Lançamentos do livro: ESCOLA DE BELAS ARTES, UFMG: 65 ANOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM EM ARTES

Texto: divulgação

. Livro inédito aborda a trajetória da Escola de Belas Artes/UFMG, referência no ensino das Artes no Brasil.
. Participam 15 autores que compartilham experiências de ensino-aprendizagem na graduação e pós-graduação.
. O livro inclui 66 fotografias; “Cronologia”; seção “Sobre os Pioneiros”, além da relação completa dos diretores, professores e técnicos-administrativos que atuaram na EBA/UFMG desde sua criação em 1957.

Será lançado no sábado, no dia 18 de maio, das 11h às 14h, na Livraria da Rua (Rua Antônio de Albuquerque, 913 na Savassi, em Belo Horizonte. O livro “Escola de Belas Artes, UFMG: 65 anos de ensino-aprendizagem em Artes”, organizado pelos professores e pesquisadores Mariana Ribeiro da Silva Tavares; Lucia Gouvêa Pimentel e Evandro José Lemos da Cunha, com edição da Editora Ramalhete de Belo Horizonte.
O livro é fruto de pesquisa de cinco anos de Pós-Doutorado da pesquisadora Mariana Ribeiro da Silva Tavares junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes (EBA/UFMG) com bolsa PNPD-CAPES. A investigação tem como ponto de partida, o projeto Memória da Escola de Belas Artes, idealizado pela professora aposentada Pompéa Péret Britto da Rocha, que levantou documentos e registrou entrevistas que cobriram os 15 anos iniciais da EBA, de 1957 a 1972. A essa documentação somaram-se novas entrevistas com professores e técnicos, bem como o levantamento de novos documentos, reportagens, textos e imagens que abarcam as décadas seguintes até 2024.
Essa documentação foi a base para a organização e escrita da história da Escola de Belas Artes da UFMG que está entre as instituições de ensino das artes mais significativas do país. Nas palavras da Professora Emérita da ECA/USP, Ana Mae Barbosa, que assina o prefácio: “A EBA/UFMG sempre foi uma escola contemporânea no tempo, com pioneirismo em várias áreas e grande influência na História do Ensino das Artes no Brasil.” O primeiro curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis do país foi criado na Escola de Belas Artes, em 1978, pela professora Beatriz Coelho. A primeira habilitação de Cinema de Animação em universidade brasileira, em 1985, é também da EBA, assim como a primeira Especialização em Estilismo e Modelagem do Vestuário, em 1986, que posteriormente deu origem ao Bacharelado em Design de Moda, em 2009. Implementado em 2006, o Doutorado em Artes é o primeiro de Minas Gerais.
O Festival de Inverno da UFMG – uma das principais atividades de extensão em universidade brasileira – foi criado em 1967, pelo saudoso professor de pintura da EBA, Haroldo Mattos e pela professora e pianista Berenice Menegale, da Fundação de Educação Artística. O grupo Giramundo, referência em teatro de bonecos no país, foi igualmente criado como atividade de extensão na EBA, em 1970, pelos professores-artistas Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Maria do Carmo Vivacqua (Madu).
Essas são algumas das ações relatadas no livro que percorre a trajetória da Escola por décadas. Na primeira parte, “Da memória para a História”, conhecemos a luta inicial de estudantes mulheres para a criação da Escola; a conquista da sede própria no Campus/Pampulha (1972); a criação do mestrado (1995) e do doutorado em Artes (2006); a ampliação da Escola a partir do programa Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) em 2008, dentre outras atividades importantes para a compreensão do percurso histórico.
Na segunda parte, “65 Anos de Ensino-Aprendizagem em Artes: Compartilhando Experiências”, onze artigos de professores-artistas apresentam relatos históricos e metodologias de ensino-aprendizagem na graduação e na pós-graduação. São procedimentos que foram criados pelos professores em diversos cursos da Escola de Belas Artes e que podem ser referências para outras escolas de arte no país. Das práticas da improvisação no Curso de Teatro à pesquisa em Artes da Cena; da experimentação no cinema de animação à criação de um espaço expositivo para os alunos de fotografia, esses relatos constituem possibilidades de ações em sala de aula e outros espaços que podem impulsionar outras iniciativas de ensino-aprendizagem no Brasil.
Atualmente a Escola de Belas Artes da UFMG oferece seis cursos de graduação: Artes Visuais com bacharelados em Artes Gráficas, Desenho, Escultura, Gravura, Pintura e uma Licenciatura em Artes Visuais; Cinema de Animação e Artes Digitais (CAAD); Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis; Dança; Design de Moda e Teatro (Bacharelado e Licenciatura). Oferece também dois cursos de graduação interunidades (em parceria com outras unidades da UFMG): Design (junto com a Escola de Arquitetura) e Museologia (em parceria com a Escola de Ciência da Informação).
O livro “Escola de Belas Artes, UFMG: 65 Anos de Ensino-Aprendizagem em Artes” apresenta também Cronologia (de 1957 a 2024); seção “Sobre os pioneiros” (com biografias de 17 professores pioneiros), além da relação completa dos diretores e vice-diretores, professores e técnicos-administrativos que atuaram na EBA/UFMG a partir de 1957 (momento em que o Curso de Artes foi criado pelo professor-arquiteto Sylvio de Vasconcellos na Escola de Arquitetura). Sessenta e seis fotografias acrescentam camadas documentais à essa história referencial para o ensino das Artes no Brasil. O livro também será lançado na UFMG, após a greve dos servidores federais de educação.

Professores que participam do livro: Ana Lúcia Menezes de Andrade, Adolfo Cifuentes, Arnaldo Leite Alvarenga, Eugênio Paccelli Horta, Evandro José Lemos da Cunha, Gabriela Córdova Christófaro, Geraldo Freire Loyola, Lucia Gouvêa Pimentel, Luiz A C Souza, Maria Beatriz Braga Mendonça (Bya Braga), Mariana de Lima e Muniz, Mariana Ribeiro da Silva Tavares, Maurício Silva Gino, Mônica Medeiros Ribeiro, Pompéa Péret Britto da Rocha.

Lançamento do Livro “Escola de Belas Artes, UFMG: 65 Anos de Ensino-aprendizagem em Artes”.
Dia 18 de maio (sábado): das 11h às 14h: Livraria da Rua (R. Antônio de Albuquerque, 913, Savassi, Belo Horizonte.
Preço: 50,00 (cinquenta reais)
ISBN: 978-65-5034-052-0
1ª ed.,2024, Editora Ramalhete, Belo Horizonte, 288pgs.

Informações e contato para entrevistas com os organizadores do livro:
Mariana Tavares – marianatavares167@gmail.com (31) 996 11 4678
Lucia Gouvêa Pimentel – luciagpi@ufmg.br (31) 991 05 52 94
Evandro José Lemos da Cunha – jlemosdacunha@gmail.com (31) 72 66 19 50


Exposição Celestino Aguiar ou o Heterônimo Compartilhado

Texto: Divulgação

A disciplina Desenho Projeto, ministrada pela Professora Patricia Franca-Huchet, convida a todos para a abertura da exposição Celestino Aguiar ou o heterônimo compartilhado às 10h do dia 08/11/2023 no espaço expositivo do terceiro andar da EBA. Essa exposição é sobre o heterônimo do grupo de alunos, o biólogo Celestino Aguiar, nascido em 1975, na cidade de Santa Luzia dos Barros na região do cerrado, oeste de Minas Gerais. Celestino vem contar-nos, através de seu diário, redigido nos anos de 2002/03, sobre sua visita à pequena vila de Louveira, distrito de São João dos Barros, mas abandonada pela maioria de seus habitantes, no início do século XX. Seu diário se tornou, para nós que o conhecemos recentemente, uma obra na qual o biólogo formula seu pensamento, desenha sobretudo os seus projetos de pesquisa, incluindo o seu objeto de estudo, o lindo pássaro Sabiá Estrelado — Turdus stellaventris. Conta seus encontros e segredos coletados por onde anda, revela-nos paisagens e tantas lembranças dessa passagem de sua vida.  No início, Celestino Aguiar anotava livremente seus pensamentos, mas observamos que, no decorrer das páginas de seu diário, recolhe notas de trabalho em forma de desenhos, mapas, nuvens, grutas, herbário, frotagens e experiências que fazem com que seu diário, com suas páginas sensíveis, ilustradas e poéticas, nos apresentam um Celestino artista, diríamos nós, que após encontrá-lo, nos interessamos por sua história solitária, pela qual escutamos o artista conversar com ele mesmo.   Celestino, biólogo e flâneur, considera que seu verdadeiro trabalho é andar e buscar, estar atento para encontrar. Estima que seu dever é conservar o traço da vida do pássaro, salvá-lo do esquecimento, alertar sobre a preservação de sua espécie, estar na natureza completamente e celebrá-la!   Às vezes, frases mínimas servem para elaborar o seu saber de biólogo: a data da eclosão de uma flor, o esplêndido dia em que viu seu pássaro bebericar água no riacho perto da gruta (e depois voar rente à água roçando as suas asinhas criando assim desenhos líquidos e inefáveis), inventário de plantas, registros meteorológicos sobre fenômenos naturais e outras visões.   Enfim, o seu diário é o lugar através do qual Celestino pensa a sua vida e se constrói. Nele, orienta suas ações e constitui um precioso meio para observar sua vida interior, sua alegria cotidiana quando percorre a natureza, só, mas bem junto a ela.

Participam da exposição: Aiyra Bartira, Carmesim, Gabriel Lauriano, Gabriela Razera, Karine Reis, Lavínia Brandão, Sol Cunha e Vert, sob a coordenação de Patricia Franca-Huchet e Liel Gabino.

Servidor da Escola de Belas Artes participa da Quadrienal de Praga 2023

Texto: Divulgação. Fotos: Flor Dias e Luiza Villarroel

Os servidor da Escola de Belas Artes Daniel Ducato e Carol Romano, foram selecionados para participar da sessão “PQ Talks”, como parte da programação o Evento Quadrienal de Praga. Neste ano de 2023, o evento aconteceu de 8 a 18 de Junho e teve como tema “Rare”, que em tradução livre do inglês pode significar tanto o “raro” como o “cru”. Delegações de vários países estiveram presentes com seus trabalhos e, dentro da “Mostra Países e Regiões”, o Brasil ganhou o prêmio “Triga de Ouro” pelo melhor trabalho em equipe na exposição interativa “Encruzilhadas: Acreditamos nas Esquinas”.

O trabalho acadêmico de autoria de Daniel Ducato intitulado “Os ferros-velhos enquanto lugares de memória, de esquecimento e de transformação para a composição cenográfica teatral”,  apresentou reflexões sobre a fabricação cenográfica contemporânea, a partir de garimpos e coletas realizadas em ferros-velhos. A apresentação buscou demonstrar que os ferros-velhos são lugares de memória e de esquecimento, abarrotados de estruturas que um dia perderam a serventia para as pessoas, mas que, a partir da visão artística de artesãos de cena, cenógrafos e diretores de arte, surge a possibilidade de transformação e de renovação destes elementos. Assim, as estruturas encontradas em ferros-velhos são verdadeiras matérias-primas que podem ser restauradas, recondicionadas, reestruturadas e também ressignificadas através da fabricação de um “Lugar Teatral”.

Os Artistas

Daniel Ducato é Artista Visual e Cênico, fundador do Núcleo Artístico Galatéia. Trabalha com Direção de Arte, Cenografia, Figurinos, Máscaras, Maquiagem e Bonecos para espetáculos teatrais e outras mídias. Atualmente é Técnico de Laboratório em Iluminação e Cenotecnia no Departamento de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes UFMG, onde desenvolve suas atividades de pesquisa, de ensino e de extensão, na realização plástica e técnica da cena.

Carol Romano é graduada em Língua Inglesa e Literatura pela UFMG. Com formação livre em artes, navega por diversas áreas e linguagens como o canto, o teatro e a dança.  Como fundadora da Babel Artes e Idiomas, Carol desenvolve projetos em artes, educação e ensino de idiomas.

O evento

A Quadrienal de Praga é o maior evento mundial dedicado aos desenhos e espaços da cena e da performance. Desde 1967, a PQ, como também é conhecida, acontece na República Tcheca e traz cultura, inovação e história e promove encontros entre profissionais da cena, acadêmicos,  estudantes e o público em geral.

PRONCOVÔ – Show Cênico no Piscinão

Texto: Divulgação

“Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será”
Milton Nascimento

Um show poético musical que, celebrando a arte do caminhar, seguir em frente e estar na estrada, propõe uma homenagem ao artista mambembe, ao andarilho e à vocação nômade do artista, que parte sempre em busca de seu público.

Com composições autorais que se juntam a algumas músicas bem conhecidas, Proncovô convida o público pra um encontro em que a emoção fala mais alto.
Escrito e dirigido por Eduardo Moreira, o roteiro traz Laura de Castro e Zé Motta tocando, cantando e recitando textos e poemas que festejam temas como a chegada e a partida, o sonho, a caminhada em suas diferentes modalidades e tramas e a necessidade de, apesar de todos os percalços e dificuldades, segui r sempre em frente com a nossa arte.

PRONCOVÔ belo horizonte – MG 2023
FICHA TÉCNICA
Concepção, Direção Geral e e Interpretação – Laura de Castro e Zé Motta
Direção Artística – Eduardo Moreira
Direção Musical – Sérgio Pererê
Figurino – Carlos Mach
Maquiagem – Cidoca Nogueira
Design – Lara Fuke
Direção de produção – Jacqueline de Castro (Lazuli Cultura)
Logística e Produção Executiva – Merry Couto (Lazuli Cultura)
Comunicação – Fábio Gomide e Soraya Belusi (A Dupla Comunicação)

 

Curso/Oficina Extensão Acadêmica na Prática

Texto: Divulgação PROEX

A PRORH, por meio da Divisão de Desenvolvimento de Pessoal – DDP do DRH e a PROEX irão promover, o LANÇAMENTO do curso/oficina Extensão Acadêmica na Prática previsto no Plano de Desenvolvimento de Pessoas 2022 voltado para os docentes e servidores técnico-administrativos em educação com prioridade para os recém-admitidos. O objetivo é apresentar as especificidades dessa ação para todos os interessados.

Dia: 12/07/2022
Horário: 10h
Modalidade: a distância (transmissão ao vivo)
Local: Canal da PROEX no Youtube no link https://youtu.be/pB3EOSMzTTs
Dúvidas: pac@drh.ufmg.br
Não será necessária inscrição prévia.

Não será emitido certificado por se tratar de uma ação informativa. O vídeo ficará disponível para acesso posterior no canal da PROEX no Youtube.
Maiores informações no site da PROEX.

Caco convida Henrique Roscoe

Texto: Caio Campos

CACO é um grupo de improvisação livre em residência no Centro Cultural UFMG. A cada mês, convida artistas de Belo Horizonte para participar da residência, trazendo novas propostas de improvisação para o grupo.

Esta é a primeira apresentação da residência, com o convidado Henrique Roscoe/1mpar (1mpar.com), que traz duas propostas: interação com sonoridades produzidas por IA a partir de estímulos sonoros; improvisação de visual music com imagens geradas por IA.A apresentação ocorrerá na Galeria Principal da EBA – UFMG, no dia 03 de Maio às 18 horas.CACO é Artur Versiani, Caio Campos, Daniel Tamietti, Gabs Santana, João Viana, Luiz Pretti, Nathalia Fragoso, Marcos Alves, Pedro Gilberto e Vanessa Aiseó.