Dança contemporânea é destaque da nova temporada de espetáculos do Circuito Cultural UFMG

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Circuito Cultural UFMG, projeto da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade Federal de Minas Gerais, retoma sua temporada semestral de espetáculos a partir de quarta-feira, 14 de abril. Em uma única exibição, que estreia às 19h no canal da DAC no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), a Mimulus Cia de Dança apresentará dois trabalhos:  O Que Não Tem Fim e Por Um Fio. A apresentação é gratuita e o vídeo ficará disponível no canal, após a transmissão.

Desde os anos noventa, a Mimulus vem priorizando uma proposta singular de retomada do repertório das danças de salão, com um olhar na contemporaneidade. Na exibição da próxima semana, ela costura uma sequência do espetáculo O Que Não Tem Fim, produção audiovisual criada durante a pandemia em 2020, com trechos de Por Um Fio, lançado em 2009.

Segundo o diretor Jomar Mesquita, juntar os dois trabalhos foi uma forma de contrastar uma obra feita no período pré-pandêmico, com outra feita durante a pandemia. “Elas representam formas muito diferentes de se trabalhar, de se criar. O vídeo gravado no ano passado fala muito da nossa trajetória de 30 anos no nosso galpão, que tem as paredes impregnadas com a nossa história e que ficou fechado, reabriu e agora está fechado novamente. Ele fala desse momento muito difícil para todos nós, em que a gente busca e encontra novas formas de criar e levar nossas criações para o público. E Por Um Fio mostra como era feito antes. Ele foi gravado ao vivo, num palco de teatro, e é um dos nossos principais trabalhos. Ele transita um pouco pelo universo da angústia, apesar de falar disso de uma forma mais enérgica, inspirada na vida e obra de Arthur Bispo do Rosário”, explica.

Por Um Fio foi apresentado na Bélgica, França, Itália, Portugal, Estados Unidos e Brasil. Nele, a companhia transpõe o fascínio pelos bordados do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, para o emaranhado de braços e corpos que bordam coreografias. O emaranhado de fios elétricos e filamentos das lâmpadas incandescentes se confundem com os fios condutores das coreografias e com a sucata do trabalho dos bailarinos, que lhes servem de matéria prima para a composição da obra. O espetáculo foi feito na ocasião do centenário de nascimento de Arthur Bispo do Rosário e dos 20 anos de sua morte.

PROGRAMAÇÃO

A programação de abril do Circuito Cultural UFMG conta com mais duas atrações. No dia 28, o cantor e compositor Marquim D’Morais comemora seus dez anos de carreira solo com o show Muita Estrada, Pouco Chão. O vídeo será exibido às 19h, no youtube.com/culturaufmg. E no dia 30, a icônica atriz Teuda Bara participa de um bate-papo ao vivo com o pesquisador teatral Ernani Maletta. A conversa descontraída falará sobre teatro e a carreira da artista, com transmissão ao vivo às 18h30, pelo youtube.com/centroculturalufmg.

SERVIÇO

Circuito Cultural UFMG #emcasa

Apresentação da Mimulus Cia de Dança

Estreia 14 de abril, às 19h

www.youtube.com/culturaufmg

 

Centro Cultural UFMG reúne narrativas admiráveis em mostra de cinema argentino

Texto: Comunicação Centro Cultural UFMG

O CineCentro de maio indica uma seleção de obras argentinas de extrema relevância para entender como essa produção cinematográfica se consolidou como uma das mais importantes da América Latina, mesmo com as sucessivas crises políticas e institucionais vividas pelo país. A retomada da produção argentina ocorreu a partir da década de 1990, denominada de “Nuevo Cine Argentino”, que demonstrou as possibilidades de efervescência cultural em tempos difíceis.

 

Os filmes que compreendem o novo cinema argentino expressam o contexto histórico e cultural da Argentina impulsionada pela estrutura de produção independente e de baixo orçamento, roteiros inteligentes e arrojados, habilidade técnica e refinamento estético. A filmografia do país vizinho tem se afirmado cada vez mais expressiva, ocupando lugar de destaque com seus temas fortes que transitam entre dramas familiares e políticos, romances e toques de humor.

 

Os cineastas do país passaram a atrair o interesse da crítica internacional e do público, recebendo diversos prêmios e indicações em festivais como Berlim, Cannes, San Sebastián e Veneza. Em 1986, A história oficial, de Luis Puenzo, foi o primeiro filme latino-americano a ganhar um Oscar. Em 2010, O segredo dos seus olhos, de Juan José Campanella, também garantiu ao país o prêmio mais almejado do cinema.

 

A programação do CineClássico Quarentena deste mês engloba obras representativas dos cineastas Luis Puenzo, Juan José Campanella, Gustavo Taretto, Hernán Golfrid, Damián Szifron, Gastón Duprat, Mariano Cohn, Lucía Puenzo e Martín Hodara. Os filmes da mostra podem ser encontrados nas plataformas de streaming Netflix, Amazon Prime Video, YouTube e Globoplay:

 

04.05 – A história oficial – (La historia oficial (título original), Drama, História, Guerra, 1985, Argentina, Direção: Luis Puenzo, 112’, 14 anos).

 

Em Buenos Aires, nos tempos da abertura política, uma professora de História (Norma Aleandro) começa a se dar conta da violência da ditadura militar em seu país. O drama se complica quando ela passa a desconfiar que Gabi, a menina que adotou, pode ser filha de uma desaparecida dos tempos da opressão militar.

 

Disponível em: Netflix

 

06.05 – O segredo dos seus olhos – (El secreto de sus ojos (título original), Drama, Mistério, Romance, 2009, Argentina, Espanha, Direção: Juan José Campanella, 129’, 16 anos).

 

O filme conta a história de Benjamín (Ricardo Darín), um oficial de justiça que decide escrever um livro após se aposentar usando suas memórias como base da criação. Sua inspiração é um caso real de estupro e assassinato de uma jovem. Em sua jornada, o aposentado conhece o marido da vítima e promete ajudá-lo a encontrar o culpado.

 

Disponível em: Amazon Prime Video e YouTube.

 

11.05 – Medianeras: Buenos Aires na era do amor virtual – (Medianeras (título original), Comédia, Drama, 2011, Argentina, Espanha, Alemanha, Direção: Gustavo Taretto, 95’, 12 anos).

 

Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) são vizinhos, vivem no mesmo quarteirão, se cruzam inúmeras vezes durante o dia, mas se conhecem apenas virtualmente, mesmo tendo suas janelas de frente uma para a outra. É na internet que eles se encontram e compartilham suas alegrias e desilusões.

 

Disponível em: Globoplay e YouTube.

 

13.05 – Tese sobre um homicídio – (Tesis sobre un homicidio (título original), Crime, Mistério, Suspense, 2013, Argentina, Espanha, Direção: Hernán Goldfrid, 106’, 14 anos).

 

A vida de Roberto Bermúdez (Ricardo Darín), especialista em Direito Criminal, se torna um caos quando ele se convence de que um de seus melhores alunos cometeu um assassinato em frente à faculdade. Ele está determinado a descobrir o que aconteceu e inicia uma investigação que o fará pensar no preço da verdade.

 

Disponível em: YouTube e Amazon Prime Video.

 

18.05 – Relatos selvagens – (Relatos salvajes (título original), Comédia, Drama, Crime, 2014, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Direção: Damián Szifron, 122’, 14 anos).

 

Com uma espécie de compilado, o filme reúne seis histórias que colocam os personagens em situações desafiadoras. Cada um, dentro de sua própria história, coloca em xeque seus lados selvagens e irracionais.

 

Disponível em: Globoplay e YouTube.

 

20.05 – O cidadão ilustre – (El ciudadano ilustre (título original), Comédia, Drama, 2016, Argentina, Espanha, França, Direção: Gastón Duprat, Mariano Cohn, 118’, 14 anos).

 

Após recusar grandes e prestigiosos prêmios em todo o mundo, Sr. Mantovani (Oscar Martínez), Prêmio Nobel de Literatura, aceita um convite para visitar a sua cidade natal na Argentina, que tem sido inspiração para todos os seus livros. O escritor vai descobrir que receber esse convite foi uma péssima ideia, já que tem usado pessoas reais como personagens de seus romances.

 

Disponível em: Netflix.

 

25.05 – Minha obra prima – (Mi obra maestra (título original), Comédia, Drama, 2018, Argentina, Espanha, Direção: Gastón Duprat, 100’, 14 anos).

 

Arturo (Guillermo Francella) é um negociante de arte sem escrúpulos, amigo de longa data de Renzo (Luis Brandoni), um pintor socialmente desajeitado. Dispostos a arriscar tudo, os dois desenvolvem um plano mirabolante para se salvarem no mundo das artes.

 

Disponível em: Netflix.

 

27.05 – XXY – (XXY (título original), Drama, Romance, 2007, Argentina, Espanha, França, Direção: Lucía Puenzo, 86’, 16 anos).

 

Alex (Inés Efron) nasceu com características sexuais masculinas e femininas. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambiguidade genital da criança, seus pais (Ricardo Darín e Valeria Bertuccelli) a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que um dia a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

 

Disponível em: Netflix.

 

01.06 – Neve negra – (Nieve negra (título original), Crime, Drama, Mistério, 2017, Argentina, Espanha, Direção: Martín Hodara, 90’, 14 anos).

 

Salvador (Ricardo Darín) vive isolado do mundo nas colinas geladas da Patagônia. Sozinho há décadas, ele recebe a inesperada visita do irmão Marcos (Leonardo Sbaraglia) e de sua namorada Laura (Laia Costa). O objetivo dos dois é que Salvador aceite vender as terras que os irmãos receberam como herança, algo que ele não está nem um pouco disposto a fazer.

 

Disponível em: Netflix.

 

Serviço

Projeto CineCentro | CineClássico Quarentena

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Espaço do Conhecimento UFMG encerra mostra Universidade Cidade com 10 mil acessos em 15 países

Texto: Assessoria de Comunicação da Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG

Ao longo de quase dois meses de programação, entre 12 de dezembro de 2020 e 7 de fevereiro de 2021, o site da mostra Universidade Cidade: gestos, afetos e manifestos de urbanidade recebeu 10 mil acessos, oriundos de 15 diferentes países. Ao todo, foram 1.700 visitantes únicos, que navegaram pelos diferentes conteúdos criados para promover o diálogo e a interlocução entre cidadãs e cidadãos de Belo Horizonte em torno de projetos artístico-culturais em diversos territórios. A exposição, contudo, não foi realizada apenas no ambiente virtual, mas mobilizou milhares de pessoas nas ruas de BH e em diferentes plataformas.

Realizada pelo Espaço do Conhecimento UFMG, por meio da Diretoria de Ação Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, e em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, a mostra envolveu diretamente uma equipe de 55 pessoas e, indiretamente, cerca de 850 pessoas na sua execução. O patrocínio foi do Instituto Unimed-BH, viabilizado por mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

Professores, alunos, gestores e artistas participaram da criação de 604 produtos culturais, como lives, oficinas, vídeos, registros sonoros e podcasts. Neste somatório, também estão incluídas as intervenções artísticas que aconteceram nas nove regionais da capital. Entre elas, áudios veiculados em carros de som, exposição de faixas e cartazes e projeções em estações de metrô e do MOVE. A mais desafiadora, entretanto, foi a exibição de 76 blocos de projeções em empenas de prédios da cidade, mostrando trabalhos em imagens, textos informativos e performances musicais, durante 56 dias.

O objetivo de tudo isso foi aproximar a sociedade das ações desenvolvidas pela Universidade e pelos Centros Culturais da Prefeitura, promovendo uma perspectiva enriquecedora sobre a urbanidade em isolamento social. A coordenadora do Núcleo de Expografia do Espaço do Conhecimento UFMG e uma das curadoras da mostra, Junia Ferrari, destaca que o conceito de urbanidade foi adotado não apenas como orientador para a produção dos trabalhos, mas também para a divulgação desse material pela cidade. “O desafio imposto pelo isolamento social nos fez pensar em formatos que pudessem ser acessados sem gerar deslocamentos e aglomerações. Por isso, optamos por plataformas virtuais ou itinerantes como meio de levar ao cotidiano das pessoas um pouco de poesia, dança, música e momentos de leveza e compartilhamento”, afirma.

Ao todo, foram desenvolvidos 32 projetos, dando espaço a 44 parcerias firmadas entre a universidade e a cidade. “A parceria com os centros culturais da Prefeitura permitiu uma troca riquíssima, além de levar nossos projetos para todas as regiões. Por outro lado, trouxemos projetos dos centros culturais para dentro da universidade, quando projetamos suas produções na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG”, explicou Diomira Faria, diretora do Espaço. Sobre os impactos da mostra, ela considera que os objetivos foram alcançados. “O acesso foi surpreendente e mais pessoas puderam e ainda podem desfrutar da ampla programação selecionada, uma vez que o site da mostra continua no ar”, ressalta Diomira.

Programação que rompe fronteiras

A programação virtual contou com a transmissão de 15 lives (que tiveram mais de 3000 visualizações), quatro oficinas para o público infantil, 92 vídeos e outros conteúdos digitais em diferentes formatos. A literatura e a contação de histórias foram áreas de destaque, com boa participação e engajamento do público. O encontro do Clube do Livro Guimarães Rosa (17/12) e as lives Contar Histórias: Do chapéu à fita (27/1) e Contar Histórias: Degustação Poética (6/1) foram algumas das atividades com maiores visualizações e interações durante a transmissão ao vivo. Todas as gravações permanecem disponíveis no canal do Espaço do Conhecimento UFMG no YouTube (www.youtube.com/user/espacoufmg) e também podem ser acessadas pela página oficial da mostra (www.ufmg.br/espacodoconhecimento/mostrauniversidadecidade).

Nas redes sociais, o público também se manteve ativo. No Instagram, as postagens no feed, stories e IGTV alcançaram mais de 83 mil visualizações. Já as postagens do Twitter e do Facebook somaram 36.552 acessos. A partir de dados coletados entre o final de janeiro e o início de março sobre os acessos ao site da mostra, foram identificadas visitas que vieram de pelo menos 105 cidades distribuídas por 16 estados do Brasil e 15 países da Europa, das Américas, da China e da Austrália. “Isto é sensacional, considerando que nossa missão é a divulgação científica e cultural de projetos da Universidade Federal de Minas Gerais. Conseguimos, então, atingir um público muito maior e levar a cultura derivada de projetos da UFMG e da cidade de Belo Horizonte a públicos novos e distintos”, afirma Diomira Faria.

Mostrinha

Um dos grandes desafios da pandemia tem sido a adaptação de crianças ao isolamento social. Nesse cenário, a mostra Universidade Cidade propôs a Mostrinha, que aconteceu entre 5 e 26 de janeiro de 2021, com oficinas ministradas pelo Zoom. Ao todo, 64 pessoas, entre público e mediadores participaram das atividades lúdicas pensadas pelo Núcleo Educativo do Espaço do Conhecimento UFMG.

Quatro oficinas foram realizadas durante o período de férias. A atividade Mirantes propôs a produção de cartões postais como forma de registro de lugares e sentimentos, enquanto a atividade No meio do caminho tinha uma história… focou na criação de um podcast narrativo. Já a oficina Do meu jardim para o mundo refletiu sobre a relação das pessoas com quintais, jardins e vizinhanças, produzindo fotografias e relatos, em colaboração com os projetos Entre Rios e Ruas e Jardins Possíveis, também integrantes da mostra. Por fim, a oficina Giz e Traço propôs uma reflexão sobre movimento, imagem e som a partir da apreciação e criação de videodanças. Os produtos gerados nas oficinas (postais, fotos, histórias, depoimentos, vídeos etc.) estão sendo exibidos na página da mostra, incluindo uma exposição artística virtual.

Victor Emanuel Rodrigues, de 12 anos, participou de todas as oficinas. Inscrito pela sua mãe, Adriana Rodrigues, ele comenta que adorou a experiência. “Falar de qual delas eu mais gostei não tem como, pois todas foram muito boas. Em janeiro eu não estava tendo aulas, então minha mãe me inscreveu e eu participei de todas. Agora espero por mais oportunidades assim”, declara. A mãe, Adriana, acrescenta. “Tudo isso foi um incentivo muito grande e o Victor até disse que quer estudar na UFMG quando crescer. Parabenizo a todos os envolvidos nas atividades, pois foi tudo muito bom”.

Virgilio Vasconcelos apresenta a animação sob um olhar ampliado em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Virgilio Vasconcelos, apresenta “A animação sob um olhar ampliado”, encerrando o ciclo de vídeos referentes às conversas de cinema, mais especificamente o cinema de animação.

Virgilio traz uma abordagem ampliada sobre a animação, para que possamos compreendê-la como uma forma de expressão artística que faz uso da técnica para criar a ilusão do movimento com imagens sintéticas. Quando ele fala de uma abordagem ampliada ou expandida, ele não nega os princípios da animação clássica, da linguagem cinematográfica e produções voltadas para o público infantil, mas ele considera outros fatores que são importantes para entendê-la de maneira um pouco mais ampla.

Segundo Virgilio, a animação surge a partir dos desenvolvimentos técnicos da Revolução Industrial, no século XIX. Com o início dos avanços distintos, várias pessoas começaram a fazer experimentos artísticos cada vez mais complexos com os recursos materiais que foram se tornando disponíveis em seus ambientes. Com o taumatrópio, por exemplo, foram desenvolvidos os princípios fundamentais do movimento animado que conhecemos hoje e a animação digital não seria possível se os teares mecânicos do século XIX não tivessem inspirado projetos para criar máquinas programáveis de uso geral, que mais tarde foram chamadas de computadores.

O professor alega que a animação sempre foi influenciada pelas condições técnicas do seu tempo, ao mesmo tempo que influencia outros desenvolvimentos. Para ilustrar sua fala ele cita o curta “La Faim” (1973), dirigido por Peter Foldes, narrado por meio de técnicas de animação digital que são usadas até hoje. Mais adiante Virgilio traz outros exemplos para mostrar as possibilidades dessa visão expandida da animação, como “Big Bang Big Boom” (2010), do artista italiano BLU, “Gulp” (2011), da Aardman Animations, a projeção mapeada “Interconnection” (2016), no Palácio do Parlamento da Romênia e a peça de dança “Glow”, da companhia australiana de dança Chunky Move.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=tXTH8Ta598I 

Virgilio Vasconcelos é Professor Adjunto no Departamento de Fotografia e Cinema da EBA/UFMG. Pesquisa as relações entre Arte, Técnica e Sociedade e atua em disciplinas de animação digital 2D e 3D no curso de graduação em Cinema de Animação e Artes Digitais. Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

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Comissão Examinadora e Inscrições homologadas para o concurso Edital nº 142/2021 – Pintura

Comissão examinadora:
Joice Saturnino de Oliveira
Janaína Thais Rodrigues Luiz
Christiana Quady Firmato Brant
Candidatos inscritos
Renata Silva Garboci Beloni Rosa     
Daniella Gomes Birchal de Moura     
Camila Lacerda Lopes     
José Márcio de Oliveira Lara     
Ricardo de Oliveira Maciel     
Ricardo de Oliveira Maciel     
juliana silveira mafra     
Hugo Maria de Mendonça Houayek     
Bruno Silvério Duque     
daniela Camargos Araujo Almeida     
Marcel Martins Lacerda Diogo     
Gladston da Costa Almeida     
Sofia Porto Bauchwitz     
Roosivelt Max Sampaio Pinheiro  

 

Vitor Amaro fala sobre possibilidades da animação em telas hemisféricas em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Vitor Amaro, fala sobre “Possibilidades da Animação em Telas Hemisféricas”, tema da sua pesquisa de doutorado.

Vitor explica que telas hemisféricas são telas em formato de cúpula ou domos, como essas que encontramos em planetários. Para ele, a animação quando pensada para esse tipo de tela, além de todas as possibilidades técnicas, artísticas, expressivas, simbólicas e metafóricas, vai agregar ainda outras formas de pensar, de produzir e de experimentar o audiovisual.

Ele conta que foi especialmente a partir dos anos 90 que tivemos um desenvolvimento do sistema de projeção para essas telas, dentro de um movimento em que os planetários passaram a incorporar, cada vez mais, sistemas de projeção audiovisual, trazendo uma expansão para além da tradicional projeção simulada de um céu noturno.

Houve, nesse contexto, um esforço de padronização que foi conduzido, principalmente, pela indústria fornecedora de equipamentos de projeção para planetários, que levou ao surgimento de um padrão de vídeo digital específico para telas hemisféricas, chamado fulldome. Esse padrão é caracterizado por uma imagem circular de 360 x 180 graus, que preenche toda a cúpula na hora da projeção, bem como o campo de visão do expectador, intensificando sua imersão e aproximação da imagem, além de sugerir que ele se encontre inserido naquele ambiente que está sendo representado.

Segundo Vitor, a animação sempre se destacou como um caminho para viabilizar essas produções. Nesse sentido, dentre todas as possibilidades técnicas, notamos um predomínio da animação 3D digital, que ajuda a reforçar o aspecto ilusionista da representação. Ele cita duas formas de pensar e produzir animação para tela hemisférica: o uso em documentários científicos, que é mais abrangente e dominante, presente nos filmes comerciais que compõem, em geral, a programação regular dos planetários digitais; e o uso mais experimental, presente em produções menores e independentes, como os filmes estudantis que circulam em festivais e eventos específicos para fulldome.

Para finalizar, o professor compartilha algumas das experiências de produção do Espaço do Conhecimento UFMG que ele pôde participar ao longo dos últimos anos.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DhESr7iSRvc 

Vitor Amaro é professor de Animação e Cinema no curso de Artes Visuais da Escola de Design da UEMG. Doutorando em Artes no Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA-UFMG. Integrou a equipe do Núcleo de Audiovisual do Espaço do Conhecimento UFMG entre 2012 e 2019.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

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