NEDEC recebe os artistas Lucas Emanuel e Mateus Moreira na Escola de Belas Artes da UFMG

Texto: Divulgação

Na terça-feira dia 31/10, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (EBA/UFMG), por meio da linha de pesquisa “Desenho e Hibridismos de Linguagens”, convida as artistas Lucas Emanuel (@s.lucas.emanuel) e Mateus Moreira (@pteus_) para uma conversa sobre sua produção artística artística, com mediação do Prof. Dr. Hugo Houayek (@hugohouayek).

A atividade acontecerá no Auditório Álvaro Apocalypse (EBA), das 9h às 12h, com entrada franca, aberta à comunidade acadêmica e público interessado. A atividade retoma o ciclo de atividades do grupo de pesquisa no segundo semestre de 2023.

Lucas Emanuel (Belo Horizonte/MG,1994) iniciou sua prática artística com a realização de grafites e na relação com a rua como espaço produtivo de imagens e acontecimentos, vindo a se aproximar do repertório de gêneros artísticos. Seu trabalho se desenvolve principalmente a partir do tensionamento entre a disposição experimental e a tradição da pintura, bem como da torção de linguagens e referências. Frequentou o ateliê de pintura da Escola Guignard entre 2012/2016 e possui mestrado em Artes Visuais pela UFMG. Participou de exposições individuais e coletivas, dentre as quais se destacam Caça, a Raposa (Galeria do BDMG Cultural, 2016), Novas Poéticas (Salvador/BA, 2017), 6º Prêmio EDP nas Artes (São Paulo/SP, 2018), Tragédia (São Paulo/SP, 2022) e 8ª edição do Bolsa Pampulha (Belo Horizonte, 2022).

Mateus Moreira (Belo Horizonte/MG, 1996) é graduado em Artes Visuais pela EBA/UFMG. Na Pintura constrói imagens que se desdobram das consequências de sua própria existência no mundo, transformando o cotidiano em lições para reimaginar o futuro. Em 2023 participa da exposição Dos Brasis no Sesc Belenzinho (SP) e Arte Brasileira na Casa Fiat de Cultura (BH), realiza a exposição individual Nêmesis na Carpintaria (RJ) e Conselhos, na Galeria Celma Albuquerque (BH); participou da Residência Bolsa Pampulha (BH) em 2022 e da exposição Tragédia, na Fortes D’Aloia & Gabriel (SP). Em 2021, expôs a individual Desolação, na Casa Fiat de Cultura (BH), é premiado no 12° Salão Artistas Sem Galeria (SP). Em 2020 realizou a primeira individual Resiliências, na Fundação de Arte de Ouro Preto (MG) é premiado no 9° Salão de Itabirito (MG) no mesmo ano; entre outras exposições coletivas.

A moda como objeto de pensadores

Texto: Press Release

É com grande entusiasmo que a Comissão Editorial e, em especial, os editores especiais convidados Profa. Dra. Lilian Santiago (do Curso de Filosofia da EFLCH-UNIFESP) e Prof. Dr. Tarcisio D’Almeida (do Curso de Design de Moda da EBA-UFMG) anunciam o lançamento do Dossiê “Moda e Pensamento: Interfaces” da “Limiar: Revista de Filosofia EFLCH UNIFESP”, vol. 9, n. 18, segundo semestre de 2022, que estreia nova direção de arte e projeto gráfico assinado por Tarcisio D’Almeida. A publicação está disponível no seguinte link: https://periodicos.unifesp.br/index.php/limiar/issue/view/897

Com a impressionante estatística de 17 artigos, além do editorial e mais 5 ensaios de natureza de depoimentos, a revista alcançou a inesperada marca de 356 páginas. Traz em suas páginas vários prismas da interdisciplinaridade das relações estabelecidas pela moda com outros campos do pensamento. “A proposta de costurar pensamento e moda acabou mobilizando variadas reflexões alinhavadas a diferentes áreas e campos do saber, ampliando as pesquisas que a moda entrança. Tirando do fio, as origens dos pensamentos acerca da moda podem ser encontradas na filosofia e na literatura, conforme a bibliografia consolidada”, escrevem os editores especiais Lilian Santiago e Tarcisio D’Almeida no Editorial.

A lista de autores convidados para o dossiê “Moda e Pensamento: Interfaces” é composta por Leda Tenório da Motta (Profa. PUC-SP), Lucia Santaella (Profa. PUC-SP), Nickolas Pappas (Prof. City University of New York), Bernardete Oliveira Marantes (Doutora USP), Tarcisio D’Almeida (Prof. UFMG), Taís da Silva Brasil (Doutoranda USP), Astrid Sampaio Façanha (Doutoranda USP), Lorena Pompei Abdala (Profa. UFG), Luís André do Prado (Doutor USP), Laura Ferrazza de Lima (Profa. IFSUL), Tatiana Bo Kun Im (Mestre UNIFESP), Larissa Molina Alves (Doutoranda UFBA), Renata Pitombo Cidreira (Profa. UFRB), Paulo Roberto Monteiro de Araújo (Prof. UPM), Claudia Teixeira Marinho (Profa. UFC), Ângela Cristina Salgueiro Marques (Profa. UFMG), Luís Mauro Sá Martino (Prof. Faculdade Cásper Líbero), Marcela Lins Barbosa (Doutoranda UFMG), Caio Santos
(Doutorando UFMG), Márcia Carvalho (Doutoranda UNIFESP) e Charles Roberto Silva (Doutor USP), que assinam os artigos.

“Limiar: Revista de Filosofia EFLCH-UNIFESP” também prestigia os leitores com as colaborações de Otília Beatriz Fiori Arantes (Profa. USP), Olgária Chain Féres Matos (Profa. USP & UNIFESP), Juliana Barbosa (Profa. UFMG), Iesa Rodrigues (Editora de Moda do “Jornal do Brasil”) e Andrea Saltzman (Profa. Universidad de Buenos Aires), que produziram ensaios para a seção Depoimento da publicação. As versões para língua portuguesa dos artigos de Nickolas Pappas e Andrea Saltzman são de Lilian Santiago.

“Todos os autores convidados pensaram a própria existência do complexo fenômeno da moda por entretons variados, tais como a literatura, a semiótica, a filosofia, a arte, a música, o cinema, a história, a sociologia, o jornalismo, a economia e a tecnologia, traduzindo expressões comportamentais dos indivíduos nas sociedades, ao longo dos séculos, em pensamento. E é nessa gama multifacetada – ou de interfaces – que residem as potências da moda em sua existência, mas também na sua realização como forma de produção de conhecimento”, explicamos editores especiais no Editorial.

Luiza Alcântara aponta para as relações entre corpo e desenho em exposição no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG abre da exposição O tempo da duração, da artista Luiza Alcântara, nesta sexta-feira, dia 6 de outubro, às 19h. A mostra poderá ser vista até 12 de novembro de 2023. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Em O tempo da duração, a artista aponta para as relações entre o corpo, o desenho e as questões arquitetônicas da sala Celso Renato de Lima do Centro Cultural UFMG, parte integrante do complexo arquitetônico da Praça da Estação, trazendo duas obras como proposta de ocupação desse espaço.

A primeira constitui-se de uma instalação em que o piso da galeria é recoberto por papel branco, permanecendo uma pequena faixa do piso em madeira no entorno de todo o perímetro da sala, evidenciando o desenho de sua planta baixa.

Em diálogo com a instalação, Luiza executará uma caminhada sobre essa única faixa de chão descoberta, guiada pelo som de um metrônomo analógico, que marca o compasso do tempo e a rítmica que cadencia o vazio e o silêncio.

O trabalho busca evidenciar o deslocamento no espaço delimitado pelo desenho da sala, os tempos de respiração e de locomoção entre os membros do corpo, assim como o desenho do lugar que o corpo contém e redesenha em seu movimento.

Luiza Alcântara é uma artista mineira que tem no desenho seu método de investigação e produção artística. Mestra em Artes pela UEMG, busca retratar em suas produções as percepções individuais sobre espaços e lugares junto aos elementos que os constituem.

Exposição O tempo da duração – Luiza Alcântara
Abertura: 6 de outubro de 2023 | às 19h
Visitação: até o dia 12/11/2023
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato de Lima
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

1º Festival Interaç@ao – Inscrições até 27 de outubro

As Diretorias da Escola de Belas Artes e Escola de Música tornam pública a abertura do processo de seleção
de propostas para o 1º festival interaç@o, contemplando a produção artística contemporânea da Escola
de Belas Artes e Escola de Música da UFMG, a ser realizada em espaços das respectivas Unidades
Acadêmicas e extensivo às suas imediações no campus da UFMG

Edital Interaç@o

Ficha de Inscrição 1º Festival Interaç@o 2023

Artista visual Rebeca Miguel propõe desarranjar o caos em exposição

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Desordenamento’, da artista visual Rebeca Miguel, na sexta-feira, dia 6 de outubro de 2023, às 19 horas. A mostra reúne desenhos e pinturas e poderá ser vista até 12 de novembro de 2023. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Desordenamento

Desordenar, segundo o dicionário, é romper-se a ordem de algo; desalinhar; confundir; subverter. A exposição evoca o próprio nome reunindo pinturas e desenhos realizados entre 2019 e 2023.

As obras

A mostra traz autorretratos e representações de mulheres que fazem parte da vida da artista, numa proposta de desarranjar o caos. Alguns trabalhos são fragmentos do tempo, onde o descanso de pessoas possa existir. A tinta acontece enquanto matéria, que subverte a temporalidade das coisas, inaugura o passado no presente, evocando a possibilidade de ser gente.

Ancestralidade

Partindo do antigo ditado Iorubá que diz “Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje”, a mostra é uma proposta de volta ao passado, que também se coloca como ida, deixando a seguinte questão: o descanso seria um desordenamento de tudo?

A artista

Artista visual, Rebeca Miguel nasceu em Belo Horizonte, onde vive e trabalha. Por meio da linguagem pictórica, (re)visita suas memórias de infância em uma tentativa de reconstrução do passado e, questionando o descanso, coloca o ócio enquanto ato de resistência. Pesquisa sobre os atravessamentos presentes entre corpo, voz e movimento, tencionando os limites existentes, numa perspectiva de refazimento do presente.

Graduanda em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, em 2022 inaugurou a individual ‘Me canso no (des)canso dela’, na Godarc Galeria Multicultural, mesmo ano em que participou do 50° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, em Santo André, São Paulo. Integrou as coletivas ‘De corpo e tinta’, no Espaço Arteducação da FaE/UFMG e ‘Quintais’, na Galeria Quartoamado. Participou da ‘Feira de Arte Traços’, na Virada Cultural BH. Em 2023, fez parte do projeto ‘Abre Alas 18’, promovido pela A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Constituiu a ‘Feira Livre de Arte Contemporânea’ (FLAC/BH) e a ‘Feira Chinelo’, na Galeria Quartoamado.

Exposição ‘Desordenamento – Rebeca Miguel
Abertura: 06 de outubro de 2023 | às 19 horas
Visitação: até o dia 12/11/2023
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Ana Horta
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Peça inspirada em Bertold Brecht abre programação de outubro do Circuito Cultural UFMG

Texto: Pró-reitoria de Cultura da UFMG

O Circuito Cultural UFMG abre sua programação do mês de outubro com o espetáculo Esta Noite Mãe Coragem, ‘uma farsa futurista’, que será apresentado em duas sessões: no projeto Quarta Doze e Trinta, no dia 4 de outubro, às 12h30, e na quinta-feira, 5 de outubro, às 17h30, no projeto Ao Cair da Tarde. As duas apresentações serão no auditório da Reitoria e tem entrada gratuita. A classificação indicativa é de 14 anos. O Circuito Cultural UFMG é uma realização da Pró-reitoria de Cultura da UFMG (Procult).

Livremente inspirado na obra Mãe Coragem e seus Filhos, de Bertolt Brecht, a peça foi desenvolvida durante a disciplina Prática de Criação Cênica, do 4º período da Graduação em Teatro no primeiro semestre de 2023. A dramaturgia e a direção é assinada pelo professor Antonio Hildebrando.

O espetáculo parte da ideia da obra de Brecht – que contava uma história no passado para criticar o momento presente (no caso, o nazismo e a 2ª Guerra Mundial) – para imaginar um futuro distópico e tratar de temas atuais como mudanças climáticas, ascensão da extrema direita e desigualdade social.

Esta Noite Mãe Coragem, espetáculo dos estudantes a graduação em Teatro da UFMG
Datas: 4 de outubro, às 12h30 – Quarta Doze e Trinta
5 de outubro, às 17h30 – Ao Cair da Tarde
Local: auditório da Reitoria da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha)
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 90 minutos
GRATUITO

Bárbara Elizei expõe escultura em chapa metálica

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Arquivos para o Imaginário’, da artista Bárbara Elizei, dia 29 de setembro de 2023, sexta-feira, às 19 horas. A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 5 de novembro de 2023. A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. A classificação é livre.

Arquivos para o Imaginário

Telhados que se dobram para dentro de suas íntimas casas ou livros que voltam sua face de leitura para a parede? O que compreende a dobra metálica caminha entre a forma e a imaginação. Dispostas em sequência, as chapas criam uma coluna de arquivo para absorver vestígios de mundos imaginados onde é possível adicionar imagens, reorganizar seus limites, observar seus reflexos e seccionar seus assuntos. A partir da superfície lisa, a obra estabelece seu convite para formular ‘Arquivos para o Imaginário’.

A artista

Natural de Varginha, Sul de Minas Gerais, Bárbara Elizei é graduanda em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, em Belo Horizonte, onde reside atualmente. Desenvolve sua pesquisa no campo da paisagem, onde investiga as territorialidades e expressividades relacionadas à catalogação e ocupação espacial. Em sua trajetória destacam-se a Residência Artística LAB Cultural, promovida pelo BDMG; a Exposição Coletiva ‘Luz ao Lado’, com curadoria de Patrícia Franca-Huchet; a Exposição Individual ‘Imagens para o Futuro do Passado’, vinculada à galeria da EBA/UFMG; a Menção Honrosa no 6° Salão de Artes Visuais de Pinhais, no Paraná; e a participação no 3° Salão de Artes de Guararema, em São Paulo.

Escultura no Centro
O projeto busca valorizar e expor os trabalhos tridimensionais desenvolvidos pelos graduandos e pós-graduandos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG.

Arquivos para o Imaginário | Bárbara Elizei
Período expositivo: 29/09/2023 a 05/11/2023
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Expositivo Vão da Escada
Classificação: livre
Entrada gratuita

Exposição reúne obras que ilustram antologia bilíngue afrocolombiana

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Poesia Afrocolombiana’, idealizada pela professora, poeta e editora Sônia Queiroz, na sexta-feira, dia 29 de setembro de 2023, às 19 horas. A mostra reúne gravuras e aquarelas e poderá ser vista até 05 de novembro de 2023. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Antologia bilíngue

A mostra é motivada pelo lançamento da antologia bilíngue de mesmo título, resultado de pesquisa, seleção, tradução e edição de poemas escritos por afrocolombianos, seguidos de ensaios sobre essa poesia, reunidos em livro da série ‘Patrimônio Vivo’, da Editora UFMG.

Série Patrimônio Vivo

A série Patrimônio Vivo, publicada pelo selo Incipit e dirigida pelas docentes Ana Utsch e Sônia Queiroz, tem como principal objetivo promover a circulação de estudos desenvolvidos no âmbito do patrimônio gráfico e das culturas afro-indígenas no espaço latino-americano, incitando a aproximação entre o Brasil e o mundo hispano-americano.

Seguindo essa orientação, o trabalho de pesquisa e edição da antologia contou com a colaboração da pesquisadora Graciela Maglia, do Instituto Caro & Cuervo, órgão do Ministério da Cultura da Colômbia, e a publicação foi realizada em coedição com a Editorial Javeriana, de Bogotá. Os e-books da série Patrimônio Vivo são disponibilizados gratuitamente.

Obras

As gravuras e aquarelas expostas foram criadas para ilustrar a antologia. As linoleogravuras de Tales Sabará retratam em preto e branco os dez poetas selecionados para representar a poesia afrocolombiana escrita desde o século XIX até o XXI: Candelario Obeso, Jorge Artel, Óscar Delgado, Clemencia Tariffa, Kenia Martínez Gómez, Luis Haroldo Turizo Jiménez, Helcías Martán Góngora, Alfredo Vanín, Mary Grueso Romero e Tulio Guillermo Diuza Yori.

As aquarelas de Murilo Pagani apresentam as formas e cores de dezenove frutas tropicais presentes na natureza da Colômbia e do Brasil, das quais dez estão presentes em poemas da antologia. Os dois artistas visuais convidados são ex-alunos da Escola de Belas Artes da UFMG.

Serão expostos também cadernos artesanais com reprodução de um poema, em espanhol e em português, nas primeiras páginas, e gravura ou aquarela na capa. Os cadernos artesanais foram produzidos em parceria com Iara Queiroz – ateliê Pergaminho Encadernações, durante o período de isolamento social, em 2020.

Na TV, será exibido o trailer do documentário Negro Soy: la vida de Jorge Artel (um clássico da poesia afrocolombiana), dirigido pelo colombiano Álvaro Serje e lançado em 2021, e serão apresentadas leituras de poemas gravadas em espanhol e em português, pelos poetas Ricardo Aleixo e Sônia Queiroz, bem como adaptação musical de tradução presente na antologia, pelo músico Valter de Mesquita.

A expografia é de Flávio Vignoli, designer e doutorando em Artes na UFMG.

Sônia Queiroz é poeta, editora e professora aposentada da Faculdade de Letras da UFMG, onde atua (hoje como voluntária) na área de edição e na área cultural, tendo coordenado o Centro de Memória da Faculdade de Letras de 2017 a 2019, dirigido a Ação Cultural da UFMG de 2012 a 2014, o Centro Cultural UFMG de 2010 a 2011, e a Editora UFMG de 1986 a 1995. Desde 1983, como professora da Faculdade de Letras da UFMG, atuou com oficinas de criação de textos de vários gêneros, incluindo a poesia e o conto, oral e escrito. Destacam-se seus livros de poesia O sacro ofício, Prêmio Cidade de Belo Horizonte 1980, e Relações cordiais, publicado em 1987, na Coleção Poesia Orbital, edição comemorativa do Centenário de Belo Horizonte, e mais recentemente, Signos, composto e impresso em tipografia, com tiragem limitada. Licenciada e Mestre em Letras pela UFMG e Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, desde o início dos anos 1980 vem se dedicando à pesquisa sobre remanescentes de línguas africanas em Minas Gerais, tendo publicado, pela Editora UFMG, os livros Pé preto no barro branco: a língua dos negros da Tabatinga (1998) e Palavra banto em Minas (2019), ambos de acesso livre em e-book.

Tales Sabará é Bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG, Mestre em Estudos Curatoriais pela Universidade de Coimbra, e atualmente vive e trabalha em Londres. Participou de 80 exposições em diversos países – Brasil, Portugal, França e Inglaterra – e recebeu 21 premiações em salões de arte. Em 2017, trabalhou para a galeria de arte La Maison Rouge, em Paris – França, e foi assistente do artista Christian Boltanski durante a exposição intitulada “Étranger Résident”. Em 2023, foi finalista do concurso “Prix de dessin Pierre David-Weill”, em Paris. A prática artística de Tales Sabará é voltada para temas ligados à memória, morte e histórias cotidianas. Utiliza recorrentemente técnicas como desenho, gravura, pintura e colagem.

Murilo Pagani estudou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFMG e desenvolve seu trabalho na área de artes visuais e produção cultural desde 1980. Como artista visual participa de exposições individuais e coletivas; ministra cursos de desenho, pintura, aquarela, modelagem em argila e encadernação. Foi cenógrafo, figurinista, aderecista e diretor de arte no cinema e no teatro. Atualmente, vive no sertão baiano, dedicado a produzir arte.

Exposição ‘Poesia Afrocolombiana’
Curadoria: Sônia Queiroz
Linoleogravuras: Tales Sabará
Aquarelas: Murilo Pagani
Encadernação: Iara Queiroz
Abertura: 29 de setembro de 2023 | às 19 horas
Visitação: até o dia 05/11/2023
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita