EXPOSIÇÃO COLETIVA NO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MAC NITERÓI APRESENTA OBRAS ASSOCIADAS AO UNIVERSO DRAG COMO ABORDAGEM POLÍTICA, ESTÉTICA E DISCURSIVA

EXPOSIÇÃO COLETIVA NO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MAC NITERÓI APRESENTA OBRAS ASSOCIADAS AO UNIVERSO DRAG COMO ABORDAGEM POLÍTICA, ESTÉTICA E DISCURSIVA
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O Ministério da Cultura, a Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas de Niterói e o Itaú Unibanco apresentam a exposição a Coisa dRag, no Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói. Com abertura para o público no dia 7 de março, sábado, às 10h, a mostra coletiva reúne produções de 35 artistas brasileiros, sob curadoria de Sandro Ka.

O conjunto de obras apresenta um recorte da produção de artistas atuantes em diversas partes do país e em múltiplas linguagens, que tomam o universo drag como referência ou ponto de partida para suas criações, como Amorim, Carambola, Cassandra Calabouço, Efe Godoy, Sarita Themônia, Karine Mageste, Lia Menna Barreto, Rafa Bqueer, Renato Morcatti, Tatiana Blass e Thix, entre outres. Tratam-se de propostas que assumem formas performativas, discursivas e visuais, de tensionamento e provocação. A exposição é resultado de um mapeamento de artistas e obras realizado desde 2024, por meio de uma pesquisa desenvolvida na Escola de Belas Artes da UFMG.

Como mote curatorial, a “dragficação” é entendida como uma lente para a compreensão da arte contemporânea, presente em temáticas, práticas e elementos imagéticos e discursivos em obras e poéticas artísticas que tomam o fenômeno drag como zona de criação ou que, a esse universo estético, se associam ou são livremente associados. As obras apresentadas reforçam zonas de tensão, seja em seus discursos ou na visualidade que evidenciam. Elas refletem críticas a padrões, valores e convenções sociais relacionadas ao corpo, ao gênero, ao território e à cultura. Como visualidade e conceito, as obras elaboram-se a partir da mistura/montagem de elementos dos mais variados contextos e significados, produtores de estranhamentos, contradições e rupturas de limites e padrões estabelecidos tanto na sociedade, quanto na arte.

Participam da exposição: Adriano Basilio, Amorim, André Venzon, Augusto Fonseca, Avilmar Maia, Caio Mateus, Camila Moreira, Carambola, Carolina Sanz, Cassandra Calabouço, Cavi Brandão, Cynthia Loeb, Dods Martinelli, Efe Godoy, Elis Rockenbach, Sarita Themônia, Glau Glau, Hugo Houayek, Ítalo Carajá, Karine Mageste, Lai Borges, Lia Menna Barreto, Lorenzo Muratorio, Marcelo Batista, Maria Carolina, Rafa Bqueer, Renato Morcatti, Rodrigo Mogiz, Sandro Ka, Tatiana Blass, Téti Waldraff, Thix, Tolentino Ferraz e Victor Borém.

A mostra fica em cartaz até 7 de junho, de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30). Ao longo do período expositivo, serão realizadas atividades de ativação, como visitas mediadas e bate-papo com artistas. A entrada é franca.

CURADORIA

SANDRO KA é artista visual, professor e pesquisador (EBA/UFMG). Doutor e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS). Desde 2003, realiza exposições no Brasil e no exterior. Entre seus trabalhos em curadoria destacam-se as exposições coletivas A Coisa dRag (Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte/MG, 2025) e Fora da Margem: Panorama Visual das Subjetividades Queer (Galeria do DMAE, Porto Alegre/RS, 2022); e as individuaisNada em Mim é Superfície, de Lorena Bruno (Museu Fama, Itu/SP, 2025), aquilo que não cabe, transborda, de Renato Morcatti (CasaCor Minas, Belo Horizonte/MG, 2025) e enquanto espero a primavera, de Camila Moreira (Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte/MG, 2023). Escreveu os textos de apresentação das exposições máquina/sonho/água, de Cavi Brandão e Iago Marques (Mama Cadela, Belo Horizonte/MG, 2025), Metamorfoses Tecidas: Conexões entre matérias e memórias, de Malu Souza (Minas Clube, Belo Horizonte/MG, 2025) e Fábrica, de Lia Menna Barreto (Galeria Ocre, Porto Alegre/RS, 2024). Atua em Belo Horizonte/MG.

O Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói celebra seu trigésimo aniversário e pela primeira vez conta com apoio da Lei Federal e Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Em março, a abertura do ano contará com quatro movimentos: duas exposições com estreia em 7 de março – A coisa dRag e Individual de Ian Cheibub, uma exposição com início no dia 28 de março – Um Teto, de Luiza Testa e uma exposição que está em cartaz, ELAS, que permanece até 22 de março

O mês marca a apresentação do museu pelo Ministério da Cultura e pela Prefeitura de Niterói (Secretaria Municipal das Culturas) com patrocínio do Itaú Unibanco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Obra de Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói – espaço administrado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e Fundação de Arte de Niterói – foi construído no dia 2 de setembro de 1996, para abrigar as obras da importante coleção de João Sattamini. O Museu, que em 2016 passou por uma reforma inédita de modernização, completa 30 anos no dia 2 de setembro deste ano e pela primeira vez conta com apoio da Lei Federal e Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Belo e absolutamente surpreendente, se abrindo como uma flor, o museu conta também com a Coleção MAC Niterói, com obras de arte incorporadas ao acervo por meio de doações de artistas que ali fizeram exposições. Na primeira entrada, fica o pavimento de recepção e administração. Logo acima, o segundo pavimento abriga o salão central de exposições envolto por uma varanda circular envidraçada, destinada também a mostras, e, acima, o mezanino, totalizando uma área de mil metros quadrados, de onde se pode admirar a paisagem panorâmica da Baía de Guanabara. No subsolo, o visitante encontra um auditório para 60 espectadores.

Nesses 30 anos, foram recebidas mais de 2.800.000 pessoas no museu, nomes como David Bowie, Juliette Binoche, o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, entre outros, estiveram no equipamento e deixaram seu relato no livro de ouro. Foram realizadas mais de 185 exposições ao longo desses anos.

Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói

A coisa dRag – 7 de março a 7 de junho

Classificação indicativa: 12 anos
Valor de ingresso:  R$20 reais inteira / R$10 reais meia-entrada (nas quartas-feiras a entrada é franca).

Local da venda de ingresso: bilheteria do MAC Niterói, mediante pagamento em dinheiro

Assessoria de Imprensa: Mari Dantas – 21 991047446 – comunicacaomacniteroi@gmail.com

Obra de Mandrágora revela um mundo que renasce dos traços de sua própria existência

Obra de Mandrágora revela um mundo que renasce dos traços de sua própria existência

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘(Re)Habitar’, da artista Mandrágora, dia 14 de novembro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 11 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. A classificação é livre.

(Re)Habitar

Mandrágora apresenta a exposição (Re)Habitar, que traz uma reflexão sobre a busca de esperança em meio ao desespero. Na obra ‘Chaminés I’, a artista revela como o mundo se constrói e se reconstrói, aproveitando os vestígios de si mesma para renascer. A arquitetura, desprovida de seu propósito inicial e dos que a conceberam, assume novos sentidos e funções, tonando-se abrigo para outras formas de vida. Ao mesmo tempo em que acolhe e nutre o que emerge, também vela aquilo que lhe foi perdido.

Sobre a artista

Mandrágora é graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e reside atualmente em Belo Horizonte. Natural de Cuiabá, cidade profundamente marcada pelas queimadas e pelos ciclos sazonais de chuva e seca, a artista encontra nesses processos de destruição e regeneração da vegetação a principal fonte de inspiração para sua produção. Em seus trabalhos, investiga o entrelaçamento entre vida e morte ao longo do tempo, refletindo sobre o lugar do humano nesse fluxo contínuo de transformação e renascimento.

Escultura no Centro
O projeto busca valorizar e expor os trabalhos tridimensionais desenvolvidos pelos graduandos e pós-graduandos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG.

(Re)Habitar – Mandrágora
Período expositivo: 14/11/2025 a 11/01/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Hall de Entrada
Classificação: livre
Entrada gratuita

Exposição “Máscaras e seus (corpos) territórios efêmeros” – Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG – 21 de agosto a 11 de setembro

Exposição “Máscaras e seus (corpos) territórios efêmeros” – Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG – 21 de agosto a 11 de setembro

A arte teatral, ao se expressar como arte viva na aparição de quem atua, faz um elogio à visualidade, potencializando e transformando o espaço no qual se instala. Porém, antes mesmo de ativar um espaço exterior, nas variadas arquiteturas cênicas que podem abrigá- la ou com ela interagirem, a arte teatral se compõe e se revela por meio do corpo de quem atua. Neste sentido, a arte teatral faz surgir um (corpo) território, um corpo-espaço, revelando nele uma existência múltipla de experiências de vida.

As máscaras cênicas são vidas geradas em (corpos) territórios-mátrias. Existindo de modo efêmero, no instante em que se fazem presentes elas nos instigam a refletir sobre as dinâmicas de existência e as inter-relações entre seres, movimentando memórias, bem como arquivos antigos e atuais. As artesanias que as concebem e que modelam seus jogos cênicos-visuais articulam-se e criam formas entre matérias, seres e fluxos, em movimentos de criação, transposição, atualização, renovação e inovação.

Assim, nesta Galeria da EBA, reúnem-se produções artísticas que tratam de (corpos) territórios efêmeros gerados pela criação de máscaras cênicas, em mascaramentos diversos e seus jogos lúdicos de atuação, vivências cênico-visuais e performances. Tratam-se de máscaras criadas por meio de experiências de ensino-aprendizagem e de pesquisa-criação na área de Teatro da Escola de Belas Artes, no Curso de Graduação em Teatro, nas investigações do Grupo de Pesquisa LAPA (Laboratório de pesquisa em atuação)/CNPq, bem como máscaras e outras artes a partir delas oriundas de acervos variados.

No Curso de Graduação em Teatro, as máscaras chegaram no ato de sua criação, em 1998, por meio da proposta pedagógica da professora Bya Braga nas práticas de Improvisação, Atuação e criação de espetáculo teatral. Estas atividades incluíam (e incluem ainda) o jogo de máscaras, o teatro gestual, o teatro visual e o teatro popular, indicando um ensino-aprendizagem que valoriza a percepção artística interartes na
contemporaneidade, sem se esquecer das teatralidades de tradição popular. Valoriza, assim, outros modos de compor teatro, em maneiras que não necessariamente, ou principalmente, se apoiem na literatura teatral, indicando a invenção de outras dramaturgias como a da atuação e do espaço.

Em 1998, Tarcísio Ribeiro Jr., artista-escultor graduado no Curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes, confeccionou várias máscaras didáticas para a Graduação em Teatro inspiradas na técnica artística desenvolvida no ateliê italiano de máscaras teatrais de Donato Sartori (1939-2016), com quem aprendeu diretamente. Com o passar dos anos, outras vivências pedagógicas e de pesquisa cênica na EBA com as máscaras ganharam diferentes (corpos) territórios, fazendo-se presentes em processos criativos variados de confecção e atuação com elas, unidas ou não a outras estéticas teatrais e artes.

Importante dizer que na Escola de Belas Artes, com a pesquisa artística do professor Álvaro Apocalypse e o Grupo Giramundo, outra noção de arte teatral foi experimentada e difundida na UFMG, em maior diálogo com as artes visuais. E antes dele, no curso técnico do Teatro Universitário, da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG, o ensino da caracterização cênica e as experiências de desenho de figurino, relacionados a processos criativos de atuação e encenação, já estavam presentes. Isso foi, portanto,
base fundamental para os processos de ensino-aprendizagem posteriores, especialmente quanto às experiências do teatro de máscaras, de objetos e de bonecos, como o Mamulengo, boneco popular brasileiro.

Ou seja, o conhecimento em Teatro tem um longo percurso de existência na UFMG, com mais de sete décadas de histórias, experiências e trabalho de profissionais artistas- docentes que a ele se dedicaram (e se dedicam), mostrando grande riqueza e variedade de nossas teatralidades. A criação da Graduação em Teatro na EBA é, portanto, fruto direto disso. Sua existência fortalece perspectivas plurais para as artes da cena ao dialogar profundamente com estas memórias e arquivos do teatro na UFMG, destacando suas formas animadas, visualidades e gestualidades.

As máscaras aqui presentes transbordam, assim, histórias e intercorporeidades do teatro na UFMG. E mesmo que possam se apresentar de modo individual, fazendo aparecer uma Figura por meio de sua escultura e traje, elas não existem sozinhas. As máscaras são fruto de diálogos com todas as nossas ancestralidades e com os processos de transcriações que fazemos. Elas são modos artísticos para concretizar auto-descolonizações e afirmações de nossas singularidades, carregando com elas múltiplos
saberes. Como (corpos) territórios efêmeros que são, as máscaras cênicas indicam um espaço vivido, em uma noção de escala movente, onírica, poética, ao mesmo tempo em que também se fazem íntimas e transitórias.

Convidamos vocês, por fim, a se conectarem com as máscaras e os mascaramentos aqui presentes, em todas as suas formas manifestas, imaginando-se com elas para além do enquadramento de rosto que elas podem dar. E assim, perceber, imaginariamente, um despertar para uma escuta diferente por meio de (corpos) territórios efêmeros surgidos. Desejamos que vocês possam, em sonho e por meio de um olhar afetivo com as máscaras, criar outras existências, presentes e futuras. E viver outros lugares, (re)existindo com a arte teatral.


Bya Braga
Professora – Departamento de Artes Cênicas – Escola de Belas Artes da UFMG
Pesquisadora do CNPq – Grupo LAPA-UFMG/CNPq
Artista da cena

Ficha Técnica

Realização: Grupo LAPA-UFMG/CNPq (Laboratório de Pesquisa em Atuação Cênica, Escola de Belas Artes da UFMG)
Argumento: Bya Braga (ARC-EBA-UFMG, CNPq)
Curadoria: Bya Braga, Daniel Ducato
Expografia: Daniel Ducato (Laboratório de Cenotécnica-ARC-EBA-UFMG)
Montagem e Produção Executiva: Bya Braga, Daniel Ducato, Cecília Saruê (PMG-PROGRAD-UFMG), Domenica Morvillo (PIBIC-CNPq), Julia Oliveira Vasconcelos (PIBIC-CNPq), Bianca Freire (ICV-UFMG) e Michel Corsino (CENEX-UFMG)
Iluminação: Ismael Soares (Laboratório de Iluminação-ARC-EBA-UFMG)
Design gráfico: Domenica Morvillo e Sávio Rocha (Laboratório de Vestimenta Cênica-ARC-EBA-UFMG)
Edição de vídeos para a exposição: Julia Oliveira Vasconcelos
Divulgação: CENEX-EBA e Grupo LAPA-UFMG
Agradecimentos: Camila Rodrigues (Diretora da EBA-UFMG), Sandro Ka (Coordenação do CENEX-EBA-UFMG) e Equipe, Estudantes da Graduação em Teatro-EBA-UFMG que emprestaram suas máscaras para a exposição, Letícia Araújo, Mariana Teixeira, Barbara Matias, Tarcísio Ribeiro Jr., Marcel Diogo, Marcus Vinícius, Grupo Giramundo (MG), Bia Apocalypse, Maurício Gino, Eliezer Sampaio, Luan Castro, Colegiado de Teatro- EBA-UFMG, Núcleo Artístico Galatéia, SLOP-EBA e colegas terceirizados que trabalham nos setores de Portaria e Limpeza da EBA.

Apresentações Criações Design de Moda – 09 e 10 de julho

Apresentações Criações Design de Moda – 09 e 10 de julho

Nas noites dessa quarta e quinta-feira, dias 9 e 10 de julho do corrente ano, teremos as apresentações finais da disciplina “Conceitos, Materiais e Processos do Design de Moda”, do 1. período do Curso de Design de Moda da EBA-UFMG, no Hall de Entrada do CAD2, das 19:00 às 22:30. Essa disciplina já é tradicional no Curso pois logo no ingresso eu proponho aos estudantes o desafio para que pensem como uma inspiração pode se transformar em um ideia e ser interpretada e trabalhada conceitualmente em criações de looks de moda. No total serão 59 estudantes apresentando suas criações e que serão divididios nas duas noites. Cada aluno(a) apresentará  2 looks (um inspirado em qualquer linguagem artística (pintura, escultura, música, teatro etc.) e executado em com qualquer matéria-prima menos tecidos; e outro inspirado na arquitetura e realizado exclusivamente em papés brancos).

Ateliês Abertos – Escultura 2025/01 – 26 de junho a 04 de julho

Ateliês Abertos – Escultura 2025/01 – 26 de junho a 04 de julho

A mostra aberta dos trabalhos desenvolvidos nas disciplinas Ateliê de Escultura I, II, III e IV, Escultura em Metal, Fibras, Madeira e Pedra do primeiro semestre de 2025 acontece de 26/6 a 4/7 no Piscinão da EBA-UFMG. A mostra visa dar um panorama dos processos e trabalhos que os alunos e alunas dessas disciplinas desenvolveram durante o período. A proposta de misturar trabalhos ainda em processo de amadurecimento  com trabalhos mais maduros, olha para a possibilidade da interação e discussão entre discentes e docentes sobre o desenvolvimento dos trabalhos bem como abrir os ateliês para a comunidade universitária e externa. A seleção dos trabalhos e a interface da mostra se deu de maneira coletiva e orgânica, sendo que a participação foi de livre vontade dos alunos com a intermediação dos professores João Cristelli, Hélio Passos e Mayana Redin.

Yin / Yang e Outras Oposições – Mostra dos projetos finais do curso Fotografia de Moda- 01 a 15 de julho – Espaço f

Yin / Yang e Outras Oposições – Mostra dos projetos finais do curso Fotografia de Moda- 01 a 15 de julho – Espaço f

Os projetos finais apresentados nesta mostra, desenvolvidos pelos alunos da disciplina Fotografia de Moda, foram desenvolvidos respondendo ao desafio de pensar diversas oposições complementares como dispositivo, formal e conceitual, para produzir as imagens fotográficas que compõem a exposição. O conceito Yin/Yang, central no taoísmo, constituiu o marco para pensar essas oposições complementares: não existe nele a noção de unidade sem oposições internas e nem sem as devidas negociações entre opostos que permitem construir quaisquer conceito: o repouso pressupõe o trabalho e não tem ‘dia’ sem a noção de ‘noite’. Da mesma forma, diversos historiadores da arte (Wölfflin, por exemplo) assinalam que, na hora de tentar compreender a evolução histórica das correntes estéticas, algumas oposições básicas constituem o elemento essencial que produz o movimento (pendular muitas vezes) da história das artes: entre linear e pictórico; entre unidade e pluralidade, entre forma fechada e forma aberta; entre luz e obscuridade e assim por diante. Foram essas contraposições pendulares, tanto formais quanto filosóficas e conceituais, que constituíram a base para a produção dos projetos aqui apresentados, realizados não unicamente pensando no tripé básico de formação da imagem fotográfica (ISO, Abertura de diafragma e Tempo de Exposição) senão também a partir desse outro tripé constitutivo da disciplina Fotografia de Moda: as relações, diálogos e negociações entre Arte Fotografia e Moda.

Exposição: dados entrópicos

Exposição: dados entrópicos

De 11 a 29 de junho de 2025, realiza-se na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG a exposição dados entrópicos, composta por desenhos produzidos ao longo dos últimos quatro anos por Liel Gabino, durante a graduação em Artes Visuais. A mostra é acompanhada por um ensaio homônimo que constitui seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Abaixo, o texto da exposição:

O desenho não se comporta como uma imagem a ser contemplada passivamente; ele impõe uma nova modalidade de relação interpretativa. Mais do que apresentar uma figura completa, ele se mostra como um texto fragmentado que pede ser lido. Em outras palavras, o desenho é legível, mas não se deixa conter na quietude da contemplação estética. Sua expressão exige do observador uma atitude ativa: é preciso decifrar e reconstruir o interior privado que ele esboça, em vez de somente admirar sua forma. Nesse campo de leitura ativa, a percepção adquire o ritmo de uma tradução. O espectador torna-se coautor do sentido, deslocando-se mentalmente pelos registros sobrepostos do suporte. Não há repouso visual garantido: cada elemento do desenho tensiona o próximo, convidando saltos de associação. Desliza-se entre eras temporais internas à folha, trabalhando para recompor o evento inteiro a partir das fragmentações. O desenho cria pontos de indeterminação: espaços em branco, manchas inacabadas ou trechos de força desigual que desafiam a interpretação imediata. Ele não oferece um conteúdo fechado; ao contrário, instiga perguntas e caminhos abertos, forçando o leitor a reagir em vez de repousar. E a amplitude de tempos e forças representa-se fragmentariamente, cabendo ao intérprete sobrepor mentalmente essas camadas para alcançar totalidade. Nessa leitura, o olho não desliza inerte pelo papel, mas salta e retorna, traçando trajetórias não-lineares para desenhar o sentido por si próprio. Nesse regime, o ato de ler coincide com o de desenhar. O leitor, ao percorrer o campo gráfico, inscreve trajetórias invisíveis: projeta relações, reconstrói tensões, sustenta lacunas. Desenha no vazio. Cada salto do olho é uma linha mental e cada associação é um traço. O desenho, assim, não está completo: solicita complementação. Exige um observador disposto a não consumir, mas a agir. A folha é, além de imagem, um aparato: algo que só se realiza plenamente na relação com quem se deixa arrastar por seu regime de indeterminação. É neste ponto que o desenho se apropria do tema entrópico. Ao invés de oferecer ordem, age no limiar da desordem controlada. A instabilidade de seus elementos, a sobreposição de tempos, a oscilação entre presença e ausência — tudo aponta para um sistema que não fecha e se reconfigura constantemente. E essa reconfiguração depende do outro. O traço não significa, mas exige: leitura como coabitação do risco.

“assentamentos: residir e desaparecer” – 12 a 26 de maio – Espaço f

“assentamentos: residir e desaparecer” – 12 a 26 de maio – Espaço f

assentamentos: residir e desaparecer” traz, por meio de fotografias recuperadas, o resgate de memórias de um cerrado em transformação e também da transitoriedade da relação humana com o espaço em que vive. Um assentamento, na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais, lugar outrora vibrante, foi submerso pelas águas devido à construção da Usina de Batalha, no rio São Marcos.

O assentamento Buriti das Gamelas é o ponto chave de diversas histórias individuais e coletivas de uma comunidade sem terra composta de familiares, moradores e visitantes, vidas entrelaçadas por histórias de resistência e pertencimento. Cada fotografia não é apenas uma janela para o passado, mas também um alerta sobre o futuro. Ao revisitar a vida e a luta de quem habitou esse espaço podemos enxergar a urgência de proteger nossas terras e as pessoas que nelas habitam.

O assentamento desaparece,
mas aqui emerge.  

A visitação acontece no espaço f da Escola de Belas Artes da UFMG, de 12 de maio à 25 de maio de 2025.

Exposição: assentamentos: residir e desaparecer
Artista: Roberto Machado
Local: espaço f da Escola de Belas Artes da UFMG
Endereço: Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha – Belo Horizonte/MG
Período de visitação: 12/05 a 25/05/2025
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita