Exposição ‘Travessia Fotográfica’ reúne obras inspiradas em frase literária de João Guimarães Rosa

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição coletiva ‘Travessia Fotográfica’, idealizada pelo fotógrafo, geógrafo e doutorando em geografia Lucas Lobato, na sexta-feira, dia 10 de novembro de 2023, às 19 horas. A mostra reúne fotografias de 28 autores e poderá ser vista até 17 de dezembro de 2023. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Inspirada na frase de uma das obras mais emblemáticas de João Guimarães Rosa, ‘Grande Sertão: Veredas’, a exposição ‘Travessia Fotográfica’ busca enveredar pelo sentido da travessia a partir de diferentes perspectivas.

As 50 fotografias que compõem a mostra foram selecionadas através de uma chamada pública em 2019 e estão organizadas em 10 séries. São 28 autores, dentre estudantes de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Geografia, Letras, Música e Turismo, além de estudantes de pós-graduação e também servidores da UFMG.

As fotografias são divididas nas seguintes séries: Amanhecer, Caminhos, Encruzilhadas, Limites, Interiores Gerais, Gandarela, Tabuleiro, Devir Retirante, Travessia Urbana, Voa Diadorim.

Os próprios caminhos de montagem da exposição passam por novas transformações nas composições dispostas pelo olhar. A fotografia nos atravessa pelo olhar, mas e quando não há este estímulo sensorial?

Nesse sentido, a proposta conduz a novas reconstruções da imagem através da oralidade, ao realizar a audiodescrição das fotografias e propor o diálogo entre o instante vivido, o capturado e o percebido.

Em 2020, durante a pandemia, a exposição foi totalmente adaptada para o ambiente virtual, sendo disponibilizada nas redes sociais pelo Facebook e Instagram. Para cada série foi criado um episódio de podcast com diálogos e convidados especiais.

Após a mostra virtual, a exposição teve sua inauguração presencial durante o 19º Seminário de Diamantina, que ocorreu entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro de 2022, na Casa da Glória, em Diamantina, MG.

A cada travessia, uma fotografia. Em cada exposição, novos momentos de encontros e diálogos, desvendando os caminhos que nos atravessam em nossas travessias.

Histórico

A proposta da exposição surgiu no diálogo entre participantes da Travessia Itambé/Rio Preto, na Serra do Espinhaço, durante a disciplina de Biogeografia, na pós-graduação em Geografia (IGC/UFMG), em 2017. Em 2019 foi realizada uma chamada pública para participação da exposição fotográfica, ocasião em que foram recebidas cerca de 200 fotografias. O projeto foi selecionado na terceira chamada do Programa de Apoio Integrado a Eventos (Paie), da Pró-reitoria de Extensão da UFMG (Proex), viabilizando a impressão e a audiodescrição das fotografias. A exposição teria sua abertura no Campus Pampulha da UFMG em março de 2020, com montagem na Casa da Glória, em Diamantina, no decorrer do mês de abril. Com a pandemia da COVID-19 a exposição foi adaptada para o ambiente virtual, sendo criadas novas intervenções e diálogos.

Ficha Técnica:
Coordenação: Lucas Lobato e Bernardo Gontijo
Curadoria: Adolfo Cifuentes, Bernardo Gontijo, Lucas Lobato, Paulo Baptista
Audiodescrição: Anita Rezende
Consultora AD: Elizabet Sá
Produção: Ana Beatriz Cucaroli, Beatriz Bartholo, Guido Lins, Lucas Lobato, Soraya Saraiva.
Fotógrafos (as): Ana Beatriz Cucaroli, André Menezes, André Fernandes, Beatriz, Bartholo, Bernardo Gontijo, Bernardo Raidan, Carolina Rodrigues, Fernanda, Rezende, Fernanda Silva, Frederico Gonçalves, Frederico Roland, Gabriela Souza, Guido Lins, Herivelton Ferraz, Izabella Rosa, Joaquim Lacerda, Johnny Cristian, Lucas Filipe, Lucas Lobato, Luciana Gontijo, Mariana Lacerda, Mirela Matos, Pedro Pereira, Rafael Viriato, Regina Goulart, Renata Leite, Rodolfo Luiz, Soraya Saraiva.

Participantes dos diálogos e podcast: Adolfo Cifuentes, Ana Beatriz Cucaroli, André Almeida, Anita Rezende, Bárbara Paglioto, Beatriz Bartholo, Bernardo Gontijo, Dezireé Mourão, Diego Zanotti, Diomira Faria, Elisa Almeida, Elson Barbosa, Fábio Barbosa, Fernanda Rezende, Ferpa, Frederico Roland, Gabriel de Oliveira, Giselle Melo, Guido Lins, Herivelton Ferraz, João Maia, Junia Ferrari, Jussara Costa, Kátia Mourão, Lucas Lobato, Lupri do Carmo, Marlette Menezes, Maíra Cristina, Malu Fernandes, Paulo Baptista, Paulo Junior, Soraya Saraiva, Tarcísio Nunes, Teca (Movimento Gandarela), Valéria Amorim, Yan Heyder.

Apoio: Instituto de Geociências da UFMG, Instituto Casa da Glória (IGC/UFMG), PROEX/UFMG, Programa de Apoio Institucional a Eventos – PAIE (PROEX/UFMG).

Exposição ‘Travessia Fotográfica’
Abertura: 10 de novembro de 2023 | às 19 horas
Visitação: até o dia 17/12/2023
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Laboratório de Curadoria de Exposições Bisi Silva e Grupo de Pesquisa Caligrafias e Escrituras convidam para Mesa Redonda Curadoria de Exposições

Com a presença dos professores:

Paulo Pires do Vale filósofo, professor universitário, ensaísta e curador. É, desde 2019, Comissário do Plano Nacional das Artes de Portugal. Tema: Curadoria como ensaio.

Maria do Carmo de Freitas Veneroso pesquisadora, artista, professora na Escola de Belas Artes da UFMG e curadora. Sua área de pesquisa envolve principalmente Artes Visuais, Gravura no campo ampliado e as relações entre as artes. Tema: Alguns eixos temáticos do Circuito Polímatas.

Carolina Ruoso professora de Teoria, Crítica e História da Arte da Escola de Belas Artes da UFMG. Coordenadora do Laboratório de Curadoria de Exposições Bisi Silva. Tema: Pesquisa Curatorial e a construção de justiça epistêmica.

Informações práticas Sala B415 CAD II UFMG | 08/11/2023 | 15h

Não precisa fazer inscrições

Para mais informações nos contactar no e-mail: mcuradoriaexpo@gmail.com

Autoria das fotografias na ordem de aparição:

1. Nuno Botelho/Expresso

2. @saranaotemnome

3. Heloísa Nascimento

Design: @henriquelisandro

NEDEC recebe os artistas Lucas Emanuel e Mateus Moreira na Escola de Belas Artes da UFMG

Texto: Divulgação

Na terça-feira dia 31/10, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (EBA/UFMG), por meio da linha de pesquisa “Desenho e Hibridismos de Linguagens”, convida as artistas Lucas Emanuel (@s.lucas.emanuel) e Mateus Moreira (@pteus_) para uma conversa sobre sua produção artística artística, com mediação do Prof. Dr. Hugo Houayek (@hugohouayek).

A atividade acontecerá no Auditório Álvaro Apocalypse (EBA), das 9h às 12h, com entrada franca, aberta à comunidade acadêmica e público interessado. A atividade retoma o ciclo de atividades do grupo de pesquisa no segundo semestre de 2023.

Lucas Emanuel (Belo Horizonte/MG,1994) iniciou sua prática artística com a realização de grafites e na relação com a rua como espaço produtivo de imagens e acontecimentos, vindo a se aproximar do repertório de gêneros artísticos. Seu trabalho se desenvolve principalmente a partir do tensionamento entre a disposição experimental e a tradição da pintura, bem como da torção de linguagens e referências. Frequentou o ateliê de pintura da Escola Guignard entre 2012/2016 e possui mestrado em Artes Visuais pela UFMG. Participou de exposições individuais e coletivas, dentre as quais se destacam Caça, a Raposa (Galeria do BDMG Cultural, 2016), Novas Poéticas (Salvador/BA, 2017), 6º Prêmio EDP nas Artes (São Paulo/SP, 2018), Tragédia (São Paulo/SP, 2022) e 8ª edição do Bolsa Pampulha (Belo Horizonte, 2022).

Mateus Moreira (Belo Horizonte/MG, 1996) é graduado em Artes Visuais pela EBA/UFMG. Na Pintura constrói imagens que se desdobram das consequências de sua própria existência no mundo, transformando o cotidiano em lições para reimaginar o futuro. Em 2023 participa da exposição Dos Brasis no Sesc Belenzinho (SP) e Arte Brasileira na Casa Fiat de Cultura (BH), realiza a exposição individual Nêmesis na Carpintaria (RJ) e Conselhos, na Galeria Celma Albuquerque (BH); participou da Residência Bolsa Pampulha (BH) em 2022 e da exposição Tragédia, na Fortes D’Aloia & Gabriel (SP). Em 2021, expôs a individual Desolação, na Casa Fiat de Cultura (BH), é premiado no 12° Salão Artistas Sem Galeria (SP). Em 2020 realizou a primeira individual Resiliências, na Fundação de Arte de Ouro Preto (MG) é premiado no 9° Salão de Itabirito (MG) no mesmo ano; entre outras exposições coletivas.

Luiza Alcântara aponta para as relações entre corpo e desenho em exposição no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG abre da exposição O tempo da duração, da artista Luiza Alcântara, nesta sexta-feira, dia 6 de outubro, às 19h. A mostra poderá ser vista até 12 de novembro de 2023. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Em O tempo da duração, a artista aponta para as relações entre o corpo, o desenho e as questões arquitetônicas da sala Celso Renato de Lima do Centro Cultural UFMG, parte integrante do complexo arquitetônico da Praça da Estação, trazendo duas obras como proposta de ocupação desse espaço.

A primeira constitui-se de uma instalação em que o piso da galeria é recoberto por papel branco, permanecendo uma pequena faixa do piso em madeira no entorno de todo o perímetro da sala, evidenciando o desenho de sua planta baixa.

Em diálogo com a instalação, Luiza executará uma caminhada sobre essa única faixa de chão descoberta, guiada pelo som de um metrônomo analógico, que marca o compasso do tempo e a rítmica que cadencia o vazio e o silêncio.

O trabalho busca evidenciar o deslocamento no espaço delimitado pelo desenho da sala, os tempos de respiração e de locomoção entre os membros do corpo, assim como o desenho do lugar que o corpo contém e redesenha em seu movimento.

Luiza Alcântara é uma artista mineira que tem no desenho seu método de investigação e produção artística. Mestra em Artes pela UEMG, busca retratar em suas produções as percepções individuais sobre espaços e lugares junto aos elementos que os constituem.

Exposição O tempo da duração – Luiza Alcântara
Abertura: 6 de outubro de 2023 | às 19h
Visitação: até o dia 12/11/2023
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato de Lima
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

1º Festival Interaç@ao – Inscrições até 27 de outubro

As Diretorias da Escola de Belas Artes e Escola de Música tornam pública a abertura do processo de seleção
de propostas para o 1º festival interaç@o, contemplando a produção artística contemporânea da Escola
de Belas Artes e Escola de Música da UFMG, a ser realizada em espaços das respectivas Unidades
Acadêmicas e extensivo às suas imediações no campus da UFMG

Edital Interaç@o

Ficha de Inscrição 1º Festival Interaç@o 2023

Peça inspirada em Bertold Brecht abre programação de outubro do Circuito Cultural UFMG

Texto: Pró-reitoria de Cultura da UFMG

O Circuito Cultural UFMG abre sua programação do mês de outubro com o espetáculo Esta Noite Mãe Coragem, ‘uma farsa futurista’, que será apresentado em duas sessões: no projeto Quarta Doze e Trinta, no dia 4 de outubro, às 12h30, e na quinta-feira, 5 de outubro, às 17h30, no projeto Ao Cair da Tarde. As duas apresentações serão no auditório da Reitoria e tem entrada gratuita. A classificação indicativa é de 14 anos. O Circuito Cultural UFMG é uma realização da Pró-reitoria de Cultura da UFMG (Procult).

Livremente inspirado na obra Mãe Coragem e seus Filhos, de Bertolt Brecht, a peça foi desenvolvida durante a disciplina Prática de Criação Cênica, do 4º período da Graduação em Teatro no primeiro semestre de 2023. A dramaturgia e a direção é assinada pelo professor Antonio Hildebrando.

O espetáculo parte da ideia da obra de Brecht – que contava uma história no passado para criticar o momento presente (no caso, o nazismo e a 2ª Guerra Mundial) – para imaginar um futuro distópico e tratar de temas atuais como mudanças climáticas, ascensão da extrema direita e desigualdade social.

Esta Noite Mãe Coragem, espetáculo dos estudantes a graduação em Teatro da UFMG
Datas: 4 de outubro, às 12h30 – Quarta Doze e Trinta
5 de outubro, às 17h30 – Ao Cair da Tarde
Local: auditório da Reitoria da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha)
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 90 minutos
GRATUITO

Zé: filme de Rafael Conde, da EBA, conta trajetória de estudante da UFMG morto pela ditadura

Texto: Itamar Rigueira Jr

José Carlos da Mata Machado, nascido no Rio de Janeiro em 1946, ingressou na Faculdade de Direito da UFMG em 1964, o ano em que foi dado o golpe que instaurou a ditadura no Brasil. Quatro anos depois, foi detido durante congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo, e condenado a oito meses de prisão. Entrou na clandestinidade, voltou a ser preso em 1972, acusado de subversão, e, no ano seguinte, após ser torturado, morreu, aos 27 anos, em instalação do regime no Recife.

Parte da trajetória de José Carlos é contada no filme Zé, de Rafael Conde, professor, hoje aposentado, da Escola de Belas Artes da UFMG. A obra será exibida em pré-estreia, na terça-feira, dia 26 de setembro, em Belo Horizonte, durante o festival CineBH.

O roteiro de Rafael Conde e Anna Flávia Dias toma como ponto de partida o livro José Carlos Novais da Mata Machado, uma Reportagem, do pernambucano Samarone Filho, e se baseia também na correspondência entre José Carlos e o pai, o jurista Edgar de Godói da Mata Machado, que foi professor da UFMG e teve sua cátedra cassada em 1968.

Conde revela que a obra começou a ser gestada ainda nos anos 2000, mas na época ele obteve recursos apenas para a elaboração do roteiro. Só bem recentemente conseguiu, por meio de edital, a verba para rodar o filme, depois de muitas versões do roteiro. “O livro do Samarone me foi apresentado por amigos, e eu conhecia a história do José Carlos de conversas na cidade ao longo dos anos. E, claro, meu interesse pelo tema tem a ver também com minha própria trajetória, antes como estudante e depois como professor e cineclubista, sempre muito próximo dos movimentos estudantis”, relata o diretor.

 

Curtas e longas

Com produção de Samantha Capdeville, fotografia de Luís Abramo e direção de arte de Oswaldo Lioi, Zé tem no elenco, entre outros, Caio Horowicz, que faz o papel principal, Eduarda Fernandes, Samantha Jones, Rafael Protzner e Yara de Novaes.

Rafael Conde, que ainda atua na pós-graduação em Artes da UFMG, é mestre em Artes/Cinema pela USP e doutor em Artes Cênicas pela UniRio, com bolsa-sanduíche na New York University. Fez estudos de pós-doutorado na Escola de Comunicação e Artes da USP. Coordenou o Cine Humberto Mauro e o setor de cinema da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, e dirigiu o projeto Experimentos cênicos, com o Grupo Galpão. Em 2019, lançou o livro O ator e a câmera: investigações sobre o encontro no jogo do filme.

Dirigiu curtas e longas-metragens, entre obras de ficção, como Fronteira (2008) e Rua da Amargura (2003), e documentários como A verdade no olhar do ator que mente (2016) e O suposto filme (2021). Foi premiado em festivais como os de Brasília e Gramado e teve seus filmes exibidos em festivais importantes no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova York, Rotterdã e Havana, entre outros.

Zé será exibido na terça, 26, às 20h, em sessão de abertura do festival CineBH, no Cine Theatro Brasil Vallourec (Avenida Amazonas, 315, Centro).