
No ano em que o Brasil sedia a COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém do Pará, o MASP apresenta a exposição Histórias da ecologia. Esta é a oitava mostra do museu dedicada a histórias diversas, plurais e polifônicas desde 2016. Não se trata de uma resposta direta à conferência, mas de um enfoque ampliado. Para além da urgência incontornável da crise climática, a exposição expande o conceito de ecologia, analisando, por meio do trabalho de artistas, ativistas e movimentos sociais, as relações entre seres humanos e mais-que-humanos — que incluem animais, plantas, rios, florestas, montanhas e fungos.
A exposição Curada por Isabella Rjeille, André Mesquita e assistência curatorial de Téo Teotônio, discute, segundo o museu, “um contexto marcado pela intensificação de crises climáticas, políticas, territoriais e sociais, Histórias da ecologia investiga como artistas, coletivos e ativistas de diversas partes do mundo respondem ao tempo presente e compreendem as relações entre os seres vivos, suas criações e o meio em que vivem. O termo “ecologia” foi escolhido em detrimento do termo “natureza”, compreendendo o humano como parte de um ecossistema complexo e não separado ou hierarquicamente superior a ele.
A exposição parte do entendimento de que a ecologia é um sistema de relações. Organizada em cinco núcleos, a mostra abordará as diferentes ideias de tempo como um elemento organizador da vida; bem como os efeitos dos deslocamentos forçados e dos processos migratórios causados tanto por modelos extrativistas de produção quanto por efeitos das mudanças climáticas. Além disso, a exposição oferecerá um olhar aprofundado sobre os sistemas de interdependência entre seres humanos e não-humanos, abarcando diferentes maneiras de habitar o mundo que consideram a complexidade e a inter-relação de diferentes formas de vida.
Histórias da ecologia busca compreender como a arte e a sociedade reagem e se adaptam ao meio ambiente ao longo da história, ao mesmo tempo em que nos convida a considerar ações no presente e imaginar futuros possíveis.”
O artista e professor expõe “Ontem, hojesempre Mamuna” obra realizada junto com a líder quilombola Pichuita, no quilombo de Mamuna, em Alcântara, Maranhão, território onde possui mais quilombos demarcados do país e que vive em guerra com a aeronáutica brasileira que querem expulsa-los de lá para aumento do centro de lançamento aeroespacial dada a localidade na linha do equador que facilita o lançamento de foguetes ao espaço.
A obra consiste em lançar um satélite que emite luz (foto) que no espaço, na estratosfera terrestre através de um balão meteorológico. No espaço, o satélite figura como uma estrela, esta que por sua vez é símbolo na bandeira brasileira dos Estados nacionais. Assim, o gesto de incluir uma nova estrela no espaço alude a criação do Estado Quilombola de Alcântara.
A obra produzida foi incorporada pelo MASP e agora faz parte de seu acervo, considerado o mais importante da América Latina e um dos principais do mundo.
A exposição fica em cartaz até dia 01 de fevereiro de 2026.
Mais informações sobre o trabalho do artista e professor Gustavo Torrezan podem ser acessadas em seu site www.gustavotorrezan.com e em sua rede social @gustavotorrezan no instagram.
Artistas
Ant Farm
Ad Minoliti
Advânio Lessa
Agnes Denes
Ana Amorim
Ana Mendieta
Anna Júlía Friðbjörnsdóttir
Ateş Alpar
Aycoobo (Wilson Rodríguez)
Birgit Jürgenssen
Brittany Nelson
Brígida Baltar
Bureau d’Études
Carmézia Emiliano
Carolina Caycedo
Castiel Vitorino Brasileiro
Cecília Melendez
Celeida Tostes
Chico Tabibuia
Chico da Silva
Chonon Bensho
Cooperativa Gráfica la Voz de la Mujer
Cosa Rapozo
Cristina T. Ribas
Dan Lie
Daniel Caballero
Daniel Steegmann Mangrané
Denise Alves-Rodrigues
Djanira da Motta e Silva
Donna Conlon
EDELO (En Donde Era La ONU) & Kika Carvalho
Etsedron
Flora Leite, em colaboração com Alexandre Wahrhaftig e Beatriz Leite
Forensic Architecture
Frederico Filippi
Friedensreich Hundertwasser
Gertrudes Altschul
Gustavo Torrezan & Nildilene Diniz da Silva (Pichuita)
Hana-Rawhiti Maipi-Clarke
Hans Ragnar Mathisen
Heitor dos Prazeres
Hélio Melo
Iconoclasistas
Autoria desconhecida (Inca, Colonial)
Irma Poma Canchumani
Jaider Esbell
Jes Fan
Jonas Van
Joseca Yanomami
Josí
Juraci Dórea
Keg de Souza
LaToya Ruby Frazier
Laura Kurgan
León Ferrari
Liberate Tate
Autoria desconhecida (Lima)
Luana Vitra
Lucy & Jorge Orta
Luiz Roque
Lygia Clark
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Mabe Bethônico, em colaboração com Victor Galvão e Ana Carolina Reginatto
Manfredo de Souzanetto
Autoria desconhecida (Marajoara)
Marcela Cantuária
Marcelo Expósito
Maria Auxiliadora
Maria Laet
Maryam Hoseini
Maré de Matos
Melanie Cervantes
Melissa Cody
Michael Rakowitz
Michel Zózimo
Mierle Laderman Ukeles
Minoru Hirata
Autoria desconhecida (Mochica)
Movimento dos artistas Huni Kuin — Mahku
Mulheres Atingidas da região de Tapajós, Pará
Mulheres Atingidas de Brumadinho, Minas Gerais
Nicolás Uriburu
Nilda Neves
Noara Quintana
Nohemí Pérez
Ocupação 9 de Julho, MSTC – Movimento dos Sem Teto do Centro
P.M.
Paulo Jares
Pesin Kate (Cordelia Sánchez García)
Peter Cook (Archigram)
Raphael Escobar
Autoria desconhecida (Recuay)
Reshinjabe (Olinda Silvano Inuma)
Rini Templeton
Rita Ponce de León
Rosana Paulino
Rose Afefé
Rúrí
Sallisa Rosa
Santiago Reyes Villaveces
Santiago Yahuarcani
Sepp Baendereck
Sertão Negro
Sheroanawe Hakihiiwe
Stewart Brand
Suzanne Treister
THE PLAY
Tabita Rezaire
Trevor Paglen
Vera Chaves Barcellos
Virginia de Medeiros
Vitória Cribb
Yinka Shonibare
Zheng Bo
davi de jesus do nascimento
Þorgerður Ólafsdóttir
