Professor da UFMG apresenta O que terá acontecido a Dolly Piercing na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança

O espetáculo O que terá acontecido a Dolly Piercing?, solo de Dolly Piercing com dramaturgia e encenação do professor da UFMG Juarez Guimarães Dias, marca o retorno da atriz e primeira drag queen cantora de Belo Horizonte. Em nova temporada na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, serão realizadas três únicas apresentações, nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro, de terça a quinta-feira, sempre às 19h30, na Funarte MG (Rua Januária, 68, centro de Belo Horizonte/ MG). A classificação indicativa é para maiores de 18 anos. Os ingressos a preço promocional (R$ 25) podem ser adquiridos nos postos da Campanha, pelo site www.vaaoteatromg.com.br, ou na bilheteria do teatro, uma hora antes do espetáculo (R$ 26 meia entrada e R$ 52 inteira).

Sinopse

O espetáculo autoficcional apresenta os motivos do desaparecimento de Dolly Piercing da cena cultural e artística da cidade, depois de um período de glória e reconhecimento como atriz, cantora e drag queen. Afastada dos palcos, alijada do mercado de trabalho, vivendo reclusa, Dolly decide romper o silêncio e o ostracismo e convoca o público para uma coletiva em que decide contar os motivos de ter se tornado uma ex-dependente, sem poupar nada, nem ninguém. Partindo da autobiografia da atriz, a peça borra as fronteiras do real, para reelaborar vivências trans e travestis.

Montagem

A criação do espetáculo parte da autobiografia da atriz, cantora e drag queen Dolly Piercing, em diálogo com as criações, pesquisas e projetos de extensão de Juarez Guimarães Dias, desenvolvidos no Núcleo de Estudos em Estéticas do Performático e Experiência Comunicacional (Neepec UFMG) sobre autobiografias e escritas performativas de corpos LGBTQIAPN+. A partir de procedimentos de escrita autobiográfica e autoficcional, a dramaturgia e a encenação foram construídas em sala de ensaio com base em propostas e diálogos entre a atriz e o dramaturgo-encenador. A peça conta com um setlist musical marcante para compor a história da protagonista, percorrendo clássicos nacionais e internacionais e artistas como Rita Lee, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico César, Roberta Kelly, Gretchen, Xuxa e um pout-pourri especial em homenagem a Madonna, de quem Dolly é fã. Tendo como mote a exclusão de pessoas trans e travestis do mercado formal de trabalho, incluindo o artístico-cultural, a pesquisa de Dolly Piercing propõe refletir sobre vivências trans e travestis e modos como a transfobia opera em diversas instituições.

O espetáculo estreou em junho de 2024 no Teatro Marília como resultado do Trabalho de Conclusão de Curso da Graduação em Teatro de Dolly Piercing, sob direção e orientação acadêmica de Juarez Guimarães Dias. Com apresentações lotadas, Dolly foi novamente aclamada pelo público pelo seu talento, carisma e coragem de compartilhar sua trajetória e expor episódios biográficos muitas vezes indigestos, mas infelizmente muito recorrentes para vivências trans e travestis. 

Ficha Técnica

Solo de Dolly Piercing

Dramaturgia, espaço cênico e encenação: Juarez Guimarães Dias

Textos e trilha sonora: Dolly Piercing e Juarez Guimarães Dias

Direção de movimento: Diogo Gonçalves 

Figurinos e locuções: Carlos Selim e Dolly Piercing

Iluminação: Bruno Cerezoli e Joana D’Arc

Assistente de palco: Oliver Martins

Consultoria cenográfica: Ed Andrade

Técnico de gravação sonora: Frederico Pessoa (LES Fafich UFMG)

Fotografia: Marcelo Batista e João Castor

Co-realização e comunicação: Lab Mutanti e Neepec UFMG

Realização e produção: Dolly Piercing

Serviço:

O que terá acontecido a Dolly Piercing?

Data: 3, 4 e 5 de fevereiro

Horário: 19h30

Local: Funarte MG (Rua Januária, centro, Belo Horizonte / MG) 

Ingressos promocionais a R$ 25: postos da Campanha e site Vá Ao Teatro MG

Ingressos na bilheteria da Funarte (1 hora antes do início do espetáculo): R$ 26 (meia) e R$ 52 (inteira)

Classificação indicativa: maiores de 18 anos