Centro Cultural UFMG inaugura projeto Arte Revista

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

A partir desta semana, em virtude da interrupção das atividades culturais presenciais em seus espaços físicos devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Centro Cultural UFMG inaugura o projeto on-line Arte Revista. A ideia é que as produções artísticas e culturais realizadas no espaço cultural nos anos de 2018 e 2019 sejam revisitadas em vídeos de um minuto. A cada semana, quatro novos conteúdos serão postados no Facebook, Instagram, YouTube e site da instituição.

Confira os vídeos dessa semana:

Exposição Olho Nu – Marco Tulio Resende – https://www.youtube.com/watch?v=rr1Uwu4LQvs

Festival de Inverno UFMG – Marco Tulio Resende – https://www.youtube.com/watch?v=P-0XyQByOTI

Exposição O afeto do olhar – Carlos Wolney – https://www.youtube.com/watch?v=eQO0rh1QfLQ

A importância da cor na pintura – Carlos Wolney – https://www.youtube.com/watch?v=_hng0R9KN0I

Saiba mais sobre o projeto no site do Centro Cultural UFMG.

Circuito Cultural UFMG exibe apresentação virtual do show Cordas Gerais, de Nath Rodrigues

A multi-instrumentista, cantora e compositora Nath Rodrigues lança na próxima quarta (29), às 19h, a apresentação virtual de Cordas gerais. O show que já foi apresentado na Argentina, Suíça, Portugal e Itália ganhou uma versão especial para o canal da Diretoria de Ação Cultural da UFMG no YouTube, dentro da série especial do Circuito Cultural UFMG #emcasa. A performance estará disponível em www.youtube.com/culturaufmg.

Nath, que também é investigadora das artes cênicas e estudante de Musicoterapia pela UFMG, irá apresentar as canções de seu trabalho autoral em formato solo. Seu primeiro álbum, Fractal, foi lançado em julho de 2019, e conta com participações de Chico César, Luísa Mitre, Vitor Santana e outros nomes da cena musical mineira. O disco foi listado entre os 100 melhores discos da música brasileira no ano de 2019 pela página “Embrulhador”.

O currículo da artista inclui, ainda, a participação em coletivos que se conectam à visibilidade das mulheres na cena musical.  Um deles é o Coletivo Negras Autoras, grupo de cinco mulheres que mesclam autoria entre teatro e música para (re)criar narrativas sobre a amplitude da mulher negra brasileira. Ela também faz parte do Coletivo Lugar de Mulher, que busca visibilizar mulheres na cadeia musical através de colunas produzidas para rádio e com a produção de webseries.

 

Circuito Cultural UFMG

O projeto Circuito Cultural UFMG é uma realização da Diretoria de Ação Cultural da UFMG e tem como objetivo potencializar a integração das ações artístico-culturais da universidade. Em função da pandemia, uma programação gratuita, diversificada e de qualidade, será exibida no ambiente digital, promovendo o intercâmbio das expressões culturais locais e regionais com a comunidade artística e acadêmica.

Os vídeos foram produzidos pelos próprios artistas, em suas casas, respeitando-se as regras de distanciamento social recomendadas pelos órgãos de saúde. No dia 6 de maio, quem se apresenta pela série é a atriz, cantora, compositora, diretora teatral e poeta, Luísa Bahia.

 

Cordas gerais – Apresentação virtual de Nath Rodrigues

29/04, às 19h

www.youtube.com/culturaufmg

Exposição virtual faz passeio pelas telas da Ópera Tiradentes no Conservatório UFMG

A Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) disponibilizou, em seu canal no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), uma exposição virtual que explora as 14 telas da Ópera Tiradentes, instaladas desde 1926 na Sala de Recitais do Conservatório UFMG. A iniciativa é uma ação conjunta entre o Conservatório, o Campus Cultural UFMG em Tiradentes e o Acervo Artístico UFMG, geridos pela DAC.

Os quadros foram encomendados aos pintores Antônio e Dakir Parreiras na época da inauguração do edifício, e retratam cenas inspiradas na ópera do violinista e compositor Manoel Joaquim de Macedo Júnior (1845-1925). O manuscrito da ópera, preservado na Biblioteca da Escola de Música da UFMG, contém 1192 páginas e narra a história sobre a Inconfidência Mineira, ocorrida entre os anos de 1789 a 1792.

Além de permitir o acesso ao conjunto de obras durante esse período de quarentena, o vídeo traz informações sobre as cenas da trama, que acontece em quatro atos: A Aspiração, A Conspiração, A traição e Julgamento e Patíbulo. A exposição revela detalhes sobre as obras, cruzando as imagens com as histórias do libreto e da Inconfidência. O trabalho de pesquisa e elaboração da mostra foi conduzido pela coordenadora do Acervo Artístico UFMG, Ana Panisset, a coordenadora do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, Verona Segantini, o diretor do Conservatório UFMG, Fernando Rocha, e a servidora do Conservatório UFMG, Letícia Miranda.

História

Criado em 1925, o Conservatório Mineiro de Música (atual Conservatório UFMG) foi instalado em 1926 no prédio da avenida Afonso Pena, 1534. Neste contexto, encomendou-se ao artista Antônio Parreiras (1860/1937) uma pintura para decoração do auditório. Com a colaboração de seu filho, Dakir Parreiras (1894/1967), ele executou o conjunto de obras que conhecemos hoje: 13 telas instaladas nas paredes laterais e um painel principal, instalado no palco.

Originalmente, as telas eram fixadas à parede com a técnica de marrouflage, sendo removidas em 1965, com a reforma do prédio do Conservatório.  Permaneceram guardadas e enroladas na então Prefeitura da UFMG até o final da década de 70.  Sob a orientação do restaurador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Geraldo Francisco Xavier Filho, professores da Escola de Belas Artes da UFMG (EBA) iniciaram o processo de recuperação das pinturas. As obras receberam reentelamento à cera, chassi e moldura e foram novamente expostas na Escola de Música, em 1978.

Esse processo de restauração repercutiu na constituição do Curso de Especialização em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis e, posteriormente, na criação do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor/EBA), pela professora Beatriz Coelho.  As obras retornaram ao Cecor 21 anos depois e o novo trabalho de restauração foi coordenado pela professora Anamaria Neves, envolvendo alunos do XIII Curso de Especialização em Conservação e Restauração da EBA. Em 2009, o conjunto foi registrado pelo projeto “Inventário do Acervo Artístico de Bens Móveis da UFMG”, coordenado pelo professor Fabrício Fernandino e pela conservadora-restauradora Moema Nascimento Queiroz.

 

A ópera

Boa parte do que se sabe sobre a Ópera Tiradentes foi levantada pela pesquisadora e professora da Escola de Música da UFMG, Patrícia Valadão. Em seus estudos, ela aponta que a composição de Manoel Joaquim de Macedo foi inspirada no libreto intitulado Tiradentes – Ópera Lyrica em Quatro Atos, do escritor e político Antônio Augusto de Lima (1859-1934). Em 1897, o poeta concluiu o libreto e doou uma cópia para o Arquivo Público Mineiro, do qual foi diretor, sendo também publicada na Revista do Arquivo.

A versão para canto e piano da ópera foi concluída por volta de 1908. Com o desejo de orquestra-lá, Macedo partiu para a Europa em 1909, onde participou da Exposição Universal de Bruxelas e de um concerto em benefício das vítimas das inundações de Paris. Porém, devido a 1ª Guerra Mundial, a falta de recursos e a saúde do musicista, a ópera não pode ser apresentada em sua totalidade e Macedo voltou para o Brasil em 1922. A última tentativa de apresentação da obra completa ainda em vida, se deu com a proposta de financiamento do então presidente Arthur Bernardes, o que acabou não se efetivando em virtude das condições de saúde do autor.

Em 1926, a viúva de Macedo doou o manuscrito ao Estado como forma de homenagear o compositor. No mesmo ano, trechos da obra foram executados pela Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte, sob a regência de Francisco Nunes. No ano seguinte, o manuscrito foi temporariamente emprestado à Rádio Inconfidência para execução em seus programas.

Posteriormente, o manuscrito foi transferido para o Conservatório Mineiro de Música e uma cópia feita na década de 1950. Mas foi apenas em 1986 que o manuscrito foi reencontrado pela então diretora da Escola de Música da UFMG, Sandra Loureiro Reis. A ópera foi montada parcialmente em 1992, para a comemoração dos 200 anos de morte de Tiradentes. Desde então, foi reapresentada em diversos eventos na UFMG.

Prorrogadas as inscrições para o Programa de Fomento Cultural destinado a estudantes da UFMG

Estudantes interessados em concorrer às bolsas do Programa de Fomento Cultural da Diretoria de Ação Cultural (DAC) e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) terão até 26 de abril para inscreverem suas propostas. Também foram prorrogados os prazos para divulgação do resultado da seleção e para a finalização das obras que serão produzidas pelos selecionados. O termo aditivo que regulamenta as alterações à Chamada de Seleção DAC 005/2020 pode ser acessado em www.ufmg.br/cultura.

A iniciativa irá conceder 30 bolsas no valor de R$900,00 a alunos da UFMG que produzirem obras artísticas, literárias ou ensaísticas sobre as implicações culturais da pandemia. Podem se inscrever, alunos de quaisquer cursos de graduação e pós-graduação da UFMG, por meio de preenchimento do formulário e do envio da documentação listada na chamada de seleção.

As novas datas-limites permitirão que os alunos se programem melhor para enviar a proposta de trabalho e para concluírem os projetos apresentados, que deverão ser executados entre maio e outubro de 2020.

A seleção

As obras inscritas devem se encaixar em uma das duas modalidades: a) produções artístico-culturais, tais como artes visuais, fotografia, vídeo, performance, dança, teatro, circo, música, contos, poesia, romance, entre outras; b) produções de ensaios de todas as áreas de conhecimento que abordem as implicações culturais relacionadas à pandemia.

As propostas, além de inéditas e autorais, deverão estar relacionadas à experiência que compartilhamos em escala global decorrente da pandemia ocasionada pela COVID-19, refletindo ou questionando, a partir desse contexto, as formas de viver contemporâneas.

A avaliação das propostas também levará em consideração a experiência prévia do candidato na área de criação proposta. Terão prioridade, ainda, os estudantes assistidos pela Fundação Universitária Mendes Pimentel (FUMP). No mínimo 20% das bolsas serão destinadas às iniciativas que contribuírem com a política de ações afirmativas da UFMG.

Os resultados das produções serão apresentados nos canais de comunicação da DAC e PRAE, e também na programação futura da UFMG, como eventos, seminários, entre outros.

 

Circuito Cultural UFMG exibe apresentação da cantora Bárbara Barcellos, nesta quarta

A Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) inicia nesta semana uma série de apresentações online com jovens artistas mineiras. Os vídeos serão lançados toda quarta, às 19h, no canal do YouTube da DAC. A programação faz parte do Circuito Cultural UFMG e traz a cantora Bárbara Barcellos como primeira atração. Canções para alentar é o nome da apresentação virtual, que estará disponível dia 15 de abril, pelo www.youtube.com/culturaufmg

Bárbara Barcellos é aluna do curso de Ciências Biológicas da UFMG e trabalha profissionalmente com música desde os quatorze anos. Em 2016 gravou seu primeiro CD, UBUNTU, composto por releituras da música popular brasileira e duas músicas autorais. Recentemente esteve na turnê Semente da Terra de Milton Nascimento.

Em Canções para alentar, ela relembra clássicos do Clube Da Esquina, Caetano Veloso e Djavan, em formato intimista de voz e violão. A cantora também irá apresentar canções autorais, com o objetivo de deixar mais leve esses tempos de quarentena.

Circuito Cultural UFMG 

O projeto Circuito Cultural UFMG é uma realização da Diretoria de Ação Cultural da UFMG e tem como objetivo potencializar a integração das ações artístico-culturais da universidade. Em função da pandemia, uma programação gratuita, diversificada e de qualidade, será exibida no ambiente digital, promovendo o intercâmbio das expressões culturais locais e regionais com a comunidade artística e acadêmica.

No dia 22 de abril, quem se apresenta é a MC Ohana Santana, acompanhada da DJ Pat. No dia 29, é a vez da multi-instrumentista, cantora e compositora Nath Rodrigues, com a apresentação Cordas gerais. O encerramento da série de jovens artistas será no dia 6 de maio, com a atriz, cantora, compositora, diretora teatral e poeta, Luísa Bahia.

Canções para alentar – Apresentação virtual de Bárbara Barcellos

15/04, às 19h
www.youtube.com/culturaufmg

 

Centro Cultural UFMG indica clássicos do cinema nacional para assistir em casa no mês de abril

O CineCentro dá continuidade a programação do cinema propondo uma mostra de filmes clássicos nacionais que podem ser assistidos em casa neste período de isolamento social. Na seleção do CineClássico Quarentena serão indicadas películas consagradas pelo público e crítica, que são encontradas na íntegra pelo YouTube, conforme links fornecidos abaixo.

 

Para o mês de abril foram selecionados oito clássicos de diferentes diretores, épocas e gêneros, com o objetivo de convidar o público para conhecer ou rever importantes filmes que marcaram o cinema brasileiro. O cinema nacional, embora não muito valorizado, oferece produções e conteúdos que favorecem reflexões sempre necessárias, principalmente no momento que estamos vivendo.

 

Sugerimos uma leitura da descrição dos filmes, pois alguns têm classificação indicativa para maiores de 18 anos.

 

07.04 – Comédia – Bye bye Brasil (18 anos, direção: Carlos Diegues, 1979, 110’).

Salomé (Bety Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha são artistas mambembes que cruzam o país com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o acordeonista Ciço (Fábio Júnior) e sua esposa Dasdô (Zaira Zambelli), com os quais a Caravana atravessa a Amazônia até chegar a Brasília, vivendo diversas aventuras pelas estradas do país.

https://www.youtube.com/watch?v=gJGb5nV8Dcs

 

09.04 – Drama – O pagador de promessas – (Livre, Direção: Anselmo Duarte, 1962, 91’).

A história consiste na tentativa de Zé do Burro (Leonardo Vilar) cumprir a promessa de entrar na Igreja de Santa Bárbara com a cruz que carrega do interior do sertão baiano até Salvador, depois que seu burro estimado é curado de uma infecção causada por uma ferida.

https://www.youtube.com/watch?v=vUyDvdB-0u8

 

14.04 – Drama – Deus e o Diabo na Terra do Sol – (14 anos, Direção: Glauber Rocha, 1964, 118’).

O filme começa como um típico “western”, opondo o vaqueiro Manuel (Geraldo Del Rey) ao patrão que toma seu gado. Manuel mata o patrão numa briga e foge com a mulher, Rosa (Yoná Magalhães). Os donos da terra mandam no seu encalço o jagunço Antônio das Mortes (Maurício do Valle).

https://www.youtube.com/watch?v=OlgBrV-E0v0

 

16.04 – Drama – Vidas secas – (Livre, Direção: Nelson Pereira dos Santos, 1963, 99’).

Uma família miserável tenta escapar da seca no sertão nordestino. Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), seus dois filhos e a cachorra Baleia vagam sem destino e já quase sem esperanças pelos confins do interior, sobrevivendo às forças da natureza e à crueldade dos homens.

https://www.youtube.com/watch?v=m5fsDcFOdwQ

 

21.04 – Thriller/ Ficção Policial – O Bandido da luz vermelha – (16 anos, Direção: Rogério Sganzerla, 1968, 92’).

Um assaltante misterioso (Paulo Villaça) usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas de São Paulo. Ele é apelidado pela imprensa de “bandido da luz vermelha”, já que traz sempre uma lanterna vermelha e conversa longamente com suas vítimas.

https://www.youtube.com/watch?v=pSbBA4OiqBc

 

23.04 – Drama – São Paulo, sociedade anônima – (14 anos, Direção: Luís Sérgio Person, 1965, 108’).

Conta o drama de Carlos (Walmor Chagas), ambicioso homem da metrópole que, de empregado, se torna sócio numa fábrica de autopeças. A certa altura, ele é um chefe de família que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem um projeto de vida ou perspectivas para mudar a condição que rejeita, só lhe resta fugir.

https://www.youtube.com/watch?v=ns-LPKhz_AE

 

28.04 – Policial, Ação – O Assalto ao Trem Pagador – (14 anos, Direção: Roberto Farias, 1962, 102’).

Tião Medonho (Eliezer Gomes), um dos criminosos mais perigosos do Rio de Janeiro, lidera uma gangue que organiza um assalto de 27 milhões de cruzeiros ao trem de pagamentos da Central do Brasil. Após o crime, eles decidem gastar no máximo dez por cento do valor roubado, no entanto, Grilo Peru (Reginaldo Faria), um dos integrantes da quadrilha, contraria o que foi combinado e coloca a liberdade de todos em jogo.

https://www.youtube.com/watch?v=8iRLQiFXygM

 

30.04 – Comédia – Dona Flor e seus dois maridos – (18 anos, Direção: Bruno Barreto, 1976, 117’).

Flor (Sônia Braga) é uma recatada professora de culinária casada com Vadinho (José Wilker), um homem divertido e sensual. Apreciador de mulheres, bebidas e jogatina, ele morre em plena festa de carnaval. Viúva, Flor se casa com o farmacêutico Teodoro (Mauro Mendonça), o oposto do ex-marido: cavalheiro, respeitador e puritano. Mas Flor sente saudades do fogo de Vadinho, que retorna ao mundo dos vivos para saciar seus desejos.

https://www.youtube.com/watch?v=mbUiHUwQhcE

 

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