Professor do Design de Moda escreve artigo para o jornal Estado de Minas

O Professor Tarcísio D’Almeida, do Departamento de Desenho da Escola de Belas Artes teve coluna publicada no jornal Estado de Minas.  O texto fala sobre uma coleção criada por alunos do curso de Design de Moda que participaram do Concurso dos Novos do DFB 2023.

Os interessados podem ler o artigo neste link.

Abaixo, segue o vídeo do desfile de estudantes de Design de Moda da UFMG no DFB 2023

Editais de Seleção do Curso de Especialização em Ensino de Artes Visuais e Tecnologias Contemporâneas

TUTOR
A especialização em Ensino de Artes Visuais e Tecnologias Contemporâneas, ofertada pela Escola de Belas Artes com o apoio do CAED, abre seleção para preenchimento de seis vagas e formação de cadastro de reserva de bolsistas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para atuação como tutores do curso.

As inscrições vão de 23 de junho às 17h do dia 13 de julho e devem ser feitas pelo formulário eletrônico disponível no site do CAED ( https://www.ufmg.br/ead/), ao qual devem ser anexados os documentos relacionados no item 6 do edital de seleção, reunidos em um único arquivo em formato pdf, com tamanho de até 25MB.

Edital nº 1388/2023 – Tutor

PROFESSOR:

A especialização em Ensino de Artes Visuais e Tecnologias Contemporâneas, ofertado pela Escola de Belas Artes em parceria com o CAED/UFMG, abre seleção para preenchimento de 12 vagas para professores formadores e formação de cadastro de reserva.

Os selecionados serão responsáveis por ministrar as disciplinas obrigatórias da especialização e cumprir atribuições típicas de docência, como propor formas de avaliação dos alunos, coordenar as atividades dos tutores que o auxiliam, orientar trabalhos de conclusão de curso, dentre outras as outras, listadas no item 2 do edital de seleção.

As inscrições devem ser feitas até as 17h do dia 13 de julho por formulário eletrônico disponível no site do CAED ( https://www.ufmg.br/ead/),ao qual devem ser anexados os documentos relacionados no edital, reunidos em um único arquivo em formato pdf, com tamanho de até 25MB.

Edital nº 1384/2023 – Professor Formador

Esta Noite Mãe Coragem Uma Farsa Futurista – 30 de junho a 09 de julho – 19h30

ESTA NOITE MÃE CORAGEM: uma farsa futurista

Livremente inspirada na obra Mãe Coragem e seus Filhos, de Bertolt Brecht.

2042 – Eleições! No espelho deformante da farsa repete-se a tragédia. Aqueles que 21 anos antes foram governo voltam ao poder. Como é possível? Amnésia coletiva? Incompetência dos que não são aqueles?

2043 – Fatores ambientais extremos: dias muito quentes: Corrosive Ultraviolet Rays (CUR) fritam cérebros. Noites congelantes matam todos os sem recursos para se manterem aquecidos. O sofrimento é coletivo.  Todos no mesmo barco. Qual barco? Iate? Canoa? Todos iguais, “mas alguns são mais iguais do que outros”.

2044 – D’Ladiká, bloqueio de sinal e cada um se vira como pode. D’Ladilá o pessoal esbanja nos hipertropmagnéticos. Muro da paz. Da paz? Que paz? Tempos sombrios. Distopias.

2045 – Na farsa, a reação dos que não concordam com aqueles. Qual reação? Um jornal medroso? Umas passeatas esvaziadas? Uma rádio pirata? Assim é na farsa. O risco de que aqueles que voltaram ao poder apenas 21 anos depois, em 2042, permaneçam nele é real. Mas e se? E se os que não são aqueles forem competentes e cumprirem suas promessas? E se não deixarem que a amnésia coletiva aconteça? E se aqueles que 24 anos antes foram governo nunca mais voltarem? Qual será a História? Qual será o futuro? E se voltássemos a 2042?

2042 – Eleições…

O espetáculo ESTA NOITE MÃE CORAGEM foi desenvolvido na Atividade Acadêmica Curricular (AAC) Prática de Criação Cênica A, do 4º período da Graduação em Teatro da Escola de Belas Artes da UFMG durante o 1º semestre de 2023.

Apresentações:

DIAS: 30 de junho e 01, 02, 07, 08, 09 de julho

Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG- Campus Pampulha

Às 19h30

Entrada Franca com distribuição de senhas a partir das 18h30 na portaria da Graduação em Teatro – Rua atrás da EBA-UFMG.

 

Lotação 140 lugares.

Classificação indicativa: 14 anos.

Duração: 90 minutos.

Centro Cultural UFMG sedia Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia e Seminário de Artes Digitais

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O 8º Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia e Seminário de Artes Digitais 2023 (8º CIACT-SAD 2023) será realizado entre os dias 26 e 30 de junho, das 9h às 18h, no Centro Cultural UFMG. O evento é organizado e mantido por uma ampla rede de grupos de pesquisa, desde 2015, e traz como tema desta edição a palavra Crises. A comunidade nacional e internacional é convidada a participar desse fórum de pesquisa e produção artística. A atividade é gratuita, mediante inscrição prévia, com classificação livre. Os participantes receberão certificado digital. Veja a programação completa aqui.

O primeiro quarto do século XXI está chegando ao fim e a palavra “crise” é uma das mais repetidas quando se trata da realidade. Por meio dela vem à memória crise financeira, crise climática, crise de saúde, crise política, crise de refugiados, bem como crise de segurança alimentar, crise de recursos híbridos, crise de saúde mental, crise de desigualdade econômica e crise ambiental.

Essas e outras crises podem ser agrupadas e são seriamente exploradas em diversas dimensões no campo artístico e de sua relação com a ciência e a tecnologia, todos implicados no contexto crítico proposto pelo evento. O debate sobre as crises da atualidade surgiu em todas as edições anteriores do congresso, dessa forma, provocando um esforço crítico pela temática, chegou o momento da organização do evento trazer essa manifestação para o centro do debate.

O CIACT-SAD é organizado pelo Laboratório de Poéticas Fronteiriças, por intermédio de um comitê composto por membros de várias instituições (UEMG, Cefet-MG, UFSM, UFBA) e uma considerável comissão científica formada por professores doutores do país e do exterior. A edição de 2023 é estendida, conta com a aprovação de agências nacionais de fomento e apoio de diversos outros parceiros, tais como grupos de pesquisa consolidados dentro e fora do Brasil. A programação é bastante completa, envolvendo participantes nacionais e internacionais.

Em sua seção de seminário, o evento traz uma curadoria temática enfocada nas “crises”, com convidados apresentando as suas pesquisas avançadas no campo das relações entre arte, ciência e tecnologia. Como congresso, apresenta trabalhos de mestrandos, mestres, doutorandos e doutores oriundos de associações, grupos de pesquisa e dos programas de pós-graduação de áreas diversas. Essas propostas de apresentações, aprovadas em sistema de avaliação duplamente cega (double blind review), são agrupadas em Grupos de Trabalho simultâneos na programação.

O evento publica volume de anais com textos completos em todas as suas edições. Além das apresentações de trabalhos e dos convidados, há uma programação cultural com lançamento de livros, exposição e apresentações artísticas diversas. Desse modo, a produção convida os interessados para apresentações de pesquisas (comunicações) nos Grupos de Trabalho (GTs); apresentações de trabalhos artísticos no campo das relações entre arte, ciência e tecnologia (artes digitais) para a exposição “Panorama 4”, que acontecerá durante o evento, e propostas artísticas (de artes digitais) para participação em Residência Artística.

Para se inscrever como ouvinte acesse a página do evento na plataforma Sympla ou baixe o aplicativo do Lab|Front. Veja a programação completa aqui.

Sobre os idealizadores

Laboratório de Poéticas Fronteiriças é um grupo de pesquisa, de desenvolvimento e inovação que se propõe problematizar as/nas fronteiras. O grupo é cadastrado no Diretório do CNPq e certificado pela UEMG. O LabFront busca consolidar uma área de pesquisa – produção artística/teórica – nas diversas fronteiras: dos saberes, das linguagens artísticas, do conhecimento científico e tecnológico. Como grupo que estuda/pratica o que está na fronteira, elege a estratégia de reconhecer e estudar conflitos existentes nesses fronts. O LabFront se ocupa do que é gerado (produzido, provocado, construído, escondido, criado etc.) nas bordas e por meio delas. Ocupa-se dos conflitos próprios na construção dos saberes e das linguagens: no conhecimento do ser humano (e seu corpo), do território (das ecologias diversas das cidades e seus espaços urbanos), do jogo (e a “gamificação” da vida), da arte (e a “arteficação” da vida), dentre outros campos e conflitos gerados em lugar fronteiriço.

Sobre o formato

O 8º Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia e Seminário de Artes Digitais 2023, apresentando o tema Crises, acontecerá presencialmente entre os dias 26 e 30 de junho, no Centro Cultural UFMG, com atividades pontuais acontecendo de forma remota no canal do Lab|Front no YouTube.

Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia e Seminário de Artes Digitais 2023 (8º CIACT-SAD 2023)
Data: 26 a 30 de junho de 2023
Horário: 9h às 18h
Local: Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro – BH|MG)
Entrada gratuita | Classificação livre

Bumba EBA! Dia 05/07

O “Bumba, EBA!” é o encontro artístico acadêmico festivo da comunidade da EBA-UFMG com intervenções cênicas da disciplina Oficina de Improvisação I (Graduação em Teatro), com o Bumba, Teatro! (cortejo inspirado no Bumba-meu-boi) e improvisos de atuação com máscaras em performances de teatro de feira, festejo lustral e quadrilha junina inclusiva.

CONVITE

Venha aos ensaios da Quadrilha Inclusiva nos dias 26/6 e 03/07,  às 18h. Traga sua (s) parceria (s) para a brincadeira.
Local: Sala Verde (Teatro)
A brincadeira da Quadrilha Inclusiva acontecerá no dia 05/07, entre 18:30 e 19:30h, na rua do prédio Anexo do Teatro. 
Incentivamos as pessoas participantes a virem no dia 05/07 com roupas e caracterizações inspiradas no festejo da Quadrilha junina.

Coordenação da Quadrilha Inclusiva: Lívia Espírito Santo (Doutoranda PPGArtes-Artes da Cena/Dança) e Carlos Fernandes. Apoio: Gabriel Coupe (Graduando em Teatro)

Idealização e coordenação geral Bumba, EBA!: Bya Braga (Professora – Departamento de Artes Cênicas-EBA-UFMG/Grupo LAPA UFMG)

 

Desfile de estudantes de Design de Moda em Concurso do DFB – Semana de Moda do Ceará

Texto: Divulgação

É com grande entusiasmo que a equipe representante do Curso de Design de Moda da UFMG, formada pelos estudantes Anne Gabrielle Mouro, Igor Rezende, Lyandra Viana, Matheus Vinícius Gonzaga, Ronan Padilha & Taiza Santos, anuncia sua participação na segunda fase do Concurso dos Novos com o desfile da coleção Fête de la Bêtise: a celebração da estupidez humana”, no evento Dragão Fashion Brasil Festival 2023, que acontece no Centro de Eventos de Fortaleza, de 31 de maio a 3 de junho próximo. O desfile dos alunos da UFMG está agendado para o dia 2 de junho.

A coleção explicita uma tira aos anos 1920 após a humanidade passar por um período pandêmico e recentemente outro, uma guerra mundial e agora outra entre Rússia e Ucrânia (reforçado pela escolha da trilha do desfile de uma banda ucraniana de folktronica) e o gastar desenfreadamente os recursos naturais como uma forma de aproveitar a vida. Entretanto, mesmo após 100 anos, ainda lidamos com o mesmo comportamento da sociedade nos dias atuais, presenciando a extinção de espécies da fauna e flora, a poluição em larga escala da indústria têxtil e petrolífera. Fête de la Bêtise retrata as memórias de uma jovem mulher da alta sociedade dos anos 1920 que acredita na mudança e carrega a arte e contracultura em todos os seus passos e suspiros. A coleção visa, também, propor uma reflexão sobre os retrocessos, problemas sociais e ambientais que até mesmo o espaço de tempo de um centenário o foi capaz de solucionar.

Por meio dessa presença no Concurso dos Novos do DFB 2023, o sexteto representante da UFMG propõe uma releitura da clássica visualidade presente na cada de 1920, explorando principalmente as silhuetas “A” e “I”. Os elementos de estilo de Fête de la Bêtise transitam entre volumetrias absurdas, modelagens arquitetônicas e algumas silhuetas lânguidas. A cartela cromática da coleção é bem equilibrada e conta com amarelos viscerais, tons profundos de azul, variações do espectro cromático do verde, uma tonalidade clássica de branco, detalhamentos entalhados em vermelho, e muitos complementos em preto, visando destacar a obscuridade e a destruição existentes por trás das aparências festivas e despreocupadas.

Dessa forma, o público pode aguardar por uma coleção ácida, com várias camadas que evocam a ideia de uma grande festa frívola, onde a sociedade tenha chegado a um ponto de ̃o retorno, e comemore graciosamente seus abusos, seus absurdos e seu próprio fim, agora, inevitável.

FICHA CNICA

Estudantes: Anne Gabrielle Mouro, Igor Rezende, Lyandra Viana, Matheus Vinícius Gonzaga, Ronan Padilha & Taiza Santos
Orientador: Prof. Dr. Tarcisio D’Almeida
Criação & Estilo: Anne Gabrielle Mouro & Igor Rezende
Desenvolvimento de Produto: Matheus Vinícius Gonzaga & Ronan Padilha
Styling & Produção de Moda: Lyandra Viana & Taiza Santos
Makeup: Execução Equipe DFB
Cabelo: Execução Equipe DFB
Modelo de Provas: Stefany Dobrawolsk (UFMG)
Trilha Desfile: Shum”, by Go_A
deo: Matheus Vinícius Gonzaga

Processo Seletivo Simplificado de Professor Substituto – Departamento de Artes Cênicas – Área de Conhecimento: Interpretação e Caracterização Teatral

ÁREA DE CONHECIMENTO: Interpretação e Caracterização teatral

VAGA:
1 (UMA)

PERFIL DO CANDIDATO:
Experiência artística e docente profissional nas áreas de interpretação e de caracterização teatral, com foco nas práticas em atuação cênica e em improvisação.

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Doutorado na Área de Teatro ou em áreas afins: Artes; Artes Cênicas ou Artes da Cena

REGIME DE TRABALHO: 40 horas

REMUNERAÇÃO: será correspondente ao nível 1 da Classe A da Carreira do Magistério Superior, constituída de vencimento básico – VB e Retribuição por Titulação – RT, somando um total de R$ 6.356,02

PRAZO DE INSCRIÇÕES: 15 dias corridos a contar a partir do dia subsequente ao ato da publicação no DOU – (de 30/05 a 13/06/2023)

FORMA E LOCAL DA INSCRIÇÃO: As inscrições serão realizadas por meio eletrônico no endereço https://aplicativos.ufmg.br/gprocss/#/, com o envio de toda a documentação informada abaixo.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA: Deverá anexar os seguintes documentos, em formato PDF:

I) Carteira de Identidade ou documento equivalente que comprove ser brasileiro nato ou naturalizado; se estrangeiro, apresentar passaporte com visto compatível com o exercício da função de professor substituto (que permita o exercício de atividade remunerada, observada a legislação pertinente);

II) CPF;

III) Comprovação de quitação com a Justiça Eleitoral, que pode ser obtida por meio do sítio eletrônico https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral e prova de quitação com o serviço militar, quando couber;

IV) “curriculum vitae”, abrangendo, na seguinte ordem:
a) graus, diplomas universitários e certificados de cursos de especialização e de aperfeiçoamento (título obtido em instituição estrangeira com reconhecimento ou revalidação por universidade pública);

b) experiência docente;

c) experiência científica, técnica ou artística;

d) experiência em administração acadêmica;

e) publicações;

f) distinção obtida em reconhecimento de atividade intelectual relevante;

V) documentos comprobatórios do “curriculum vitae”, em uma via, na mesma ordem do currículo.

DATA PARA O INÍCIO DO CONCURSO: O candidato será convocado para as provas por edital e por meio de mensagem eletrônica encaminhada ao endereço eletrônico informado no ato de inscrição.

PROVAS:

PROVA PRÁTICA (50 min.) SEGUIDA DE ENTREVISTA – Eliminatória.

PROVA DE TÍTULOS (análise de currículo) – Classificatória

PROGRAMA PARA A PROVA PRÁTICA

1. Aplicação pelo candidato de uma aula presencial de interpretação teatral, para um grupo de pessoas indicado pelo Departamento.

QUANTO AOS INSTRUMENTOS:

Serão disponibilizados para o candidato os seguintes recursos:

Sala de aula prática;

Aparelho de som.

QUANTO À TÉCNICA:

A aplicação técnica de interpretação teatral deverá ser planejada pelo candidato a partir de sua formação docente e artística.

METODOLOGIA DE AFERIÇÃO PARA AVALIAÇÃO DOS CANDIDATOS

Quanto ao conteúdo:

1. Domínio do conteúdo (coerência no conteúdo da aula, domínio conceitual e integração de
conhecimentos);

2. Atualização na área;

3. Fundamentação do conteúdo ministrado em pesquisas e métodos da área do concurso;

4. Articulação teórico-prática (incluindo conduta ética, quando couber)

Quanto à didática:

1. Adequação na escolha, uso e qualidade dos recursos de ensino;

2. Adequação no uso do tempo;

3. Tom de voz e ritmo de fala.

Quanto à forma:

1. Uso de linguagem clara e objetiva;

2. Correção gramatical na fala;

3. Coerência de ideias;

4. Estrutura da aula.

OUTRAS INFORMAÇÕES: A versão oficial deste edital está disponível no site de Inscrições para docentes da UFMG: https://aplicativos.ufmg.br/gprocss/#/editais (EDITAL Nº 1244/2023) e no processo SEI nº 23072.215683/2023-54. OS CANDIDATOS DEVEM SEGUIR ATENTANTAMENTE AS INSTRUÇÕES CONSTANTES NA VERSÃO OFICIAL DO EDITAL

DOCUMENTOS

EDITAL nº 1244, de 25 de maio de 2023

EDITAL Nº 1278/2023 – Retifica o Edital 1244 de 25 de maio

Tabela de Pontuação

Barema

Portaria nº 5877, de 29 de Junho de 2023 – Comissão Examinadora

Edital de Convocação

Ata de apuração e Parecer Final da Comissão Examinadora

Edital nº 1615, de 07 de julho de 2023 – Homologação do Resultado Final

Livro “Portal da Memória” ressalta a escultura de Jorge dos Anjos na Orla da Pampulha

Texto: Divulgação. Foto: André Burian

A famosa escultura de Iemanjá localizada na Lagoa da Pampulha desde 1982 sofreu muita depredação ao longo dos anos. Em 2007, o Portal da Memória, obra do artista mineiro Jorge dos Anjos, resolveu o problema, ao proteger com uma moldura de ferro a escultura de Iemanjá, ao mesmo tempo em que abriu uma multiplicidade de reflexões sobre a história da cultura de raízes africanas que permeiam a formação de toda a capital mineira. Em uma homenagem a esse processo e à trajetória deste importante artista ouro-pretano, o livro “Portal da Memória: A poética construtiva de Jorge dos Anjos na paisagem da cidade”, será lançado nos próximos dias 2 (sexta-feira) e 3 (sábado) de junho, com duas mesas de debate realizadas na Casa do Baile e no Centro Cultural UFMG. Nos encontros, com entrada gratuita, serão distribuídos exemplares do livro recém-lançado. Jorge dos Anjos tem muitas obras que reverenciam a cultura afro-brasileira e conversam diretamente com Belo Horizonte, mas certamente o Portal da Memória pode ser considerada sua criação mais emblemática na cidade. A imensa escultura de ferro oxidado, marcada por desenhos de símbolos religiosos das matrizes afro-brasileiras, não apenas protege a estátua de bronze de Iemanjá removida para um pedestal sob a água, evitando o contato do público com a peça, após a instalação do portal na orla mas apresenta literalmente um convite para reparar outros belos horizontes, neste caso, construídos a partir de um enquadramento de ferro, rígido, de presença imponente, que pode simbolizar o olhar da população negra e suas vivências, lembranças e culturas não raras as vezes amordaçadas e negadas.

Por isso, a Pampulha é tão simbólica. Criada para ser o cartão postal da modernidade de Belo Horizonte na década de 1940, com obras de Oscar Niemeyer e jardins de Burle Marx, a orla da Lagoa da Pampulha, cercada pela Casa do Baile e pelo Iate Tênis Clube, durante muito tempo se manteve como espaço restrito à elite e, consequentemente, negado às pessoas pretas. Nesse sentido, o Portal da Memória foi criado como uma espécie de reparação histórica simbólica e uma lembrança viva aos visitantes de que a cidade e suas belezas não estão determinadas pelo estereótipo burguês do homem branco, ao contrário, são essencialmente resultado da multiplicidade de seu povo, incluindo uma população escravizada por mais de três séculos da história registrada, e empurrada para a margem das periferias brasileiras na chamada “modernidade democrática”.

É contra o apagamento do passado da população preta e o silenciamento contemporâneo das raízes afro-brasileiras que a obra de Jorge dos Anjos ganha força e sentido concreto. “O Portal da Memória é uma das esculturas mais significativas que tenho em BH, em um lugar importante, a Lagoa da Pampulha, em diálogo essencial com a água. Na África, antes de entrar no navio negreiro, costumavam vedar os escravos e andavam em círculo com eles
envolta de uma árvore, que era chamada árvore do esquecimento. Nesse sentido, nessa obra, a água é memória. É como se, ao atravessar o portal, você fosse se lembrando da sua história, sua existência, é uma maneira simbólica de afirmar isso”, explica o artista. “Desenvolvo meu trabalho pensando nas raízes africanas. E sei que a minha arte, a escultura, acaba sendo consumida por pessoas mais ricas. Por isso, é importante a obra estar em um
espaço público, de acesso a todos. Acredito que o lugar público é a vocação da escultura”, complementa Jorge.

A partir deste contexto, o livro apresenta uma série de textos reflexivos, amparados pela robustez da pesquisa acadêmica, mas que parecem convidar o leitor, com linguagem fluida e acessível, para uma boa prosa sobre o patrimônio cultural, a paisagem cotidiana, as diferenças sociais na formação da cidade, a representatividade de Iemanjá dentro de um Brasil majoritariamente negro, tudo isso delineado pela arte de Jorge dos Anjos e pelos
distintos significados que ele alcança com suas esculturas de ferro, surpreendente maleáveis aos olhos. “Na iniciação científica a professora Rita Lages me pediu para escolher um monumento urbano para pesquisar, não tive dúvida de escolher o Portal da Memória, não só pela beleza da escultura, das linhas construtivistas, da geometria sensível, como pelos múltiplos significados que a obra apresenta para a comunidade e das possibilidades de
desenvolvimento da pesquisa na área da preservação do patrimônio Cultural. Quando vimos a quantidade de artigos que havíamos escrito na temática, resolvemos apresentar o projeto do livro na Lei de Incentivo de Belo Horizonte. O Jorge recebeu bem a iniciativa, fez as ilustrações e concedeu uma entrevista para a publicação. Convidamos o Flávio Vignoli, que já havia trabalho com o Jorge no projeto Aya Árvore da Vida no Centro de Referência das Juventudes, para fazer o projeto gráfico. Estamos muito satisfeitas com o resultado” relata Tereza.

O trabalho, realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, é resultado de uma rica pesquisa de Maria Tereza Dantas Moura, conservadora-restauradora e mestre em Patrimônio Cultural pela UFMG, e Rita Lages Rodrigues, historiadora e professora de História e Teoria da Arte da Escola de Belas Artes da UFMG. Em 113 páginas, as duas autoras da obra tecem interpretações assertivas e importantes sobre a arte de Jorge dos Anjos, além de presentear o leitor com uma longa entrevista com o artista. A publicação ainda conta com uma bela coletânea de fotografias em preto e branco das principais obras do artista, distribuídas ao longo de todo o texto.

Jorge dos Anjos

Natural de Ouro Preto (MG), Jorge dos Anjos é artista plástico formado pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), tendo assimilado técnicas e perspectivas com os professores-artistas Nuno Mello, Ana Amélia e Amílcar de Castro. O trabalho de Jorge dos Anjos é nacionalmente e internacionalmente reconhecido pelas originais esculturas produzidas principalmente em chapas de ferro oxidado, mas também em pedra sabão e madeira. Sua arte é marcada por reverências e resgates da cultura africana, caracterizada por dobras, recortes e inclinações improváveis da estrutura rígida, desafiando a natureza principalmente do metal, característica que rendeu a alcunha “balé de silhuetas” para sua obra. Jorge dos Anjos realizou exposições por todo o país, incluindo obras no Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP); na Galeria do Banco Central, em Brasília (DF); e no Museu da Inconfidência, em
Ouro Preto (MG); além de incursões pelo exterior, tendo ocupado a Galeria Souza Edelstein, em Nova Iorque, nos Estados Unidos; e uma galeria do Shopping Colombo, em Lisboa, Portugal. Em Belo Horizonte, além do Portal da Memória, instalado na Lagoa da Pampulha, Jorge dos Anjos também assina outra importante obra para a memória afro-brasileira, o monumento Zumbi Liberdade e Resistência 300 anos, situado na Avenida Brasil.

Seminário de lançamento do livro “Portal da Memória: A poética construtiva de Jorge dos Anjos na paisagem da cidade”

1º dia de lançamento
Quando. 2 de junho (sexta-feira), de 18h30 às 20h
Onde. Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, Centro)
Mesa de conversa com: Regina Helena Alves da Silva, Rita Lages Rodrigues, Maria Tereza Dantas Moura, Carolina Ruoso e Jorge dos Anjos.

2º dia de lançamento
Quando. 3 de junho (sábado), de 11h às 12h
Onde. Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha)
Mesa de conversa com: Rita Lages Rodrigues, Maria Tereza Dantas Moura, Carolina Ruoso e Jorge dos Anjos.

NEDEC recebe o artista Augusto Fonseca no Ateliê 6 de Desenho da EBA

Texto: Sandro Ka

No dia 01 de junho, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (EBA/UFMG), convida o artista Augusto Fonseca (@aug.fonseca) para uma conversa sobre sua produção artística artística, com mediação do Prof. Dr. Rodrigo Borges. A atividade acontecerá no Ateliê 6 Desenho, das 14h às 16h30, com entrada franca, aberta à comunidade acadêmica e público interessado.


Augusto Fonseca é artista, curador e pesquisador formado pela EBA/UFMG. Mestre em dimensões teóricas e práticas da produção artística pela UEMG. Realizou diversas exposições individuais, dentre elas: Tudo é Eco no Universo (Casa Fiat de Cultura, 2019); Estratégias do Mercado, no (BDMG Cultural, 2019); Walk me Home (Museu Inimá de Paula, 2015); O Falso Espelho (Galeria de Arte da COPASA, 2013); e Outras Cidades Invisíveis, na (Galeria de arte da CEMIG, 2009). Das exposições coletivas, destacam-se: Pintura Mineira – Recorte (Espaço Cultural Vallourec, 0218), Novos, Novíssimos, Seminovos (Galeria Lemos de Sá, 2018), 44º Salão de Arte Luiz Sacilotto (2016), 60×20 – Galeria de Arte da CEMIG(2012), 9° Salão de Artes Visuais de Guarulhos (2009), e Fundação de Arte de Ouro Preto-FAOP (2008).

Participou da Comissão de Seleção e Organização da 5ª e da 6ª edição do programa Bolsa Pampulha e do projeto Telas Urbanas. Como curador, idealizou e organizou a exposição Sobre o que se Desenha (Museu de Arte da Pampulha, 2015), fez curadoria das exposições Pintura em Diálogo (BDMG Cultural, 2017) e Hiato – Marco Tulio Rezende (Galeria da Escola Guignard, 2022) e foi curador assistente na exposição Arte e Política no Acervo do MAP, realizada no SESC Palladium (2016). É servidor na Fundação Municipal de Cultura e membro da Câmara de Fomento à Cultura Municipal.


Em sua pesquisa artística, o artista aborda diversas temáticas que vão da relação do artista com seu cotidiano a questões que envolvem a sociedade contemporânea. Na série Estratégias do Mercado, o artista apresenta, de forma irônica, uma crítica ao consumismo e seu ciclo de descarte. Já em “Tudo é Eco no Universo”, faz uma releitura sobre o mito de Narciso, trazendo o personagem adoecido, de forma a não se reconhecer em seu próprio reflexo. Atualmente, Fonseca tem construído uma espécie de diário gráfico, que expressa e registra acontecimentos violentos da recente história do país. São as séries República das bananas, Nova Idade Média, (de)composições, e A quem se destina?. O denominador comum entre suas pesquisas é a sempre presença da linguagem do desenho.


Para o encontro com o NEDEC, o artista irá comentar sobre sua produção, projetos expositivos que organizou e, também, sobre sua mais recente pesquisa realizada no mestrado da UEMG.