Concessão de Auxílio Financeiro ao Estudante para apoio à realização de Projetos Discentes – Retificação do Edital Chamada 01/2025

Concessão de Auxílio Financeiro ao Estudante para apoio à realização de Projetos Discentes – Retificação do Edital Chamada 01/2025

O Diretor da Escola de Belas Artes da UFMG, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais, torna público para conhecimento dos Colegiados dos Cursos de Graduação da EBA, dos estudantes regularmente matriculados na EBA e da comunidade da Escola de Belas Artes, as condições para a concessão de Auxílio Financeiro a o Estudante para apoio à realização de projetos acadêmicos, no 1º e 2° semestre letivo de 2025.

Edital Completo

Artista e curadora Cláudia França aborda o papel da pesquisa no trabalho dos artistas

Artista e curadora Cláudia França aborda o papel da pesquisa no trabalho dos artistas

No dia 13 de novembro de 2025, próxima quinta-feira, às 19 horas, o Centro Cultural UFMG recebe em seu auditório a artista visual, curadora e pesquisadora Cláudia França para uma conversa sobre as pesquisas realizadas por artistas, discutindo o que separa a prática de ateliê da pesquisa acadêmica. A atividade é um desdobramento da exposição Nuvem na Galeria. A entrada é gratuita, com classificação livre.

Artistas pesquisam?

Cláudia França conduzirá uma conversa sobre as pesquisas realizadas por artistas, refletindo sobre o que poderia, em tese, distinguir a prática de ateliê da pesquisa acadêmica. A pesquisadora também abordará aspectos do projeto de pesquisa que fundamenta sua atuação como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGA/UFES) e que norteia o pensamento e as ações do grupo de pesquisa NUVEM – Núcleo de Estudos em Visualidades, Espacialidades e Materialidades em Arte Contemporânea.

Após sua fala, a curadora realizará uma visita guiada à exposição ‘Nuvem na Galeria’, em exibição na Sala Celso Renato de Lima. A vinda da artista a Belo Horizonte é financiada com recursos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFES.

Sobre o grupo, os artistas expositores e a curadora

O grupo NUVEM é tanto uma experimentação quanto um agregado humano que vê no estudo dos processos de criação possibilidades de deslocamento, incertezas, pesos e levezas, bem como diálogos de categorias artísticas distintas: performance, fotografia, instalação, gravura, vídeo, objeto, desenho e a palavra-texto como materialidade. Cada ideia convoca a sua materialização no trânsito possível entre categorias, sem desfiar o fio que promove a continuidade das preocupações poéticas de cada um de seus membros.

Atualmente o coletivo é composto por 12 membros: Marcelo Gandini e João Cóser, como doutorandos; Iasmim Dala Bernardina, Juno Uno e Samylla Mendes, como mestrandas; e os egressos André Magnago, Francisco Pereira, José Henrique Rodrigues, Karol Rodrigues e Luan Coelho. O grupo também acolhe estudantes de graduação em Artes Visuais: Frances Pereira Fernandes (PIBIC) e Lorena Bragança (TCC). Participam da exposição Francisco Pereira, Marcelo Gandini, João Cóser, André Magnago, José Henrique Rodrigues, Karol Rodrigues, Iasmim Dala Bernardina e Luan Coelho.

Cláudia França, natural de Belo Horizonte, graduou-se em Desenho e Escultura pela Escola de Belas Artes da UFMG. É mestre em Artes Visuais pela UFRGS e doutora em Artes pela UNICAMP. Recentemente, concluiu sua pesquisa de pós-doutorado na área de Psicologia pela FAFICH/UFMG. A artista e pesquisadora é responsável pela coordenação do grupo que estuda, via sua própria produção artística, o processo de criação como fenômeno.

‘Artistas pesquisam?’- conversa com a artista e curadora Cláudia França
Data: 13 de novembro de 2025
Horário: às 19 horas
Local: Auditório do Centro Cultural UFMG
Entrada gratuita
Classificação livre

O Centro Cultural UFMG fica na Av. Santos Dumont, 174 – Centro | BH

Obra de Mandrágora revela um mundo que renasce dos traços de sua própria existência

Obra de Mandrágora revela um mundo que renasce dos traços de sua própria existência

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘(Re)Habitar’, da artista Mandrágora, dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. A classificação é livre.

(Re)Habitar

Mandrágora apresenta a exposição (Re)Habitar, que traz uma reflexão sobre a busca de esperança em meio ao desespero. Na obra ‘Chaminés I’, a artista revela como o mundo se constrói e se reconstrói, aproveitando os vestígios de si mesma para renascer. A arquitetura, desprovida de seu propósito inicial e dos que a conceberam, assume novos sentidos e funções, tonando-se abrigo para outras formas de vida. Ao mesmo tempo em que acolhe e nutre o que emerge, também vela aquilo que lhe foi perdido.

Sobre a artista

Mandrágora é graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e reside atualmente em Belo Horizonte. Natural de Cuiabá, cidade profundamente marcada pelas queimadas e pelos ciclos sazonais de chuva e seca, a artista encontra nesses processos de destruição e regeneração da vegetação a principal fonte de inspiração para sua produção. Em seus trabalhos, investiga o entrelaçamento entre vida e morte ao longo do tempo, refletindo sobre o lugar do humano nesse fluxo contínuo de transformação e renascimento.

Escultura no Centro
O projeto busca valorizar e expor os trabalhos tridimensionais desenvolvidos pelos graduandos e pós-graduandos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG.

(Re)Habitar – Mandrágora
Período expositivo: 14/11/2025 a 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Hall de Entrada
Classificação: livre
Entrada gratuita

Exposição ‘Fragmentos Velados: encontros com o gótico’ – 14 de novembro – 19 horas

Exposição ‘Fragmentos Velados: encontros com o gótico’ – 14 de novembro – 19 horas

Elena Ventura convida para a abertura da sua exposição individual ‘Fragmentos Velados: encontros com o gótico’. A mostra reúne xilogravuras, gravuras em metal e monotipias que celebram a trajetória da artista em constante diálogo com o imaginário gótico, especialmente a partir de uma pesquisa dedicada à tradição do medo e do assombro no Brasil. O evento acontece no dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Artista e pesquisadora, Elena Ventura é graduada em Artes Visuais pela UFMG, com habilitação em Artes Gráficas. Atualmente é bolsista pela PROBIC/Fapemig com a pesquisa “Gótico na xilogravura brasileira”, orientada pela professora Eliana Ambrosio. Seu trabalho propõe a difusão e a análise da tradição do medo no Brasil, abordando seus desdobramentos estéticos sob as perspectivas do sublime, do grotesco e do onírico.Abertura: 14 de novembro de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Endereço: Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Entrada gratuita

Professores da Escola de Belas Artes são homenageados com a Medalha do Aleijadinho

Professores da Escola de Belas Artes são homenageados com a Medalha do Aleijadinho

A Prefeitura Municipal de Ouro Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, convidou a Professora Yacy-Ara Froner e o Professor Luiz Souza, da Escola de Belas Artes, para a outorga da Medalha do Aleijadinho, que será concedida durante a 46ª Semana de Aleijadinho, evento que ocorre anualmente no município, em 18 de novembro — o Dia do Barroco Mineiro. A solenidade acontecerá no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto/MG, às 19h, logo após Missa Solene.

A honraria tem por objetivo reconhecer atuações relevantes na preservação do patrimônio histórico, na valorização das artes e na promoção da cultura brasileira, com destaque para iniciativas vinculadas ao programa PAC Cidades Históricas, que beneficia Ouro Preto, reconhecida como Cidade Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Trata-se de uma tradicional forma de homenagem institucional que reforça a importância dos bens culturais e artísticos locais.

A 46ª edição da Semana de Aleijadinho integra um programa cultural que há décadas celebra o legado do escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa (conhecido como Aleijadinho) e movimenta exposições, visitas guiadas, missas e oficinas em Ouro Preto. Por ocasião da edição anterior, foi divulgado que o encerramento ocorrerá no Santuário de Nossa Senhora da Conceição com o toque de sinos, a entrega das medalhas e a aposição de flores no túmulo do mestre Aleijadinho.

Essa iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Ouro Preto com a cultura local, ao articular poder público, entidades de patrimônio e comunidade em torno de uma agenda que prestigia a arte barroca mineira e o patrimônio material da cidade-tombamento. O evento fortalece não apenas a memória histórica, mas também as condições para o turismo cultural e para o envolvimento de cidadãos e organizações que atuam na valorização das artes e do patrimônio.

Desenhos de Rafael Fernandes Alves investigam as representações do corpo e suas transformações

Desenhos de Rafael Fernandes Alves investigam as representações do corpo e suas transformações

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Desenhos Inconjuntos’, do desenhista e educador Rafael Fernandes Alves. A mostra reúne desenhos que exploram as representações do corpo e suas transformações, compondo uma constelação de imagens em diálogo e tensão em torno do sonho, do selvagem e do cosmos. O evento acontece no dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e tem classificação indicativa de 12 anos.

Desenhos Inconjuntos – por Rafael Fernandes Alves

Apesar de serem formadas por estrelas com bilhões de anos de existência, as constelações são criações humanas. Fomos nós, humanos, que, ao olhar para a vastidão infinita do universo em noites escuras, imaginamos que o que estava lá em cima nos dizia respeito. Do ponto de vista terrestre, astros a anos-luz de distância pareciam se agrupar para revelar algo a nós. Ali vimos seres fantásticos, animais, deuses, personagens. Criamos histórias. Era como se tudo que existisse no espaço sideral fosse, de alguma forma, sobre nós. Fosse nosso. Atribuímos sentido a um universo impessoal e distante.

Aparentemente, há um paradoxo implícito no nome dado à exposição Desenhos Inconjuntos, pois, embora agrupe os desenhos sob um único título, sugere simultaneamente que essas obras não formam um conjunto coeso. Inexistente nos dicionários de língua portuguesa, o termo inconjunto é um neologismo criado por Fernando Pessoa, através do seu heterônimo Alberto Caeiro, provavelmente derivado do inglês inconjunct, para nomear sua obra Poemas Inconjuntos.

Se o termo conjunção é utilizado na astronomia para se referir à aparente proximidade de dois ou mais corpos celestes, quando observados da Terra, podemos inferir que a inconjunção indicaria um distanciamento também aparente. São como astros transitando em diferentes órbitas e com trajetos distintos à primeira vista, mas que podem parecer próximos a partir de uma mudança de perspectiva.

A exposição toma de empréstimo o termo criado pelo poeta português para se referir às obras apresentadas como fragmentos de uma linha de pensamento e investigação, destacando suas singularidades sem deixar de insinuar as conexões latentes entre elas. Assim, o título busca enfatizar o caráter experimental, processual e eternamente inconclusivo dessas investigações em curso.

Entre os pontos de convergência e tensão das imagens, há o tema recorrente do corpo e suas transformações. As obras apresentadas na exposição representam figuras que transitam livremente entre o bestial e o divino, o terrestre e o celestial. São personagens de uma narrativa circular, assim como a dos mitos, que se revela pouco a pouco em cada um dos desenhos.

Assim como as figuras das constelações, esses seres também habitam o vazio. Sem as limitações de um cenário representado ou a ilusão de um espaço definido, permanecem suspensos no branco do papel. Flutuam, como os astros, livres para ocupar qualquer lugar no espaço-tempo infinito da imaginação.

Desenhar é expressão e apreensão do universo exterior e interior, um diálogo constante entre o que se vê e o que se imagina, entre a observação, o gesto e o sonho. Essas imagens indagam sobre a própria existência humana, cuja consciência só podemos experimentar dentro do espaço restrito conferido pelas bordas da nossa própria pele, como expresso por Alberto Caeiro: “Sim: existo dentro do meu corpo”.

Sobre o artista

Rafael Fernandes Alves é desenhista e educador. Através do desenho, investiga as transformações de corpos humanos, animais, minerais e celestes. Em suas obras, utiliza pastel seco, guache e caneta sobre papel, com uma paleta de cores dominada por tons de azul e vermelho.

A partir do uso de espelhos e referências fotográficas, o artista incorpora seu próprio corpo em grande parte de suas criações. No entanto, essa prática de auto-observação não se restringe à lógica do autorretrato, ela se desloca em direção à figura do ator, que performa identidades e transita por múltiplos papéis.

Nos desenhos, surgem corpos que frequentemente ultrapassam as possibilidades anatômicas e os limites do mundo ordinário, reforçando o estudo do corpo como forma e espaço de construção de significados. São seres reconfigurados e híbridos que refletem seu interesse nas tensões e dicotomias entre o humano e o animal, o sagrado e o profano, o civilizado e o selvagem.

Movido pelo desejo de construir uma mitologia própria, o artista funde referências visuais de múltiplas iconografias a fragmentos de memória e narrativa pessoal, tecendo um imaginário de caráter sincrético.

Rafael Fernandes Alves foi premiado em 2020 pelo edital de emergência ‘Arte como Respiro’, do Itaú Cultural, e recebeu menção honrosa no 43º Salão de Arte Contemporânea de Franca. Realizou as exposições individuais ‘O corpo que tenho’ (BDMG Cultural, 2024) e ‘as coisas que ainda não sucederam’ (Centro Cultural da UFSJ, São João del-Rei, 2023). Em 2021, participou da Residência Artística do CEFART – Palácio das Artes.

Exposição ‘Desenhos Inconjuntos’ – Rafael Fernandes Alves
Abertura: 14 de novembro de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada gratuita

Centro Cultural UFMG tem chamada aberta para residência artística até 9 de novembro 

Centro Cultural UFMG tem chamada aberta para residência artística até 9 de novembro 

O Centro Cultural UFMG recebe até o dia 9 de novembro de 2025 propostas de pesquisa e experimentação para serem desenvolvidas em regime de residência entre março e dezembro de 2026 nas áreas de artes cênicas, artes visuais, música livre, múltiplas linguagens e artes gráficas.

São elegíveis para participação proponentes individuais, grupos ou coletivos, registrados ou informais, em processo de formação ou já consolidados. Os interessados devem submeter suas propostas via formulário de inscrição, incluindo toda a documentação requerida.

Serão disponibilizadas seis salas para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e experimentação, que serão compartilhadas entre os participantes selecionados durante o período da residência. Cada sala dispõe de equipamentos e mobiliário que poderão ser utilizados pelos integrantes dos projetos.

Esses espaços abrigam uma ampla variedade de linguagens artísticas, incluindo teatro, dança e performance; pintura, fotografia, escultura, objeto, desenho, gravura, cerâmica, tapeçaria e arte digital; música popular, erudita e experimental; além de literatura, poesia, roteiros, clubes de leitura, grupos de estudos e pesquisas afins. Também promovem a preservação das técnicas de composição e impressão manual com tipos móveis, bem como dos saberes ligados à tipografia, à gravura e aos projetos gráficos.

Público-alvo e modalidades

Podem participar proponentes maiores de 18 anos (ou emancipados), brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil. Cada proponente poderá apresentar apenas uma proposta na Chamada Pública.

Conforme estabelecido na chamada, os critérios prioritários para a seleção incluem a análise dos documentos, a qualidade técnica e a viabilidade das propostas para os espaços.

Resultado

As propostas selecionadas serão divulgadas no site e nas redes sociais do Centro Cultural UFMG no dia 12 de dezembro de 2025.

Leia a chamada pública completa 

Referência nas relações entre imagem, filosofia e política, Marie-José Mondzain estará na UFMG em novembro

Referência nas relações entre imagem, filosofia e política, Marie-José Mondzain estará na UFMG em novembro

A filósofa francesa Marie-José Mondzain, referência internacional nos estudos sobre a imagem, estará na UFMG durante o mês de novembro como catedrática do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (Ieat). Pesquisadora emérita do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Mondzain se dedica a investigar o papel das imagens na constituição do sujeito e nas formas de vida contemporâneas. Na Universidade, ela participará de uma série de atividades sobre as potências estéticas, éticas e sociais das imagens no mundo contemporâneo.

A programação tem início no dia 7 de novembro, com o encontro K de Kolônia, realizado em parceria com o grupo Poéticas da Experiência e outros núcleos de pesquisa da Universidade. No encontro, Mondzain abordará o poder político e simbólico do imaginário colonial, a partir de seu livro K de kolônia: Kafka e a descolonização do imaginário. Na obra, ela expõe, por meio de duas narrativas visionárias de Franz Kafka (Na colônia penal e O desaparecido), o funcionamento da máquina colonial e convida a romper com os dispositivos visuais e narrativos herdados do colonialismo. A atividade começa às 14h30, no auditório 1070 da Faculdade de Ciências Econômicas (Face).

Nos dias 10 e 11 de novembro, Mondzain conduz o seminário A hospitalidade das imagens, em duas sessões. As discussões, que investigam as dimensões estéticas, éticas, políticas e afetivas do acolhimento nas imagens, ocorrerão respectivamente nos auditórios Baesse e Bicalho, ambos na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), das 9h às 12h, com tradução consecutiva.

Decapitação simbólica

Como ponto alto de sua estada, Mondzain vai ministrar, no dia 13, a partir das 14h30, no auditório A104 do Centro de Atividades Didáticas 2 da UFMG, a grande conferência Inteligência Artificial: uma ferramenta do capital?.

Mondzain apresentará a abordagem que fundamenta seu livro mais recente Pena capital (Peine Kapital), que endereça uma crítica à “decapitação simbólica”, realizada pela Inteligência Artificial, ao capitalismo tecnocrático, à plutocracia digital e ao destino de nossas mentes sob a dominação daqueles que assumem a liderança dos povos que eles colonizam e subjugam.

A conferência é aberta ao público, mediante inscrições pela plataforma Even3. Serão emitidos certificados de participação. A conferência será em francês, com tradução simultânea. O evento conta com o apoio do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFMG e da Capes.

Sessões comentadas de filmes

Além das atividades acadêmicas, a programação inclui uma mostra de filmes comentados pela filósofa, em parceria com o Cine Santa Tereza e o forumdoc.bh.2025. As três sessões vão ocorrer nos dias 18, 19 e 21 de novembro, com exibições e debates sobre obras que dialogam com as ideias de acolhimento e alteridade.

No dia 18, quarta-feira, ela comentará o filme O encantar das folhas, de Pedro Aspahan e César Guimarães. No dia 19, quinta-feira, participará de sessão comentada a definir. As duas primeiras sessões, das 14h às 18h, terão lugar no Cine Santa Tereza, localizado na Rua Estrela do Sul, no Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, com tradução consecutiva.

No dia 21, sexta-feira, Mondzain estará na sessão do filme Nuit obscure – “Ain’t I a child?”, de Sylvain George, como parte da programação do Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte. A exibição será das 16h às 20h, na Sala Humberto Mauro do Palácio das Artes, na Avenida Afonso Pena, 1537, no Centro, em Belo Horizonte, com tradução consecutiva.

Sobre a catedrática

Filósofa e pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Marie José Mondzain, valendo-se de aportes da filosofia, teologia, antropologia e psicanálise, dedica-se à análise crítica do campo político, cultural e audiovisual contemporâneos a partir das fontes bizantinas do pensamento em torno das imagens, tal como formulado em seu livro seminal, Image, icône, économie (Paris: Seuil,1996).

Entre suas publicações mais recentes destacam-se Homo spectator: ver, fazer ver (Lisboa: Orfeu Negro, 2015), Confiscação das palavras, das imagens e do tempo: por uma outra radicalidade (Belo Horizonte: Relicário, 2022); Accueillir: venu(e)s d’un ventre ou d’un pays (Paris: Les liens qui Libérent, 2023), e K de kolônia: Kafka e a descolonização do imaginário (Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2025).

O professor César Guimarães, do Departamento de Comunicação Social da Fafich, é o anfitrião da professora Marie-José Mondzain na UFMG. O Programa Cátedra Fundep/Ieat é promovido pelo Ieat, com financiamento da Fundação de Apoio da UFMG, a Fundep.