NEDEC convida Sandro Ka em edição especial no Museu Mineiro – 02 de setembro

NEDEC convida Sandro Ka em edição especial no Museu Mineiro – 02 de setembro

No dia 02/09, terça, das 14h às 16h, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (CNPq/EBA/UFMG) convida o artista Sandro Ka para uma conversa sobre sua produção artística e sobre sua atual exposição O Estado das Coisas, uma panorâmica de 20 anos de trajetória, no Museu Mineiro. Com mediação da artista e pesquisadora Thalita Amorim (PPG Artes/EBA/UFMG), a atividade tem entrada franca e é aberta a todos os públicos.  
A ação faz parte das atividades de ativação da exposição O Estado das Coisas, que conta com curadoria de Janaina Melo e assistência curatorial de Thalita Amorim. A mostra reúne lambes, fotografias, objetos e instalações produzidas em diferentes momentos da pesquisa do artista e estabelece um vibrante diálogo com a exposição de longa duração do Museu Mineiro. 
Além do bate-papo, a mostra pode ser visitada até 14 de setembro na Sala de Exposições Temporárias do museu e nas salas de exposição de longa duração. Entrada franca.
Saiba mais:
Sandro Ka (Porto Alegre/RS, 1981) é artista visual, professor e pesquisador na Escola de Belas Artes da UFMG. Doutor e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS). Desde 2003, realiza exposições individuais e coletivas em diversas cidades, desenvolvendo produções em desenho, escultura, instalação e intervenção urbana. Em âmbito de pesquisa e extensão, possui interesse na área de Poéticas Visuais e nas articulações entre Arte Contemporânea e Profissionalização em Arte, bem como nas relações entre Arte, Política e Sexualidade. 
Thalita Amorim (Belo Horizonte/MG, 1998) é artista-pesquisadora de Belo Horizonte, onde também atua com produção cultural, curadoria e arte-educação. Discente no Programa de Pós-graduação da Escola de Belas Artes da UFMG, na qual se graduou como bacharel em Artes Visuais, com habilitação em Desenho. Sua pesquisa artística atual foca na crítica institucional e na sinalização urbana, transitando entre diversas linguagens, como instalação, performance, fotografia e intervenção urbana.

Concurso Identidade Visual para o Curso de Cinema de Animação e Artes Digitais – Inscrições até outubro de 2025

Concurso Identidade Visual para o Curso de Cinema de Animação e Artes Digitais – Inscrições até outubro de 2025

O curso de Cinema de Animação e Artes Digitais – CAAD, já tem lá seus 16 anos de história de muito sucesso, contudo, até hoje não possui uma identidade visual própria. Considerando que ter uma identidade visual é importante para um curso no campo do cinema, animação e arte tecnologia, a Coordenação do CAAD está lançando um edital para que estudantes dos cursos da Escola de Belas Artes possam nos ajudar a criar essa identidade visual.

Informações completas

Julia Arbex reflete sobre criação e catástrofe em exposição no Centro Cultural UFMG

Julia Arbex reflete sobre criação e catástrofe em exposição no Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição Frações, da artista visual Julia Arbex, com curadoria de Natália Quinderé. A mostra reúne uma série de desenhos que ganham volume através de recorte e colagem, tornando algumas produções também uma topografia. O evento acontece no dia 29 de agosto, sexta-feira, às 19h. As obras poderão ser vistas até 5 de outubro. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Frações – por Natália Quinderé

Em “Frações”, Julia Arbex apresenta ao público uma instalação organizada a partir de suas últimas pesquisas em torno do papel e do cobre. A artista observa imagens de satélites de ilhas, vulcões e rasgos de desmatamento para construir estruturas tridimensionais em papéis recortados. O trabalho em exposição começa quando Julia pinta com tinta acrílica rolos grandes de papel e depois os recorta. O caminho do corte segue suas pinceladas. Esses territórios vão ganhando forma e peso no processo, sem concepção prévia. Dos fragmentos desses recortes, a artista obtém os moldes das placas de cobre – matéria encontrada no solo e em nosso corpo. As placas de cobre se transformam em esculturas que por vezes lembram ossaturas de animais desconhecidos.

Durante sua residência na FAAP (São Paulo), em 2025, a artista se propôs a aumentar o tamanho desses territórios. O aumento da dimensão dessa série torceu de maneira paradigmática o que Arbex vinha fazendo, na medida que essas ilhas cobertas de tinta passaram a ter uma densidade corpórea misteriosa e própria. Estranhamente, são pedaços de carne esverdeadas. O deslocamento do método da artista mudou a forma do trabalho e modificou a maneira de sua exposição.

Para além dessa conexão íntima entre processo e exposição, que pode ser apreendido de maneira surpreendente no trabalho de Julia Arbex, “Frações” é parte do debate sobre as mudanças climáticas do nosso fim de mundo. Como o nome da exposição nos recorda, tudo está em relação, pelo fragmento. Nós somos partes inframínimas de um todo. Pensar em frações, expõe Julia, é se remeter a um mundo feito de divisões, somas e vazios – nunca de totalidades absolutas. “Frações” é a segunda exposição individual da artista em Belo Horizonte, realizada com auxílio Proex / Capes e Ppgartes UFMG.

Sobre a artista

Julia Arbex vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Indicada ao Prêmio Pipa em 2023, residente na FAAP São Paulo 2025. Em 2024 realizou a exposição individual Três Tempos na Casa Fiat de Cultura. Participou das exposições coletivas: Salón Acme (Mexico 2023); The Silence of Tired Tongues (Framer Framed, Amsterdam 2022); Sol a Sol (ArteFasam, SP 2022); Drawing box Pop Up Show, (India; Irlanda e Estados Unidos, 2022); Mirantes (Galeria Anita Schwartz, RJ 2021); Até onde a vista alcança (Galeria Athena, Rio de Janeiro 2020) entre outras. Doutoranda em Artes na UFMG e mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense.

Serviço:

Exposição Frações – Julia Arbex

Abertura: 29 de agosto | às 19h

Visitação: até o dia 05/10/2025

Terças a sextas: das 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h

Sala Celso Renato de Lima do Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro – Belo Horizonte | MG)

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Exposição “Máscaras e seus (corpos) territórios efêmeros” – Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG – 21 de agosto a 11 de setembro

Exposição “Máscaras e seus (corpos) territórios efêmeros” – Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG – 21 de agosto a 11 de setembro

A arte teatral, ao se expressar como arte viva na aparição de quem atua, faz um elogio à visualidade, potencializando e transformando o espaço no qual se instala. Porém, antes mesmo de ativar um espaço exterior, nas variadas arquiteturas cênicas que podem abrigá- la ou com ela interagirem, a arte teatral se compõe e se revela por meio do corpo de quem atua. Neste sentido, a arte teatral faz surgir um (corpo) território, um corpo-espaço, revelando nele uma existência múltipla de experiências de vida.

As máscaras cênicas são vidas geradas em (corpos) territórios-mátrias. Existindo de modo efêmero, no instante em que se fazem presentes elas nos instigam a refletir sobre as dinâmicas de existência e as inter-relações entre seres, movimentando memórias, bem como arquivos antigos e atuais. As artesanias que as concebem e que modelam seus jogos cênicos-visuais articulam-se e criam formas entre matérias, seres e fluxos, em movimentos de criação, transposição, atualização, renovação e inovação.

Assim, nesta Galeria da EBA, reúnem-se produções artísticas que tratam de (corpos) territórios efêmeros gerados pela criação de máscaras cênicas, em mascaramentos diversos e seus jogos lúdicos de atuação, vivências cênico-visuais e performances. Tratam-se de máscaras criadas por meio de experiências de ensino-aprendizagem e de pesquisa-criação na área de Teatro da Escola de Belas Artes, no Curso de Graduação em Teatro, nas investigações do Grupo de Pesquisa LAPA (Laboratório de pesquisa em atuação)/CNPq, bem como máscaras e outras artes a partir delas oriundas de acervos variados.

No Curso de Graduação em Teatro, as máscaras chegaram no ato de sua criação, em 1998, por meio da proposta pedagógica da professora Bya Braga nas práticas de Improvisação, Atuação e criação de espetáculo teatral. Estas atividades incluíam (e incluem ainda) o jogo de máscaras, o teatro gestual, o teatro visual e o teatro popular, indicando um ensino-aprendizagem que valoriza a percepção artística interartes na
contemporaneidade, sem se esquecer das teatralidades de tradição popular. Valoriza, assim, outros modos de compor teatro, em maneiras que não necessariamente, ou principalmente, se apoiem na literatura teatral, indicando a invenção de outras dramaturgias como a da atuação e do espaço.

Em 1998, Tarcísio Ribeiro Jr., artista-escultor graduado no Curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes, confeccionou várias máscaras didáticas para a Graduação em Teatro inspiradas na técnica artística desenvolvida no ateliê italiano de máscaras teatrais de Donato Sartori (1939-2016), com quem aprendeu diretamente. Com o passar dos anos, outras vivências pedagógicas e de pesquisa cênica na EBA com as máscaras ganharam diferentes (corpos) territórios, fazendo-se presentes em processos criativos variados de confecção e atuação com elas, unidas ou não a outras estéticas teatrais e artes.

Importante dizer que na Escola de Belas Artes, com a pesquisa artística do professor Álvaro Apocalypse e o Grupo Giramundo, outra noção de arte teatral foi experimentada e difundida na UFMG, em maior diálogo com as artes visuais. E antes dele, no curso técnico do Teatro Universitário, da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG, o ensino da caracterização cênica e as experiências de desenho de figurino, relacionados a processos criativos de atuação e encenação, já estavam presentes. Isso foi, portanto,
base fundamental para os processos de ensino-aprendizagem posteriores, especialmente quanto às experiências do teatro de máscaras, de objetos e de bonecos, como o Mamulengo, boneco popular brasileiro.

Ou seja, o conhecimento em Teatro tem um longo percurso de existência na UFMG, com mais de sete décadas de histórias, experiências e trabalho de profissionais artistas- docentes que a ele se dedicaram (e se dedicam), mostrando grande riqueza e variedade de nossas teatralidades. A criação da Graduação em Teatro na EBA é, portanto, fruto direto disso. Sua existência fortalece perspectivas plurais para as artes da cena ao dialogar profundamente com estas memórias e arquivos do teatro na UFMG, destacando suas formas animadas, visualidades e gestualidades.

As máscaras aqui presentes transbordam, assim, histórias e intercorporeidades do teatro na UFMG. E mesmo que possam se apresentar de modo individual, fazendo aparecer uma Figura por meio de sua escultura e traje, elas não existem sozinhas. As máscaras são fruto de diálogos com todas as nossas ancestralidades e com os processos de transcriações que fazemos. Elas são modos artísticos para concretizar auto-descolonizações e afirmações de nossas singularidades, carregando com elas múltiplos
saberes. Como (corpos) territórios efêmeros que são, as máscaras cênicas indicam um espaço vivido, em uma noção de escala movente, onírica, poética, ao mesmo tempo em que também se fazem íntimas e transitórias.

Convidamos vocês, por fim, a se conectarem com as máscaras e os mascaramentos aqui presentes, em todas as suas formas manifestas, imaginando-se com elas para além do enquadramento de rosto que elas podem dar. E assim, perceber, imaginariamente, um despertar para uma escuta diferente por meio de (corpos) territórios efêmeros surgidos. Desejamos que vocês possam, em sonho e por meio de um olhar afetivo com as máscaras, criar outras existências, presentes e futuras. E viver outros lugares, (re)existindo com a arte teatral.


Bya Braga
Professora – Departamento de Artes Cênicas – Escola de Belas Artes da UFMG
Pesquisadora do CNPq – Grupo LAPA-UFMG/CNPq
Artista da cena

Ficha Técnica

Realização: Grupo LAPA-UFMG/CNPq (Laboratório de Pesquisa em Atuação Cênica, Escola de Belas Artes da UFMG)
Argumento: Bya Braga (ARC-EBA-UFMG, CNPq)
Curadoria: Bya Braga, Daniel Ducato
Expografia: Daniel Ducato (Laboratório de Cenotécnica-ARC-EBA-UFMG)
Montagem e Produção Executiva: Bya Braga, Daniel Ducato, Cecília Saruê (PMG-PROGRAD-UFMG), Domenica Morvillo (PIBIC-CNPq), Julia Oliveira Vasconcelos (PIBIC-CNPq), Bianca Freire (ICV-UFMG) e Michel Corsino (CENEX-UFMG)
Iluminação: Ismael Soares (Laboratório de Iluminação-ARC-EBA-UFMG)
Design gráfico: Domenica Morvillo e Sávio Rocha (Laboratório de Vestimenta Cênica-ARC-EBA-UFMG)
Edição de vídeos para a exposição: Julia Oliveira Vasconcelos
Divulgação: CENEX-EBA e Grupo LAPA-UFMG
Agradecimentos: Camila Rodrigues (Diretora da EBA-UFMG), Sandro Ka (Coordenação do CENEX-EBA-UFMG) e Equipe, Estudantes da Graduação em Teatro-EBA-UFMG que emprestaram suas máscaras para a exposição, Letícia Araújo, Mariana Teixeira, Barbara Matias, Tarcísio Ribeiro Jr., Marcel Diogo, Marcus Vinícius, Grupo Giramundo (MG), Bia Apocalypse, Maurício Gino, Eliezer Sampaio, Luan Castro, Colegiado de Teatro- EBA-UFMG, Núcleo Artístico Galatéia, SLOP-EBA e colegas terceirizados que trabalham nos setores de Portaria e Limpeza da EBA.

Edital PMG 010/2025 – Mundos possíveis: teoria e prática

Edital PMG 010/2025 – Mundos possíveis: teoria e prática

O Chefe do Órgão Acadêmico Responsável do Departamento de Artes Plásticas , Hugo Maria de Mendonça Houayek , faz saber que, no período de 22/08/2025 a 31/08/2025 , de 20:00:00 às 20:00:00 horas, o e-mail monitoriadapl@gmail.com receberá as inscrições de candidatos para o exame de seleção do Programa para atuar nas disciplinas/atividades com carga horária de 20 horas semanais, das quais 8 horas deverão ser alocadas em estudos individuais e atividades de planejamento, realizados por meio de cronograma flexível.

Edital Completo

Esculturas de Caio Marqz apresentam estética orgânica e experimental por meio da técnica da cerâmica

Esculturas de Caio Marqz apresentam estética orgânica e experimental por meio da técnica da cerâmica

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Raízes Andarilhas’, do artista visual Caio Marqz, dia 22 de agosto de 2025, sexta-feira, às 19 horas. A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 21 de setembro de 2025. A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. A classificação é livre.

Raízes Andarilhas

A série ‘Raízes Andarilhas’ apresenta uma estética orgânica e experimental por meio da técnica da cerâmica, explorando e observando a estranheza da natureza em formas e texturas que evocam pequenas raízes em seus casulos ou conchas. Apesar da aparente imobilidade, as peças revelam o desejo de deslocamento — um impulso de se tornarem andarilhas. Nelas habitam o gesto contido do movimento, o embrião de uma transformação que insiste em acontecer, mesmo que silenciosamente.

Sobre o artista

Caio Marqz – artista visual que observa o tempo e o cotidiano, tanto no mundo real quanto no virtual, mediando um diálogo entre esses dois universos através de suas obras. Sua pesquisa busca captar os reflexos peculiares das experiências que encontra em seu caminho. Atualmente, cursando Artes Visuais na Escola de Belas Artes (UFMG), Caio é membro do ‘Despensa Coletivo’. Teve suas obras expostas na Feira Livre de Arte Contemporânea (FLAC) e participou de exposições coletivas como ‘Constelar’ (Exposição Ateliê I – Artes Gráficas da Escola de Belas Artes) no Espaço Luiz Estrela (2023), ‘A Falta Que Nos Preenche’ (2023), ‘Chroma Pixel’ (2024) e ‘Entre Nós’ (2024).

Escultura no Centro
O projeto busca valorizar e expor os trabalhos tridimensionais desenvolvidos pelos graduandos e pós-graduandos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG.

‘Raízes Andarilhas’ – Caio Marqz
Período expositivo: 22/08/2025 a 21/09/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Hall de Entrada
Classificação: livre
Entrada gratuita