
Alteração de Banca do Concurso Público de Professor Adjunto A – Área de Conhecimento: Pintura
A UFMG e o Coronavírus
Resultado do Concurso para Professor Adjunto A – Nível 1 – do Departamento de Artes Plásticas – Dedicação Exclusiva – Escultura
Espetáculo de Ouro Preto vem a Belo Horizonte pela primeira vez em apresentação no Centro Cultural UFMG
Nos dias 18, 19 e 20 de março de 2020, às 19 horas, o Centro Cultural UFMG recebe o ator Frederico Contarini, da Ajayô – Teatro Em Pé, para a apresentação do solo narrativo “A.B.R.A.Ç.O.”. Ode à imaginação, a peça é embebida de risos, reflexões e emoções sobre a nossa condição humana no mundo. O espetáculo é, antes de tudo, uma experiência íntima vivida dentro de cada um de nós. A direção e dramaturgia são de Dhu Rocha. Ingressos pelo Sympla: http://bit.ly/2vKA3P6. Classificação: livre.
O espetáculo apresenta a saga de um boneco que deseja encontrar seu dono desaparecido, pois anseia lhe contar que seu filho precisa de cuidados. Apoiada na simplicidade, durante a jornada das cenas, a peça encarna uma divertida e curiosa diversidade de personagens que estão amalgamados na vida desse boneco. Ao tornar-se herói de uma mensagem para um desaparecido, o boneco inicia sua jornada em direção a um passado e um futuro que o surpreendem.
Os artistas da Ajayô – Teatro Em Pé brincam com a imaginação do público através de uma linguagem realista-fantástica. A peça entrelaça humor e emoção temperados de mineiridades e fantasias, que mergulha o público nessa rica experiência narrativa não só de um boneco, mas de sujeitos comuns de nosso dia-a-dia e seus pequenos dramas fantasmáticos.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Dhu Rocha e Frederico Contarini
Interpretação: Frederico Contarini
Direção/ Iluminação: Dhu Rocha
Caracterização: Ajayô – Teatro Em Pé
Frederico Contarini é ator, dramaturgo e mestrando em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desde 2016 atua na Ajayô – Teatro em Pé com o monólogo A.B.R.A.Ç.O., espetáculo que já se apresentou em diversos locais como os teatros SESI Mariana, Casa da Ópera, Teatro Reynúncio Lima (SP), presídios (APACs), escolas, ocupações, saraus e Festivais de Teatro e de Inverno. Na graduação, o artista desenvolveu projetos de pesquisa em Performance, Expressão Corporal e Atuação, estimulada pelo surrealismo. No mestrado, realiza investigação teórica sobre a especificidade do conceito de trágico na dramaturgia latino-americana (CAPES), através da análise do drama moderno Los Pájaros se Van Con La Muerte. Atua n’A Incrível Mulher do Calcanhar Pra Trás. Participou da Entremez O Grande governador da Ilha dos Lagartos (Orquestra Ouro Preto). Recentemente foi dramaturgo em Daquele Naipe e Correnteza, em Ouro Preto. Ministra oficinas teatrais, principalmente na área da iniciação, expressão, interpretação e dramaturgia.
Dhu Rocha (Geraldo Magela Silva Rocha) é licenciado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto e bacharel em Direção Teatral pela mesma instituição. Possui mestrado em Artes Cênicas, com pesquisa na área de Pedagogia da Direção Teatral, também pela Universidade Federal de Ouro Preto. É Diretor- Fundador do Grupo de Artes Cênicas Omkara, do Grupo Ajayô – Teatro Em Pé e da Companhia de Circo Teatro “Que Tal Hoje?”. Trabalha como professor de Teatro no Atelier de Artes Integradas, órgão da Prefeitura Municipal de Itabirito, Minas Gerais. Entre seus trabalhos e pesquisas encontram-se experiências nos campos da arte-educação, direção teatral, dramaturgia, atuação e palhaçaria.
Convite para Exposição Resiliências de Mateus Moreira

Exposição no Centro Cultural UFMG aproxima conceitos de máquina e corpo
O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição Quando a noite chegar desliguem as máquinas, do artista Lucas Ero, na sexta-feira, dia 13 de março, às 19h. A mostra reúne máquinas eróticas imaginárias e poderá ser vista até o dia 12 de abril. O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.
Nascido no Vale do Aço, Lucas Ero cresceu sob a fuligem de uma grande siderúrgica. A presença panóptica da usina, centro da vida da cidade de Ipatinga, sempre foi um símbolo de poder ameaçador para ele. Seu avô materno, ex-operário da siderúrgica Usiminas, trabalhou em sua construção em 1958 e sobreviveu ao Massacre de Ipatinga, de 7 de outubro de 1963, quando militares utilizaram metralhadoras contra uma manifestação grevista de funcionários da empresa. O episódio levou à emancipação da cidade, em 29 de abril de 1964, um útero industrial banhado em sangue humano que serviu de laboratório para o Golpe Militar de 64.
Em 2009, Lucas Erro abandonou o cargo de operador de máquinas na sinterização da usina para seguir como um artista visual inventor de máquinas eróticas imaginárias. Suas máquinas são humanas, sexuais, sociais, penais, solitárias, excitadas ou desinteressadas: objetos mecânicos ficcionais — de algum modo antropomórficos — que nascem da liberdade criativa do suporte bidimensional, experimentações pictóricas e conotações simbólicas. Como sondas lançadas ao abismo, fazem prospecções imagéticas de um vocabulário voltado ao lócus maquínico da contemporaneidade: dos dejetos tecnológicos ao dispêndio das carnificinas mecânicas, pulsões eróticas ou destrutivas que movem tanto as engrenagens famintas da indústria, quanto os motores de combustão do desejo humano na criação artística.
Sobre o artista
Lucas Ero é bacharel em Artes Visuais com habilitação em Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG (2015). Participou das residências artísticas Obras em Construção, na Casa das Caldeiras, em São Paulo (2017); Residência Camelo, na Casa Camelo, em Belo Horizonte (2016); Residência do Museu do Sexo Hilda Furacão, que ocorreu simultaneamente no circuito composto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Nacional de Artes (Funarte), Casa do Conde e hotéis da Rua Guaicurus, zona boêmia de Belo Horizonte (2016) e Quimeras, ministrada pelos artistas franceses François Andes e Pascal Marquilly, no Festival Artes Vertentes, em Tiradentes/MG (2015). Participou de exposições coletivas e individuais durante sua trajetória artística, com destaque para Ainda que Eu Ande Pelo Vale do Aço da Morte, Solitária e Seres Maquinais. Recebeu o Prêmio Residência Camelo (2016) e foi indicado ao Dente de Ouro (2019).






