Centro Cultural UFMG reabre as portas para o público com a exposição coletiva ´dias fora de tudo’

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG reabre as portas na próxima sexta-feira e convida para a abertura da exposição coletiva “dias fora de tudo”, dia 1º de abril de 2022, às 19 horas. A mostra reúne criações de artistas, professores e pesquisadores que integram o Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (Nedec) e poderá ser vista até o dia 8 de maio de 2022. Entrada gratuita.

dias fora de tudo

Nesses dias em que o vento parece querer derrubar tudo, o desenho mostra sua força em marcar a passagem do tempo, dos tempos, das tempestades. Desenhamos de dentro de nossas casas, desenhamos de fora de tudo, desenhamos para trazer/fazer presença ao que segue seu caminho.

Em sua História Natural, Plínio, o Velho, descreve o gesto realizado pela filha do ceramista Butades, que teria traçado o contorno da sombra de seu jovem amante projetada na parede pela luz de uma candeia. Nesse mito de origem da arte, a imagem (desenho, pintura, colagem) sobre a parede é o resultado da projeção de um corpo ausente.

A exposição propõe ressaltar a potência do desenho em apresentar esse fluxo ambivalente de ausência/presença. Nos últimos anos, vivemos tempos de contato à distância, de trabalho remoto, de reuniões e aulas não presenciais.

Frente a esse estado vivido, nove artistas/professores/pesquisadores do Grupo Nedec estarão em ação direta sobre as paredes da Grande Galeria do Centro Cultural UFMG construindo a exposição de modo aberto e processual ao longo do tempo/espaço de montagem, abertura e encerramento.

Desenho contemporâneo

Com essa primeira exposição, o grupo dá seguimento às suas pesquisas e investigações em desenho contemporâneo. Desenho compreendido como gestos, marcas e riscos que podem servir para deter o fluxo do tempo e trazer significado a um determinado momento, mas, também, desenho como um contínuo devir abertura e princípio, que convoca corpo, mão e olhar do artista a juntar-se ao movimento natural dos dias e das coisas, e mostrar-se como processo e transformação de mundos.

dias fora de tudo reúne produções de Andréa Vilela (UFMG), Camila Moreira (UFMG), Glayson Arcanjo (UFG), Isaura Pena (UEMG), Júnia Penna (UEMG), Letícia Grandinetti (UEMG), Marcelino Peixoto (UEMG), Roberto Bethônico (UFMG) e Rodrigo Borges (UFMG).

Nedec

O Nedec é um grupo de pesquisa formado por artistas/professores das: Escola de
Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais e Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. Criado em 2019, o grupo tem como premissa a produção, difusão, reflexão e ensino do desenho na contemporaneidade. Na construção dos caminhos conceituais e metodológicos para o desenvolvimento e fundamentação de suas pesquisas, o grupo promove mensalmente reuniões de estudo, discussões e debates internos, bem como realiza eventos abertos ao público como exposições, encontros, seminários e ações diversas.

Exposição “dias fora de tudo”
Abertura: 1º de abril de 2022 | às 19 horas
Visitação: até o dia 08/05/2022
Terças a sextas: 09h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 09h às 17h
Grande Galeria do Centro Cultural UFMG
Classificação: livre
Entrada gratuita

Recepção dos Calouros para o primeiro semestre de 2022

Prezados Calouros,

Sejam bem-vindos, desejamos que possam usufruir bem o tempo de formação na Escola de Belas Artes.

Encaminhamos abaixo a programação da Recepção de Calouros para o 1º semestre de 2022.

> Dia 28/03/2022 (segunda-feira) – Reitoria

  • Atividades programada pela PRAE

> Dia 29/03/2022 (terça-feira) – Escola de Belas Artes

• Turno da Manhã: Auditório

Apresentações de boas vindas:

  • 9h 00min – Diretoria
  • 9h 10min – Coordenação do Curso de Artes Visuais
  • 9h 20min – Coordenação do Curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis
  • 9h 30min – Coordenação do Curso de Teatro
  • 9h 40min – Representação Estudantil
  • 9h 50min – Setor de Tecnologia da Informação
  • 10h00min – Biblioteca

 • Turno da Tarde: EBA

  •  Visita às dependências da Escola de Belas Artes e demais atividades programadas pelas Coordenações dos Cursos de Artes Visuais, Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis e Teatro.

• Turno da Noite: Auditório

Apresentações de boas vindas:

  • 19h00min – Diretoria
  • 19h10min – Coordenação do Curso de Cinema de Animação e Artes Digitais
  • 19h20min – Coordenação do Curso de Design de Moda.
  • 19h30min – Representação Estudantil
  • 19h40min – Setor de Tecnologia da Informação
  • 19h50min – Biblioteca


Diretoria da Escola de Belas Artes
 da UFMG

 

Seleção do Programa de Monitoria da Graduação – Dança e Necessidades Especiais

A Chefe do Órgão Acadêmico Responsável do Departamento de Artes Cênicas , Marina Marcondes Machado , faz saber que, no período de 28/03/2022 a 05/04/2022 , de 00:00:00 às 23:59:00 horas, através do e-mail darc@eba.ufmg.br, receberá as inscrições de candidatos para o exame de seleção do Programa para atuar nas disciplinas/atividades com carga horária de 12 horas semanais.

Edital PMG 008/2022 – Dança e necessidades especiais

 

Editais de Seleção do Programa de Monitoria da Graduação do Departamento de Artes Plásticas

Edital 01/2022 – Cerâmica

Edital 02/2022 – Bidimensionalidade II

Edital 03/2022 – Prática de Restauração em Escultura

Edital 04/2022  – Serigrafia

Edital 05/2022  – Conservação de Papel I – Encadernação

Edital 06/2022  – Exposição Museográfica I e Exposição Museográfica II 

Edital 07/2022 – Tópicos práticos em Conservação Preventiva

Edital 08/2022 – Artes da Fibra II

Edital 09/2022  – Escultura em Metal, Ateliê de Escultura I, II, III e IV

Edital 10/2022 – Impressão

Minissérie produzida pela UFMG em Tiradentes costura a memória dos mestres e mestras da região

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Já está no ar o quinto episódio da minissérie Con(fiar): o fio que borda e costura a memória das mestras e dos mestres do Campo dos Vertentes, produzido pelo Campus Cultural UFMG em Tiradentes. Com previsão de reunir dez vídeos, o projeto, idealizado pelo servidor Jardel Santos, foi criado em parceria com a Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade (FRMFA). Os episódios já disponíveis podem ser acessados no canal do campus no YouTube.

A série destaca as atividades tradicionais, o cotidiano das comunidades e os ofícios da região do Campo dos Vertentes. Mestres e mestras, ceramistas, produtores de queijo e cachaça, santeiros e escultores de arte sacra estão entre os personagens que contribuem para a preservação das identidades culturais dessa tradicional região de Minas Gerais.

Nos cinco registros audiovisuais já lançados, foram contadas as histórias de Marcos e Mariana Paineira, netos do ceramista Tião Paineira – famoso por seus apitos, que lembram o canto dos pássaros de Tiradentes –, da benzedeira Dona Erci, de famílias que fabricam os queijos minas artesanais na região e do

O novo episódio focaliza as histórias narradas por José Trindade Xavier, o Zé Doceiro, filho de Chico Doceiro, conhecido pela produção dos tradicionais canudinhos de doce de leite e doces mineiros artesanais.

Segundo Jardel Santos, para conhecer Tiradentes e as demais localidades da região do Campo dos Vertentes, habitada por mais de 500 mil pessoas, não basta só frequentar seus pontos turísticos – também é preciso saber quem são as pessoas que vivem no município e os seus saberes. “Os moradores colaboraram para a construção cultural de Minas Gerais e, por isso, não podem ser deixados de lado. Sem eles, a cidade se torna fantasma”, justifica.

Ainda conforme o idealizador do Con(fiar), os próprios moradores contribuíram com a escolha dos personagens e de suas histórias.“O saudoso Tião Paineira, por exemplo, que teve sua história contada em nosso primeiro episódio, era bastante reconhecido em Tiradentes e região pelo seu ofício de ceramista. Ficamos sabendo que os seus netos deram continuidade ao trabalho, e, por isso, fomos até eles, não somente para que pudessem contar um pouco da história da família, como também para explicar como é manter o legado do avô”, justifica Jardel.

Jardel ressalva, no entanto, que a produção da minissérie reuniu informações sobre outros residentes, ainda que não tão conhecidos quanto Tião Paineira, Zé Doceiro e Dona Erci. “Nossa intenção foi encontrar esses tesouros culturais espalhados pela região”, completa.

Apoio

Para Santos, a realização do Con(fiar) somente foi possível devido ao apoio da direção do Campus Cultural UFMG em Tiradentes. “Nós temos um diálogo muito aberto, isso é muito bacana. Desde que o projeto foi proposto, recebemos incentivo para colocá-lo em prática”, afirma.

A professora Verona Segantini, coordenadora do Campus, explica que sempre procura desenvolver ações para integrar a equipe, já que a instituição tem várias frentes de atuação. “A equipe de Tiradentes, contando os servidores da UFMG e da Fundação, é fundamental para que os projetos sejam executados. Dessa maneira, é necessário oferecer total protagonismo para que essas pessoas desenvolvem as atividades culturais. Fazemos questão de acolher as iniciativas propostas”, explica.

Segundo a coordenadora, é possível pensar em ações para garantir a longevidade do projeto, que está em sintonia com uma das diretrizes da Universidade em sua relação com as comunidades – promover diálogos entre as diferentes formas do saber.  “O projeto poderá ter diversos desdobramentos para além das produções audiovisuais. Vamos tentar mapear, registar, oferecer visibilidade. Aos poucos, encontraremos outras alternativas estratégicas para mantê-lo”, afirma.

Jardel também destaca o desejo de dar continuidade ao Con(fiar) por meio da produção de novas temporadas. “Tiradentes vai muito além do patrimônio edificado. Temos orgulho de ouvir e a disposição de abrir espaço para o relato de diferentes vivências”, afirma.

Atuação permanente e orgânica

Criado em 2011, o Campus Cultural UFMG em Tiradentes é uma iniciativa da Universidade coordenada pela Diretoria de Ação Cultural (DAC) juntamente com a FRMFA. Sua criação foi motivada pelo interesse da Universidade em tornar permanente e orgânica sua atuação na cidade, sede do Museu Casa Padre Toledo, do Quatro Cantos Espaço Cultural  e do Centro de Estudos e Biblioteca, todos mantidos pela UFMG.

Em meio à pandemia de covid-19, foi necessário pensar medidas para dar continuidade às atividades culturais na cidade. Entre elas, estão as visitas virtuais ao Museu Casa Padre Toledo e o próprio projeto Con(fiar). “No período remoto, a equipe se aproximou mais para alinhar os projetos e formular estratégias para o meio virtual. Os espaços culturais tiveram de se reinventar e propor novas formas de interação com o público”, afirma a coordenadora.