2º Encontro Negruras: A periferia como universidade – 29 de novembro

2º Encontro Negruras: A periferia como universidade – 29 de novembro

Acontece no sábado, 29 de novembro, o 2º Encontro Negruras: A periferia como universidade, na sede do Grupo Morro em Cena, no Aglomerado da Serra.

O encontro integra a programação do Novembro Negro da UFMG e tem contado com um engajamento das e dos estudantes. É uma atividade que aproxima universidade e território, colocando em diálogo poéticas, pedagogias e práticas que nascem das periferias e de experiências negras. Haverá emissão de certificado para estudantes que participarem presencialmente.

Programação:

14h15 – fala de abertura com Prof. Dr. Altemar Di Monteiro e Herlem Romão

Mesa 1
Da periferia à universidade: gingando com as pedagogias
14h30 – Sede do Morro em Cena
Convidades: Profa. Licínia Maria Corrêa (UFMG), Carla Andrea e Herlem Romão (Morro em Cena)
Mediação: Prof. Dr. Clóvis Domingos

Mesa 2
Entre a universidade e a periferia: poéticas do cruzo
16h30 – Sede do Morro em Cena
Convidades: Renata Paz, Rogério Lopes e Negona Dance
Mediação: Simon Oliveira (Morro em Cena)

19h – apresentação Fragmentos Xirê: A saga do menino Rei (Morro em Cena)
20h – encerramento com samba

10ª Semanária das Artes Gráficas | Gráfica Presente – Academia Mineira de Letras – 27 a 29 de novembro

10ª Semanária das Artes Gráficas | Gráfica Presente – Academia Mineira de Letras – 27 a 29 de novembro

Esta 10ª edição da Semanária de Artes Gráficas | GRÁFICA PRESENTE da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais  conta com o acolhimento da Academia Mineira de Letras criando um inédito encontro entre a tradição literária de Minas Gerais e as artes gráficas contemporâneas. O evento propõe um retorno reflexivo ao debate sobre a cultura material, valorizando o fazer manual como espaço de experimentação, conhecimento e invenção no campo das artes visuais, mas abre-se ainda a outros debates que se mostram necessários no momento presente, marcado por importantes temas como a presença queer na arte contemporânea, as produções multilinguagens e contribuições da arte como forma de resistência, expressão e pensamento crítico.

Campo de natureza híbrida por excelência, as Artes Gráficas desde sua origem, estabelecem interlocuções com diferentes áreas de conhecimento e permitem que a experimentação crie zonas de fricção e de constituição de discurso, colocando em xeque práticas e conceitos estabelecidos na tradição da produção artística. As artes gráficas instituem novos formatos e novos espaços expositivos, de invenção e intervenção e seu potencial reprodutivo e de circulação alteram e potencializam a interação entre a arte e a comunidade, ampliando seu âmbito de ação ao criar interfaces com a multiplicidade de nossa cultura que habita também as ruas e lugares de grande circulação na cidade.

Privilegiando ações propositivas a Semanária oferece nesta edição, de 27 a 29 de novembro, de 10h30 às 21h30 (a consultar o dia), três oficinas abertas ao público com 15 vagas cada, a realização de um mural coletivo, leituras e projeções, expedições gráficas, uma exposição com as produções de alunos e dos artistas-professores da área de Artes Gráficas da EBA, além de mesas de debates no período noturno. Na mesa de abertura do evento, no dia 27 de novembro, às 19h30, teremos a honrosa presença do poeta, artista visual, designer sonoro e pesquisadorRicardo Aleixo, que ocupa a cadeira número 31 da Academia Mineira de Letras, desde 2024.

Outros profissionais abrilhantam esta edição como _s artistas Sylvia Amélia Ricardo Burgarelli, Erre Erre, Marta Neves, Bárbara Macedo, Ciber_org, Renato Negão, Pedro Veneroso, a Professora e Pesquisadora Rachel Cecília e _s artistas em formação na Escola de Belas Artes da UFMG, Syl Triginelli, Rae Mielli, Vitória Canton, Carol Brandhuber, Rosinha Disgrassa, Popó Tolentino, Laura Costa, Dân Neres e Pedro Marcicano.

Em seu último dia a Semanária realiza ainda uma feira de publicações com lançamentos variados, coroada com uma festa de encerramento e as performances gráficas de Preto Matheus, Coletive Trupe Simbionte e Farofa Gráfica com Marcelo Drummond.

A Semanária é uma iniciativa do grupo de artistas/ pesquisadores/ professores da Habilitação em Artes Gráficas – Departamento de Desenho da Escola de Belas Artes da UFMG.

PROGRAMAÇÃO

27 de novembro 2025 [quinta-feira]

_14 às 19h – Oficina 1: A PALAVRA AUTOCOLANTE : o que sobra é o que resta com Silvia Amélia + Intervenção Gráfica Mural na Fachada da Academia Mineira de Letras.

_15h30 às 17h – Expedição Urbanografia com Binho Barreto e Elisa Campos

_17h30 às 19h – Mostra Filmes de artistas – 1960/70: experimentos gráficos exibição e leitura comentada com Lucas Almeida

_19h – Abertura Exposição Ocupação Vitrine

_19h às 21h30 – Mesa de abertura

> Por uma arte gráfica plural – Habilitação de Artes Gráficas: 10ª Semanária

                     > Palestra com Ricardo Aleixo

28 de novembro 2025 [sexta-feira]

_13h30 às 17h – Ação: Gang do Rodinho/ EBA-UFMG com Vitória Canton, Carol Brandhuber e Julia Diniz

_14h às 17h – Expedição e visita guiada à exposição Habitar o invisível, coabitar a cidade com curadores Marconi Drummond e Maurício Meirelles

_17h30 às 19h – Leituras e projeções gráfica com Syl Triginelli (performance Hiperfoco) e  Rae Mielli (palestra-performance) e Laura Costa Retifico-me]

_19h30 às 21h30 – Mesa redonda – “Gráfica queercom Marta Neves, Bárbara Macedo, CIBER_org (remoto) e mediação de Rachel Cecília

Dia 3: 29 de novembro 2025 [sábado]

_10h às 19h – Feira de Artes Gráficas e Publicações Independentes + lançamentos de livros e filmes

_10h às 13h – Ação: Gang do Rodinho/ EBA-UFMG com Vitória Canton, Carol Brandhuber e Julia Diniz

_14 às 19h – Oficina 2: Entre roubos, contingências e improvisos: a reprografia como recurso inventivo com Ricardo Burgarelli e Erre Erre

_16h – Exibição do filme TRUCO! SHN 25 anos seguido de bate-papo com os membros do coletivo SHN e o diretor do Filme Marcelo Fazolin

_17h30 às 19h30 – Leituras e Projeções Gráficas com Pedro Veneroso –  e Renato Negrão

_20h às 21h30- Encerramento Festivo + DJs + Performances gráficas:com Preto Matheus + Coletive Trupe Simbionte + Marcelo Drummond [Farofa Gráfica]

10ª SEMANÁRIA DAS ARTES GRÁFICAS | GRÁFICA PRESENTE

ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS [entrada franca]

DE 27 A 29 DE NOVEMBRO DE 2025 | entre 10h e 21h30hs (conferir o dia)

INSCRIÇÕES: semanaria.wordpress.com | 15 vagas [cada oficina]

PROMOÇÃO: HABILITAÇÃO EM ARTES GRÁFICAS | ESCOLA DE BELAS ARTES | UFMG

APOIO: ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS

IV Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento – 08 e 09 de Dezembro

IV Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento – 08 e 09 de Dezembro

O Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento chega à sua quarta edição, a ser realizada nos dias 8 e 9 de dezembro, em Diamantina, reafirmando o compromisso de reunir profissionais, pesquisas e experiências em torno da cultura gráfica brasileira. O encontro nasceu do desejo de compreender e valorizar as múltiplas dimensões dos modos de produção dos impressos do passado – suas oficinas, técnicas, materiais e linguagens –, aproximando universidades, museus, projetos e profissionais dedicados à preservação e à reinvenção desses saberes.

Sua trajetória está ligada ao projeto Memória do Pão de Santo Antônio (2012–2015), que deu origem ao Museu Tipografia Pão de Santo Antônio, inaugurado em 2015, em Diamantina, com apoio da UFMG. Desde então, o Fórum consolidou-se como um espaço de partilha e reflexão sobre o patrimônio gráfico, com atividades realizadas no Teatro Santa Izabel e no próprio Museu Tipografia, sediado na Associação do Pão de Santo Antônio, ambos marcos da história da cidade.

Em 2025, quando o Museu completa dez anos de atividades, o Fórum celebra essa trajetória com uma programação que reúne conferências, mesas de debate, exibições e ações práticas voltadas à preservação, experimentação e difusão da cultura gráfica.

Pensado como um espaço de encontro, o Fórum convida o público a refletir sobre o passado e o presente da cultura gráfica no Brasil e a celebrar a materialidade dos impressos e ofícios que moldaram nosso patrimônio gráfico.

+info

https://www.even3.com.br/iv-forum-patrimonio-grafico-em-movimento-637490

http://www.museutipografia.com.br

https://www.instagram.com/museutipografia

Concessão de Auxílio Financeiro ao Estudante para apoio à realização de Projetos Discentes – Retificação do Edital Chamada 01/2025

Concessão de Auxílio Financeiro ao Estudante para apoio à realização de Projetos Discentes – Retificação do Edital Chamada 01/2025

O Diretor da Escola de Belas Artes da UFMG, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais, torna público para conhecimento dos Colegiados dos Cursos de Graduação da EBA, dos estudantes regularmente matriculados na EBA e da comunidade da Escola de Belas Artes, as condições para a concessão de Auxílio Financeiro a o Estudante para apoio à realização de projetos acadêmicos, no 1º e 2° semestre letivo de 2025.

Edital Completo

Artista e curadora Cláudia França aborda o papel da pesquisa no trabalho dos artistas

Artista e curadora Cláudia França aborda o papel da pesquisa no trabalho dos artistas

No dia 13 de novembro de 2025, próxima quinta-feira, às 19 horas, o Centro Cultural UFMG recebe em seu auditório a artista visual, curadora e pesquisadora Cláudia França para uma conversa sobre as pesquisas realizadas por artistas, discutindo o que separa a prática de ateliê da pesquisa acadêmica. A atividade é um desdobramento da exposição Nuvem na Galeria. A entrada é gratuita, com classificação livre.

Artistas pesquisam?

Cláudia França conduzirá uma conversa sobre as pesquisas realizadas por artistas, refletindo sobre o que poderia, em tese, distinguir a prática de ateliê da pesquisa acadêmica. A pesquisadora também abordará aspectos do projeto de pesquisa que fundamenta sua atuação como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGA/UFES) e que norteia o pensamento e as ações do grupo de pesquisa NUVEM – Núcleo de Estudos em Visualidades, Espacialidades e Materialidades em Arte Contemporânea.

Após sua fala, a curadora realizará uma visita guiada à exposição ‘Nuvem na Galeria’, em exibição na Sala Celso Renato de Lima. A vinda da artista a Belo Horizonte é financiada com recursos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFES.

Sobre o grupo, os artistas expositores e a curadora

O grupo NUVEM é tanto uma experimentação quanto um agregado humano que vê no estudo dos processos de criação possibilidades de deslocamento, incertezas, pesos e levezas, bem como diálogos de categorias artísticas distintas: performance, fotografia, instalação, gravura, vídeo, objeto, desenho e a palavra-texto como materialidade. Cada ideia convoca a sua materialização no trânsito possível entre categorias, sem desfiar o fio que promove a continuidade das preocupações poéticas de cada um de seus membros.

Atualmente o coletivo é composto por 12 membros: Marcelo Gandini e João Cóser, como doutorandos; Iasmim Dala Bernardina, Juno Uno e Samylla Mendes, como mestrandas; e os egressos André Magnago, Francisco Pereira, José Henrique Rodrigues, Karol Rodrigues e Luan Coelho. O grupo também acolhe estudantes de graduação em Artes Visuais: Frances Pereira Fernandes (PIBIC) e Lorena Bragança (TCC). Participam da exposição Francisco Pereira, Marcelo Gandini, João Cóser, André Magnago, José Henrique Rodrigues, Karol Rodrigues, Iasmim Dala Bernardina e Luan Coelho.

Cláudia França, natural de Belo Horizonte, graduou-se em Desenho e Escultura pela Escola de Belas Artes da UFMG. É mestre em Artes Visuais pela UFRGS e doutora em Artes pela UNICAMP. Recentemente, concluiu sua pesquisa de pós-doutorado na área de Psicologia pela FAFICH/UFMG. A artista e pesquisadora é responsável pela coordenação do grupo que estuda, via sua própria produção artística, o processo de criação como fenômeno.

‘Artistas pesquisam?’- conversa com a artista e curadora Cláudia França
Data: 13 de novembro de 2025
Horário: às 19 horas
Local: Auditório do Centro Cultural UFMG
Entrada gratuita
Classificação livre

O Centro Cultural UFMG fica na Av. Santos Dumont, 174 – Centro | BH

Obra de Mandrágora revela um mundo que renasce dos traços de sua própria existência

Obra de Mandrágora revela um mundo que renasce dos traços de sua própria existência

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘(Re)Habitar’, da artista Mandrágora, dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. A classificação é livre.

(Re)Habitar

Mandrágora apresenta a exposição (Re)Habitar, que traz uma reflexão sobre a busca de esperança em meio ao desespero. Na obra ‘Chaminés I’, a artista revela como o mundo se constrói e se reconstrói, aproveitando os vestígios de si mesma para renascer. A arquitetura, desprovida de seu propósito inicial e dos que a conceberam, assume novos sentidos e funções, tonando-se abrigo para outras formas de vida. Ao mesmo tempo em que acolhe e nutre o que emerge, também vela aquilo que lhe foi perdido.

Sobre a artista

Mandrágora é graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e reside atualmente em Belo Horizonte. Natural de Cuiabá, cidade profundamente marcada pelas queimadas e pelos ciclos sazonais de chuva e seca, a artista encontra nesses processos de destruição e regeneração da vegetação a principal fonte de inspiração para sua produção. Em seus trabalhos, investiga o entrelaçamento entre vida e morte ao longo do tempo, refletindo sobre o lugar do humano nesse fluxo contínuo de transformação e renascimento.

Escultura no Centro
O projeto busca valorizar e expor os trabalhos tridimensionais desenvolvidos pelos graduandos e pós-graduandos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG.

(Re)Habitar – Mandrágora
Período expositivo: 14/11/2025 a 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Hall de Entrada
Classificação: livre
Entrada gratuita

Exposição ‘Fragmentos Velados: encontros com o gótico’ – 14 de novembro – 19 horas

Exposição ‘Fragmentos Velados: encontros com o gótico’ – 14 de novembro – 19 horas

Elena Ventura convida para a abertura da sua exposição individual ‘Fragmentos Velados: encontros com o gótico’. A mostra reúne xilogravuras, gravuras em metal e monotipias que celebram a trajetória da artista em constante diálogo com o imaginário gótico, especialmente a partir de uma pesquisa dedicada à tradição do medo e do assombro no Brasil. O evento acontece no dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Artista e pesquisadora, Elena Ventura é graduada em Artes Visuais pela UFMG, com habilitação em Artes Gráficas. Atualmente é bolsista pela PROBIC/Fapemig com a pesquisa “Gótico na xilogravura brasileira”, orientada pela professora Eliana Ambrosio. Seu trabalho propõe a difusão e a análise da tradição do medo no Brasil, abordando seus desdobramentos estéticos sob as perspectivas do sublime, do grotesco e do onírico.Abertura: 14 de novembro de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Endereço: Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Entrada gratuita

Professores da Escola de Belas Artes são homenageados com a Medalha do Aleijadinho

Professores da Escola de Belas Artes são homenageados com a Medalha do Aleijadinho

A Prefeitura Municipal de Ouro Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, convidou a Professora Yacy-Ara Froner e o Professor Luiz Souza, da Escola de Belas Artes, para a outorga da Medalha do Aleijadinho, que será concedida durante a 46ª Semana de Aleijadinho, evento que ocorre anualmente no município, em 18 de novembro — o Dia do Barroco Mineiro. A solenidade acontecerá no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto/MG, às 19h, logo após Missa Solene.

A honraria tem por objetivo reconhecer atuações relevantes na preservação do patrimônio histórico, na valorização das artes e na promoção da cultura brasileira, com destaque para iniciativas vinculadas ao programa PAC Cidades Históricas, que beneficia Ouro Preto, reconhecida como Cidade Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Trata-se de uma tradicional forma de homenagem institucional que reforça a importância dos bens culturais e artísticos locais.

A 46ª edição da Semana de Aleijadinho integra um programa cultural que há décadas celebra o legado do escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa (conhecido como Aleijadinho) e movimenta exposições, visitas guiadas, missas e oficinas em Ouro Preto. Por ocasião da edição anterior, foi divulgado que o encerramento ocorrerá no Santuário de Nossa Senhora da Conceição com o toque de sinos, a entrega das medalhas e a aposição de flores no túmulo do mestre Aleijadinho.

Essa iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Ouro Preto com a cultura local, ao articular poder público, entidades de patrimônio e comunidade em torno de uma agenda que prestigia a arte barroca mineira e o patrimônio material da cidade-tombamento. O evento fortalece não apenas a memória histórica, mas também as condições para o turismo cultural e para o envolvimento de cidadãos e organizações que atuam na valorização das artes e do patrimônio.

Desenhos de Rafael Fernandes Alves investigam as representações do corpo e suas transformações

Desenhos de Rafael Fernandes Alves investigam as representações do corpo e suas transformações

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Desenhos Inconjuntos’, do desenhista e educador Rafael Fernandes Alves. A mostra reúne desenhos que exploram as representações do corpo e suas transformações, compondo uma constelação de imagens em diálogo e tensão em torno do sonho, do selvagem e do cosmos. O evento acontece no dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e tem classificação indicativa de 12 anos.

Desenhos Inconjuntos – por Rafael Fernandes Alves

Apesar de serem formadas por estrelas com bilhões de anos de existência, as constelações são criações humanas. Fomos nós, humanos, que, ao olhar para a vastidão infinita do universo em noites escuras, imaginamos que o que estava lá em cima nos dizia respeito. Do ponto de vista terrestre, astros a anos-luz de distância pareciam se agrupar para revelar algo a nós. Ali vimos seres fantásticos, animais, deuses, personagens. Criamos histórias. Era como se tudo que existisse no espaço sideral fosse, de alguma forma, sobre nós. Fosse nosso. Atribuímos sentido a um universo impessoal e distante.

Aparentemente, há um paradoxo implícito no nome dado à exposição Desenhos Inconjuntos, pois, embora agrupe os desenhos sob um único título, sugere simultaneamente que essas obras não formam um conjunto coeso. Inexistente nos dicionários de língua portuguesa, o termo inconjunto é um neologismo criado por Fernando Pessoa, através do seu heterônimo Alberto Caeiro, provavelmente derivado do inglês inconjunct, para nomear sua obra Poemas Inconjuntos.

Se o termo conjunção é utilizado na astronomia para se referir à aparente proximidade de dois ou mais corpos celestes, quando observados da Terra, podemos inferir que a inconjunção indicaria um distanciamento também aparente. São como astros transitando em diferentes órbitas e com trajetos distintos à primeira vista, mas que podem parecer próximos a partir de uma mudança de perspectiva.

A exposição toma de empréstimo o termo criado pelo poeta português para se referir às obras apresentadas como fragmentos de uma linha de pensamento e investigação, destacando suas singularidades sem deixar de insinuar as conexões latentes entre elas. Assim, o título busca enfatizar o caráter experimental, processual e eternamente inconclusivo dessas investigações em curso.

Entre os pontos de convergência e tensão das imagens, há o tema recorrente do corpo e suas transformações. As obras apresentadas na exposição representam figuras que transitam livremente entre o bestial e o divino, o terrestre e o celestial. São personagens de uma narrativa circular, assim como a dos mitos, que se revela pouco a pouco em cada um dos desenhos.

Assim como as figuras das constelações, esses seres também habitam o vazio. Sem as limitações de um cenário representado ou a ilusão de um espaço definido, permanecem suspensos no branco do papel. Flutuam, como os astros, livres para ocupar qualquer lugar no espaço-tempo infinito da imaginação.

Desenhar é expressão e apreensão do universo exterior e interior, um diálogo constante entre o que se vê e o que se imagina, entre a observação, o gesto e o sonho. Essas imagens indagam sobre a própria existência humana, cuja consciência só podemos experimentar dentro do espaço restrito conferido pelas bordas da nossa própria pele, como expresso por Alberto Caeiro: “Sim: existo dentro do meu corpo”.

Sobre o artista

Rafael Fernandes Alves é desenhista e educador. Através do desenho, investiga as transformações de corpos humanos, animais, minerais e celestes. Em suas obras, utiliza pastel seco, guache e caneta sobre papel, com uma paleta de cores dominada por tons de azul e vermelho.

A partir do uso de espelhos e referências fotográficas, o artista incorpora seu próprio corpo em grande parte de suas criações. No entanto, essa prática de auto-observação não se restringe à lógica do autorretrato, ela se desloca em direção à figura do ator, que performa identidades e transita por múltiplos papéis.

Nos desenhos, surgem corpos que frequentemente ultrapassam as possibilidades anatômicas e os limites do mundo ordinário, reforçando o estudo do corpo como forma e espaço de construção de significados. São seres reconfigurados e híbridos que refletem seu interesse nas tensões e dicotomias entre o humano e o animal, o sagrado e o profano, o civilizado e o selvagem.

Movido pelo desejo de construir uma mitologia própria, o artista funde referências visuais de múltiplas iconografias a fragmentos de memória e narrativa pessoal, tecendo um imaginário de caráter sincrético.

Rafael Fernandes Alves foi premiado em 2020 pelo edital de emergência ‘Arte como Respiro’, do Itaú Cultural, e recebeu menção honrosa no 43º Salão de Arte Contemporânea de Franca. Realizou as exposições individuais ‘O corpo que tenho’ (BDMG Cultural, 2024) e ‘as coisas que ainda não sucederam’ (Centro Cultural da UFSJ, São João del-Rei, 2023). Em 2021, participou da Residência Artística do CEFART – Palácio das Artes.

Exposição ‘Desenhos Inconjuntos’ – Rafael Fernandes Alves
Abertura: 14 de novembro de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada gratuita