SESC Consolação promove evento de reflexão sobre a relação entre novas plataformas e a Dramaturgia – 23 a 25 de Agosto

Texto: Assessoria de Comunicação SESC Consolação

O CPT_SESC realiza evento on-line sobre o teatro em modo digital, com ênfase nas dramaturgias criadas e moduladas por dispositivos tecnológicos, como celulares e plataformas digitais. Participarão profissionais de renomadas companhias de teatro brasileiras: Teatro da Vertigem, A Digna, Os Satyros, Coletivo O Bonde, Teatro Armazém e Coato Coletivo. As inscrições podem ser feitas a partir de 16 de agosto, às 14h, em inscricoes.sescsp.org.br.

O projeto é dividido em Ciclo de Encontros: Dramaturgia e Dispositivo e Ateliê de Escrita – Uma Dramaturgia: Modos Híbridos de Narrar.  As ações acontecem na plataforma Zoom e são uma oportunidade do público de diferentes regiões interagir, de maneira mais próxima, com expoentes das artes cênicas.

De acordo com desde 2020, quando teve início a pandemia, nunca a palavra transmissão foi tão usada no teatro, no lugar de apresentação. “A programação pretende se debruçar sobre as experiências em espetáculos e performances teatrais que ocorreram nos anos de 2020 e 2021, envolvendo artistas e coletivos brasileiros. Também tem a finalidade de prospectar sobre novas dramaturgias, surgidas a partir das experiências mediadas pelo digital”, comenta Marici Salomão.

Nos dias 23, 24 e 25 de agosto, terça-feira a quinta-feira, das 19h às 20h30, acontece o ciclo de três encontros, totalmente gratuito, com profissionais das artes cênicas, que deram vida ao teatro durante a pandemia, para compartilharem suas experiências, criações e debaterem sobre aspectos expressivos dos dispositivos tecnológicos no teatro.

As mesas foram pensadas sob três recortes: dramaturgia sob dispositivos múltiplos, dramaturgia com narrativa nas plataformas digitais e dramaturgia como game.

Ao final das mesas de debate, nos dias 27 e 28 de agosto, sábado e domingo, das 14h às 18h, será realizado o ateliê de escrita Uma Dramaturgia: Modos Híbridos de Narrar, ministrado por Marici Salomão.

A oficina é uma vivência de 2 dias na escrita e propõe um breve panorama sobre a história da dramaturgia contemporânea, a partir da chamada crise do drama. Os encontros também contemplam a criação de cenas curtas envolvendo a noção de dispositivo, com a hibridização do uso de vozes narrativas no espaço e tempo.

 

CICLO DE ENCONTROS: DRAMATURGIA E DISPOSITIVO

Inscrições gratuitas: de 16 a 21 de agosto, em inscricoes.sescsp.org.br

Classificação: 16 anos

 

Mesa 1 A Escrita no Campo das Tecnologias

23 de agosto, terça-feira, 19h às 20h30, na plataforma Zoom

Com Victor Nóvoa (A Digna) – Estilhaços de Janela Fervem no Céu da Minha Boca e Antônio Duran (Teatro da Vertigem) – Marcha à Ré

Mediação: Marici Salomão

Bate-papo a partir das experiências do espetáculo Estilhaços de janela fervem no céu da minha boca, de Victor Nóvoa, e da performance Marcha à Ré, com dramaturgismo de Antônio Duran, criados durante a pandemia para a rua, partindo para o uso de diferentes dispositivos, da transmissão on-line ao carro de locomoção.

 

Mesa 2 Caiu na rede é texto?

24 de agosto, quarta-feira, 19h às 20h30, na plataforma Zoom

Com Rodolfo Garcia Vázquez (Os Satyros) – A Arte de Encarar o Medo e

Lucas Moura (O Bonde) – DesfazendaMe Enterrem Fora Deste Lugar

Mediação: Roberta Nascimento (Artista multimídia BA)

Conversa sobre espetáculos transmidiáticos que fizeram temporadas on-line, apresentando uma fusão entre o texto ficcional, em aparente progressão “dramática”, e os recursos das plataformas digitais.

 

Mesa 3 Quando a dramaturgia vira game

25 de agosto, quinta-feira, 19h às 20h30, na plataforma Zoom

Com Paulo de Moraes (Armazém) – Parece Loucura, mas há método (RJ),

Marcus Lobo e Mirian Fonseca – Inimigos (Coato) (BA)

Mediação: Cynthia Gusmão

Conversa sobre a dramaturgia fruída como jogo, a partir de regras próprias, códigos específicos e novas convenções; experiências em que o espectador internauta interage com o “espetáculo”.

 

ATELIÊ DE ESCRITA – UMA DRAMATURGIA: MODOS HÍBRIDOS DE NARRAR

27 e 28 de agosto, sábado e domingo, das 14h às 18h, na plataforma Zoom

Com Marici Salomão, dramaturga, jornalista e curadora
Público: Dramaturgos, diretores teatrais, atrizes, atores e interessados em geral

Classificação: 16 anos

Inscrições: de 16 a 23 de agosto, em inscricoes.sescsp.org.br  

Valor: R$16,50 (credenciados no Sesc), R$27,50 (meia) e R$55,00(inteira)

Além de propor um breve panorama sobre a história da dramaturgia contemporânea, a partir da chamada crise do drama, a oficina contemplará a criação de cenas curtas envolvendo a noção de dispositivo, com a hibridização do uso de vozes narrativas no espaço e tempo.

 

 

SOBRE A CURADORA

MARICI SALOMÃO

Dramaturga, curadora e jornalista

Doutoranda em Artes Cênicas pela USP (Universidade de São Paulo). Coordenou por 11 anos (2008-2019) o Núcleo de Dramaturgia SESI British Council (Prêmio Shell Inovação, em 2016). Desde 2009, coordena o curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. Professora convidada do curso de pós-graduação em Dramaturgia, do Célia Helena – Centro de Artes e Educação (2019-). Foi colaboradora do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo e da revista Bravo!. Autora de O Retiro dos Sonhos, Bilhete, Maria Quitéria, Impostura e Território Banal. Suas peças ganharam direções de Fernando Peixoto, Celso Frateschi, Fernanda D’Umbra, Eric Lenate e Jorge Vermelho. Coordenou o Círculo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral – CPT, sob supervisão de Antunes Filho, entre 1999 e 2003. Assinou a curadoria, em 2011, do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto – FIT, além de ser avaliadora do Festival de Teatro de Recife, jurada, debatedora e crítica em vários festivais nacionais. Foi jurada do Prêmio Shell de Teatro e curadora do projeto Dramaturgias Urgentes, do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB de São Paulo. Ministrou a oficina literária da FLIP 2016, sob o título de Shakespeare, um Contemporâneo. Teve publicados os livros O Teatro de Marici Salomão, pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial, com quatro de seus textos teatrais, e Sala de Trabalho – A experiência do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, pela editora SESI.

 

SOBRE OS CONVIDADOS
     

ANTONIO DURAN

Dramaturgista, ator, professor teatral e pesquisador

Doutor em Artes pela ECA-USP e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. É artista docente no curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. Desde sua pesquisa de doutorado, tem se dedicado a investigar o que seria um teatro crítico e possíveis modos de resistência da arte, em diálogo interdisciplinar, projetando uma discussão mais ampla entre arte e política. Em 2021, foi um dos curadores do evento entre: dramaturgismos e um dos organizadores do livro eletrônico Entre: dramaturgismos, ambos realizados pelo Instituto Goethe. É pesquisador do NECC (Núcleo de Estudos Críticos da Contemporaneidade), também integra o GEEC (Grupo de Estudos em Estética Contemporânea) FFLCH-USP. Cursou pós-graduação Lato-Sensu em Fundamentos da Cultura e das Artes pelo IA-UNESP. Co-dirigiu TELMAH (Um estudo sobre HamletMáquina de Heiner Muller), com alunos formandos da Escola de Atores do TUCA, em 2011. Dirigiu, em 2008, A Humanidade da Gente pelo Núcleo de Pesquisa Teatral do TUCA (PUC/SP), o qual coordenou desde 2006. Atuou, entre outras, nas peças Horácios e Curiácios, com direção de Francesco Zigrino, Tchekove a Humanidade, com direção de Antonio Abujamra e O Fingidor, com direção de Samir Yazbek. Integrou o grupo de crítica teatral Arte Crítica. Tem colaborado com o grupo Teatro da Vertigem, como dramaturgista e assessor teórico, desde 2010.

 

CYNTHIA GUSMÃO

Diretora musical, pesquisadora em Artes Cênicas

Formada em Letras e doutora em Filosofia pela FFLCH-USP (bolsista CNPq); pós-doutoranda em Artes Cênicas ECA/USP.  Iniciou como musicista no grupo Negro Experimental de Dança (dir. Ismael Ivo/1978), integrou o grupo de pesquisa de Antunes Filho (1978/79), atuou no Teatro Ventoforte, Grupo Ponkã, entre outros. Na década de 1990, foi compositora de trilhas sonoras para audiovisuais da Tapiri Video e TVT São Bernardo do Campo. A partir de 1998, passou a dirigir e apresentar programas e séries na Cultura FM de São Paulo (Mapa-múndi, Polifonias Mestiças, Cena Brasileira, entre outros). Recebeu em 2000, o prêmio na III Bienal Internacional de Rádio (Cidade do México) com a primeira edição de Paisagens sonoras do Brasil, dedicada aos povos originários do país.  É autora de Pequena Viagem pelo Mundo da Música (Moderna, 2008/Indicação FNLIJ). De 2013 a 2021, foi coordenadora musical da Cultura FM de São Paulo e, atualmente, dirige com Luiz Fernando Ramos o projeto de encenações radiofônicas Arte no Rádio (Radio USP/FM).

 

LUCAS MOURA 

Dramaturgo, ator, poeta e podcaster

Formado em dramaturgia pela SP Escola de Teatro (2015), pela Escola Livre de Teatro (2016) e pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi (2019).  Atualmente, cursa Pedagogia pela USP. É também ator formado pela Cia. do Nó de Teatro (2016).  Contemplado como dramaturgo em editais como Proac Primeiras obras com o espetáculo CENTREVILLE (2015), Prêmio Funarte Respirarte com o espetáculo Canto para descolonizar meu pranto (2020), Prêmio Solano Trintade para Dramaturgias negras e Prêmio Zé Renato com o espetáculo Como criar para si um corpo negro sem órgãos (2020), Prêmio Dramaturgias da Pandemia com o espetáculo Quase Sempre um sonho (2020), Dramaturgias do Tempo do Teatro da USP (2021) com Conceição e Prêmio Zé Renato com Incendiários – um debate sobre o fogo (2021). Como roteirista e diretor de podcast foi um dos vencedores do edital Sound Up Brasil do Spotify que premiou 20 podcasters negros e indígenas de todo o Brasil. Seu podcast Calunguinha, o cantador de histórias será lançado em maio de 2022 com participação de Lázaro Ramos. Foi um dos curadores do Edital Arte como respiro de Literatura do Itaú Cultural (2021) e um dos palestrantes da FLUP 2021. Em junho de 2021, estreou como dramaturgo seu espetáculo Desfazenda – me enterrem fora desse lugar com o grupo teatral O Bonde; com direção de Roberta Estrela D’Alva e participação de Grace Passô, o espetáculo recebeu o prêmio APCA 2021 de melhor espetáculo e foi contemplado com a Lei de Fomento ao Teatro (2022). Atuou como Artista Docente de Dramaturgia na SP Escola de Teatro no ano de 2021 e atualmente é Orientador de Dramaturgia do projeto Fábricas de Cultura da Zona Leste.

 

MARCUS LOBO

Diretor, pesquisador em emídia, produtor

Baiano, formado em direção teatral pela Escola de Teatro da UFBA, pesquisador em emídia com foco nos elementos técnicos e visuais da cena, entre as interfaces do teatro e audiovisual. Experimentador das interações entre corpo e as novas mídias tecnológicas da cena contemporânea, explorando o teatro estendido, a telepresença, as TICs, e a iluminação cênica. Integrante do COATO coletivo desde a sua fundação em 2013 onde desenvolve pesquisa continuada atuando como produtor e encenador das obras Estrelas derramadas (2014), Arquivo 64/15 (2015), Maça (2016), eu é Outro: ensaio sobre fronteiras (2017) e INIMIGOS (2020/2021). Idealizador, produtor e curador do Festival Estudantil de Artes Cênicas, edições 2015, 2017, 2018, 2019, 2020. Mestrando em Cultura e Sociedade na linha de pesquisa de Cultura e Arte do Programa PósCult-UFBA, com pesquisa intitulada Dramaturgias da visualidade em obras contemporâneas. Ainda dirigiu trabalho como Titus (2018), uma adaptação de Tito Andrónico, de W. Shakespeare e Escorpião TeatroFilme (2019), obras que trazem o diálogo com o cinema experimental, transmissão ao vivo, e teatro expandido.

 

MIRIAN FONSECA

Produtora Sociocultural e Facilitadora de Projetos

Baiana. Estudante de Artes Cênicas-Habilitação em Direção Teatral na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia- ETUFBA. Possui formação em Mobilização Comunitária e Transformação Social pelo Instituto Elos (SP) e formação complementar em produção e captação de recursos. Integra como pesquisadora voluntária o Grupo de pesquisa Sociedade, Desenvolvimento e Natureza (DSN/UCSAL) e o COATO Coletivo. Entre os trabalhos de Direção, destacam-se os espetáculos As filhas do Ar (2019); o experimento cênico Minha História Conto eu! (2019), Oeste Verdadeiro (2019), APÓS- Memórias, perdas e lutos (2021) e INIMIGOS-Espetáculo game do Coato Coletivo (2021).

 

PAULO DE MORAES

Diretor, dramaturgo e fundador da Armazém Companhia de Teatro

Paulo de Moraes nasceu no Paraná, em 1965. Começou seu trabalho de diretor e dramaturgo em 1987, quando fundou a Armazém Companhia de Teatro. Desde 1998, radicado no Rio de Janeiro, já foi premiado ou indicado – como diretor – aos Prêmios Shell, Cesgranrio, Eletrobrás, Molière, Mambembe, APTR, Cultura Inglesa, Contigo, Qualidade Brasil e Faz a Diferença (Jornal O Globo). Recebeu por 2 vezes o Fringe First Award (no Festival de Edimburgo/Escócia), por A Marca da Água e O Dia em que Sam Morreu. Entre seus espetáculos mais importantes estão A Ratoeira é o Gato (1994), Alice Através do Espelho (1999), Pessoas Invisíveis (2002), Toda Nudez Será Castigada (2005), Inveja dos Anjos (2008), Mente Mentira (2010), A Marca da Água (2012), O Dia em que Sam Morreu (2014), Hamlet (2017) e Angels in America (2019). Além do Brasil, seus espetáculos já foram apresentados no Uruguai, Portugal, França, Reino Unido, Noruega e China.

 

ROBERTA NASCIMENTO 

Artivista, atriz, performer

Vegana de favela, praticante de yoga, sapafeminista, geminiana e admiradora de felinos, Roberta Nascimento é Bacharela em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Vinda da periferia de São Paulo, carrega, em seu corpo, a urgência pela liberdade e é na arte que encontra um caminho para dar voz a suas inquietações. Suas obras transitam entre performance, teatro, instalação e arte multimídia. Sua pesquisa está pautada na exploração dos limites do corpo, nas questões ligadas à dilatação do tempo-espaço e no uso da exaustão psicofísica como ferramenta para tratar de temas que a angustiam. Com suas obras já participou de eventos como XI e X Encontro Hemispheric de performance e política (México e Chile); Carne_Virtual: Territorio y Libertad – 5ºFestival Ciurpoétikas (Guatemala); Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia; Festival Internacional de Artes Cênica da Bahia. Atualmente, é mestranda no Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGARTES/UERJ) e integra o grupo de pesquisa MOTIM – Mito, Rito e Cartografias feministas em artes (UERJ/CNPq).

 

RODOLFO GARCIA VÁZQUEZ 

Encenador teatral, iluminador, diretor de cinema e fundador da Cia. Os Satyros

Doutorando em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). Possui Graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Pós-Graduação em Sociologia da Arte pela Universidade de São Paulo (USP). Iniciou-se nas Artes Cênicas pela Escola de Teatro Macunaíma no ano de 1985 e, juntamente com Ivam Cabral, fundou a Companhia de Teatro Os Satyros. Foi Diretor Artístico da instituição alemã Interkunst entre os anos de 1997 e 2004. Roteirista e diretor da série televisiva Direções da TV Cultura, no ano de 2007 a 2009. Como Diretor Artístico de Os Satyros trabalhou os métodos Teatro Veloz e Teatro Expandido. Mestre em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo.

 

VICTOR NÓVOA

Ator, dramaturgo e professor de teatro

Formado em 2006 como ator pela ECA/ USP e mestre em artes cênicas pelo IA/UNESP. Em 2012, ganhou o concurso Dramaturgias Urgentes do Centro Cultural Banco do Brasil. Em 2021, recebeu o prêmio APCA na categoria Novas Propostas Cênicas com o espetáculo Estilhaços de janela fervem no céu da minha boca. Publicou cinco livros, A Digna – 10 anos (2022); Breves tessituras da cidade (2020); Estilhaços de janela fervem no céu da minha boca (2019); Condomínio Nova Era (2014) e Verniz náutico para tufos de cabelo (2016), sendo que por esse último texto recebeu o V Prêmio Aplauso Brasil de melhor dramaturgia. Desde 2011, trabalha n´A Digna como dramaturgo e produtor. Seus textos foram encenados por diretoras e diretores de destaque da cena nacional: Aysha Nascimento, Carla Candiotto, Domingos Montagner, Eliana Monteiro, Gerogette Fadel, Luis Fernando Marques (Lubi), Kiko Marques, Paulo Fabiano, Rogério Tarifa, Verônica Veloso entre outros. Foi coordenador de artes cênicas na Universidade Nove de julho por dez anos e artista docente da SP Escola de Teatro por dois semestres. Desenvolve cursos de formação em dramaturgia por todo o Brasil.

 

Sobre o CPT_SESC

O Centro de Pesquisa Teatral foi criado em 1982 como laboratório permanente de criações teatrais, formação de atrizes, atores, dramaturgas e dramaturgos. Ao longo de quatro décadas, ganhou reconhecimento da crítica e de seus pares no Brasil e em outras partes do mundo como referência no fazer teatral. Foi coordenado por Antunes Filho por 37 anos, período no qual formou mais de mil profissionais das artes cênicas e apresentou 46 espetáculos. Em 2020, passado um ano da morte do diretor, o CPT expandiu suas ações em busca do constante desenvolvimento que o teatro contemporâneo exige, mantendo o diálogo com o seu legado.

A programação do CPT_SESC, presencial e on-line, apresenta ciclos de debates, mostras do acervo, cursos, podcasts, oficinas, entre outras atividades, com artistas e técnicos de diversas formações e instâncias da produção teatral, a fim de desenvolver um trabalho interdisciplinar a que sempre se propôs.

Artista utiliza suportes não convencionais para a pintura em nova exposição no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Intermédio da cor’, do artista Iago Marques, na sexta-feira, dia 19 de agosto de 2022, às 19 horas. A mostra reúne pinturas sobre recortes de notícias e fotografias de revistas e poderá ser vista até o dia 25 de setembro de 2022. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

A intervenção com cores, linhas e formas nas imagens em preto e branco produz obras instigantes e de grande impacto visual. Traços coloridos vigorosos e formas abstratas contrastam com a rigidez da diagramação das publicações impressas, revitalizando-as. Iago utiliza o gesto e a cor para criar uma expressividade em diálogo com as imagens, dando prosseguimento à sua pesquisa sobre suportes não convencionais para a pintura.

Os recortes de revistas apresentam matérias jornalísticas, mapas, gráficos, fotos e outros conteúdos, dando uma natureza multitemática às obras. Alguns textos, manchetes e fotografias são identificáveis; já em outros suportes as intervenções são mais intensas, gerando uma interessante mistura de letras, fotos, traços, cores e formas que se fundem, se complementam e se embatem, simultaneamente.

Segundo Paula Costa, curadora da mostra, “Iago Marques explora com liberdade a pintura, se desvinculando do suporte tradicional da tela para utilizar o suporte midiático dos papéis impressos, usando da colagem de livros e revistas como base contaminante da obra. O suporte vira processo para uma brincadeira de mostra e esconde com a pintura e o papel. O surgimento das palavras é inevitável, texto e pintura tornam-se uma experiência única. Utilizando-se de técnicas mistas e gestos espontâneos, o artista consegue transmitir com o seu trabalho o lúdico que parte do caos e da saturação das cores como lugar inspiração”.  

Iago Marques é bacharel em Artes Visuais com habilitação em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (2016). É técnico em Artes Visuais pela Oi Kabum! (2013). Participou de exposições e mostras em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e na Turquia.

 

Exposição ‘Intermédio da Cor’ – Iago Marques

Abertura: 19 de agosto de 2022 | às 19 horas

Visitação: até o dia 25/09/2022

Terças a sextas: 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Espaço Experimentação da Imagem

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

CineCentro marca a retomada das exibições presenciais com 11ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Texto: Assessoria de Imprensa da Ecofalante

Após mais de dois anos de realização no formato virtual e remoto, o CineCentro marca a retomada das exibições presencias com uma programação especial da 11ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental – Itinerância Belo Horizonte, entre os dias 22 e 31 de agosto de 2022, no Centro Cultural UFMG, com entrada gratuita.

A mostra acontece anualmente desde 2012 e é organizada pela Ecofalante, uma ONG que atua nas áreas da cultura, educação e sustentabilidade, produzindo filmes, documentários e programas de televisão de caráter cultural, educativo e socioambiental.

Essa edição do evento, considerado um dos mais importantes da cena audiovisual sul-americana dedicada às temáticas socioambientais, será em formato híbrido, com sessões presenciais na cidade de São Paulo, parte da programação online e quatro itinerâncias por outras cidades durante todo o mês de agosto, incluindo a capital mineira, com exibições no Centro Cultural UFMG.

A programação conta com mais de 100 títulos de 35 países, é totalmente gratuita e discorre sobre seis temáticas, como ativismo, biodiversidade, economia, emergência climática, povos e lugares, e trabalho, além de sessões especiais sobre sociedade e racismo estrutural e sociedade e redes.

Dentro do Panorama Internacional Contemporâneo serão exibidos os mais novos filmes que passaram pelos principais festivais de cinema e documentário do mundo.  Estão incluídas 45 produções, sendo 31 inéditas no Brasil e 29 países representados. A mostra conta, ainda, com dois programas competitivos, a Competição Latino-Americana e o Concurso Curta Ecofalante para estudantes.

A programação concebida para o Centro Cultural UFMG reúne onze documentários que abordam assuntos diversos, como gênero, sexualidade, povos tradicionais, conflitos de terra, ativismo, desastre ambiental e mineração.  A seleção apresenta obras audiovisuais de diferentes países, o que destaca as múltiplas dimensões das questões ambientais em todo o planeta, sem relegar as especificidades regionais e globais.

O objetivo da mostra é favorecer a difusão de produções cinematográficas premiadas e pouco acessíveis ao público, contribuindo para ampliar e trazer à tona discussões ambientais contemporâneas, tão necessárias para a sociedade atual.

Veja algumas das produções que serão exibidas pelo CineCentro, também incluídas nos programas competitivos da Mostra Ecofalante.

 

Confira a programação:

 

22.08 às 18h30 – Mesa de abertura com curadores e convidados

 

22.08 às 19h – Geração Z – 2021 | 10 anos | 101’ | Documentário | Direção: Liz Smith | EUA, Reino Unido | Legendado

O documentário explora como a revolução digital está impactando nossa sociedade, nosso cérebro e nossa saúde mental, revelando como as forças que a impulsionam estão trabalhando contra a humanidade e nos colocando em uma trajetória perigosa.

 

23.08 às 19h – Mineiros – 2020 | Livre | 23’ | Documentário | Direção: Amanda Dias | Brasil

Minas é o principal estado minerador do país. A mineração está na raiz, na origem, na economia e no nome de Minas Gerais. O sangue dos mineiros está na mineração.

 

23.08 às 19h23 – Krenak – 2017 | Livre | 74’ | Documentário | Direção: Rogério Corrêa | Brasil

A história da tribo indígena Krenak, de Resplendor, Minas Gerais, desde a declaração da ‘guerra justa’ pelo rei português Dom João VI, em 1808, até o desastre ambiental no Rio Doce, em 2015, causado pela ruptura da barragem de minérios em Mariana.

 

24.08 às 19h – Two-Spirit – 2021| 16 anos | 52’| Documentário | Direção: Mónica Taboada-Tapia | Colômbia | Legendado

Para Georgina, uma mulher transgênero indígena, a vida no deserto é solitária e cruel, pois em sua pequena comunidade na Colômbia ninguém entende quem ela é.

 

24.08 às 19h52 – A mãe de todas as lutas – 2021 | 14 anos | 84’ | Documentário | Direção: Susanna Lira | Brasil

A partir de uma ótica íntima e feminina, o filme acompanha a trajetória de duas mulheres à frente da luta por terra no Brasil: Shirley Krenak e Maria Zelzuita. A primeira carrega as tradições das Guerreiras Krenak, de Minas Gerais, e a segunda é sobrevivente do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará.

 

25.08 às 15h – Beleza tóxica – 2019 | Livre | 90’ | Documentário | Direção: Phyllis Ellis | Canadá | Legendado

A falta de regulação em uma indústria multibilionária de cosméticos e o verdadeiro custo da beleza são assuntos desse documentário. O filme parte de uma ação judicial coletiva histórica contra a Johnson & Johnson, que produzia talco para bebês a partir de componentes cancerígenos.

 

26.08 às 15h – A história do plástico – 2019| Livre | 95’ | Documentário | Direção: Deia Schlosberg | EUA| Legendado

O documentário lança um olhar abrangente sobre a crise de poluição plástica causada pelo homem e o efeito que ela causa na saúde do planeta e, consequentemente, nas pessoas que o habitam.

 

29.08 às 15h – Quarto de empregada – 2021| 10 anos | 73’ | Documentário | Direção: Roser Corella | Áustria, Alemanha| Legendado

O filme retrata a dura realidade das trabalhadoras domésticas estrangeiras em países do Oriente Médio, como o Líbano. Ao combinar uma infinidade de perspectivas, oferece um olhar íntimo sobre a vida de empregadores, agentes e empregadas, expondo as formas modernas de escravidão, bem como o papel das mulheres e do trabalho doméstico, em geral, nas sociedades capitalistas.

 

30.08 às 19h – Natureza moderna – 2021| Livre | 15’ | Documentário | Direção: Maia Gattás Vargas | Argentina, Colômbia | Legendado

O documentário registra o jardim botânico Joaquín Antonio Uribe e o Parque Regional Ecoturístico Arví, em Medellín, na Colômbia, como se fossem ciborgues ou montagens de humanos, máquinas e aquilo que chamamos de natureza.

 

30.08 às 19h15 – Lavra – 2021| Livre | 101’ | Documentário | Direção: Lucas Bambozzi | Brasil

Ao retornar à sua terra natal, Camila vê de perto as consequências do maior crime ambiental do Brasil, após a barragem de uma mineradora romper e varrer quilômetros do local. Ela percorre o fluxo da lama tóxica e encontra pessoas, povoados e paisagens totalmente devastados.

 

31.08 às 19h – Primeiros habitantes: uma perspectiva indígena – 2021| Livre | 76’ | Documentário | Direção: Costa Boutsikaris | EUA | Legendado

O filme acompanha cinco tribos nativas americanas através de desertos, litorais, florestas e pradarias, enquanto restauram suas práticas tradicionais de manejo da terra.

 

Mostra Ecofalante de Cinema

A Mostra Ecofalante é um evento anual, que acontece desde 2012, sempre no primeiro semestre. No segundo semestre acontecem as itinerâncias, que a princípio mantinham suas atividades somente no estado de São Paulo e, desde 2018, percorrem todo o país. A iniciativa cultural também promove exibições com parceiros educacionais e institucionais, democratizando o acesso às obras de sua curadoria e levando cultura e informação para cada vez mais lugares por meio de filmes e debates.

CineCentro 11ª Mostra Ecofalante de Cinema

22 a 31 de agosto de 2022

Local: auditório do Centro Cultural UFMG

Classificação indicativa: consulte cada filme.

Entrada gratuita

Informações em: ecofalante.org.br.

Editora UFMG e Ieat lançam e-book gratuito sobre “figuras da experiência”

Texto: Assessoria de Comunicação do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (IEAT) da UFMG

A Editora UFMG e o Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (Ieat) acabam de publicar o e-book Figuras da experiência, que reúne artigos sobre a experiência artística de pesquisadores que participaram dos dois colóquios organizados em 2015 e 2016 pelo Bureau de Estudos sobre a Imagem e o Tempo (BE-IT), grupo de pesquisa da Escola de Belas Artes (EBA). O livro, que reúne a contribuição acadêmica de 21 artistas pesquisadores da própria UFMG e de outras instituições brasileiras e estrangeiras, pode ser baixado gratuitamente no site da Editora.

Os textos do livro apresentam um panorama diverso do que a arte abraça: a teoria da arte e os processos artísticos e suas narrativas, as relações com a psicanálise, os movimentos artísticos históricos, a análise dos comportamentos e ações dos artistas, as intrincadas relações da história com a imagem, a situação dos artistas diante da política e do ativismo, o olhar de um historiador sobre um artista e o olhar de um artista sobre outro, a crítica e a teoria da arte. “Naqueles dias de intensa comunhão, estudantes, pesquisadores e ouvintes se dedicaram a uma atenta escuta e a uma franca interrogação sobre o lugar da arte nos dias de hoje”, diz a sinopse do livro no site da Editora UFMG.

Responsável pela organização do volume, a professora Patricia Franca-Huchet, da Escola de Belas-Artes, responde a duas perguntas sobre a obra.

Em que sentido o conceito de experiência é discutido no livro, no que diz respeito à sua relação com a arte?

A experiência envolve vários conceitos correlatos: a memória, o esquecimento, a história, o tempo, a liberdade, a obediência, a tradição, a autoridade, a exemplaridade, a transgressão, a hipótese, a conservação, a invenção, a reprodução e a criação. Ela envolve as duas polaridades, a do ter e a do fazer, é um vaivém entre a autoridade e a descoberta. Ela é uma espécie de imagem crítica e dialética, no sentido de que as descrições e as análises dos processos experimentais são maneiras de firmar as experiências. Um processo artístico ou experimental bem descrito e analisado é capaz de se tornar uma referência, mesmo que provisória. Quando somos tocados e convencidos por um trabalho artístico, é porque ele soube explorar e contemplar as duas faces da experiência, promovendo um encontro entre produção laboratorial e método consistente.

De que forma a experiência do artista pesquisador, como um processo de investigação, se situa no tempo e na história?

Hoje podemos afirmar que a pesquisa em arte, em suas diversas manifestações, apresenta formas e ações suscetíveis de mostrar às ciências humanas interrogações e proposições ainda inexploradas. Assim, deixa transparecer um rico saber que pode consolidar investigações sobre outras ordens da natureza humana em geral. A história da arte é constituída por amplo conjunto de artistas que não teriam sido o que foram, não teriam deixado o marco que deixaram no tempo se não tivessem sido pesquisadores. O artista pesquisador é uma peça-chave na formação e na transmissão do conhecimento histórico, mas também – e sobretudo – de um conhecimento experimental que vivencia em sua prática. Hoje podemos afirmar que a pesquisa em arte, em suas diversas manifestações, apresenta formas e ações suscetíveis de mostrar às ciências humanas interrogações e proposições ainda inexploradas.

 

Livro: Figuras da experiência (e-book)

Editora UFMG

Organização: Patrícia Franca-Huchet

Gratuito / 360 páginas

Edital PMG 008/2022 – Fotografia Básica

O Chefe do Órgão Acadêmico Responsável do Departamento de Fotografia e Cinema, Professor Luiz Roberto Pinto Nazário, faz saber que, no período de 08/08/2022 a 24/08/2022, de 13:00:00 às 23:59:00 horas, a Secretaria do FTC no email dftc@eba.ufmg.br receberá as inscrições de candidatos para o exame de seleção do Programa para atuar nas disciplinas/atividades com carga horária de 12 horas semanais.

Edital PMG 008/2022 – Fotografia Básica

Reminiscências da artista Dulcinéia Salomão são reveladas em exposição ‘Aonde Vamos’

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Aonde Vamos’, da artista plástica Dulcineia Salomão, na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2022, às 19 horas. A mostra reúne 14 obras relevantes de sua carreira que trazem ícones representativos de um cotidiano rural e poderá ser vista até o dia 18 de setembro de 2022. A entrada é gratuita com classificação livre.

A artista propõe um deslocamento espaço-tempo por meio do resgate da memória, da percepção de suas inconstâncias e também de suas perdas, buscando questionar aonde vamos e como vamos.

Com processo criativo traçado por reminiscências interioranas, Dulcineia Salomão traz em sua linguagem rural pontilhados de árvores, flores, trilhas, figuras humanas e barcos.

Os barcos fazem alusões às vivências e viagens reais, além das referências advindas de sua imaginação. “No barco – o silêncio de todas as coisas. O barco – movimento de todas as coisas”, diz.
O uso de múltiplas técnicas exprime a liberdade da artista de inventar e recriar, com destemor, um mundo imaginário delicadamente revelado em nuances de força e fragilidade, vigor estético e poético.

Dulcineia Salomão é bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard – UEMG (2000). Natural de Águas Formosas, Minas Gerais, trabalha e vive em Belo Horizonte. A artista trafega entre dois mundos, o rural e o urbano, materializando a memória e suas apreensões através das cores e formas criativas sensíveis, envoltas por um movimento imagético.

Exposição ‘Aonde Vamos’ – Dulcineia Salomão
Abertura: 12 de agosto de 2022 | às 19 horas
Visitação: até o dia 18/09/2022
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Exposição ‘A Força Viva da Floresta’ apresenta experiência transformadora da artista Fabíola Morais com a natureza

Texto: Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘A Força Viva da Floresta, da artista multimídia goiana Fabíola Morais, na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2022, às 19 horas. A mostra reúne um conjunto de telas a óleo que figuram a relação entre os povos da floresta diluídos no ambiente urbano e natural em extinção. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Os desenhos pintados a óleo são ‘mirações’, termo que soma transcendência e visão. Possuem sinais de uma arquitetura clássica, cores gestalticas e influências europeias, especialmente de Egon Schiele e Henri de Toulouse-Lautrec, herança de seu tempo de sala de aula.

Outra fonte igualmente importante é o desenho indígena brasileiro: um código infinito que descreve a floresta como ser com incalculáveis conteúdos não revelados.

“O trabalho que apresento é a minha perspectiva construída na medida em que consigo sintonia com a frequência das florestas. Se a Amazônia nos apresenta o risco iminente de perda de uma riqueza biotecnológica e tecnoespiritual, viver no cerrado goiano é estar, de fato, sob a perda consumada”, diz a artista.

“Toda floresta tem seu código anotado nela mesma, operando em frequências só perceptíveis aos que se expõem a essa força. As plantas revelam do cosmos à cultura; em um único segundo, tudo: A Força Viva da Floresta”, completa.

Os desenhos sempre fizeram companhia à artista

Desenhar foi uma forma intuitiva de colocar uma primeira camada da sua identidade no mundo. Essa habilidade a conduziu para a faculdade de arquitetura, onde conseguiu dar estruturas para sua imaginação.

Ao mesmo tempo, estudando urbanismo, viu a cidade crescendo dura, eliminando tudo o que não era ela mesma.

No mestrado conheceu a antropologia indígena e no doutorado escreveu sobre desenho como sintoma e espaço de elaboração existencial.

Aprofundou no conhecimento dos seres vegetais, aprendendo a cultivar e a colher, também na vivência em rituais com plantas de poder.

A execução dos seus trabalhos é um rebatimento entre o analógico e o digital. A partir do desenho ou fotografia autoral exercita movimentos entre os meios até finalizar em pintura a óleo.

Fabíola Morais (1967) é artista visual, pesquisadora em estética e comunicação, graduada em Arquitetura e Urbanismo, mestre em Antropologia e doutora em História. Iniciou sua carreira artística e acadêmica no final da década de 90, em Goiânia, como professora de Arquitetura e depois Design. O desenho, a fotografia, o vídeo experimental e projetos de residência com coletivos de dança e teatro integram sua produção artística e intelectual, contudo, considera a pintura a óleo como a síntese mais importante de seu trabalho. Sua produção atual se fundamenta na etnografia e no desenho, ficando evidente a conexão com a natureza, a botânica, com raízes étnicas e o aspecto socioambiental. Mora no cerrado do Brasil Central e de lá extrai, por meio de fotografias, os temas e formas que desenvolve no ateliê, incorporando nessa ação sua experiência com o universo do design.

Exposição ‘A Força Viva da Floresta – Fabíola Morais

Abertura: 12 de agosto de 2022 | às 19 horas

Visitação: até o dia 18/09/2022

Terças a sextas: 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Sala Ana Horta

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita