Centro Cultural UFMG recebe exposição fotográfica de Sílvia Junqueira

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Na próxima sexta-feira, dia 6 de setembro, às 19h, o Centro Cultural UFMG abrirá a exposição Intermitências, da artista Sílvia Junqueira. A mostra reúne, ao todo, 44 fotografias capturadas por celular, câmera profissional, analógica e impressas em azulejos. A curadoria é do professor Alexandre Rodrigues da Costa, da Escola Guignard. As obras poderão ser vistas até o dia 3 de novembro e a entrada é gratuita. O endereço é Av. Santos Dumont, 174, Centro, Belo Horizonte.

O título da exposição funciona como na brincadeira infantil na qual, ao ouvir a palavra estátua, todos devem ficar imóveis. A interrupção é jogada como forma de lidar com situações em que o olhar revela aquilo que, até então, permanecia escondido. Intermitência significa algo que cessa e recomeça por intervalos e, assim como na brincadeira, as fotografias de Sílvia Junqueira têm uma alegria típica dos jogos infantis, que parecem nunca ter fim, como o desejo de uma criança.

Sobre Sílvia Junqueira

Bacharel em jornalismo e pós-graduada em artes plásticas e contemporaneidade pela Escola Guignard, Sílvia Junqueira é fotografa desde 2013, quando concluiu seu curso de fotografia profissionalizante pela Escola de Imagem. Desde então, dedica-se exclusivamente a essa prática, produz fotos para sites de vendas coletivas e projetos.

No mesmo ano de 2013, teve uma fotografia selecionada em um concurso realizado pelo Café com Letras, em Belo Horizonte. Dois anos depois, contribuiu com seu material para a Revista Viva Bem, da cidade de Viçosa, Minas Gerais.

Em novembro de 2018, teve uma fotografia selecionada pelo festival Co-Fluir, na categoria Imagem Única, exposta no Espaço Cento e Quatro, em Belo Horizonte. Neste ano, Sílvia Junqueira participou, com dois vídeos, de duas exposições coletivas montadas na galeria da Escola Guignard e no Viaduto das Artes.

Exposição Intermitências
Data: 6 de setembro a 3 de novembro
Local: Sala Experimentação da Imagem do Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174, Centro, Belo Horizonte)

Espaço do Conhecimento UFMG oferece atividades gratuitas no final de semana

Texto: Comunicação Institucional do Espaço do Conhecimento UFMG

No próximo final de semana, dias 7 e 8 de setembro, o Espaço do Conhecimento UFMG oferece diversas opções aos visitantes. No sábado, 7 de setembro, uma oficina promove conhecimentos de desenho através da Língua de Sinais, às 10h. De tarde, às 14h, uma atividade revela a influência da Astronomia na criação da bandeira do Brasil. Em seguida, às 18h15, ocorre um percurso pela exposição Energia em Movimento para abordar a relação entre saberes tradicional e científico. No domingo, 8 de setembro, as crianças dão vida a super-heróis em um divertido jogo, às 15h. As atividades são gratuitas e possuem classificações etárias diversas.

Oficina de Iniciação ao Desenho em Libras
O Espaço do Conhecimento UFMG promove, no sábado, às 10h, a Oficina de Iniciação ao Desenho em Libras, voltada para quem se comunica através da Língua de Sinais. A proposta trará conceitos básicos como luz e sombra, observação e perspectiva. A atividade contará com a presença da atriz e intérprete Dinalva Andrade e será ministrada pelo artista surdo Jessé Barbosa.

A oficina integra a programação do Setembro Azul, promovida pelo Espaço do Conhecimento UFMG. Ao longo de todo o mês, atividades sobre arte e cultura voltadas para todas as idades serão ofertadas gratuitamente no museu.

Astronomia da Bandeira
Há 196 anos, Dom Pedro I proclamava seu famoso grito do Ipiranga, tornando o Brasil um império independente de Portugal. Na passagem para a República, em 1889, o novo regime de governo adotou a bandeira oficial do país, que teve forte influência da Astronomia. Para mostrar como o céu inspirou os criadores do lábaro estrelado, o Espaço do Conhecimento UFMG realiza a atividade Astronomia da Bandeira, que mostrará sua relação com os elementos celestes.

As estrelas da bandeira nacional refletem o céu visto do Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, dia da proclamação da República. Cada uma delas representa as unidades federativas: os 26 estados e o Distrito Federal. Na atividade, essa história será retomada, trazendo curiosidades sobre a concepção da bandeira. Astronomia da Bandeira acontece no feriado, 7 de setembro, às 14h. A classificação indicativa é livre. É necessário retirar uma senha na recepção.

Caminhos do movimento: ditos populares
Os ditos populares povoam nosso imaginário. “Uma andorinha só não faz verão”, “a curiosidade matou o gato”, “águas passadas não movem moinhos”. Essas e tantas outras expressões estão no nosso vocabulário do dia a dia, mas o que está por trás delas? O Espaço do Conhecimento mostrará a relação entre os saberes populares e a ciência em uma atividade no sábado, às 18h15.

O percurso acontece na exposição Energia em Movimento, uma parceria com a Petrobras. Na atividade Caminhos do movimento: ditos populares, os visitantes vão explorar provérbios em cada seção da mostra. Podem participar pessoas que tenham a partir de 7 anos. Os interessados em participar devem retirar uma senha na recepção do museu.

Fábrica de Superpoderes
Quem nunca se perguntou qual poder gostaria de ter? As crianças adoram fantasiar sobre isso, e o Espaço do Conhecimento UFMG preparou um jogo muito divertido para o domingo. Os super-heróis vão invadir o museu, às 15h, na atividade Fábrica de Superpoderes, que convida as crianças a darem asas à imaginação e criarem personagens com dons especiais.

A garotada usará papéis coloridos, canetinhas, lápis e giz de cera para criar um jogo de cartas sobre os heróis e seus poderes. A atividade é voltada para maiores de 6 anos. Para participar, é necessário retirar uma senha na recepção do museu. A atividade tem duração de uma hora.

A programação do Espaço ainda conta com outras diversas atrações para todas as idades. Oficinas, contações de histórias e percursos pelas exposições prometem agitar o mês de setembro. Para mais informações, acesse o site e confira as redes sociais.

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH, do Instituto Unimed-BH e da Petrobras.

Fim de semana no Espaço do Conhecimento UFMG
Endereço: Praça da Liberdade, 700, Funcionários, BH

Sábado, 7 de setembro
Oficina de Iniciação ao Desenho em Libras
Quando: 10h
Classificação: livre
Em caso de dúvidas, enviar e-mail para libras.conhecimento@gmail.com

Astronomia da Bandeira
Quando: 14h
Classificação: livre

Caminhos do movimento: ditos populares
Quando: 18h15
Classificação: a partir de 7 anos

Domingo, 8 de setembro
Fábrica de Superpoderes
Quando: 15h
Classificação: a partir de 6 anos

Exposição Brasilidade na UFMG tem bate-papo com o artista

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

A exposição Brasilidade, do artista plástico Rincon, foi inaugurada no último dia 5 e pode ser visitada até 23 de agosto, no Espaço Arte-Educação, da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG, campus Pampulha. O acesso é gratuito e a visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h. O bate-papo com o artista, que estava marcado para esta terça-feira, dia 13, foi adiado para 20 de agosto, às 19h, no local da exposição.

As pinturas, fotografias e instalações do artista, que trabalha os elementos pictóricos e suas interações, visam construir imagens com potencial de expressar sentimentos e comportamentos do cidadão brasileiro, advindos do elo entre sua vida social e suas relações políticas. A mostra busca conduzir o público a observar as condições nas quais os personagens estão inseridos nas pinturas e, a partir dessa observação, intensificar os questionamentos sobre a própria identidade.

Sobre o artista

O artista Guilherme Rincon Amora é natural de Belo Horizonte. Bacharel em artes visuais/pintura pela Escola de Belas Artes da UFMG, formado em 2019, cursa licenciatura no mesmo curso.É bolsista da Pró-Reitoria de Extensão, onde integra o grupo de professores em formação do Centro Pedagógico da UFMG e vivencia a docência de arte para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Também é coordenador adjunto do projeto de extensão Voos do Proemja, que busca desenvolver a formação dos sujeitos pelo viés da cultura e do lazer.

UFMG e Prefeitura de Belo Horizonte formalizam parceria na área de cultura

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

A UFMG e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, vão assinar, no dia 12 de agosto, um Acordo de Cooperação para formalizar ampla parceria na área da cultura. A sessão solene, que ocorre às 16h30 no Salão Nobre da Prefeitura, contará com a presença da reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, do Secretário Municipal de Cultura, Juca Ferreira, e da presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin Mendonça.

A oficialização da parceria dá seguimento a ações culturais conjuntas que já vêm sendo realizadas no âmbito dos projetos de ensino, pesquisa e extensão, com foco especial na juventude e na formação. Com a celebração do acordo, que tem vigência de quatro anos podendo ser prorrogado, as propostas serão fortalecidas e ambas as instituições se comprometerão a identificar novos projetos de mútuo interesse, explorando as demandas relacionadas ao desenvolvimento cultural da cidade. Além disso, a UFMG passará a disponibilizar o conhecimento de sua equipe técnico-científica para aprimorar a gestão das ações.

Segundo a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, a parceria “é de grande importância para a Universidade, que está fortemente estabelecida na cidade de Belo Horizonte e tem como compromisso propor políticas que dialoguem com a cidade”.

Parcerias e ações previstas

Atualmente, a UFMG, a Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura mantêm parceria por meio de diversas unidades. A Escola de Belas Artes contribui com o Projeto Poéticas da Memória, cujo objetivo é melhorar o entendimento e a integração de uma política vinculada à cultura e aos equipamentos culturais de Belo Horizonte e seus arredores, como os centros culturais. A Diretoria de Promoção dos Direitos Culturais e a Faculdade de Educação se unem para aprofundar seus projetos de formação artística e cultural. Já a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas atende a uma demanda por projetos com Mestres da Cultura Popular, através da disciplina Encontros dos Saberes. O Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado mantém uma parceria com a Formação Intercultural para Educadores Indígenas.

Além disso, diversas ações regulares promovem o aprimoramento no ensino e extensão de cursos como Biblioteconomia, Museologia e Conservação-Restauração de Bens Culturais. Do Museu de Arte da Pampulha ao Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte, os alunos da UFMG têm oportunidade de fazer visitas guiadas, praticar técnicas nos centros expositivos municipais através de aulas e oficinas, e utilizar acervos exclusivos como material de pesquisa. Da integração também nascem seminários, workshops e eventos diversos que estimulam a participação de estudantes e profissionais das áreas citadas.

Com base nas experiências já realizadas e nas oportunidades que surgirão a partir do Acordo de Cooperação, uma série de ações vem sendo programada:

Processo de implementação do Centro de Referência da Dança

Situado no Teatro Marília, o espaço tem como proposta ser um polo difusor da dança, no seu aspecto prático e intelectual, contemplando atividades transversais e, além disso, sendo reconhecido como espaço de apoio e acolhimento da comunidade e os profissionais da dança no âmbito local, nacional e internacional. A Diretoria de Promoção das Artes e a Escola de Arquitetura da UFMG buscam adaptar os espaços ociosos do Teatro para criar salas de ensaio, sala de reunião e espaços de convivência. Há ainda a proposta de se ser desenvolvida uma biblioteca e videoteca no Centro para acesso público, com apoio do Departamento de Dança da UFMG.

Projeto Especial Terça da Dança

A Escola de Belas Artes tem intenção de criar um Programa de Ações Reflexivas para os Teatros Municipais, proposta que será iniciada com o Projeto Especial Terça da Dança. A ideia é receber produções de artistas independentes e grupos profissionais com uma programação continuada, possibilitando a ampliação das ações criativas de memória, fomento, formação de público, acesso e construção de linguagens diversificadas.

Núcleo de produção de textos críticos e ensaios

A Diretoria de Promoção das Artes vem idealizando a implementação de um núcleo de produção de textos críticos e ensaios a partir das obras apresentadas na programação dos Teatros Municipais. Essa ação teria uma estrutura transversal, considerando o trânsito criativo entre as diversas áreas de conhecimento. Assim, além de abordagens específicas em linguagens artísticas, há também a interlocução com outros campos do saber, tais como arquitetura, filosofia, antropologia, letras e outros.

Nova estratégia de comunicação para os Teatros

Vem sendo estudada uma parceria com o Departamento de Comunicação Social da UFMG no intuito de repensar estratégias de comunicação, que possam potencializar as ações dos artistas de Belo Horizonte que se apresentam nos Teatros Municipais ou participam de outros projetos e programas. A parceria se daria através de produção de conteúdo, acompanhamento de pesquisas e produção de mecanismos para difusão de conteúdos.

Tombamentos de bens culturais

A Diretoria de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha busca o apoio da Escola de Arquitetura para obter celeridade na conclusão dos tombamentos de bens culturais situados no Conjunto Urbano Bairro Lagoinha, Bonfim e Carlos Prates. A Escola contribuirá com a elaboração das descrições estilísticas e levantamentos arquitetônicos e fotográficos das edificações.

Catalogação de plantas sagradas das comunidades tradicionais

A Secretaria de Cultura e a Pró-Reitoria de Extensão pretendem iniciar uma catalogação, registro e publicação de livro e documentário sobre as plantas sagradas das comunidades tradicionais de Belo Horizonte. Essa ação faz parte de um projeto maior, denominado Jardins do Sagrado, que visa salvaguardar e promover os usos e saberes tradicionais associados à utilização de plantas nas práticas culturais dos povos tradicionais.

Estruturação de eventos

Os debates para aprimoramento das políticas culturais serão incentivados a partir da participação e realização de eventos como o Encontro Internacional Arte Cultura e Democracia no Século XXI e Fórum UFMG de Cultura: Políticas e Gestão Cultural nas Instituições de Ensino Superior.

Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais

A Diretoria de Políticas Culturais e Participação Social prevê a estruturação de uma parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e com a Diretoria de Ação Cultural da UFMG para a elaboração do Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais (SMIC), instrumento previsto no Plano Municipal de Cultura.

Núcleos de Produção Digital

Em meio ao já existente projeto Núcleos de Produção Digital, que integra o programa BH nas Telas e fomenta a descentralização das ações de formação, produção e capacitação para as artes audiovisuais, está proposta uma ação para disponibilizar os equipamentos e infraestrutura municipais para que a UFMG desenvolva os programas de extensão que tenham interface com o objeto da iniciativa.

Espetáculo-manifesto sobre o feminismo terá apresentação no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Na próxima quarta-feira, 14 de agosto, às 19h30, o Centro Cultural UFMG recebe as artistas Fernanda Botelho, Ivana Andrés e Kátia Assis para a apresentação do espetáculo teatral Somos todas Simone de Beauvoir. O texto é de Ivana Andrés e Luciano Luppi, que também dirige a peça. A entrada é gratuita e integra a programação do projeto Recitais. Classificação: 14 anos.

Manifestações de mulheres em países e épocas distintas homenageiam Simone de Beauvoir, a grande pensadora e romancista que serviu como referência para a luta pelos direitos das mulheres. Várias mulheres, algumas conhecidas e outras anônimas, aparecem, uma a uma, vindas detrás de um tapume com grafites alusivos à luta feminista e fazem uma contundente confissão, um depoimento franco ou um protesto radical.

As personagens contracenam com a plateia de acordo com o seu contexto e o público será provocado pelas falas da burguesa arrependida, Käthe Kollwitz, trans, Malala Yousafzai, Monica Lewinsky, Rosa de Luxemburgo, Rosa Parks, Lisístrata, Frida Kahlo, Maria de Penha e Simone de Beauvoir. No final, acontece uma celebração através de um bloco de carnaval com samba enredo alusivo à escritora francesa.

Um espetáculo direto, político, brechtiano, que propõe provocar a reflexão através de confissões contundentes e abertas. Algumas músicas fazem o comentário lúdico do tema exposto. Iluminação e trilha sonora fazem a ligação entre as cenas.

Ficha técnica

Texto: Luciano Luppi e Ivana Andrés
Direção: Luciano Luppi
Elenco: Fernanda Botelho, Kátia Assis e Ivana Andrés
Cenografia: Ivana Andrés e Luciano Luppi
Figurino: Ivana Andrés, Kátia Assis e Fernanda Botelho
Iluminação e operação de luz: Luciano Luppi
Trilha sonora original: Evaldo Nogueira
Assistente de direção e operação de som: Marluce Cerqueira
Assistente de produção: Cecília Fernandes
Programação visual: Bodonni Design
Divulgação: Fernanda Botelho
Produção: Luciano Luppi e Ivana Andrés

Projeto Recitais

O projeto Recitais, aberto a toda comunidade, oferece ao público momentos diferenciados de lazer e fruição. Voltado para apresentações artísticas, literárias e cênicas musicais, este é um espaço vasto às experimentações das artes verbais e performáticas.  Localizado no hall superior do Centro Cultural UFMG, o projeto acontece todas as quartas-feiras, às 19h30. As apresentações têm por objetivo divulgar trabalhos inéditos ou ainda pouco conhecidos de poetas, músicos, atores ou daqueles que transitam por linguagens híbridas e inovadoras nos campos sonoros e expressões corporais.

Exposição coletiva no Centro Cultural UFMG explora discussão do espaço na representação gráfica

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

O Centro Cultural UFMG realiza na sexta-feira, 9 de agosto, a abertura da  exposição coletiva Entre Espaço, das alunas da Escola de Belas Artes Marina Moreira e Luiza Poeiras. O evento acontece às 19h, na Sala Ana Horta. A mostra explora a conexão entre os trabalhos das artistas, com foco na discussão do espaço na representação gráfica, utilizando da gravura em metal e seus desdobramentos em linha e mancha. As obras poderão ser vistas até o 6 de outubro, das 10h às 21h de terça a sexta-feira e das 10h às 18h nos finais de semana. Entrada gratuita.

A série apresentada pela artista Marina Moreira é resultado dos últimos anos de estudo voltados para a geometria abstrata. Essa pesquisa se inicia nos cubos feitos em incisão direta e aquatinta, que investigam a massa e a variação tonal adquirida na gravação, tendo a linha apenas como elemento delimitador de espaço. Avançando na pesquisa, a linha passou a ser elemento principal e a massa densa, antes adquirida por meio da aquatinta, agora é explorada no emaranhar das incisões e na sobreposição das impressões.

Em Tecer Espaço Luiza Poeiras pesquisa a linha como forma de se relacionar com o espaço e busca tensionar, por meio de sua representação gráfica e da disposição espacial do trabalho, a linha como objeto de representação e a linha como ferramenta de diálogo com o espaço: “linha que incide, fere, cava; linha circuito, caminho, conexão”, diz a artista. Neste trabalho, aproximadamente 300 impressões de gravura em metal se dispõem em uma parede de nove metros em uma composição que conecta as imagens através de suas estruturas lineares. Em suas diversas qualidades, permitidas por processos diretos e indiretos de gravação no cobre – ponta seca e verniz mole – a linha vagueia entre fragmentos que remetem a lugares vazios e composições abstratas.

A exposição abarca os vínculos poéticos de cada artista através da linha e seus desdobramentos enquanto representação e manifestação tridimensional e, ao mesmo tempo, a individualidade dos caminhos encontrados nas pesquisas.

As artistas
Luiza Poeiras trabalha com a imagem utilizando meios como a gravura, o desenho, a fotografia e o vídeo, e tem como força motriz de sua pesquisa o pensamento sobre o espaço e os diálogos e relações possíveis de se tecer nele. Está no 8º período de Graduação em Artes Visuais da UFMG e já participou de diversas exposições coletivas na cidade como Panorama da Gravura e Farofa Gráfica.

A artista Marina Moreira teve seu primeiro contato com a gravura já dentro da Universidade. Encantada pelas técnicas, fez sua primeira exposição coletiva em 2017, Deriva X, apresentando um compilado de obras incluindo xilogravura, serigrafia e gravura em metal. A partir disso, foca sua produção no estudo específico da geometria abstrata, utilizando a gravura em metal como principal meio. Cursando Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG, já participou de outras exposições como Estado da Arte no Ofício e Panorama da Gravura.

Conheça mais a produção das artistas em:
https://www.behance.net/MarinaMoreira
https://www.luizapoeiras.com.br/   

Serviço:
Exposição Entre Espaço
Abertura: 9 de agosto | 19h
Visitação: até 6 de outubro
Terças a sextas-feiras das 10h às 21h
Sábados e domingos das 10h às 18h
Sala Ana Horta
Entrada gratuita

Fórum UFMG de Cultura discute políticas culturais universitárias

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

A Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG promoverá, entre os dias 19 e 22 de agosto, no Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534), a edição 2019 do Fórum UFMG de Cultura. Com o tema Políticas e Gestão Cultural nas Instituições de Ensino Superior (IES), o evento reunirá gestores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) nacionais, além dos convidados internacionais Rubens Bayardo Garcia (Argentina) e Paulo Pires do Vale (Portugal). As palestras e mesas-redondas são abertas a toda a população. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela página da DAC, até o dia 18 de agosto.

Iniciado em 2014, o Fórum UFMG de Cultura realizou diversos encontros com o intuito de estimular e potencializar a formulação de políticas institucionais no âmbito da Universidade. Em 2019, o encontro promove debates em nível internacional e nacional, propiciando a troca de experiências entre gestores, população e comunidade acadêmica. As atividades integram a programação do Encontro Internacional Arte, Cultura e Democracia no Século XXI, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo o diretor de Ação Cultural da UFMG, Fernando Mencarelli, o princípio geral do fórum é o entendimento da cultura como um direito básico do cidadão. Desde a sua criação, pauta-se pela promoção da diversidade cultural, democratização da produção e do acesso à cultura, responsabilidade socioambiental, promoção da interlocução entre múltiplos territórios e cartografias culturais e pela discussão de políticas de fomento.

Programação

No dia 19 de agosto, às 14h, será a abertura do fórum com a presença da reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, e do diretor de Ação Cultural da Universidade, Fernando Antonio Mencarelli. Em seguida, Antonio Albino Canelas Rubim, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, abrirá a rodada de palestras com o tema Universidade, políticas e planos de cultura. A partir das 16h, o pró-reitor de Cultura da Universidade Federal do Cariri, Robson Almeida, ministrará a palestra Universidade cultural: Institucionalizar a cultura nas IES a partir da política e da gestão cultural.

No dia 20 de agosto, haverá a mesa-redonda Políticas e planos de cultura na universidade, com a participação de Alexandre Molina, professor e diretor de Cultura da Universidade Federal de Uberlândia; Jonas Defante, coordenador de Políticas Culturais e Diversidade do Instituto Federal Fluminense, e Patrícia Silva Dorneles, coordenadora do curso de pós-graduação em Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A agenda do evento no dia 21 de agosto será fechada ao público para abrigar as discussões do Grupo de Trabalho (GT) do Fórum de Gestão Cultural das Instituições de Ensino Superior do Sudeste. O GT visa à formulação dos Planos de Desenvolvimento Institucional e Planos de Cultura das IES e é um desdobramento da articulação nacional de gestores de cultura, por meio do Fórum Nacional de Gestão Cultural das IES (Forcult). A terceira edição do Forcult ocorreu de 31 de julho a 3 de agosto, quando foram debatidos o papel atual da cultura nas instituições, a ampliação do intercâmbio de experiências e as estratégias de fortalecimento das políticas culturais no âmbito acadêmico.

O último dia do fórum, 22 de agosto, contará com dois palestrantes internacionais. O argentino Rubens Bayardo Garcia, diretor da especialização em Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidad Nacional de San Martín, ministrará, às 14h,  a palestra Gestão cultural na universidade pública.

O encerramento do fórum será às 16h, com a palestra Plano Nacional das Artes de Portugal, que prevê abranger todo o universo escolar português no período 2019-2024, ministrada pelo comissário do plano, curador, ensaísta e professor universitário, Paulo Pires do Vale.

Filosofia ilumina discussões sobre pós-verdade em curso da UFMG

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Relações entre filosofia, ética, estética e política, conduzidas pelos conceitos de verdade e pós-verdade e à luz de autores como Platão, Aristóteles, Luciano, Hannah Arendt, Adorno e Horkheimer, darão o tom do projeto Filosofia na Praça no segundo semestre deste ano. A iniciativa, desenvolvida pelo Departamento de Filosofia da UFMG, é oferecida em quatro módulos. As aulas serão ministradas sempre às quartas-feiras, das 19h30 às 21h10, no Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade. As inscrições estão abertas, e o interessado poderá se matricular em módulos isolados.

No primeiro módulo, Política e verdade. Reflexões com base em Hannah Arendt, o professor Helton Adverse, do Departamento de Filosofia, vai explorar aspectos da relação entre política e verdade com base em dois textos da filósofa alemã: Verdade e política e Mentira na política. As aulas serão ministradas nas noites dos dias 7, 14, 21 e 28 de agosto.

Docente do mesmo departamento, Ernesto Perini vai conduzir o segundo módulo, Algumas ferramentas conceituais para se compreender a pós-verdade, nas quatro quartas-feiras de setembro (4, 11, 18 e 25). As discussões partem do princípio de que o próprio termo pós-verdade revela uma maior aceitação no espaço público de afirmações claramente falsas, o que indica que algo de novo na percepção de mundo parece mesmo ser capturado por essa expressão.

Retórica e Indústria Cultural

Retórica, verdade e verossimilhança em Platão, Aristóteles e Luciano é o tema do terceiro módulo, que será ministrado em outubro (2,9,16 e 23) pelos professores Maria Cecília de Miranda Coelho, da Filosofia, e Jacyntho Lins Brandão, da Faculdade de Letras. Em um primeiro momento, serão apresentadas as críticas de Platão à retórica, de acordo com o modo como o filósofo grego entendia que ela era praticada pelos sofistas. Em seguida, será feita análise da revalorização dessa disciplina por Aristóteles, apresentada em sua obra Retórica como contraparte da dialética. Na segunda parte do módulo, serão analisados os conceitos de verdade e de verossimilhança, além da imagem da figura do filósofo no âmbito da obra de Luciano de Samósata.

No último módulo, agendado para 30 de outubro e para os dias 6, 13 e 20 de novembro, o professor Rodrigo Duarte, da Filosofa, vai analisar O papel dos meios de comunicação na formação dos falsos consensos à luz do conceito de Indústria Cultural, formulado na década de 1940 por Adorno e Horkheimer. Na visão do professor, as ideias dos teóricos da Escola de Frankfurt continuam válidas e particularmente úteis para explicar os fenômenos recentes da pós-verdade e das fake news.

O projeto
O nome do projeto, Filosofia na Praça, criado em 2013, foi inspirado na prática do filósofo grego Sócrates, que dialogava com toda e qualquer pessoa no espaço público do mercado e da praça, em Atenas, e dedicou sua vida ao exame de conceitos, valores e crenças ligados a todos os aspectos do conhecimento humano. Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas na página do Espaço do Conhecimento UFMG.

Obras do Acervo Artístico UFMG são disponibilizadas na internet

Texto: Assessoria de Comunicação da Diretoria de Ação Cultural 

Importante política de valorização e preservação do patrimônio universitário, o Acervo Artístico UFMG, mantido pela Diretoria de Ação Cultural da UFMG, tem a missão de realizar o levantamento e controle de aproximadamente 1700 obras de arte que compõem a coleção doada ao longo dos anos para a Universidade. São pinturas, esculturas, telas, peças de tapeçaria, desenhos e várias outras peças, que agora podem ser visitadas on-line, pelo endereço ufmg.inwebonline.net . O lançamento do site é um dos projetos especiais realizados dentro do 51º Festival de Inverno UFMG.

Cerca de 300 obras já inventariadas do Acervo estão disponíveis para consulta no endereço eletrônico. Nomes como Yara Tupinambá, Portinari, Di Cavalcanti e outros 288 artistas integram a parcela da coleção que pode ser explorada na web. Atualmente, essas obras se encontram distribuídas por mais de 30 unidades da Instituição.

No site é possível saber mais sobre o projeto do Acervo, realizar a pesquisa de obras por título, autoria, cronologia, material ou técnica utilizada. Além de fotos, informações técnicas sobre as peças são exibidas, configurando-se assim como importante material de referência para pesquisadores e estudantes das áreas de Artes, Museologia, Conservação-Restauração e afins.

Segundo a coordenadora do Acervo Artístico UFMG, Ana Martins Panisset, a disponibilização desse acervo on-line visa dar visibilidade a um importante conjunto de bens até então desconhecidos do grande público. “São bens artísticos numerosos, variados e riquíssimos, dispersos pelos edifícios da UFMG, que contam um pouco da sua história”, comenta.

Exposições

O levantamento do Acervo Artístico da instituição começou a ser implementado em 2009, por meio do projeto Memória, Acervo e Arte. Desde então, os resultados do trabalho têm sido compartilhados com a comunidade através da realização de diversas exposições nos últimos anos. Forma e Espaço exibiu parte das esculturas e relevos do Acervo Artístico UFMG no saguão da Reitoria em 2018. Antes dela, Feminæ selecionou trabalhos de artistas mulheres, em especial, os que abordavam a temática do universo feminino. Já Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades reuniu obras de diferentes naturezas, durante as comemorações dos 90 anos da Universidade.

A mais recente exposição foi inaugurada nessa semana, na sala Celso Renato do Centro Cultural UFMG, durante o 51º Festival de Inverno. Paisagens brasileiras do século XIX: diálogos sobre arte, memória e patrimônio exibe dez aquarelas do século XIX, pintadas por Friedrich Hagedorn. As pinturas recém restauradas integram a Coleção Brasiliana do Acervo Artístico UFMG, sendo este o maior volume de obras do artista alemão oitocentista reunidas em um só local em todo o Brasil. A visitação pode ser feita até 5 de agosto, de segunda a sexta, de 10h a 21h, e sábados e domingos, de 10h a 18h.