A Casa de Bernarda Alba – Espetáculo da Graduação em Teatro da UFMG – 30/08 a 01/09

O espetáculo “A Casa de Bernarda Alba”, com texto de García Lorca e direção de Mariana Lima Muniz, estreia dia 30 de agosto de 2024, às 19h, no Galpão 3 da Funarte MG e segue em cartaz até o dia 1° de setembro, sempre no mesmo horário. Os ingressos podem ser comprados pelo sympla.com.br.
O espetáculo, demarcado no espaço interno da casa da matriarca que vive com suas cinco filhas solteiras, a mãe e duas empregadas, aborda a opressão familiar retratada na obra de Lorca. A encenação mescla linguagens híbridas entre o audiovisual e o teatro a fim de destacar as tensões e os conflitos internos das cinco filhas sob a tirania de Bernarda. A montagem explora o desejo e a liberdade reprimidos em um ambiente onírico e imersivo, refletindo a luta pela liberdade e as discussões de gênero.
“A Casa de Bernarda Alba”  é a última obra do poeta e dramaturgo espanhol, sendo finalizada em junho de 1936. Quase cem anos depois, as discussões que a dramaturgia traz, ainda são atuais e promovem o debate. A montagem do espetáculo é resultado da disciplina optativa “Tópicos em Teatro E: A Casa de Bernarda Alba Processos criativos femininos” .
SOBRE A DIRETORA
Mariana Lima Muniz é atriz, diretora teatral e Professora Titular na Pós-graduação e Graduação em Teatro da UFMG. Fez o Pós-Doutorado na Universidad de Buenos Aires com Jorge Dubatti. É doutora em Teatro pela Universidad de Alcalá e graduada em Interpretação Gestual pela RESAD (Espanha). Trabalhou como diretora e/ou atriz com diversos coletivos, dentre eles: Grupo Galpão, Uma Companhia, Jogando no Quintal, Cia. Bárbara, Galpão Cine-Horto, Impromadrid e Toda Deseo.
SINOPSE
O espetáculo “A Casa de Bernarda Alba”, dirigido por Mariana Lima Muniz, aborda a opressão familiar retratada na obra de Lorca. A encenação mescla linguagens híbridas entre o audiovisual e o teatro a fim de destacar as tensões e os conflitos internos das cinco filhas sob a tirania de Bernarda. A montagem de “A Casa de Bernarda Alba”, explora o desejo e a liberdade reprimidos em um ambiente onírico e imersivo, refletindo a luta pela liberdade e as discussões de gênero.

SERVIÇO
Datas: Dias 30 e 31 de agosto e 01º de setembro de 2024 (Sexta-feira, sábado e domingo), às 19h.
Local: Funarte MG (Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte – MG, 30110-055)
Duração do espetáculo: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
INGRESSOS
R$20,00 (Inteira)
R$10,00 (Meia-Entrada) (Estudantes*, Idosos, Pessoas com Deficiência e Jovens de Baixa Renda):
– A bilheteria presencial será aberta 1 hora antes de cada sessão.
*Mediante apresentação de documento de comprovação
Para mais informações sobre a venda de ingressos, acesse o evento pela plataforma do Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/a-casa-de-bernarda-alba/2584815?share_id=copiarlink
FICHA TÉCNICA – A CASA DE BERNARDA ALBA
Direção e tradução: Mariana Lima Muniz
Elenco: Ana Clara Marques, Analu Diniz, Annabelle de Munick, Duda Carmona, Eric Pedroso, Fernanda Lara, Laura Duarte, Letícia Araújo, Lucy Ribeiro e Tereza Castro.
Participação: Matheus Carvalho
Monitoria: Eric Pedroso, Leidy Goes e Stéphanie Sal
Trilha Sonora: Mandú Jacob
Músicos: Mandú Jacob e Pedro Oliveira
Direção audiovisual: Ítallo Vieira
Assistência de audiovisual: José Vitor Resende
Edição de vídeo: Ítallo Vieira  e José Vitor Resende
Coordenação de produção: Jean Gorziza
Assistência de produção: Matheus Carvalho
Gestão de redes sociais: Duda Carmona, Fernanda Lara, Ítallo Vieira, Jean Gorziza e Lucy Ribeiro.
Fotos e vídeos de divulgação: Ítallo Vieira (Amanhã Filmes)

Assessoria de Imprensa: Fernanda Lara
Cenário e figurinos: Mariana Lima Muniz
Maquiagem: Lucy Ribeiro e Tereza Castro
Iluminação: André Givisiez
Operador de Luz: André Givisiez
Colaboração: LIC – Laboratório de Iluminação e Cenotecnia
Realização: Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Escola de Belas Artes – EBA, Colegiado da Graduação em Teatro da Escola de Belas Artes da UFMG – COLTEATRO
Apoio: Funarte M

Campus UFMG Pampulha recebe seis monumentos do artista Paulo Nazareth

Texto: Itamar Rigueira Jr.

Seis monumentos, obras de grandes dimensões que homenageiam personagens com atuação histórica relacionada à resistência e à luta por direitos, estão instalados em diferentes pontos do campus UFMG Pampulha. As obras são de Paulo Nazareth, artista de renome internacional e ex-aluno da Universidade, e integram série de produções realizadas para a Bienal de Arte de São Paulo e que tem outras peças de grandes dimensões em diferentes locais.

A exposição, que permanecerá um ano no campus, é um desdobramento da Ocupação Artística Paulo Nazareth, projeto de formação artístico-pedagógica da Faculdade de Educação (FaE), com coordenação e curadoria da professora Daniele de Sá Alves, que durou nove meses e foi encerrado no último dia de julho. Os monumentos são um extrato da série Corte-seco, composta de 127 desenhos desses personagens que, em algum momento, foram apagados dos cânones históricos. Esses desenhos estão expostos no Espaço Arteducação da FaE, junto com as obras chamadas Minimentos por Paulo Nazareth.

Graduado e licenciado na UFMG – pela Escola de Belas Artes, pela FaE e pela Faculdade de Letras –, Nazareth exalta a oportunidade de dialogar com a comunidade acadêmica e também com a comunidade externa, por meio da Ocupação Artística Paulo Nazareth e das obras em grandes dimensões. “A comunicação com a população da cidade também é muito importante”, afirma o artista, dizendo-se feliz pelo ineditismo do projeto, em razão não apenas da duração da Ocupação, mas também das grandes dimensões das peças expostas em espaços abertos no campus.

Daniele Alves, que é docente da FaE, afirma que os nove meses do projeto foram uma oportunidade de exercitar processos de ensinar e aprender em todas as áreas a partir da experiência da arte”. Coordenadora dos espaços expositivos da FaE, Daniele destaca que é um privilégio para a comunidade da UFMG receber um artista como Nazareth. “Sua obra é política, socialmente engajada, referência para discussão de temas fundamentais para a sociedade”, ela enfatiza.

Os personagens

Na entrada do campus pela Avenida Antônio Carlos, está a peça que homenageia João Cândido, o Almirante Negro – que liderou a Revolta da Chibata, em 1910, no Rio de Janeiro. No movimento, marinheiros, a maioria não brancos, assumiram o controle de embarcações da Marinha. Eles protestavam contra castigos físicos e outros abusos por parte dos oficiais.

No acesso em frente ao Colégio Militar, foi instalado a obra em que está retratado Carlos Marighela, um dos nomes mais destacados da resistência armada à ditadura civil-militar instaurada em 1964. A imagem contém uma representação dos tiros que mataram Marighela.

O líder xavante Mário Juruna está na entrada do campus Pampulha pela Avenida Abraão Caram. Ele foi deputado federal e se notabilizou, partir dos anos 1980, por sua luta contra a corrupção, cujo símbolo foi um gravador que Juruna levava consigo a todos os lugares e situações.

O jardim da Faculdade de Ciências Econômicas que fica de frente para o prédio da Reitoria abriga dois monumentos: Dinalva, a Dina, uma das principais responsáveis pela preparação dos camponeses que combateram na região do Araguaia, contra o regime de 1964 (ela acabou assassinada), e o trabalhador rural Zequinha Barreto, que aparece carregando Carlos Lamarca, outro líder da resistência armada à ditadura, que foi baleado em emboscada no interior da Bahia.

Na Faculdade de Educação, a homenageada é a líder quilombola Teresa de Benguela, que, no século 18, viveu escravizada e depois se rebelou em território hoje pertencente ao estado do Mato Grosso, no século 18.

Edital PMG 2024-12 – Estágio supervisionado em Teatro

A Chefe do Órgão Acadêmico Responsável do Departamento de Artes Cênicas , Maria Beatriz Braga Mendonça , faz saber que, no período de 31/07/2024 a 08/08/2024 , de 00:00:01 às 23:59:59 horas, o email  darc@eba.ufmg.br receberá as inscrições de candidatos para o exame de seleção do Programa para atuar nas disciplinas/atividades com carga horária de 20 horas semanais, das quais 8 horas deverão ser alocadas em estudos individuais e atividades de planejamento, realizados por meio de cronograma flexível.

Edital PMG 2024-12 – Estágio supervisionado em Teatro

Evento com Rafael Grohmann, da Universidade de Toronto, inaugura ciclo dedicado aos impactos da IA no campo das artes – 06 de Agosto – Auditório EBA

A Escola de Belas Artes da UFMG sedia, no dia 6 de agosto, às 14 horas, o evento inaugural do ciclo Inteligência Artificial e as artes: perspectivas críticas e controvérsias, que visa explorar o impacto das tecnologias de IA no campo das artes. A atividade de extensão recebe, neste primeiro evento, o professor Rafael Grohmann, da Universidade de Toronto, que irá abordar o tema com enfoque na dimensão do trabalho, com a palestra Trabalhadores da cultura e a governança da IA: a greve de Hollywood.

O professor brasileiro Rafael Grohmann é referência internacional em estudos críticos de plataformas, em especial na sua relação com o trabalho, abordando temas como o cooperativismo de plataforma, organização dos trabalhadores e as relações entre trabalho, plataformas e IA. Ele é editor do periódico Platforms & Society, líder da iniciativa DigiLabour e diretor do Observatório de Cooperativismo de Plataforma no Brasil. Sua abordagem aportará uma visão crítica sobre os desafios e oportunidades enfrentados pelos trabalhadores da cultura diante da inteligência artificial, a partir das disputas pela governança da IA durante as greves de atores e roteiristas de Hollywood de 2023.

A conversa será mediada pelo professor André Mintz, da Escola de Belas Artes, que também coordena o ciclo de eventos IA e as artes, com apoio do grupo de pesquisa R-EST, sediado na Fafich.

A atividade é gratuita e aberta ao público. A pré-inscrição é opcional e pode ser realizada pelo formulário disponível no link: http://bit.ly/Trab_Cult_IA.

– Palestra: “Trabalhadores da cultura e a governança da IA: a greve de Hollywood”
– Palestrante: Professor Rafael Grohmann, Universidade de Toronto
– Data: 06 de agosto, terça-feira
– Horário: 14h
– Local: Auditório Álvaro Apocalypse, Escola de Belas Artes UFMG
– Inscrição: opcional, pelo link http://bit.ly/Trab_Cult_IA
– Idioma: Português

Centro Cultural UFMG sedia colóquio internacional sobre o espaço, o som e a imagem

Texto: Asessoria do Centro Cultural UFMG

O colóquio internacional Síntese – Derivações poéticas: som, espaço e a imagem será realizado no dia 19 de julho, das 9h às 17h30, no auditório do Centro Cultural UFMG, com transmissão ao vivo pelo YouTube. O evento acadêmico é resultante das disciplinas compartilhadas pela Associação de Universidades do Grupo de Montevidéu (AUGM) e possibilita o encontro entre professores, alunos e artistas convidados para debates. A atividade integra a programação do 56º Festival de Inverno UFMG, é gratuita e aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia, com classificação livre.

Programação

9h – 9h10 – Fala de abertura – Fabrício Fernandino

9h10 – 9h30 – Pró-Reitoria de Cultura e o Festival de Inverno UFMG – Fernando Mencarelli

9h30 – 10h – O programa de Pós-Graduação em Artes da UFMG e a importância de sua internacionalização – Rita Lage

10h – 10h30 – Avances en la integración del Espacio de Posgrado Regional – Juan Manuel Sotelo

10h30 – 10h45 – Intervalo

10h45 – 11h30  Implementação de esculturas sonoras participativas em espaços públicos – Lukas Kühne

11h30 – 12h15 – Síntesis: sonido, silencio y gesto – Damián Rodríguez Kees

12h15 – 12h30 – Encerramento dos trabalhos do turno da manhã – Fabrício Fernandino

12h30 – 14h – Intervalo para almoço

14h – 14h45 – Processos criativos por síntese computacional – Francisco Marinho

14h45 – 15h30 – Una visita desviada: acciones artísticas callejeras, de lo individual a lo colectivo – Elia Torrecilla

15h30 – 15H45 – Intervalo

15h45 – 16h30 – Estudios Sonoros Latinoamericanos: Sonoridades Situadas. Antecedentes – Mayra Estévez Trujillo

16h30 – 17h15 – Silêncios costeiros, escuta enredada – Raquel Stolf

17h15 – 17h30 – Encerramento – Fabrício Fernandino

Sobre os convidados

Fernando Mencarelli é professor titular da UFMG, pesquisador CNPq e diretor teatral. Pró-Reitor de Cultura da UFMG. Doutor e mestre pela Unicamp, na área de História Social da Cultura.

Rita Lage é professora associada II da Escola de Belas Artes da UFMG. Atualmente exerce a função de coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA/UFMG. Possui doutorado (2012) e mestrado (2001) em História pela UFMG, na linha de pesquisa História Social da Cultura.

Juan Manuel Sotelo é coordenador de cooperação científica, projetos acadêmicos e pesquisas. Secretário executivo da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu, Uruguai. Responsável por dois programas de intercâmbio científico acadêmico (Comissões Acadêmicas e Núcleos Disciplinares) que realizam pesquisas científicas em áreas específicas do Conselho de Reitores da AUGM.

Lukas Kühne é escultor, artista sonoro, curador, professor e pesquisador. Atualmente é diretor do Instituto de Música da Faculdade de Artes – UDELAR, Uruguai.

Damián Rodríguez Kees é compositor, professor, pesquisador, gestor cultural. Licenciado pelo Instituto Superior de Música (ISM) da Universidade Nacional do Litoral (UNL) onde é Professor Catedrático Ordinario. Possui mestrado em Arte Latino-Americana pela Universidade Nacional de Cuyo, Argentina.

Francisco Marinho é artista plástico graduado em Engenharia Mecânica pela UFMG (1983), mestre em Artes Visuais pela UFMG (1997) e doutor em Ciências da Comunicação pela USP (2004). Pós-doutor em Literatura e Informática pela UFSC. Professor aposentado do Curso de Cinema de Animação e Artes Digitais (1999 a 2017) na área de Artes Digitais na UFMG.

Elia Torrecilla é professora da Faculdade de Belas Artes de Altea, Espanha – Área de Desenho – Universidade Miguel Hernández, doutora em Arte, Pesquisa e Produção. É membro do grupo de pesquisa Matéria e do Centro de Pesquisas Artísticas (CíA).

Mayra Estévez Trujillo é doutora em Estudos Culturais Latino-Americanos, pesquisadora, professora, artista e gestora cultural. Foi diretora nacional de Artes e Criatividade; assessora do Vice-Ministério de Cultura e Patrimônio do Equador; subsecretária de Artes e Criatividade do Ministério da Cultura e Patrimônio do Equador. Atualmente é professora convidada para ministrar a disciplina Teorias Críticas da Cultura e das Artes, na Escola de Pós-Graduação da Universidade das Artes, Guayaquil-Equador.

Raquel Stolf é artista e pesquisadora. Atua como professora nos cursos de graduação e pós-graduação em Artes Visuais da UDESC, em Florianópolis. Atualmente desenvolve pós-doutorado no PPGCA-UFF, com supervisão de Giuliano Obici, junto ao Laboratório e Grupo de Pesquisa SOMA – Som nas Artes (CNPq/UFF), em Niterói.

 

Colóquio Internacional Síntese – Derivações poéticas: som, espaço e a imagem

Data: 19 de julho

Local: Auditório – Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro | BH)

Horário: das 9h às 12h30 | das 14h às 17h30

Classificação: livre

Duração: 7 horas

Público Alvo: artistas, produtores culturais, estudantes de artes e interessados

Formato: híbrido (presencial e virtual)

Vagas presenciais: 100

Links de acesso para o canal do YouTube:

Manhã: https://bit.ly/3Wl5Orp | Tarde: https://bit.ly/3LlanLT

Evento gratuito, aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia

 Nota à comunidade sobre Evento Festivo não autorizado

A Congregação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais esclarece à comunidade universitária e ao público em geral sobre a realização de evento festivo não autorizado e as providências administrativas subsequentes, visando à apuração dos fatos ocorridos e ao aprimoramento das condições de segurança, objetivando a proteção das pessoas e do patrimônio público a serviço da Escola de Belas Artes da UFMG.

Nota à comunidade sobre Evento Festivo não autorizado

Artista mineiro expõe escultura em formato de coração humano

Texto: Assessoria de Imprensa do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Aeris Cor’, do artista mineiro Marco Caetano, dia 18 de julho de 2024, quinta-feira, às 19h30. A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 18 de agosto de 2024. A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. A classificação é livre.

O processo criativo

O estudo da anatomia humana sempre foi um assunto de interesse para Marco Caetano, dessa forma, durante o processo de criação da obra, realizou estudos, consultou imagens e observou o organismo humano. No decorrer de sua pesquisa definiu que utilizaria o cobre como metal maleável e o aço carbono como metal mais rígido para o suporte, além de chapas em aço carbono e resina asfáltica com gravação em ácido nítrico.

A obra

Para produzir a escultura o artista aplicou a técnica tradicional para moldagem do cobre, bem como a soldagem. Outros materiais para fixação, como parafusos e rebites, foram empregados em sua montagem. A obra foi criada para ser uma escultura-quadro (ou um quadro tridimensional), podendo ser fixada em parede, suspensa por cabos ou ainda fixada sobre um suporte. O trabalho possui uma natureza tátil e ao mesmo tempo contemplativa quando tocado e sentido por suas diferentes texturas.

Concebida no pós-pandemia, ‘Aeris Cor’ surgiu do desejo de expressar o orgânico/visceral. O trabalho nasceu como um desafio e, simultaneamente, como aprendizado de técnicas para forjar o metal. Segundo Marco Caetano, “a escultura nasceu de algo que é recorrente em minha mente: o que somos, o que possuímos por dentro, o que nos ocupa anatomicamente”.

“O coração é, para mim, desde tempos antigos, algo que carrega em si muito mais que uma peça anatômica. É fascinante! Algo que possui seu próprio compasso, seu ritmo, sua frequência, todo o tempo e o tempo todo! São batimentos por minuto que podem ser ouvidos por quem está tão perto!”, explica o artista a razão da escolha do tema.

O artista

Marco Caetano é mineiro de Unaí, farmacêutico e atualmente graduando em Artes Visuais na UFMG. Atua como perito criminal na Polícia Civil de Minas Gerais, ofício que o fez entrar em contato com o resultado da violência vivenciada pela sociedade e, inspirando parte de seu trabalho como artista.

Escultura no Centro
O projeto busca valorizar e expor os trabalhos tridimensionais desenvolvidos pelos graduandos e pós-graduandos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG.

Aeris Cor – Marco Caetano
Período expositivo: 18/07/2024 a 18/08/2024
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Hall de Entrada
Classificação: livre
Entrada gratuita

Exposição “ANIMÁLIA [RELATOS EXPERIÊNCIAS LAMPEJOS MANIFESTAÇÕES] SELVAGENS” – 3º Andar do Prédio Principal da EBA – 02 a 16 de julho

Acontece no espaço expositivo do 3° andar da Escola de Belas Artes da UFMG a exposição ANIMÁLIA [RELATOS EXPERIÊNCIAS LAMPEJOS MANIFESTAÇÕES] SELVAGENS, com os alunos da disciplina Projeto Desenho. A palavra Animália é derivada do latim anima, e veio até o português através de animalis, sendo Animália o seu plural. A animália também lembra a potência da intuição, a sagacidade, a ferocidade e a luta pela sobrevivência. A representação dos animais na arte sempre foi um dos temas estudados, e desde os primeiros desenhos rupestres, vemos suas formas testemunhando uma comunhão estreita com os humanos, sem dúvida pela forte carga simbólica, fonte de fascinação e medo. A utilização da iconografia dos animais é muito diversa, e foi a partir do século XVII que a representação dos animais se tornou um gênero particular na pintura ocidental. André Félibien, em Conferências da Academia, escreveu em 1667 que “aquele que pinta animais vivos é mais estimado do que aquele que representa as coisas mortas sem movimento”. A história da arte mostra exemplos magníficos do desejo de representar o animal e sua esfera de possíveis, como é o caso do unicórnio e outros animais fantásticos. Fato é que a questão do animal — colocada por estes jovens artistas — nos leva a repensar nossa leitura da criação, evitando o dualismo homem/animal. Foi assim que a exposição foi concebida, como um processo de identificação e com o desejo de perceber uma identidade inclusiva. Pensar o animal como parte nossa e acolher, cada um deles, generosamente, na grande família da vida. Apresentam seus trabalhos André Luiz, Beatriz Leal, Clara Vitória, Camila Gama, Cawo Obara, Eric Piquerotti, Fernanda Santos, Gabi Damasceno, Gabriella Rebeca, Gabriela Rezende, Júlia Santos, Lara Reis, Lavínia Alanis, Lucas Lima, Lucas Lopes, Maria Carolina, Mônica Victor e Patrick Carvalho. A disciplina é ministrada pela Prof. Patricia Franca-Huchet e pela Prof. Andréa Vilela. Teve como estagiária docente a mestranda Victória Sofia e monitoria de Liel Gabino. A exposição teve início no dia 02 e vai até o dia 16 de julho de 2024.