CURSO DE DANÇA DA UFMG RECEBE O MAIOR CONGRESSO NACIONAL DE ARTISTAS-PESQUISADORES DA ÁREA

CURSO DE DANÇA DA UFMG RECEBE O MAIOR CONGRESSO NACIONAL DE ARTISTAS-PESQUISADORES DA ÁREA

Ainda celebrando a inauguração dos novos prédios anexos à Escola de Belas Artes (EBA), o Curso de Graduação em Dança da UFMG receberá o 8º Congresso da ANDA – Associação Nacional de Pesquisadores em Dança.

O evento acontecerá entre os dias 8 e 12 de julho e espera reunir cerca de 500 artistas-pesquisadores de todo o Brasil, além dos convidados e convidadas internacionais que ocuparão mesas e palestras. A temática escolhida homenageia o recém falecido Mestre Nêgo Bispo, e dá ao congresso o título: Começo, meio e começo: ancestralidades e cosmotécnicas.

A programação prevê a apresentação de pesquisas em 11 Comitês Temáticos, Palestras Internacionais, Mesas Temáticas, Oficinas, Exposição de Pôsteres, Lançamento de Livros e Mostra Artística. A gestão atual da Associação entende que os formatos diversificados de inscrição ampliam as possibilidades de participação e encontro de pesquisadoras e pesquisadores, em diferentes etapas de suas carreiras – desde estudantes da graduação, incluindo quem não pode participar presencialmente, até pessoas com vasta experiência.

Além de professores e TAEs, cerca de 50 estudantes estão envolvidos na organização e produção do evento e têm a chance de experimentar também este lado dos bastidores, que artistas-pesquisadores precisam conhecer e praticar cada vez mais. A chefe do departamento de Artes Cênicas, professora Dra. Gabriela Christófaro, explica: “Receber o evento em nossa Unidade traz oportunidades de aprendizagem e trocas além do entendimento do que é preciso mover para a produção e o acontecimento de um evento desse porte. Para nós, este é um momento importante e que merece ser celebrado”.

Na Universidade, um cortejo receberá os participantes e convidados no auditório do prédio de engenharia para o cerimonial e conferência de abertura com a pesquisadora mexicana Dra. Margarita Tortajada Quiroz. Puxado pelos tambores dos professores parceiros Gil Amâncio e Jalver Bethônico, esse movimento de boas-vindas incluirá a comunidade da Dança da UFMG e contará com uma benção da Rainha Belinha da Tradição Congada mineira. Já a Mostra Artística terá o Teatro Francisco Nunes como palco de abertura com a apresentação dos artistas locais Maurício Tizumba e Júnia Bertolino. Ao longo do evento serão apresentados mais de 300 trabalhos de pesquisa entre apresentações orais, artísticas e pôsteres. A prof. Dra. Maria Aparecida Moura, que integra a comissão coordenadora da Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG é a convidada para a conferência de encerramento.

Este ano também haverá uma mesa especial, intitulada ‘SOS Dança e Teatro’, encabeçada por representantes da ANDA, que convoca toda a comunidade para o debate sobre a Prova Nacional Docente (PNC), a qual excluiu essas duas áreas — apesar de sua legitimidade como campos de conhecimento ser ampla e legalmente assegurada. Além disso, o Brasil conta atualmente com cerca de 50 cursos superiores em Dança, dos quais aproximadamente 70% são Licenciaturas, que anualmente formam profissionais preparados para ingressar na carreira docente.

Vários espaços da Escola de Belas Artes e da Universidade serão utilizados para acolher todas as atividades. A professora Dra. Graziela Andrade do curso de Dança da UFMG, e que integra a atual diretoria da ANDA, destaca os esforços da organização “A ANDA vem crescendo exponencialmente e para nós o evento começou há 8 meses atrás quando começamos a nos organizar. Tem sido um trabalho hercúleo de gente séria e dedicada que acredita muito no que faz e que deseja e trabalha para que o Campo da Dança seja conhecido e reconhecido em suas especificidades e potências dentro e fora da universidade. O saber do corpo em movimento é ancestral, e temos muito a contribuir com a sociedade e com outras áreas de pesquisa.”

A participação no 8º Congresso da ANDA, acontece mediante inscrições. Demais informações e a programação completa pode ser conferida através do site e das redes oficiais da Associação.

8º Congresso da ANDA (Associação Nacional de Pesquisadores em Dança)
Tema: Começo, meio e começo: ancestralidades e cosmotécnicas.
Mais informações sobre a ANDA: https://portalanda.org.br/
@portalanda

Onze espetáculos teatrais gratuitos da graduação em Teatro da UFMG são apresentados neste final de semestre

Onze espetáculos teatrais gratuitos da graduação em Teatro da UFMG são apresentados neste final de semestre

A cada final de semestre, a UFMG, por meio do curso de Bacharelado em Teatro da Escola de Belas Artes (EBA), oferece ao público de Belo Horizonte vários espetáculos teatrais gratuitos. Neste final de junho e início de julho, são onze trabalhos cênicos com apresentações gratuitas em diversos estilos estéticos, vários temas, em espaços distintos da cidade, que  integram mostras de formaturas em Teatro e também produções diversas de pesquisa, ensino e extensão de estudantes e professores-artistas do curso. 

O espetáculo inicial intitulado A Sétima Trombeta é sobre Pink Floyd, com uma banda em cena, estreou nesta terça-feira, dia 24, e tem novas apresentações nesta quinta e sexta-feira, dias 25 e 26, às 20h,no Auditório da Escola de Belas Artes, no campus Pampulha da UFMG.

Também tem estreia hoje, dia 25, o espetáculo A vida é sonho, na Fundação Nacional de Artes (Funarte-MG), com apresentações até o dia 29 de junho, às 20h. O solo autobiográfico da atriz Dolly Piercing, pioneira cantora drag em Minas, no Teatro Marília, será apresentado nos dias 28 e 29, às 19h.

O Bumba, EBA! Teatro de arraiá, teatro popular inspirado no Bumba-meu-boi e que também convida as pessoas a entrarem na sua quadrilha inclusiva, será apresentado no dia 4 de julho, às 11h, na rua do Teatro-EBA da UFMG (campus Pampulha). O espetáculo Casa de Penhores, a partir da dramaturgia mineira de Isis Baião, será apresentado de 2 a 4 de julho, às 20h, no Auditório do Centro Cultural UFMG.

Além disso, outros espetáculos inspirados nas obras de Sartre, Chico Buarque, Calderón de La Barca e Nelson Rodrigues também entrarão em cena. Segundo a coordenadora dos TCCs do Bacharelado em Teatro da EBA e diretora cênica do Bumba, EBA!, professora Maria Beatriz Braga Mendonça, em 26 anos de existência, o curso de Teatro na UFMG se mantém na Universidade com uma produção artística intensa, apresentando inovações diferentes. 

Acompanhe em: @teatroufmg e www.eba.ufmg.br.

Espetáculo A vida é Sonho

Em um reino na Polônia, Segismundo vive desde pequeno acorrentado em uma torre, por ordens de seu pai, o rei Basílio, para tentar impedir que uma profecia se cumprisse: este seria o monarca mais cruel e terrível já nascido. Após 20 anos, o rei, arrependido, ordena que seu filho seja trazido de volta ao palácio, para que ocupe, a partir de então, sua posição de príncipe e sucessor do trono. Já habituado à sua condição de prisioneiro, agora, conhecendo pela primeira vez o que há além dos muros da torre, Segismundo tenta diferenciar o que é sonho e realidade.

Data: 25 a 29 de junho 

Horários: quarta a sábado, às 20h; domingo, às 19h

Local: Galpão 1 da Funarte MG (rua Januária, 68, Centro – Belo Horizonte)

Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia-entrada)

Duração: 90 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Ingressos disponíveis pelo Sympla 

Espetáculo Além das cartas

Trata-se de um chamado para uma experiência mística e envolvente em uma tenda cigana, onde a linha entre a realidade e o simbólico se dissolve. Por meio dos oráculos, uma enigmática cartomante e os espectadores, transformados em consulentes, embarcam numa jornada de autodescoberta e revelação. Cada consulta se transforma em uma performance única, com respostas improvisadas, em que as cartas ganham vida e contam suas histórias, de maneira arquetípica e humana, e o consulente ganha uma nova perspectiva ou uma provocação sobre sua situação. O espetáculo traz encantamento, cada mensagem revela um pedaço do destino e convida o público a ver o invisível com os olhos da alma e além do tempo.

Duração: aproximadamente 50 minutos

Classificação: 16 anos

Data e horário: 26 e 27 de junho, às 20h

Local: Sala Preta do Anexo Teatro-EBA (Rua do Teatro da EBA)

Instagram: @espetaculoalemdascartas

Ingressos pelo Sympla

Espetáculo O que terá acontecido a Dolly Piercing?

A atriz Dolly Piercing, pioneira como cantora drag em Minas, é formanda do curso de graduação em Teatro. Ela apresentará seu TCC do Bacharelado em Teatro em um solo autobiográfico, no sábado e domingo, 28 e 29 de junho, no Teatro Marília. A peça tem dramaturgia e encenação de Juarez Guimarães Dias, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG. A encenação marca também o retorno da artista aos palcos, celebra seus 30 anos de trajetória artística.

O espetáculo traz resultados de pesquisa artística de Dolly sobre vivências trans/travestis no mercado de trabalho artístico, integrando a programação dos 60 anos do Teatro Marília e coincidindo com as celebrações do Orgulho LGBTQIAPN+. O processo criativo integrado à pesquisa cênica, revela o afastamento de Dolly dos palcos profissionais, seu retorno, abordando temas como exclusão, transfobia e resistência, em relatos que misturam autobiografia e ficção.  

Dolly é uma artista da cena que em seu trabalho profissional inclui teatro, música e ativismo, atuando também com o Grupo Armatrux. Recentemente, trabalhou como assessora parlamentar na equipe da deputada federal Duda Salabert. “É necessário se expor enquanto travesti. Também trago minhas próprias vivências, tanto de forma subliminar quanto concreta. A normativa simbólica sempre esteve presente, impedindo que corpos divergentes como o meu ocupem espaços comuns na sociedade, negando-lhes os direitos que deveriam ser garantidos a todos”, diz Dolly.

No sábado e domingo, 28 e 29 de junho, às 19h 

Classificação para maiores de 18 anos

Local: Teatro Marília (avenida Alfredo Balena, 586, Centro – Belo Horizonte)  

Gratuito. Ingressos disponíveis no Sympla

Instagram: @dollypiercing

Espetáculo Entre Quatro Paredes

A história se passa inteiramente em um único ambiente, uma sala que simboliza o inferno. Três personagens são condenados a viver eternamente juntos, confrontando suas falhas, segredos e arrependimentos. A frase icônica “O inferno são os outros” sintetiza a temática, que aborda a dificuldade dos seres humanos em lidar com as suas consciências e com os julgamentos alheios.

Classificação: não recomendado para menores de 12 anos

Data: 3, 4 e 5 de julho 

Horário: 19h

Local: Sala Preta – Anexo do Teatro da EBA-UFMG (avenida Antônio Carlos, 6627, Pampulha – Belo Horizonte)

Os ingressos serão disponibilizados gratuitamente pela plataforma Sympla. Para garantir o acesso, o público deverá acessar o link do evento, selecionar a data desejada e realizar a inscrição. A entrada é gratuita, mas os lugares são limitados.

Espetáculo BUMBA, EBA! Teatro de arraiá

Apresentação cênica improvisada que se inspira na festividade popular do Bumba-meu-boi. Em sua terceira edição, reúne estudantes, servidores técnico-administrativos (TAEs), docentes e público externo. O Bumba, EBA! traz atuações e cenas improvisadas de estudantes da graduação em Teatro, com máscaras e “masquiagens”, como resultado de atividades de ensino e de extensão em teatro. Ao  final  da apresentação, há também uma quadrilha inclusiva (para brincar com par, trio ou solo), forrozinho, correio elegante e outras ações típicas da teatralidade popular brasileira, com o objetivo de se criar um encontro lúdico comunitário e divertido com quem estiver presente e quiser se integrar.

O BUMBA, EBA! valoriza a teatralidade de tradição brasileira, bem como uma ideia da arte teatral como brincadeira e encontro afetivo-alegre. Valores identitários e aspectos ancestrais diversos estão presentes manifestados nas gestualidades brincantes, no jogo improvisado cômico com máscaras e no encontro comunitário em espaço aberto. Nesse sentido, incentiva o reencantamento artístico cênico estudando os saberes performativos de tradição brasileira, também motiva uma produção cultural alegre, pacífica, mobilizando uma integração social e afetiva no campus Pampulha.

Dia: 4 de julho 

Horário: 11h e 12h40

Local: Rua do Teatro – Campus Pampulha da UFMG (atrás da Escola de Belas Artes)

Espetáculo Casa de Penhores 

Inspirada na tragicomédia de Ísis Baião, com direção e adaptação de Letícia Araújo, a peça acompanha a trajetória de Dora, uma mulher à beira do colapso. Desempregada, casada com Eduardo, um jornalista alcoólatra e inerte, divide a casa com sua mãe, figura controladora, que insiste em se fazer presente, mesmo depois da morte. 

Em meio à precariedade, a casa da família diminui, enquanto a Casa de Penhores – comandada por Daddy (Luan Castro) – e a miséria crescem. 

Com humor cítrico, estética grotesca e uma crítica mordaz, Casa de Penhores questiona: até que ponto estamos vivos — ou apenas resistindo à morte um pouco por dia?

Data e horário: 3 de julho, às 18h / 4 de julho, às 19h30

Local: Centro Cultural UFMG (avenida Santos Dumont, 174, Centro  – Belo Horizonte – MG

Entrada gratuita

Classificação: 14 anos

ALÉM DAS CARTAS – 26 e 27 de junho – Sala Preta do Anexo Teatro-EBA – 20h

ALÉM DAS CARTAS – 26 e 27 de junho – Sala Preta do Anexo Teatro-EBA – 20h

Sinopse:
Esse é um chamado para uma experiência mística e envolvente em uma tenda cigana, onde a linha entre a realidade e o simbólico se dissolve. Através dos oráculos, uma enigmática cartomante e os espectadores, transformados em consulentes, embarcam numa jornada de autodescoberta e revelação. Cada consulta se transforma em uma performance única, com respostas improvisadas, onde as cartas ganham vida e contam suas histórias, de maneira arquetípica e humana, e o consulente ganha uma nova perspectiva ou uma provocação sobre sua situação. Prepare-se para uma noite de encantamentos, onde cada mensagem revela um pedaço do destino e lhe convida a ver o invisível com os olhos da alma e além do tempo.

Duração: aproximadamente 50 minutos
Classificação: 16 anos

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES:
Data e horário: 26 e 27 de junho, às 20h
Local: Sala Preta do Anexo Teatro-EBA

Ingressos através do Sympla:
Ingressos para o dia 26/06 clique aqui.
Ingressos para o dia 27/06 clique aqui.
Capacidade máxima: 60 lugares. 

Senhas 30 minutos antes do espetáculo, sujeito à lotação.

Instagram: @espetaculoalemdascartas

FICHA TÉCNICA
Arte Gráfica, Atuação, Coordenação de Produção, Concepção de Cenário e Figurino, Dramaturgia e Pesquisa: Júnia Flor
Orientação da Pesquisa: Prof. Dr. Eugênio Tadeu Pereira
Direção e Colaboração Dramatúrgica: Leonardo de Castro
Assistência de Direção e Preparação Corporal: Camila Furtunato
Gestão de Produção e Produção Executiva: Ana Moura, Bárbara Lima, Camila Furtunato, Camila Villegas, Júnia Flor, Leonardo de Castro, Mavih Pimenta e Morgana
Iluminação e Operação: Morgana
Operação de Som: Leonardo de Castro
Assessoria de Cenografia: Cristiano Braga
Agradecimentos às Colaborações Mágicas:
Aos professores Antonio Hildebrando, Bya Braga, Eduardo Andrade e Eugênio Tadeu e Rita Gusmão.
Aos amigos e colegas que apoiaram a proposta, e aos queridos Alissandra Nazareth, Débora Vieira e Edgar Quintanilha.
À UFMG, os docentes que fizeram parte da minha trajetória e a todos os departamentos do Teatro, à Cenotécnica, ao Colegiado de Teatro (em especial à Rosângela), ao Figurino (Carlinhos e Sávio), ao LIC (Eliezer e Ismael), ao pessoal da limpeza e da portaria, e à SLOP (em especial à Wal).
À Santa Sara Kali, à espiritualidade, aos orixás, às águas, aos meus ancestrais, mas, sobretudo, à arte… Que essa siga sendo reza, cor e luz no meu caminho.

Dolly Piercing retorna aos palcos em solo autobiográfico celebrando 30 anos de carreira como drag queen 

Dolly Piercing retorna aos palcos em solo autobiográfico celebrando 30 anos de carreira como drag queen 

O espetáculo “O que terá acontecido a Dolly Piercing?”, solo de Dolly Piercing com dramaturgia e encenação de Juarez Guimarães Dias, marca o retorno da atriz e primeira drag queen cantora de Belo Horizonte e estreia nos dias 28 e 29 de junho, sábado e domingo, sempre às 19h no Teatro Marília (Av. Alfredo Balena, 586, Centro) com apresentações gratuitas. A classificação indicativa é para maiores de 18 anos e os ingressos podem ser retirados gratuitamente pela plataforma Sympla. A peça compõe a programação dos 60 anos do Teatro Marília, é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso da Graduação em Teatro da UFMG da atriz, e as apresentações marcam o dia em que se celebra o Orgulho LGBTQIAPN+. 

SINOPSE

O espetáculo apresenta os motivos do desaparecimento de Dolly Piercing da cena cultural e artística da cidade, depois de um período de glória e reconhecimento como atriz, cantora e drag queen. Afastada dos palcos, alijada do mercado de trabalho, vivendo reclusa, Dolly decide romper o silêncio e o ostracismo e convoca o público para uma coletiva em que decide contar os motivos de ter se tornado uma ex-dependente, sem poupar nada nem ninguém. Partindo da autobiografia da atriz, a peça borra as fronteiras do real caminhando para a autoficção, buscando reelaborar vivências trans e travestis.

FICHA TÉCNICA PRINCIPAL

Solo de Dolly Piercing

Dramaturgia, Espaço cênico e Encenação: Juarez Guimarães Dias

Consultoria Cenográfica: Ed Andrade

Textos: Dolly Piercing e Juarez Guimarães Dias

Direção de movimento: Diogo Gonçalves 

Figurinos: Carlos Selim

Iluminação: Bruno Cerezoli

Técnico de gravação sonora: Frederico Lisboa (LES Fafich UFMG)

Produção: Graduação em Teatro da UFMG

Assistência de Produção: Oliver Carvalho Martins

Apoio: Mutanti UFMG – Lab de Criação/ Neeepc UFMG/ PRAE UFMG / LES Fafich UFMG

A MONTAGEM

A criação do espetáculo parte da autobiografia da atriz, cantora e drag queen Dolly Piercing, em diálogo com as criações, pesquisas e projetos de extensão de Juarez Guimarães Dias, desenvolvidos no Neepec UFMG sobre autobiografias e escritas performativas de corpos LGBTQIAPN+. A partir de procedimentos de escrita autobiográfica e autoficcional, a dramaturgia e a encenação foram construídas em sala de ensaio a partir de propostas e diálogos entre a atriz e o dramaturgo-encenador. Tendo como mote a exclusão de pessoas trans e travestis do mercado formal de trabalho, incluindo o artístico-cultural, a pesquisa de Dolly Piercing propõe refletir sobre vivências trans e travestis e modos como a transfobia opera em diversas instituições. 

“Realizar este trabalho é essencial não apenas para minha formação individual, mas também como uma oportunidade de representar e afirmar outras trajetórias como a minha. É uma forma de dizer: estamos aqui, produzindo, pensando, criando — e ocupando, com dignidade e potência, os lugares que também nos pertencem. E ainda estrear no Marília, teatro público que tenho uma relação afetiva e histórica”, afirma Dolly Piercing. Para o dramaturgo e encenador Juarez Guimarães Dias “É uma alegria poder conduzir esse trabalho com a Dolly, que tem uma trajetória incrível e um trabalho reconhecido, mas que, por diversos motivos, foi sendo excluída da cena. Precisamos contar essas histórias que foram silenciadas, porque elas existem e são importantes. O espetáculo parte do individual para pensar o coletivo, composto pelas dissidências das normas de gênero e sexualidade e marcado pelos preconceitos sociais”. 

O espetáculo está sendo criado e produzido como resultado do Trabalho de Conclusão de Curso da Graduação em Teatro de Dolly Piercing, sob direção e orientação acadêmica de Juarez Guimarães Dias (FAFICH). A proposta de realizar as apresentações no Teatro Marília visa ampliar o alcance do trabalho, fazendo com que ele ultrapasse os limites da universidade e possa dialogar com públicos mais amplos, oferecendo uma obra derivada da produção artística e acadêmica da Escola de Belas Artes da UFMG, em parceria com a Fundação Municipal de Cultura, compondo a programação dos 60 anos do Teatro Marília. 

BREVES CURRÍCULOS

Dolly Piercing

Dolly Trindade de Araújo, também conhecida como Dolly Piercing, é artista, atriz e cantora, com 47 anos. É reconhecida como a primeira drag queen cantora de Belo Horizonte, atuando desde 1995. Atualmente é integrante e bolsista de extensão no Neepec UFMG e está se graduando no Teatro na Escola de Belas Artes da UFMG, onde participou da montagem acadêmica “Teatro à Venda” (2022), sob direção de Bya Braga. Sua formação inclui também cursos de estilismo e modelagem pela UFMG, terapias holísticas e iniciações teatrais desde os 12 anos de idade. Teve destaque no teatro mineiro com atuações em “Pobre Super-Homem”, sob direção de Luís Otávio Gonçalves (2000), e em produções do Grupo Armatrux como “Thácht” (2021–2022), com direção de Eid Ribeiro, apresentadas em festivais como Tiradentes em Cena e Sabiá na Beira do Rio. Também integrou o Oficinão Galpão Cine Horto (2008), onde voltou a se apresentar em 2013 na peça “Ensaio de Mentira: O Último Ensaio para Dizer a Verdade”, sob direção de Chico Pelúcio e Lydia Del Picchia. No audiovisual, integrou curtas e documentários como “A Última Vez que Saímos do Armário” (2022), “Dolly o Filme” (2013), e clipes como “Lamento”, da Ancestral Diva. Como cantora, liderou a banda “Dolly and Piercings”, apresentou-se em diversos palcos como no Memorial Minas Vale (Virada Cultural), e colaborou com artistas como Sammliz e Aline Calixto. Também atuou como mestre de cerimônia em eventos como o Trio Elétrico da Banda Mole. Foi Paquidrag da Xuxa na festashow Xuchá (Chá da Alice) marcando suas vivências performáticas. Em 2023 e 2024, trabalhou como assessora parlamentar no gabinete da Deputada Federal Duda Salabert, ampliando sua atuação em cultura, diversidade e políticas públicas. Com uma trajetória que une arte, militância e pioneirismo, Dolly é uma referência singular na cena LGBTQIA+ mineira e nacional.

Juarez Guimarães Dias

Escritor, Dramaturgo e Encenador, Doutor em Artes Cênicas, Mestre em Literatura e Bacharel em Publicidade e Propaganda. É Professor do Departamento de Comunicação Social da FAFICH UFMG, do Programa de Pós-graduação em Comunicação, e Co-coordenador do Núcleo de Estudos em Estéticas do Performático e Experiência Comunicacional (Neepec) e Coordenador do Mutanti – Lab de Criação. Comemorando 30 anos de Teatro em 2025, tem trabalhos reconhecidos por público e crítica como “Xou do Xac”, “A Paixão de Tito” e a “Peça-jogo-festa #Criança” (ambos com Gabriel Castro Cavalcante), “A Obscena Senhora H” (de Luciana Veloso), “Freddie Rock Star – The Show Must Go On!” (de Fábio Schmidt), “EuCaio” (de Matheus Soriedem), “Marilyn Monroe.doc” (de Thaís Coimbra), “Atrás dos olhos das meninas sérias”, “Sexo”, “Acontecimento em Vila Feliz” (com a Cia. Pierrot Lunar) e “#tudodenós” (com Pierrot Teen). 

Serviço

“O que terá acontecido a Dolly Piercing?”

Solo de Dolly Piercing

Dramaturgia e encenação: Juarez Guimarães Dias

28 e 29 de junho, sábado e domingo, sempre às 19h

Teatro Marília (Av. Alfredo Balena, 586, Centro) 

Ingressos gratuitos: plataforma Sympla e presencialmente na bilheteria do teatro duas horas antes do espetáculo.

Classificação indicativa: maiores de 18 anos

Aula Aberta com Plínio Martins – Auditório 2003 – 18 de junho – 14h

Aula Aberta com Plínio Martins – Auditório 2003 – 18 de junho – 14h

Plinio Martins Filho

Docente na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Foi Diretor Editorial e Presidente da Editora da Universidade de São Paulo (Edusp). Coordena a coleção Artes do Livro da Ateliê Editorial, é editor da LIVRO – Revista do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição da USP e dirige a Com-Arte, Editora Laboratório do Curso de Editoração da USP. Na Edusp, participou da publicação de mais de 1600 livros, oitenta deles receberam o Prêmio Jabuti.

É mestre (1987) e doutor (2006) em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, é autor e organizador de vários livros, entre eles Edusp – Um Projeto Editorial e Manual de Editoração e Estilo, vencedor em 2017 do Prêmio Jabuti de melhor livro de Comunicação.

Em 2023 teve sua biografia, Plinio Martins Filho, Editor de Seu Tempo, escrita por Ulisses Capozzoli e editada pela editora WMF Martins Fontes. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Rubén Bonifaz Nuño – Trajetória Editorial Universitária, promovido pelo Instituto de Investigaciones Filológicas, do México, por sua carreira editorial no meio universitário, suas contribuições à editoração brasileira, a qualidade do seu trabalho com o livro e o seu reconhecimento no meio editorial por mais de cinquenta anos. 

Exposição: dados entrópicos

Exposição: dados entrópicos

De 11 a 29 de junho de 2025, realiza-se na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG a exposição dados entrópicos, composta por desenhos produzidos ao longo dos últimos quatro anos por Liel Gabino, durante a graduação em Artes Visuais. A mostra é acompanhada por um ensaio homônimo que constitui seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Abaixo, o texto da exposição:

O desenho não se comporta como uma imagem a ser contemplada passivamente; ele impõe uma nova modalidade de relação interpretativa. Mais do que apresentar uma figura completa, ele se mostra como um texto fragmentado que pede ser lido. Em outras palavras, o desenho é legível, mas não se deixa conter na quietude da contemplação estética. Sua expressão exige do observador uma atitude ativa: é preciso decifrar e reconstruir o interior privado que ele esboça, em vez de somente admirar sua forma. Nesse campo de leitura ativa, a percepção adquire o ritmo de uma tradução. O espectador torna-se coautor do sentido, deslocando-se mentalmente pelos registros sobrepostos do suporte. Não há repouso visual garantido: cada elemento do desenho tensiona o próximo, convidando saltos de associação. Desliza-se entre eras temporais internas à folha, trabalhando para recompor o evento inteiro a partir das fragmentações. O desenho cria pontos de indeterminação: espaços em branco, manchas inacabadas ou trechos de força desigual que desafiam a interpretação imediata. Ele não oferece um conteúdo fechado; ao contrário, instiga perguntas e caminhos abertos, forçando o leitor a reagir em vez de repousar. E a amplitude de tempos e forças representa-se fragmentariamente, cabendo ao intérprete sobrepor mentalmente essas camadas para alcançar totalidade. Nessa leitura, o olho não desliza inerte pelo papel, mas salta e retorna, traçando trajetórias não-lineares para desenhar o sentido por si próprio. Nesse regime, o ato de ler coincide com o de desenhar. O leitor, ao percorrer o campo gráfico, inscreve trajetórias invisíveis: projeta relações, reconstrói tensões, sustenta lacunas. Desenha no vazio. Cada salto do olho é uma linha mental e cada associação é um traço. O desenho, assim, não está completo: solicita complementação. Exige um observador disposto a não consumir, mas a agir. A folha é, além de imagem, um aparato: algo que só se realiza plenamente na relação com quem se deixa arrastar por seu regime de indeterminação. É neste ponto que o desenho se apropria do tema entrópico. Ao invés de oferecer ordem, age no limiar da desordem controlada. A instabilidade de seus elementos, a sobreposição de tempos, a oscilação entre presença e ausência — tudo aponta para um sistema que não fecha e se reconfigura constantemente. E essa reconfiguração depende do outro. O traço não significa, mas exige: leitura como coabitação do risco.

Obras de Patricia Brandstatter homenageiam artistas da visualidade e da palavra pela articulação da matéria radical da pintura: luz, cor e gesto

Obras de Patricia Brandstatter homenageiam artistas da visualidade e da palavra pela articulação da matéria radical da pintura: luz, cor e gesto

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Exercícios de admiração’, da artista Patricia Brandstatter, com curadoria de George Rembrandt Gutlich. A mostra reúne obras em homenagem a poetas e pintores através de uma espécie de diálogo que se converte em imagem. O nome/conceito foi extraído de um livro do escritor romeno Emil Cioran, no qual o filósofo reuniu artigos e prefácios sobre outros escritores com quem se harmonizava ou lhes interessava por contraste. O evento acontece no dia 13 de junho de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 6 de julho de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Exercícios de admiração – por George Rembrandt Gutlich

A ideia radical da pintura, entendida aqui por luz, cor e gesto, antecede e guia o pensamento de Patricia Brandstatter.

Quando propõe homenagear outros artistas, da visualidade e da palavra, ela busca antes de tudo a matéria que amalgama as imagens aninhadas em seu espírito. Por esse mecanismo, tudo é forma: palavra, som, tempo. Guiada por esse lume, a turva seara do imaginário irrompe em cenas que, prefiguradas sob a premissa da pintura, buscam equivalências na matéria.

Formada numa cena que a tornaria associada a uma linha de pensamento específica, a artista permaneceu atenta a uma requisição interna. Percebeu que a tradição da sua arte se situava num campo extenso e reconheceu sua família espiritual numa multiplicidade de expressões. Preferiu ser apátrida na escola e peregrina na felicidade da pintura.

Por uma iniciativa que se tornou um projeto, propôs homenagear suas referências e, desta forma, agradecer à dadiva que recebeu. Patricia cuidou para que as interpretações aludissem diretamente às fontes, apesar da marca do processo e da articulação sagaz identificarem sua assinatura. Como um desdobramento dessa ação, a transposição da palavra em imagem requisitou um movimento ainda mais complexo. O que habitava a instância primeira da imaginação, ainda enquanto fruição inefável, passou a solicitar a sublimação nas linguagens. Consciente de que tal operação requisitava um esforço complexo, fez com que se tornasse esse o objeto de especulação ao longo de um mestrado. Esforço esse que resultou numa dissertação e numa exposição. Ainda num mergulho em águas profundas, devido à vastidão da proposta, acredito que tal mote acompanhará a pintora em sua inquietação movente.  A centelha incendiou sua vontade.

George Rembrandt Gutlich.
Vargem Grande, Outono de 2025    

Sobre a artista

Patricia Brandstatter trabalha com pintura e direção de arte, além de processos correlatos: desenho, aquarela, gravura e ilustração. Mestre pelo PPGArtes/UEMG e bacharel em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UNESP. Foi assistente do pintor Antonio Henrique Amaral e trainee de jornalismo gráfico na Folha de São Paulo. Estudou gravura em metal no ateliê de gravura do Museu Lasar Segall com Cláudio Mubarac, xilogravura com Rosana Paulino e gravura em metal com Evandro Carlos Jardim no ateliê de gravura do SESC Pompéia. Participou de diversas exposições coletivas, tais como ‘Obra menor’, no Ateliê 397, em que dividiu espaço com Albano Afonso, Estela Sokol, Lucas Arruda; entre outros. Teve trabalhos publicados no livro ‘São Paulo em Vinte Artistas’ (Imprensa Oficial). Ganhou o Prêmio Editora Globo de Jornalismo na categoria melhor ilustração do ano. Fez aulas de pintura com Paulo Pasta no Instituto Tomie Ohtake, aquarela com Pinky Wainer e participou de grupos de pintura e desenho coordenados por Dudi Maia Rosa. Recentemente foi artista convidada para residência artística no Atelier De Etser.

Sobre o curador

George Rembrandt Gutlich é gravador atuante. Professor adjunto de Gravura em Metal na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Pós-doutor em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Bacharel em Pintura pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (1989), Especialista em Museologia pelo Instituto de Museologia de São Paulo (1990), mestre em Ciências Ambientais pela Universidade de Taubaté (2003) e doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (2011). Responsável pela administração da biografia, da edição e autenticação das obras de seu pai, o pintor holandês Johann Gütlich (1920-2000).

Exposição individual ‘Exercícios de admiração’ – Patricia Brandstatter
Abertura: 13 de junho de 2025 | às 19h
Visitação: até o dia 06/07/2025
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Ana Horta
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Calendário das apresentações de sete espetáculos de TCC do Bacharelado de Teatro

Calendário das apresentações de sete espetáculos de TCC do Bacharelado de Teatro

A partir do dia 19 de junho, começam as apresentações dos Trabalhos de Conclusão de Curso do Bacharelado de Teatro da EBA UFMG.

Ítallo Vinícius Vieira Caixeta: com espetáculos nos dias 19, 20, 21 e 22/6, na FUNARTE

Samuel Moreira Siqueira Santos: com espetáculos nos dias 24, 25 e 26/6, no Auditório da EBA

Kelly Junia Gonçalves: com espetáculos nos dias 26 e 27/6, na Sala Preta do Anexo Teatro-EBA

Dolly Piercing: com espetáculos nos dias 28 e 29/6, no Teatro Marília

Eliza Maria Gomes Dias: com espetáculos nos dias 28, 29 e 30/6, na Sala Preta do Anexo Teatro-EBA

Ana Clara Pinto Coelho Marques: com espetáculos nos dias 2, 3 e 4/7, no Auditório do Centro Cultural UFMG

Thalis Eduardo Bispo da Silva: com espetáculos nos dias 3, 4 e 5/7, na Sala Preta do Anexo Teatro-EBA