BORDAS DA IMAGEM – Projeto de extensão em fotografia está com inscrições abertas

Texto: Professor Eduardo Queiroga

Bordas da Imagem é um projeto de extensão da Escola de Belas Artes da UFMG dedicado aos processos criativos na fotografia. É aberto a estudantes, fotógrafas, fotógrafos, pesquisadores e público em geral, mesmo sem vínculo com a universidade. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site bordasdaimagem.wordpress.com. As vagas são limitadas. O foco do projeto são os processos criativos e questões de autoria na fotografia.

O projeto inicia com um grupo de estudo com encontros quinzenais em plataforma online. É preciso que interessados/as tenham acesso à internet para participar das reuniões, que acontecerão de forma remota para possibilitar uma maior diversidade de participantes. A cada encontro, serão abordadas obras fotográficas e teóricas de diversos autores, com o objetivo de debater aspectos relacionados ao processo criativo e estratégias autorais.

O início dos encontros está previsto para o dia 30 de agosto, acontecendo sempre nas terças à tarde (quinzenalmente). Além do grupo de estudo, o projeto prevê a produção de rodas de diálogo envolvendo artistas, fotógrafas e fotógrafos, a partir dos interesses e discussões fomentados pelos encontros quinzenais.

Estudantes matriculados na UFMG também terão a oportunidade de participar da organização do projeto, podendo computar tais atividades como carga horária de extensão. Para os interessados em fotografia (de um modo geral) e em processos criativos, será uma ótima oportunidade para debater sobre esses assuntos, ampliando o repertório de referências artísticas e teóricas, incluindo o contato direto com artistas e suas poéticas. O projeto é coordenado pelo professor Eduardo Queiroga, do Departamento de Fotografia e Cinema.

Bordas da Imagem – projeto de extensão em fotografia (UFMG)
Informações e inscrições: bordasdaimagem.wordpress.com
Vagas limitadas
Contato: queirogaeduardo@ufmg.br

A Belas 65 anos: uma bela história!

UMA PILULA DE MEMÓRIA: Em 5 de abril de 1957 a Congregação da Escola de Arquitetura da então Universidade de Minas Gerais (UMG), reunida por inciativa do professor e arquiteto Sylvio de Vasconcellos, decide criar o Curso de Belas Artes tendo como objetivo contribuir para a formação dos alunos da Arquitetura. Desse modo, o Regimento Interno da Escola de Arquitetura e as deliberações de sua Congregação prevaleceram como norma para suas atividades, contando com os professores arquitetos – Luciano Amédée Péret, Antônio Carlos Edmundo Fontenelle, Francisco Martins Carvalho, Rafaello Berti e Aluísio Ferreira da Silva Lins – também para a formação da comissão que organizou o curso com apoio do então Diretor da Escola de Arquitetura, Prof. Antônio Carlos R. Andrada Sobrinho e sendo designado como diretor do curso o professor arquiteto Martim Francisco Coelho de Andrada.
Compartilhamos, nesta primeira pílula de memória uma linha de tempo que nós ajudará a continuar construindo esse percurso ao longo do ano:

As Informações básicas foram feitas a partir do livro  “Escola de Belas Artes da UFMG, 65 Anos de Ensino-Aprendizagem em Artes” (no prelo), organizado pela pesquisadora Mariana Tavares junto com os professores aposentados Evandro José Lemos da Cunha e Lúcia Gouvêa Pimentel e de levantamentos realizados pela Secretária Geral da EBA, Maria de Lourdes Macedo, para  complementação das informações.

 

 

 

Espetáculo teatral Gold no auditório da Reitoria

Texto: Diretoria de Ação Cultural da UFMG

Foto: Vitor Macedo

Nesta quinta-feira (26) às 17:30 o público terá nova oportunidade de assistir à peça Gold, est reada em março deste ano e produzida pela turma de formandos do Teatro Universitário UFMG (TU). O espetáculo terá exibição pelo projeto Ao Cair da Tarde, pertencente ao Circuito Cultural UFMG, da Diretoria de Ação Cultural da Universidade. A entrada é gratuita e aberta ao público externo no auditório da Reitoria da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6.627).

Com elenco formado por formandos do Teatro Universitário da UFMG (Ana Luisa Cosse, Fernando Dornas, Bianca Freire e Victor Velloso), e direção de Tarcísio Ramos, Gold busca instigar no público reflexões importantes sobre o meio ambiente, a humanidade e o futuro do planeta, principalmente após uma crise de grandes proporções como a pandemia de covid-19. Ao questionar se há um futuro possível para a Terra e seus viventes, Gold confronta a beleza, o silêncio, a vida sem hierarquias e a sacralidade da terra com sua exploração, violação e destruição.

Foto: Vitor Macedo


Realização: Diretoria de Ação Cultural da UFMG
www.ufmg.br/cultura

 

 

 

 

Circuito Cultural UFMG apresenta o espetáculo Gold :

26/5 (quinta), às 17h30 | Projeto Ao Cair da Tarde 

Local: Auditório da Reitoria da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha)
Classificação etária: 16 anos
ENTRADA FRANCA

Seminários Abertos – Ateliê I Desenho “DESENHO: PRÁTICA/PENSAMENTO

Texto: Murilo Caixeta

Alunes do Ateliê de Desenho I convidam a comunidade, interna e externa da UFMG, para participarem de seminários que serão apresentados pela turma.

A realização das apresentações surgiu da demanda de trazer para o contexto físico e reflexivo da EBA, questões próximas ao universo particular de cada alune. Intuito coletivo de fortificar o ambiente de trocas de experiências, de interesses e dúvidas sobre assuntos que tangenciam a produção artística e poética pessoal. Trazemos uma proposta de ampliar as formatações de seminários acadêmicos, imergindo nas peculiaridades do modo de fazer artístico. O desejo é promover a experienciação das formas plurais de produzir conhecimento e de articular pensamentos das Artes Visuais.

Além da reflexão sobre temas caros à experiência artística, uma prática relacionada aos processos que materializam a plasticidade visual será proposta aos visitantes no final de cada seminário. As apresentações acontecerão entre o dia 25/05 e 08/06, no espaço do Ateliê 06 da Escola de Belas Artes da UFMG a partir das 13h.

“Alunos da Escola de Belas Artes Expõem Desenhos Abandonados”

Texto: Thalita Amorim

Os alunos do Ateliê I de Desenho, ao organizar o espaço para a primeira aula pós pandemia, decidem expor desenhos esquecidos ao longo do tempo por colegas que já realizaram o curso.
A mostra foi inaugurada no dia 27 de abril de 2022 no corredor expositivo do Ateliê 06 no terceiro andar da Escola de Belas Artes da UFMG e segue até o dia 27 de junho.
Segundo a aluna Tatiana Assis a experiência foi muito interessante ao sentir-se descobridora de uma espécie de acervo precioso de imagens carregadas de memória que nos remetem a pensar nos autores anônimos dos desenhos. Além da possibilidade de criar novo sentido aos trabalhos de acordo com a escolha dos desenhos a serem expostos. Para Tatiana as obras merecem ser divulgadas para que uma parcela maior da comunidade acadêmica possa conhecê-la.
O professor orientador da ação, Eugênio Paccelli, explica a motivação para a montagem da exposição, a partir do desejo de que os alunos tenham um primeiro contato com o processo de organização de uma mostra, incluindo uma curadoria, a montagem dos trabalhos e a expografia. Além disso, a ação visa preparar os alunos para a montagem da exposição dos próprios trabalhos a serem realizados ao longo da disciplina, ainda no final deste semestre. A exposição conta com a curadoria dos alunos: Ana Maia; André Mesquita; Isabela Lara; Lucca Falieri; Maria Souza; Murilo Caixeta; Tatiana Assis e Vanessa Santos, sob a orientação do Prof. Eugênio Paccelli Horta.

Eugênio Pacelli Horta apresenta aula aberta sobre caderno e desenho

O projeto Aulas Abertas de março tem como convidado Eugênio Paccelli Horta, professor da Escola de Belas Artes da UFMG, que apresenta uma aula sobre “Caderno e Desenho”.

Um caderno de desenhos se diversifica muito de um artista a outro e, segundo Eugênio, o que sempre coincide é a oportunidade que ele oferece para conhecer de forma mais íntima o seu autor, uma vez que costuma refletir um aspecto mais puro e espontâneo do fazer artístico.

Os desenhos podem ser simples, elaborados, trazer anotações e revelar unicamente imagens em cores ou preto e branco. Para Paccelli, um caderno de desenhos proporciona resultados tão diferentes quanto seus donos e alega que “é, também, uma espécie de narrativa, uma história aberta contada através de imagens diversas”.

“Essas imagens podem ser tanto repetitivas quanto trazer em uma única página informações variadas sobre impressões, viagens e sensações, onde se encontra implícita a ação de estabelecer misturas, cruzamentos e combinações entre elementos de origem e natureza distintas”, diz.

Caderno

Horta define o caderno de desenho como um suporte a mais, como uma tela para o pintor, ou uma pedra para um escultor e suas características especiais fazem dele um meio com possibilidades muito amplas: “o jogo com o tempo, poder passar as suas páginas, retroceder, desprendê-las e também ler um discurso plástico em sequências espaço-tempo”.

Ele afirma que todas essas múltiplas combinações proporcionam um sentido lúdico e interativo à obra, já que se pode ver, tocar, cheirar, folhear, manipular e sentir um caderno de desenhos.

Assista à aula aberta em: https://youtu.be/wztiiss54Tg 

Convidado

Eugênio Paccelli Horta é Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais. Atua na área de Artes, com ênfase em Desenho, com interesses principalmente nos seguintes temas: arte, corpo, desenho, movimento e dança.

Aulas Abertas

O projeto Aulas Abertas do Centro Cultural UFMG foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que tem acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

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Publicação de Cartas-Entrevista

A Rede de Pesquisa e Formação em Curadoria de Exposição está com inscrições abertas, até o dia 21 de março de 2022, para artistas que queiram participar da seleção para serem entrevistadas/es/os por estudantes do Curso de Formação em Curadoria de Exposição. A metodologia acontecerá por meio de cartas-entrevista e, a partir das respostas, o estudante redigirá duas cartas que serão divulgadas pela Rede.
Perfil das/es/os artistas
– Artistas de todos os gêneros, sexualidades, raças, etnias, classes, de todas as idades, iniciantes ou já estabelecidos;
– Que tenham um portfólio para compartilhar em PDF ou de modo virtual (site ou rede social);
– Que se comprometam em responder às perguntas, em até 10 dias corridos, após recebê-las.
Sobre a Rede de Pesquisa e Formação em Curadoria de Exposição
A Rede é formada por: Laboratório de Curadoria de Exposições Bisi Silva (EBA/UFMG), Laboratório de Arte/Educação, Curadorias e Histórias das Exposições (Unilab), Núcleo de Pesquisa MAMAM/Recife, Escola de Design da UEMG, Laboratório de Práticas Experimentais em Arte e Educação, Museal do MAUC/UFC, Laboratório de Sociepoexpografia (LABSE), ULHT e Cátedra da Unesco.
Comissão Científica e Organizadora
Carolina Ruoso, Janaína Barros, Joana D’arc de Sousa Lima, Luciara Ribeiro, Mabel Medeiros, Marcelina Almeida, Rita Lages Rodrigues, Saulo Moreno Rocha, Vania Brayner, Ana Luiza Neves e Moana Soto.
Monitoria do GT Pesquisa Curatorial e Crítica de Arte
Aline Ambrósio, Luiza Helena e Lucas Dilacerda.
Mais informações:
@rede_curadoria_de_exposicao
convocatoriacartaentrevista@gmail.com

Exposição virtual explora os quatro temperamentos humanos

O Centro Cultural UFMG disponibiliza nesta sexta-feira, dia 11 de março de 2022, a oitava edição do projeto Diálogos: Artista e Curador(a), que neste mês contempla a artista e pesquisadora Patricia Franca-Huchet, com a exposição virtual “Os quatro temperamentos”.

Partindo dos seus temas de predileção – a cor, o desenho, a imagem e o texto – a artista apresenta instalações que exercem relações dialéticas com os espaços e criam um itinerário entre o colérico, o fleumático, o melancólico e o sanguíneo. A mostra tem a curadoria do artista, pesquisador e professor Rodrigo Borges.

Os quatro temperamentos, por Patricia Franca-Huchet

“Imaginar uma exposição que traz como tema Os quatro temperamentos, foi e tem sido tratar da montagem e adentrar as amplas possibilidades de desconstrução e construção de um conjunto de imagens, palavras, desenhos e cores. Quatro temperamentos e quatro instalações, que têm como vislumbre a narrativa — ou o tempo da imagem — que correspondem ao tempo de uma estória aberta, complexa e instigadora. Quis usar a narrativa para testemunhar um mundo perdido, mas que é também um futuro intenso do outrora vivo.

A narrativa é um dispositivo muito relevante nesse contexto e, sabemos, que grande número de artistas a utilizam como plano afirmado para trabalhar com o dentro-fora da arte. Nas últimas décadas, a narrativa foi a estrutura de um expressivo número de objetos culturais. Esses objetos, íntimos do ambiente cultural e social, demonstram grande proximidade com a antropologia, que aprofunda a orbe da função narrativa, produzindo o retorno da memória e da cultura em processos subjetivos; objetos que colocam em cena conflitos e comportamentos.

A exposição Os quatro temperamentos: fleumático, colérico, sanguíneo e melancólico, nos conduz para um outro tempo; para um tempo muito longínquo, quando Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, em torno de 485 A.C, criou a teoria humoral, classificando os quatro tipos de temperamentos. Mas nos conduz, também, para aquilo que daquele tempo ainda permanece! Para que não nos esqueçamos que o tempo é sempre revolto, e que podemos, sem sombra de dúvida, sentirmo-nos arrebatados para o acolá e o outrora.” (Patricia Franca-Huchet)
Visite a mostra em: https://youtu.be/JW455-dlzzU

Sobre a autora

Patricia Franca-Huchet
Artista e Pesquisadora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutora e Mestre pela Université de Paris I: Panthéon/Sorbonne. Graduação pela Université de Paris VIII. Pós-doutorado e residência pela Université de Paris III no CRECI e recentemente, em 2019 na EHESS: École des Hautes Études en Sciences Sociales em Paris/FR. Divide as suas atividades artísticas com a prática do ensino, da exposição, da pesquisa, da publicação e do evento (coordenação de eventos e apresentações de trabalho no Brasil e em outros países). Coordena o grupo BEIT: Bureau de estudos sobre a imagem e o tempo. Foi professora pesquisadora da Universidade de São Paulo [ECA-CAP] de 1995 a 1997 a convite de Walter Zanini e Júlio Plaza. Tem obras na coleção da Fondation Danäe, Museu de Lalín — França e Espanha —, no Museu de Arte de Brasília, particulares e publicações em livros e revistas no Brasil assim como em outros países. Seu trabalho Os quatro fotógrafos (2010-atual) foi mostrado em vários locais: Paris FR 2009, València ES 2009, Madrid ES 2010, Montreal CA 2011, Florianópolis e Belo Horizonte, BR 2012, Lalín [Bienal], Mulhouse FR em 2014. Expõe seus trabalhos no Brasil e em outros países. Atualmente é membro do Comitê Diretor do IEAT: Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG.

Sobre o curador

Rodrigo Borges (1974, Governador Valadares)
Artista, pesquisador e professor universitário na Escola de Belas Artes da UFMG. Possui doutorado (2017) e mestrado (2005) em artes pela EBA/UFMG, graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Viçosa (1997) e em Belas Artes/Desenho pela EBA/UFMG (2002). Atua no campo das artes visuais, com ênfase nas relações entre arte, arquitetura, antropologia e história. Suas proposições plásticas, por meio de colagens, desenhos e instalações, buscam ativar o ambiente, construindo modos de entrelaçar e envolver planos, volumes e arquiteturas aos sujeitos e suas ações. Desde 2005, vem utilizando fitas adesivas como matéria base a partir da qual constrói geometrias adesivas. Uma investigação plástica que, referenciada no campo da pintura e do desenho, desdobra-se em intenções espaciais, fazendo corpo com as arquiteturas, pessoas e situações específicas presentes em cada lugar de exposição. Realizou exposições individuais e coletivas em diversas cidades do Brasil (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Selecionado no Programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais edição 2001/2003. Coordena e participa de grupos de estudo e pesquisa sobre a imagem, o escuro, o desenho, e os modos de fazer e expor do artista na contemporaneidade. Vive e trabalha em Nova Lima / Belo Horizonte.

Projeto Diálogos

O projeto Diálogos: Artista e Curador(a) disponibiliza exposições virtuais em formato de vídeos documentários mensalmente nas redes sociais do Centro Cultural UFMG. A partir de recortes curatoriais cronológicos, os vídeos trazem uma linha evolutiva no tempo e no percurso da criação do artista, oferecendo ao espectador a oportunidade de percorrer virtualmente pelas obras, através de simulação 3D, sendo mediado pelos comentários do artista e do curador.

O projeto apresenta nomes expressivos do cenário artístico e oferece ao público conteúdos com excelência, associados a uma reflexão aprofundada no contexto da arte contemporânea nacional e internacional, permitindo que avancem em seus conhecimentos e nas maneiras de fazer e pensar a arte.

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Mestre do Tambor de Crioula Rosa de São Benedito participa do podcast de música do Centro Cultural UFMG

No sexto episódio do Podcast Recitais tivemos a participação de Paulo Lobato, mestre do Tambor de Crioula Rosa de São Benedito. O maranhense traz um pouco da herança cultural de seu estado, herdada pelos afrodescendentes, que hoje reúne coreiros e coreiras pelo ritmo dos tambores em diversas regiões do país. O Tambor de Crioula do Maranhão compõe o legado das tradições culturais de matriz africana no Brasil e é registrado como Patrimônio Cultural pelo IPHAN.

Paulo Lobato é natural de São Luís do Maranhão e foi lá que herdou todo o seu conhecimento sobre o Tambor de Crioula, que vem da sua família, seus avós e seus antepassados. Essa tradição secular sempre esteve presente em seu meio e é muito comum nos cultos e louvores aos santos, principalmente a São Benedito, considerado um dos principais padroeiros das populações negras no Brasil. Em sua terra natal desenvolveu alguns trabalhos e projetos sociais com menores em áreas de risco, onde lecionou aulas de percussão.

Em 2006 o músico veio para Minas Gerais e trouxe toda a bagagem de suas origens, dando continuidade, e também início, ao Tambor de Crioula no estado mineiro. Foi na Serra do Cipó a sua primeira morada, local que deu surgimento ao Tambor de Crioula Rosa de São Benedito, projeto de sua autoria que carrega a sabedoria da cultura popular maranhense. Esse movimento foi crescendo até chegar a Belo Horizonte, segunda morada do arte-educador, que durante 13 anos disseminou seus costumes em terras mineiras. Atualmente, Paulo está morando em Aracaju, Sergipe, onde está iniciando um novo trabalho com o Tambor de Crioula, levando a linhagem de seu povo para outras terras e lugares.

O Tambor de Crioula é um universo muito poderoso, uma grande ciência, que foi deixado pelos nossos antepassados como um processo de cura da humanidade, eu tenho certeza disso, pois ele alegra o povo e dá vitalidade. O tambor é que nem água pura, é vida, e quem souber beber dessa água vai ter saúde para o resto da vida. Ele é também resistência cultural, o fortalecimento da cultura popular e a busca das raízes de todo o conhecimento, diz Paulo, que humildemente nos afirma estar no caminho da descoberta, querendo aprender e entender o que é o Tambor de Crioula.

Ouça o podcast na íntegra e saiba um pouco mais sobre a trajetória do mestre e guardião Paulo Lobato e das tradições culturais do Tambor de Crioula: https://spoti.fi/2VbsPjL 

Conheça o Tambor de Crioula Rosa de São Benedito em: https://www.instagram.com/rosadesaobenedito/ 

Podcast Recitais é um projeto que pretende disponibilizar mensalmente no Spotify conteúdos em áudio relacionados à música. A proposta surgiu para ampliar a programação online do espaço, oferecer ao público da internet uma discussão sobre o universo musical, além de dar visibilidade aos artistas, que estão tendo que encontrar formas de se reinventar neste momento de distanciamento social. Os convidados terão espaço para apresentarem seus trabalhos autorais, sejam os que estão começando sua trajetória nos palcos e até mesmo os já consagrados.

Podcast Recitais
O podcast de música do Centro Cultural UFMG.
Uma vez por mês no Spotify: https://spoti.fi/37VZnRa 

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Ernani Maletta compartilha suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

O convidado do projeto Aulas Abertas deste mês, professor Ernani Maletta, apresenta uma aula intitulada de “A arte deve ir aonde o povo está”, contando um pouco das suas vivências nos Festivais de Inverno UFMG, no qual teve a sua primeira participação no ano de 1993.

Vale destacar que o nome Aulas Abertas foi inspirado em um projeto de igual denominação que Ernani criou para o Festival em 2007, quando ainda era realizado em Diamantina. A homenagem destaca a importância dessa iniciativa em um dos mais importantes e tradicionais eventos culturais do país.

Uma das situações mais impactantes que Ernani viveu no Festival foi à ausência dos cidadãos de Diamantina como alunos das oficinas, instigando a busca por respostas para essa questão. Ele nos conta que se viu diante de duas constatações: a primeira é que as oficinas eram muito misteriosas para eles e pareciam muito complexas; a segunda é que as oficinas eram sempre fechadas, aconteciam em escolas e espaços fechados, então eles não conseguiam ver e pensar na possibilidade daquela atividade ser apropriada para eles.

Diante dessa realidade, Maletta procurou alguns professores e sugeriu que eles saíssem da sala de aula em um determinado dia e se deslocassem para um espaço público qualquer, algum lugar que eles pudessem se aproximar do público de Diamantina. Já que não era simples levar as pessoas para as oficinas do Festival, eles levaram as oficinas para as pessoas e tiveram uma experiência extremamente positiva, despertando ali a criação do projeto Aulas Abertas.

Em 2007 o projeto foi oficializado e vários professores se dispuseram a contribuir e oferecer suas aulas para quem estivesse nos espaços públicos propostos pela coordenação, recriando nas ruas o ambiente que havia nas salas de aulas. A resposta das pessoas foi surpreendente, várias delas começaram a frequentar o Festival e ficavam na expectativa para as Aulas Abertas. Daí em diante a proposta foi sendo aperfeiçoada para se tornar cada vez mais interessante.

Para finalizar, Ernani nos conta que em 2015, já em Belo Horizonte, as Aulas Abertas ocuparam as praças da Liberdade, Floriano Peixoto e Duque de Caxias. No decorrer dos anos subsequentes, em 2016 e 2017, houve uma descentralização que levou o projeto para bairros e regionais distantes do centro da cidade, democratizando o acesso à cultura e abrindo a Universidade para a cidade e vice-versa.

Assista ao vídeo abaixo e conheça a trajetória do projeto Aulas Abertas dentro da programação do Festival de Inverno UFMG.

Link do vídeo: https://youtu.be/G3jjdIdKxYg

Ernani Maletta é artista, professor da UFMG, Doutor em Educação e importante referência no que diz respeito à interação entre a Música e o Teatro, bem como quanto à polifonia cênica. É autor de uma peculiar metodologia criada para a prática musical na cena teatral, por ele registrada no livro Atuação Polifônica: princípios e práticas. Vem atuando ativamente na Itália desde 2010, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica. É reconhecido pela intensa participação na criação de diversos espetáculos de Teatro, em âmbito nacional e internacional.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

Projeto Aulas Abertas
Uma vez por mês nas Redes Sociais e Site do Centro Cultural UFMG

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