
Exposição “Cinema da Boca” – corredor do Acervo Imagens de Minas – 3º andar da EBA – 15/05/2025





Edital nº 1236/2025
CHAMADA PRAE/UFMG Nº 02/2025
APOIO FINANCEIRO A PROJETOS DE ESTUDANTES: ARTE, CULTURA, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO
A Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PRAE, torna pública a retificação da “Chamada PRAE 02/2025 de Apoio a Projetos de Estudantes”, que visa reconhecer, valorizar e incentivar projetos de natureza artística, cultural, científica e técnica de estudantes da graduação/UFMG, regularmente matriculados/as/es e frequentes, organizados/as/es individual ou coletivamente em grupos de estudos e pesquisas, observatórios, projetos, programas, coletivos e similares, a apresentarem candidaturas a financiamento, nos termos desta Chamada, publicado em 25 de abril de 2025.
No item 5 – Das inscrições – onde se lê:
5.3 As candidaturas de projetos deverão ser apresentadas no período de 25 de abril de 2025, impreterivelmente, até as 23:59h do dia 09 de maio de 2025, exclusivamente pelo formulário de inscrição: https://questionarios.ufmg.br/index.php/954157?lang=pt-BR
LEIA-SE:
5.3 5.3 As candidaturas de projetos deverão ser apresentadas no período de 25 de abril de 2025, impreterivelmente, até as 23:59h do dia 13 de maio de 2025, exclusivamente pelo formulário de inscrição: https://questionarios.ufmg.br/index.php/954157?lang=pt-BR
No item 14 – Cronograma – onde se lê:
| Período de inscrições | 25 de Abril de 2025 a 09 de Maio de 2025 | Até as 23:59h do dia 09 de Maio de 2025 | Formulário de inscrição: https://questionarios.ufmg.br/index.php/954157?lang=pt-BR |
Leia-se:
| Período de inscrições | 25 de Abril de 2025 a 13 de Maio de 2025 | Até as 23:59h do dia 09 de Maio de 2025 | Formulário de inscrição: https://questionarios.ufmg.br/index.php/954157?lang=pt-BR |
Ficam, portanto, prorrogadas as inscrições da Chamada 02/2025 – Apoio Financeiro a Projetos de Estudantes: Arte, Cultura, Ciência, Tecnologia e Educação até a data de 13 de maio de 2025. As demais datas permanecem as mesmas.
Vanessa Veiga de Oliveira
Diretora da Diretoria de Apoio a Projetos Estudantis
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE)

Publicado no DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO – Seção 3 ISSN 1677-7069 Nº 77, quinta-feira, 24 de abril de 2025
O TEATRO UNIVERSITÁRIO-EBAP/UFMG torna público o edital do Concurso Público para Provimento de Cargo de Professor Efetivo, com vagas para atuação nas seguintes áreas:
Área de conhecimento: Vocalidade, atuação e musicalidade
Titulação: Graduação na área de Teatro, Artes da Cena, Artes Cênicas ou Música
Tipos de prova: Fase 1: Prova Escrita com caráter eliminatório
Fase 2: Julgamento de Títulos e Prova Prática
Período de inscrição: Até 30 (trinta) dias a partir da publicação deste Edital
Período de inscrição do concurso:
Início: 25 de abril de 2025
Término: 26 de maio de 2025
Horário: 00h00 às 23h59 (horário de Brasília)
Local: Exclusivamente por e-mail – secretaria-tu@ebap.ufmg.br
Leia o edital completo para conhecer todas as regras no endereço da página eletrônica:

Texto: Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG
O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Corina’, da artista e pesquisadora Luisa Godoy, com curadoria da professora Rachel Cecília de Oliveira. A mostra reúne obras que desafiam os limites tradicionais da pintura e propõem uma escuta visual da cor através do corpo, da luz e da sombra. O evento acontece no dia 9 de maio de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 8 de junho de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.
Corina
A exposição nasce de uma relação estreita entre artista e curadora, construída dentro e fora do espaço acadêmico. Rachel Cecília, professora e pesquisadora da Escola de Belas Artes da UFMG, acompanha de perto o percurso de Luisa, com quem compartilha discussões, sensibilidade e processos poéticos que deslocam fronteiras disciplinares. Essa afinidade intelectual e afetiva dá à curadoria um tom de cumplicidade e escuta, acolhendo a singularidade de uma pesquisa que nasce no corpo e se expande na matéria da cor.
O corpo é o fio condutor de toda a produção apresentada. Não apenas como tema, mas como ferramenta de construção da imagem. Nas palavras da artista, sua escala de trabalho é aquela “que o corpo dá conta”. É o corpo que observa, que se afeta e que traduz a experiência visual em traço, em gesto, em captação. As obras não são resultado de uma técnica fixa, mas de um processo contínuo de atenção às variações sutis da luz, às refrações que surgem no tempo da presença.
A mostra reúne três séries de trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos: ‘Cores na penumbra’, ‘Aparição da cor em corpos’ e ‘Desaparição da cor de corpos’. Em ‘Cores na penumbra’, Luisa desenha sombras coloridas a partir de projeções luminosas. O exercício se transforma em uma espécie de alquimia sensível: quanto mais tempo se observa, mais camadas cromáticas se revelam. Já nas séries ‘Aparição da cor em corpos’ e ‘Desaparição da cor de corpos’, a artista investiga o modo como a cor se mistura, desaparece ou altera superfícies corporais, num processo em que matéria e imagem se contaminam.
O nome da exposição — Corina — carrega também uma história pessoal. Era o nome que a artista teria recebido ao nascer, se seu pai não a tivesse registrado como Luisa, cujo significado seria “aparição da cor”. A coincidência funciona como uma síntese poética de tudo o que a exposição propõe: a cor como surgimento, como presença que se insinua e se transforma no encontro entre corpo, tempo e imagem.
Sobre a artista
Luisa Godoy é artista e pesquisadora. Doutoranda pelo PPGArtes-EBA/UFMG, com bolsa CAPES, é graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard/UEMG (com habilitações em pintura, desenho, cerâmica e gravura em metal) e especialista em Arte Contemporânea pela mesma instituição. Participou do Curso de Aperfeiçoamento em Performance com Alison Crocetta (CEIA/MIP4, 2021), da residência artística EmTranse (Teatro do Amanhã, 2022) e da imersão M.A.R. com Dandara Manoela (Espaço Cultural Armazém-Coletivo Elza/Sesc, 2022). Atualmente, é artista residente no Centro Cultural UFMG (2024-2025).
Sobre a curadora
Rachel Cecília de Oliveira é professora da Escola de Belas Artes e do Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG. Atuou na diretoria da Associação Brasileira de Estética (ABRE) por dois mandatos, foi professora visitante na Université Paris I – Panthéon-Sorbonne e é atualmente editora-chefe da Revista Pós do PPGArtes UFMG. Líder do grupo de pesquisa Experiências Descoloniais, sua atuação transita entre filosofia, teoria, história e crítica das artes, com atenção à das práticas contemporâneas.
Sobre a assistente de curadoria
Maria Mendes é artista-curadora. Graduada em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Participou em 2024 da Residência Curatorial da ZAIT e da residência artística OCUPA ESPAI. Atualmente cursa MBA em Gestão de Museus e Inovação pela Associação Brasileira de Gestão Cultural. Integrou as exposições coletivas ‘Sobre Isto, Sobretudo Sobre Tudo Isso’, no Museu Mineiro (2024), ‘Cientistas e Alquimistas’, no Palácio das Artes (2024). Em 2023 realizou sua primeira individual, ‘ÁGUA-DESENHO: Paisagens de Mundo’ no Centro Cultural UFMG.
Exposição individual ‘Corina’ – Luisa Godoy
Abertura: 9 de maio de 2025| às 19h
Visitação: até o dia 08/06/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato de Lima
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Desaparição da cor de corpos. Pintura por alquimia líquida.



Texto: Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG
O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Entre a Folhagem e o Voo: Gravuras da Natureza’, da artista visual Mara Sifuentes. A mostra reúne gravuras em metal e xilogravuras, bem como gravuras no campo expandido, onde se foge da convencional estrutura bidimensional do papel. As produções buscam uma ressignificação de objetos esquecidos, tornando-os suportes para a apresentação das gravuras. O evento acontece no dia 9 de maio de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 8 de junho de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.
Entre a Folhagem e o Voo: Gravuras da Natureza
‘Entre a Folhagem e o Voo’ é uma imersão no coração da natureza, uma viagem visual que nos lembra da importância de olhar para o que está ao nosso redor, com um olhar atento e respeitoso, reconhecendo a beleza e a fragilidade de nosso mundo natural.
A exposição convida o espectador a adentrar um mundo onde a serenidade das florestas e a liberdade dos pássaros se encontram na linguagem única da gravura. Através das linhas, formas e texturas de cada obra, este conjunto artístico oferece uma interpretação sensível da relação intrínseca entre flora e fauna, revelando um diálogo silencioso e contínuo entre o verde das árvores e o voo dos pássaros.
Com esta exposição a artista celebra a força da gravura como meio de expressão, capaz de eternizar o movimento efêmero dos pássaros e a solidez imponente das árvores, criando, assim, uma ponte entre o que é fixo e o que é transitório, entre a terra e o céu.
As obras apresentam uma variedade de técnicas e estilos, que vão da xilogravura à gravura em metal, explorando as possibilidades expressivas que cada meio oferece para captar a complexidade e a poesia da natureza. As árvores, os galhos, as folhas e os pássaros ganham novas formas, remetendo não apenas à sua representação literal, mas também ao seu simbolismo – a floresta como um refúgio de vida e mistério, e os pássaros como mensageiros do céu que, ao voar, conectam os diferentes elementos da paisagem.
“Seja bem-vindo (a) a esse voo artístico, onde cada gravura é uma asa que nos leva ao coração da natureza”, convida a artista Mara Sifuentes.
Sobre a artista
Mara Sifuentes possui graduação em Artes Visuais pela UFMG, com habilitação em gravura. Utiliza a xilogravura e a gravura em metal para criar suas obras figurativas. Trabalha com temas da natureza e suas manifestações. Já participou de exposições coletivas em Minas Gerais e São Paulo. Foi coautora em álbuns de gravura produzidos pelo Ateliê de Xilogravura e Gravura em Metal da Escola de Belas Artes da UFMG.
Exposição ‘Entre a Folhagem e o Voo: Gravuras da Natureza’ – Mara Sifuentes
Abertura: 9 de maio de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 08/06/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Obra de Mara Sifuentes

Texto: Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG
O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘O Habitat Pictórico’, da artista visual Gabriela Carvalho. A mostra propõe uma expansão da pintura para além da tela, desafiando seus limites tradicionais e transformando-a em um corpo tridimensional e sensorial que habita o ambiente expositivo. O evento acontece no dia 9 de maio de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 8 de junho de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.
O Habitat Pictórico
Fruto de uma investigação sobre a relação entre pintura, escultura e instalação, as obras apresentadas são pinturas-objeto, formas volumosas que evocam organismos vivos e elementos naturais como corais, algas e troncos de árvores. Criadas a partir de espumas, costuras e preenchimentos têxteis, essas peças transformam a materialidade da pintura, conferindo-lhe textura, volume e presença. O espectador é convidado a uma experiência que vai além do olhar, onde a pintura se torna algo que pode ser percebido pelo toque e pela imersão no espaço.
A relação com a natureza é central na pesquisa da artista, não apenas como referência formal, mas como um modo de existir da própria obra. Assim como a matéria orgânica cresce, se transforma e se adapta ao ambiente, suas pinturas se expandem, se moldam e se reorganizam no espaço expositivo. Inspirada por artistas como Lygia Clark, Ernesto Neto e Leda Catunda, Gabriela articula um universo visual onde a pintura se torna um organismo vivo, pulsando entre o bidimensional e o tridimensional, entre a imagem e o corpo, entre o espaço e o espectador.
‘O Habitat Pictórico’ é, acima de tudo, um convite: adentrar um território onde a pintura se move, se expande e respira.
Sobre a artista
Gabriela Carvalho (2000, Belo Horizonte) é artista visual, graduanda em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Sua pesquisa investiga a relação entre pintura, escultura e instalação, criando obras que expandem a pintura para o volume e exploram sua dimensão tátil e tridimensional. A natureza é um eixo central em sua produção, servindo como pretexto para a criação de seres pictóricos, formas orgânicas que desafiam os limites entre imagem e corpo. Desde 2022, participou de diversas exposições coletivas, como ‘extraORDINÁRIOS’, ‘Membranas’, ‘Construção 2024/1’, e ‘Entre espaços curtos de tempo’. Teve obras publicadas na Revista TAUP, 1ª edição da Pulsar Galeria Singular e na Oposta Galeria de Arte. Integrou a residência artística ‘Terra, Moradia, Arte’ e, em 2025, realiza sua primeira exposição individual, ‘O Habitat Pictórico’, no Centro Cultural UFMG.
Exposição ‘O Habitat Pictórico’ – Gabriela Carvalho
Abertura: 9 de maio de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 08/06/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Ana Horta
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG
Marconi Drummond Lage é um “artista-curador-colecionador”, na sua própria definição. E nessa condição ele desenvolveu um projeto ambicioso: formou um acervo que conta uma história do Cassino da Pampulha e do Museu de Arte da Pampulha (MAP), ocupantes do mesmo prédio projetado por Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte. Essa trajetória vai da abertura do cassino, em 1942, até os dias atuais, passando pelo período de 1947-1957, marcado por utilização errante e degradação do edifício. O acervo, integralmente digital, é um dos resultados da pesquisa de doutorado que Marconi defendeu em 2024 no Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG.
Não existe, segundo Marconi Drummond, um acervo gerado da história da ocupação do prédio. “O MAP não chegou a produzir material robusto, e restou o que eu chamo de lacuna, fissura, ruína”, diz o pesquisador, que fez toda a sua formação em artes visuais na Escola de Belas Artes da UFMG, atua como curador independente e exerceu essa função no MAP de 2006 e 2010. Lá, Marconi cuidou de exposições artísticas, históricas, panorâmicas, de publicações e do programa de residências artísticas. Dessa experiência, segundo ele, origina-se a tese.
Marconi encontrou material histórico, iconográfico, artístico e documental em diversas instituições, no Brasil e no exterior, como a Biblioteca Nacional, a Escola de Arquitetura da UFMG, o Instituto Moreira Salles e o Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. Os mais de 800 itens (ou “coisas”) já catalogados compõem o que ele denomina “coisário”. Há referências dos mais variados tipos sobre o próprio edifício, como projetos arquitetônicos, azulejos, os jardins de Burle Marx –, ao cassino – propagandas de espetáculos, menus, fotografias e filmes de época – e ao museu, entre as quais, registros de obras de arte, exposições e diferentes eventos.
“Para construir o repositório, que eu denomino de coisário cassino>>museu, resgato coisas extraviadas de um prédio e de um museu sobreviventes, em permanente processo, desconstruído, paralisado, amortizado, descontinuado”, diz Marconi Drummond.
Por iniciativa do então prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), Juscelino Kubitschek, o prédio foi construído junto com a Casa do Baile, a Igreja de São Francisco e o Iate Tênis Clube – os edifícios, projetados por Niemeyer e localizados à beira da lagoa, formam o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, marco da arquitetura moderna, reconhecido pela Unesco, em 2016, como Patrimônio Cultural da Humanidade. O cassino funcionou de 1942 a 1946, ano em que os jogos de azar foram proibidos no Brasil, e o museu público municipal foi fundado em 1957. A sede da instituição está fechada desde 2019, aguardando obras de restauração e de segurança no sistema elétrico, entre outras intervenções.
Pensadores e artistas-colecionadores
O trabalho que valeu o título de doutor a Marconi Drummond é dividido em dois volumes, dois sistemas de escrita paralelos. Um é a tese propriamente dita, outro, o acervo inventariado. O pesquisador lançou mão, como referências teóricas, das ideias de pensadores como Walter Benjamin, Michel Foucault e Mario Pedrosa. Ele também recorreu a artistas que foram ou são “colecionadores-arquivistas-enciclopédicos-catadores”, ou seja, que lidam, em sua produção, com métodos museológicos e práticas arquivísticas. Marcel Duchamp, Aby Warburg, Rosângela Rennó, Gerhard Richter e Marcel Broodthaers formam esse outro grupo que deu suporte à formulação da tese.
No texto de seu trabalho de doutorado, Marconi percorre o caminho acadêmico – hipótese, metodologia, resultado –, estabelece conexões entre os acervos, explora a prática da exposição – um dos capítulos, dedicado às “coisidades”, é como um “dispositivo expositivo”, segundo ele, uma espécie de mostra em formato digital – e aborda questões culturais, artísticas e históricas que irradiam de tudo isso. Na montagem do acervo, à exaustiva pesquisa de campo, seguiu-se a etapa da tipificação dos itens, da organização e constituição do repositório digital.
“Para além da história do cassino-museu, lanço mão de minha experiência como curador do próprio MAP, olho para os artistas que trabalham como colecionadores e curadores. Trata-se, de certo modo, de uma experiência artística e curatorial”, descreve Marconi Drummond.
Deambulação
O repositório digital foi concebido sobre a matriz do software livre Tainacan, desenvolvido para a criação de acervos digitais e organização de coleções. Não há um caminho preestabelecido, rígido. A ideia, como diz o artista, é “criar uma experiência de navegação imersiva, uma deambulação”. São três as entradas oferecidas para o percurso na plataforma: coisidade, tipologia e procedência. O usuário encontra itens inesperados como o cardápio do grill-room do cassino em 11 de julho de 1942 com mensagem manuscrita pelo delegado que apontava infração à lei no uso de língua estrangeira (no caso, o francês).
Há muito mais. Classificada nas “coisidades” lagoa e água, aparece uma nota de venda de peixes ao posto policial da vizinhança. Marconi encontrou, num catálogo de material de revestimento em faiança, na França, o padrão de azulejo que foi redesenhado para o prédio do cassino-museu. Juscelino e a esposa, dona Sarah, surgem muito rapidamente, dançando, em filme feito em evento no cassino.
A plataforma oferece ao visitante a possibilidade de selecionar itens (coisas), sob qualquer critério, para compor o seu próprio coisário. E essa lista de acervo de um museu particular pode ser impressa em pdf e em planilha do Excel.
“Os usuários podem também doar itens para a constituição do coisário. A coleção é formada também de contribuições voluntárias”, anuncia Marconi Drummond. Mas nada disso, na prática, é para logo. O repositório não pode ainda ser aberto ao público. O pesquisador vem providenciando o licenciamento dos itens, e esse processo promete ser demorado. A boa notícia é que o acesso restrito é possível: ele admite atender, desde já, individualmente, pesquisadores com interesse justificado no acervo.
“Esse meu trabalho tem, entre outros, o objetivo de franquear material para novas investigações e estudos”, afirma o artista-curador-colecionador, enfatizando que o acervo é muito amplo e diversificado, e o repositório e o texto da tese, naturalmente, não esgotam o assunto.
Tese: Coisário cassino>>museu: no entre-espaço de um cassino extinto e um museu em processo
Autor: Marconi Drummond Lage
Orientador: Stéphane Huchet
Programa: Pós-graduação em Artes
Defesa: 24 de junho de 2024
A pesquisa contou com o financiamento da Capes por meio do Programa de Excelência Acadêmica – PROEX


Texto: Divulgação
Uma encenação de A casa de Bernarda Alba, do poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca, é atração da próxima edição dos projetos Quarta doze e trinta e Ao cair da tarde, do Circuito Cultural UFMG. Montada por estudantes de graduação em Teatro da Escola de Belas Artes, a peça explora o desejo e a liberdade reprimidos para refletir sobre a luta pela liberdade e as discussões de gênero. As apresentações serão nesta quarta, 23 de abril, às 12h30, e na quinta, dia 24, às 17h30, no auditório da Reitoria, no campus Pampulha.
Traduzido e dirigido pela professora Mariana Lima Muniz, da graduação em Teatro da UFMG, o drama aborda a opressão familiar retratada na obra original, escrita em 1936. A encenação mescla a linguagem audiovisual e o teatro para destacar as tensões e os conflitos internos das cinco filhas sob a tirania de Bernarda.
Conflito
A obra original, ambientada em Andaluzia, narra a história de Bernarda Alba, uma mãe autoritária que impõe um luto severo de oito anos às cinco filhas após a morte do marido, confinando-as em casa. O conflito inicia quando Angústias, primogênita da família, fica noiva de Pepe Romano, o homem mais cobiçado do povoado. No entanto, a trama insinua que o noivo está se encontrando às escondidas com Adela, a filha caçula. A situação desencadeia rivalidades, paixões proibidas e tensões, como a tentativa de assassinato de Pepe.
A peça foi produzida pelo projeto de extensão Circula Teatro, que promove produções da graduação a fim de contribuir para a formação do público de teatro em Belo Horizonte. A iniciativa também proporciona experiência profissional aos estudantes no mercado teatral em Belo Horizonte durante a graduação.
A casa de Bernarda Alba
Data: 23 e 24 de abril
Horário: quarta, às 12h30, e quinta, às 17h30
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 16 anos
Local: auditório da Reitoria da UFMG (Avenida Antônio Carlos, 6.627 – Pampulha, Belo Horizonte / MG)
Evento gratuito