montagne/França, Université de Lorraine – Universidade Federal de Uberlândia. Possui no Brasil coleções do MACRS e MAC Dragão do Mar, e no exterior.

Exposição ‘Faces do Imaginário’ – Matheus Silva
Curadoria: Camila Moreira
Abertura: 28 de março de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 04/05/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Bate-papo na Galeria da EBA com o artista Rodrigo Mogiz

Bate-papo na Galeria da EBA com o artista Rodrigo Mogiz

No dia 26/03, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (EBA/UFMG) convida o artista Rodrigo Mogiz (@atelie_mogiz) para uma conversa sobre sua produção artística e sobre sua atual exposição A Linha é Meu Trajeto, panorâmica de sua trajetória. Com mediação do Prof. Dr. Sandro Ka (EBA/UFMG) (@sandro.ka.arte), a atividade acontecerá na Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG, das 10h às 12h, com entrada franca, aberta à comunidade acadêmica e público interessado.

Egresso da EBA, Rodrigo Mogiz (Belo Horizonte/MG, 1978) trabalha no limiar entre a pintura e o desenho, que são as suas formações. Com uma investigação marcante com o bordado, a poética do artista é atravessada por elementos do campo pessoal e afetivo, se interessando por figuras de modelos em páginas de revistas de moda, sites na internet e anúncios publicitários. A produção de desenhos desses modelos é produzida por meio do uso de agulha e linha, provocando estranhamentos, onde o ideal de beleza vendido como perfeito é reconstruído através de um bordado “sem técnica”, considerado pela tradição como imperfeito, “mal-feito”. Para o artista, no contexto das sexualidades dissidentes como temática recorrente em seu trabalho, o fator da perfuração e da construção das imagens, da agulha que fere o papel ou tecido ao passar a linha, pelo bordado, também representa uma alegoria da dor. Atuante no cenário artístico há muitos anos, tem em seu currículo importantes exposições, realizadas em galerias institucionais e comerciais, em várias cidades, dentre as quais destacam-se as coletivas 28º Arte Pará (Belém, 2009), Com quem você tem Bordado? (Galeria de Arte Ibeu, Rio de Janeiro na, 2011) e Sobre o que se desenha (Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, 2015), entre outras. Com o coletivo Almofadinhas, ao lado dos artistas Fábio Carvalho e Rick Rodrigues, expõe no Sesc Palladium (Belo Horizonte, 2017) e no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (2018). Entre as exposições individuais, destacam-se Aqueles (In)visíveis (Picolla Galeria / Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte, 2021) e atualmente, está em cartaz com a exposição A Linha é Meu Trajeto (Galeria Principal da EBA, Belo Horizonte, 2024).

Sandro Ka (Porto Alegre/RS, 1981) é artista visual, professor e pesquisador na Escola de Belas Artes da UFMG. Doutor e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS). Desde 2003, realiza exposições individuais e coletivas em diversas cidades, desenvolvendo produções em desenho, escultura, instalação e intervenção urbana. Em âmbito de pesquisa e extensão, possui interesse na área de Poéticas Visuais e nas articulações entre Arte Contemporânea e Profissionalização em Arte, bem como nas relações entre Arte, Política e Sexualidade.

A atividade é uma ação da linha de pesquisa Desenho e Hibridismos de Linguagens (NEDEC).

Centro Cultural UFMG expõe instalações de Lucas Carvalho Rôla inspiradas em ideias de Freud

Centro Cultural UFMG expõe instalações de Lucas Carvalho Rôla inspiradas em ideias de Freud

O Centro Cultural UFMG abrirá, nesta sexta-feira, dia 21 de fevereiro, às 19h, a exposição individual Arte como jogo de brincar, do artista Lucas Carvalho Rôla. A mostra traz um conjunto de obras produzidas a partir de diversas formas de jogar com e para a criação artística, retomando a ideia freudiana de que há uma relação entre a produção criativa com o brincar infantil. O evento integra a programação do 19º Festival de Verão UFMG. As obras poderão ser vistas até 30 de março. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Arte como jogo de brincar – por Lucas Carvalho Rôla
A história dessa brincadeira remonta a Freud, no texto Escritores Criativos e Devaneio, de 1907. Ali, o psicanalista estabelece a ideia de que levamos o brincar infantil como fantasia para a vida adulta e que a grande diferença entre aqueles que criam ou não parte da relação com esse fantasiar.

O artista é aquele que, ao invés de reprimi-lo ou, no mínimo, invisibilizá-lo, é capaz de mediá-lo num produto criativo, de modo que, a princípio, o que pode sequer parecer digno tem a possibilidade de se tornar socialmente aceito, quiçá 

celebrado.
 
Freud ainda mostra que o brincar infantil é coisa séria. 

Para que o faz-de-conta aconteça é necessário comprometimento para com o faz-de-conta. Mas a criança não está alucinando. Ela sabe muito bem que aquilo não é real, apenas participa ativamente do jogo, estabelece e cumpre suas regras.

Aliás, é essa mesmo uma das premissas do jogar que se mistura ao brincar: estabelecer e comprometer-se com a sua ludicidade, sem perder a perspectiva do concreto e, dentro dessa concretude, realizar a mágica da fantasia.

Esta mostra é sobre isso.

Sobre um brincar criativo que tem se levado a sério o suficiente para produzir as obras que a compõem. E sobre as diversas modalidades de jogo que podem ser inventadas para se conceber uma obra: jogos entre matéria e tema, jogos com formas, jogos conceituais, jogos com obras de outros artistas, jogos com a sociedade e, evidentemente, jogos relacionais na própria ação da recepção.
 
Trata-se de um jogar criativo que se confunde com um brincar, ou uma brincadeira de produzir jogos que agenciam e operam o criar.

Assim, cada obra dessa mostra propõe e é fruto de um jogar específico que brinca com as possibilidades da criação artística: uma ideia ou intenção que, aos poucos, vai convocando suas regras arbitrárias que estabelecem os limites e possibilidades de uma conformação artística. E cujo faz-de-conta eu levo a sério o suficiente para fazer o produto final aparecer.
Posso dizer que tenho brincado de fazer arte no melhor sentido da coisa, sem restrições aos devaneios que formulam ideias, com seriedade para fazer a produção ganhar forma e evitando que a prática caia na reificação, banal e maçante, do trabalho.

Por isso, as obras que serão apresentadas são de diversas datas. Há obras recentes e obras de mais de uma década. É, sem dúvida, um manifesto (in)direto contra esse produtivismo exacerbado que toma o meio da arte e faz o artista procurar neuroticamente (para tomar mais um conceito de Freud) uma identidade para fazer cópias de si mesmo.

Mas mais do que isso: como uma boa criança, eu também sofro do mal de, às vezes, brincar apenas uma vez com o brinquedo, depois guardá-lo na caixa e ir fazer outra coisa, de modo que muitas obras minhas foram apresentadas uma única vez.

Esta é uma oportunidade de tirá-las da caixa e reuni-las numa mesma mostra que torne ainda mais material e palpável esse compromisso sério que tenho levado para vida: de irrestritamente brincar, e continuar brincando, de fazer arte.

Sobre o artista
Lucas Carvalho Rôla é artista e professor de ensino superior do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), locado nas subáreas de Teoria, História e Crítica e Cinema, Artes do Vídeo e Novas Mídias. Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), émMestre em Artes pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG e, atualmente, cursa o doutorado na mesma instituição. Trabalha com pesquisa e produção artística em múltiplas esferas e linguagens.

Exposição individual: Arte como jogo de brincar – Lucas Carvalho Rôla
Abertura: 21 de fevereiro de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 30/03/2025
Terças a sextas: das 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Exposição  “Lavra Márcio Sampaio: do todo, uma parte”

Exposição  “Lavra Márcio Sampaio: do todo, uma parte”

A Exposição do multiartista e Professor Márcio Sampaio “Lavra Márcio Sampaio: do todo, uma parte”, está em cartaz no Centro Cultural Unimed BH-Minas, de 18 de dezembro de 2024 até o dia 9 de março de 2025. 

Com curadoria de Marconi Drummond, a exposição celebra a extensa produção do poeta, artista visual e crítico de arte Márcio Sampaio, aos seus 83 anos de vida.

Local: Galeria do Centro Cultural Unimed-BH Minas Minas Tênis Clube, Rua da Bahia 2.244 Lourdes, Belo Horizonte, Minas Gerais.

Horário: Terça a Sábado, 10h às 20h; Domingos e Feriados 11h às 19h 

Classificação 14 anos

Para agendar visitas mediadas, envie um e-mail informando: a data em que deseja realizar a visita, nº de alunos e faixa etária do grupo para: educativogaleria@minastc.com.br

DEFESAS DE TCC ARTES VISUAIS EBA 2024/02

DEFESAS DE TCC ARTES VISUAIS EBA 2024/02

De 27/01 a 07/02 a Galeria Principal da EBA recebe as defesas públicas dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de Artes Visuais, acompanhadas por exposições que refletem as produções realizadas ao longo das pesquisas.

Data:
7 de fevereiro

Horário: 10h
Título: “Imagético: o Objeto, o Símbolo, o Signo”
Autor: Ítalo Albert Miranda Carajá
Orientador: Prof. Dr. Sandro Ouriques Cardoso
Banca Avaliadora:
Prof. Dra. Marina Romagnoli Bethônico
Prof. Dra. Mônica Vaz da Costa

Horário: 14h
Título: “Entre Fios e Memórias: Poéticas têxteis na contemporaneidade”
Autora: Maria Luísa de Souza
Orientador: Prof. Dr. Sandro Ouriques Cardoso
Coorientadora: Prof. Dra. Joice Saturnino
Banca Avaliadora:
Prof. Dra. Camila Moreira
Prof. Dra. Natália Rezende

POLARIDADES (do ato de obturar ao ato de criar)

POLARIDADES (do ato de obturar ao ato de criar)

Exposição dos Projetos Finais da disciplina Fotografia de Moda. Espaço de Exposições na Área da Fotografia, segundo andar da Escola de Belas Artes/UFMG Janeiro 20 a Março 19
Café de abertura: Segunda-feira dia 20 de Janeiro das 17 às 19h
Para além do nível operacional dos equipamentos a disciplina Fotografia de Moda, curso de introdução básica à fotografia, é estruturada a partir do desafio de aproximar os alunos, a esses interrogantes de ordem estético, formal, cultural e histórico. Isso significa se perguntar pela natureza deste campo (disciplinar, profissional, histórico, cultural, estético) que identificamos como sendo “Fotografia de Moda”.
O desafio de construir e propor a partir de algumas polaridades (vazio/cheio, orgânico/geométrico, reta/curva, direto/sinuoso, confusão/ordem, minimalismo/barroco, etc.) constituiu o estopim para pensar o norteamento das propostas finais aqui apresentadas. Na verdade, no entanto, o desafio é, como sempre na arte, no campo da criação estética, articular pensamento e poética a partir da forma, apesar dela, contra ela, com ela… como quem fotografa sonhos, desejos, anelos, anseios…