Exposição no Centro Cultural UFMG resgata memórias e tradições da gastronomia mineira

Exposição no Centro Cultural UFMG resgata memórias e tradições da gastronomia mineira

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual Amuletos Gastronômicos: o mineirês como expressão de afeto, da artista visual Júlia Corsino, com curadoria de Eliana Ambrosio. A mostra reúne gravuras e esculturas que retratam uma percepção sensível da cultura gastronômica mineira. A abertura será realizada no dia 31 de julho, sexta-feira, às 19h. As obras poderão ser vistas até 6 de setembro. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Amuletos Gastronômicos: o mineirês como expressão de afeto

A cultura mineira é fruto de uma rica combinação de tradições que se expressam na hospitalidade, no sotaque marcante e, especialmente, na gastronomia afetiva. Reconhecido mundialmente, o cenário gastronômico de Minas Gerais destaca-se pelos sabores regionais e pela força dos pequenos produtores locais, que mantêm viva a essência desse patrimônio imaterial.

A exposição Amuletos Gastronômicos: o mineirês como expressão de afeto explora as conexões entre memória, identidade e os costumes alimentares que perpetuam a cultura de Minas Gerais. Resultado de uma pesquisa imersiva da artista pela capital mineira, incluindo vivências no Mercado Central e no Mercado Novo, a mostra resgata receitas, tradições e marcas territoriais, entrelaçando-as com as próprias raízes familiares da artista. De forma poética, as obras traduzem as histórias e práticas da gastronomia mineira em um diálogo sensível com a tradição gráfica.

Sobre a artista

Júlia Corsino (Belo Horizonte, 2002) é artista visual e tatuadora. Graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com habilitação em Gravura, vive e trabalha em sua cidade natal. Sua pesquisa investiga a memória individual e coletiva da cultura mineira, aproximando cuidado e afeto às raízes da culinária regional e à vivência da artista no estado.

Sobre a curadora

Eliana Ambrosio é professora de xilogravura na Escola de Belas Artes da UFMG, instituição onde coordenou o Curso de Artes Visuais entre 2012 e 2016. É especialista em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis pelo CECOR-UFMG, além de mestre e doutora em História da Arte pela Unicamp. Sua produção artística transita entre a xilogravura e a gravura em metal, incorporando fotografia, vídeo e desenho em pesquisas que ampliam o campo da gravura, articulando sua tradição com mídias digitais, instalações e livros de artista.

Exposição Amuletos Gastronômicos: o mineirês como expressão de afeto – Júlia Corsino

Abertura: 31 de julho de 2026 | às 19h

Visitação: até o dia 06/09/2026 | Terças a sextas: 9h às 20h | Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Espaço Experimentação da Imagem do Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 – Centro, Belo Horizonte / MG)

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Centro Cultural UFMG recebe primeira exposição individual de Glayson Arcanjo em Belo Horizonte

Centro Cultural UFMG recebe primeira exposição individual de Glayson Arcanjo em Belo Horizonte

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual Horizonte Abissal, do artista visual Glayson Arcanjo, com curadoria de Yana Tamayo. A mostra reúne trabalhos que investigam o corpo humano, o solo, o tempo e as materialidades que compõem a paisagem, por meio de diferentes linguagens, como desenho, fotografia, pintura, vídeo e instalação. A abertura será realizada no dia 31 de julho, sexta-feira, às 19h. As obras poderão ser vistas até 6 de setembro de 2026. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Sob os abismos da superfície, o fundo do chão – por Yana Tamayo, curadora

Em sua primeira exposição individual em Belo Horizonte, o artista mineiro radicado em Goiânia, Glayson Arcanjo, apresenta um conjunto de trabalhos produzidos entre 2021 e 2026 que investigam as relações entre a vida e o solo que a sustenta. Artista visual e professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG), Arcanjo articula criação, pesquisa e ensino ao realizar exposições, investigar processos de criação e lecionar disciplinas ligadas ao desenho e à experimentação poética.

Horizonte Abissal chega ao Centro Cultural UFMG com mais de 20 obras realizadas nos últimos seis anos. Desenvolvidos em diferentes linguagens — desenho, fotografia, pintura, vídeo e instalação —, os trabalhos propõem uma aproximação sensível entre o corpo, a vida vegetal, a materialidade do solo, o tempo e as relações que conformam a paisagem. O território habitado pelo artista torna-se campo de observação, experimentação e elaboração poética na tentativa de formular outras maneiras de compreender o que se vê: um lugar onde o tempo e as intempéries agem sobre todas as coisas e no qual cada elemento transforma e é transformado pelos demais. O chão oferece estabilidade, abrigo e nutrição, mas também delimita fronteiras, dissonâncias e territórios em disputa.

A ideia clássica da natureza como espaço de equilíbrio e harmonia desfaz-se quando a percebemos como um sistema vivo, instável e vertiginoso que é. A terra surge como alicerce, abismo e reservatório da vida: uma imagem ambivalente, em permanente movimento. Essa dimensão torna-se cada vez mais evidente à medida que a expansão das formas capitalistas de exploração intensifica as transformações da Terra.

Nos últimos anos, Arcanjo tem investigado a materialidade do solo, seus ciclos de transformação e as relações humanas, políticas e econômicas que continuamente o redefinem. Seu trabalho evidencia também as assimetrias, tensões e violências que atravessam os usos da terra no território brasileiro, especialmente no Cerrado. A paisagem evocada pelo artista é continuamente remodelada por processos geológicos, ciclos orgânicos e atividades produtivas em larga escala.

O desenho ocupa um lugar central nessa pesquisa. Mais do que uma técnica, opera como matriz de reflexão e ferramenta de escuta do mundo. Graficamente, pictoricamente e poeticamente, evidencia a fisicalidade dos influxos envolvidos nos trânsitos da matéria. Desenhar torna-se um modo de observar, coletar, separar e experimentar diferentes composições — uma prática que se aproxima metodologicamente das ciências, mas que, em vez de produzir provas, prefere formular perguntas conduzidas pela sensibilidade e pela imaginação.

Grande parte das obras nasce do contato direto com a terra. O artista coleta amostras de solo, peneira, separa e prepara pigmentos, preservando as tonalidades que revelam a composição mineral e orgânica de cada lugar. Ao transformar terra em pigmento, transporta fragmentos do território para o campo da linguagem. Misturado à água, o pó é suspenso, decanta, para, em seguida, ser depositado sobre papel ou porcelana. A partir daí, espera, experimentação e acaso passam a conduzir o processo. Alguns pigmentos aderem intensamente; outros se desfazem facilmente. O tempo torna-se colaborador da obra, e a imagem emerge da interação entre forças visíveis e invisíveis.

Em meados de 2020, o chão deixou de ser apenas uma superfície para tornar-se o espaço primordial de relação e disputa entre tudo o que vive, se transforma ou se move. Nele, a vida germina, enraíza-se e decompõe-se. Sob essa perspectiva de dependência mútua, a decomposição pode ser compreendida como recomposição, compostagem ou restituição da matéria viva.

Durante a produção das obras para esta mostra, novos procedimentos passaram a tensionar a ideia de superfície. Se, inicialmente, o artista se dedicava aos vestígios encontrados no rés do chão — pigmentos, raízes, galhos, cinzas, variações cromáticas da terra e suas relações com a água —, aos poucos seu olhar desloca-se para estratos, camadas, saturações e profundidades. A paisagem imaginada por Glayson amplia-se como se pudéssemos olhar também verticalmente por dentro dela, através de fendas, erosões e frestas.

Esse movimento de descida — presente também em trabalhos nos quais o artista submete o próprio corpo à resistência do contato vertical com o chão — nos convida a refletir sobre nossa maneira de produzir relações e realidades materiais sobre a Terra. Na mitologia grega, a catábase designa a descida ao mundo dos mortos. Embora represente a travessia de um herói em direção ao submundo, essa narrativa reafirma uma separação entre vida e morte e entre mundos incomunicáveis.

Outras cosmologias, porém, oferecem imagens distintas. Em muitas narrativas ameríndias — especialmente nas cosmovisões andinas — o interior da terra não corresponde apenas ao mundo “inferior”, mas a um plano de conhecimento, de encontro com os ancestrais, as sementes, a maturação dos minerais e os ciclos de transformação e preparo da vida. Essa cartografia imaginária acerca da terra conecta memórias ainda vivas dos projetos coloniais de extração mineral que aproximam as minas de Potosí, na Bolívia, das minas de Vila Rica, atual Ouro Preto. Ambas tiveram papel crucial para forjar a modernidade europeia.

O título da exposição faz menção a uma travessia coletiva: imaginar a descida ao ventre da Terra é também uma experiência vertiginosa de imaginação histórica. Poderíamos retornar à superfície transformados por essa experiência abissal de cinco séculos de esvaziamento dos solos? Ainda pertencemos à terra ou apenas a atravessamos?

Ao reorganizar poeticamente os elementos e as forças que determinam o horizonte que vemos, Glayson Arcanjo nos convida a reconhecer a interdependência entre os seres e as matérias que compõem um ecossistema, convocando uma memória afetiva e sensorial da terra inscrita em nossos corpos. Nesse percurso, entre suspensão, impregnação e submersão, a terra deixa de ser apenas suporte para afirmar-se como corpo vivo, arquivo de memórias e pergunta sobre os modos de habitar um mundo em partilha.

Sobre o artista e a curadora

Glayson Arcanjo (Belo Horizonte, 1975. Vive e trabalha em Goiânia, GO) é artista, educador e pesquisador. É professor na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV/UFG), onde também coordena a Galeria da FAV. Doutor em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 2018), mestre pela UFMG (2008) e bacharel em Educação Artística pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU, 2006). Seus trabalhos integram acervos de importantes museus e coleções públicas brasileiras, como a Pinacoteca de São Paulo, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), o Centro Cultural UFG e o Museu de Arte da UFU (MUnA). Entre suas exposições individuais, destacam-se: Terra: suspensão, impregnação, submersão (Sesiminas, 2026); Meu quintal é um mundo (Ateliê Vão, GO, 2026); As coisas começam no chão (Sesc Goiás, 2024); Rastro/Ruína (MUnA, MG, 2022) e Desenho/Ruína (Mapa, GO, 2022). Participou também de diversas mostras coletivas, incluindo Mapas em Brasa’ (Galeria da FAV UFG, 2026), Caminhos de terra e vento’ (Vila Cultural Cora Coralina, GO, 2025), Panorama da Arte Contemporânea de Goiás (Galeria Sibasolly, 2024) e Dias fora de tudo (Centro Cultural UFMG, 2023).

Yana Tamayo (Brasília, DF, 1978. Vive e trabalha em Brasília) é artista visual, curadora e pesquisadora. Doutora e mestra pelo Instituto de Artes da Universidade Federal de Brasília (UnB) e graduada em Artes Plásticas pela UFMG. Com aproximadamente 24 anos de trajetória nas artes visuais, sua pesquisa articula arte, educação e curadoria para investigar novas formas de diálogo entre materialidade, memória e esfera pública no Brasil e na América Latina. Foi sócia-fundadora do espaço autônomo Nave (DF), onde coordenou projetos de pesquisa, formação e curadoria.

Exposição Horizonte Abissal – Glayson Arcanjo

Abertura: 31 de julho de 2026 | às 19h

Visitação: até o dia 06/09/2026 (terças a sextas das 9h às 20h / sábados, domingos e feriados das 9h às 17h)

Grande Galeria / Classificação indicativa livre / Entrada gratuita

Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Edital 1632 – Departamento de Desenho – Área de Conhecimento: Desenho e Artes Visuais

Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Edital 1632 – Departamento de Desenho – Área de Conhecimento: Desenho e Artes Visuais

ÁREA DE CONHECIMENTO: Desenho e Artes Visuais

VAGA: 1 (uma)

CLASSE DE MAGISTÉRIO: Classe A com denominação de Professor Assistente A, nível 1

REGIME DE TRABALHO: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral, com dedicação exclusiva

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Doutorado em Artes, Artes Visuais, Artes Plásticas ou Educação Artística ou em áreas afins

PERFIL DO CANDIDATO: .Professor, artista plástico/visual e pesquisador com graduação em Artes, Artes Visuais, Artes Plásticas, Educação Artística ou Ensino da Arte, com ênfase em Desenho e atuação prática e teórica em Artes. É desejável amplo domínio nas seguintes modalidades: Desenho de Observação e de Criação; Técnicas e Materiais de Desenho; Fundamentos da Forma e da Composição; Análise Crítica e Acompanhamento de Processos Artísticos.

PROVAS: Julgamento de Títulos, Prova Didática e Prova Prática

Realização da prova prática:

A prova consistirá em um desenho de observação direta, que poderá conter cena com objetos de naturezas diversas e/ou modelo vivo. O candidato deverá demonstrar desenvoltura artística e expressiva, capacidade de interpretar, no bidimensional, cenas observadas do tridimensional, bem como domínio, conhecimento e habilidade na representação, por meio do desenho de objetos e/ou modelo vivo nos seguintes aspectos: perspectiva, proporção, construção, volumetria, textura, composição e uso expressivo do material.

Instrumentos, aparelhos ou técnicas a serem utilizadas: O material será fornecido pela comissão organizadora.

Metodologia de aferição:

Para aferição do conhecimento, os candidatos serão avaliados quanto à sua capacidade de interpretar, por meio do desenho, cena ou pose de modelo vivo proposta pela Comissão Avaliadora, observando a transposição do tridimensional para o bidimensional, de modo a demonstrar seu potencial artístico e desenvoltura na representação bidimensional, com domínio dos seguintes aspectos: estruturação, perspectiva, proporção, construção, volumetria, textura, composição e uso expressivo do material.

Duração da Prova Prática: A Prova Prática terá duração de até 4 (quatro) horas.

EDITAL: EDITAL Nº 1632, DE 13 DE JULHO DE 2026, publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 2026, Seção 3, páginas 89 a 96.

INSCRIÇÕES POR CORREIO ELETRÔNICO

PERÍODO DAS INSCRIÇÕES: De 17/07/2026 a 17/08/2026 – ( 30 dias)

HORÁRIO: 00h00 às 23h59 (horário de Brasília)

EMAIL: secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br

PRAZO PARA O INÍCIO DO CONCURSO: De 30 (trinta) a 90 (noventa) dias, contados a partir da data de encerramento das inscrições.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:
O candidato deverá enviar, no ato da inscrição, os seguintes documentos:

6.7. O candidato deverá enviar, no ato da inscrição, os seguintes documentos em arquivos digitais individuais, no formato PDF, com o tamanho máximo de 2 (dois) MB cada um:

a) Termo de requerimento de inscrição devidamente preenchido e assinado (disponível na página eletrônica https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

b) Cópia da Carteira de Identidade ou de outra prova de ser brasileiro nato ou naturalizado e, no caso de estrangeiro, de documento de identificação;

c) Comprovação de quitação com o Serviço Militar, quando for o caso;

d) Certidão de Quitação Eleitoral, que pode ser obtida por meio do sítio eletrônico https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral, dispensável no caso de candidatos estrangeiros;

e) Comprovante do pagamento da taxa de inscrição ou Formulário de Requerimento de Isenção do Pagamento de Taxa de Inscrição de Concursos Públicos (disponível na página eletrônica
https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

f) Curriculum vitae;

g) Documentos necessários para satisfazer os itens 6.11 e 11.6, alínea “e”, deste Edital, se for o caso.

6.7.1. No envio da inscrição o candidato deverá nomear a mensagem da seguinte forma: “Edital [número do edital] – [nome completo do candidato]”.

6.7.2. Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos arquivos em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de envio das mensagens.

6.8. Os originais, ou cópias autenticadas, dos documentos das alíneas ‘b’ e ‘g’ do item 6.7 devem ser apresentados na data da realização da primeira prova.

6.9. A pessoa travesti, transexual ou transgênera que desejar ser atendida ou atendido pelo NOME SOCIAL poderá solicitá-lo no ato da inscrição.

6.9.1. Não serão aceitas outras formas de solicitação de atendimento pelo nome social, tais como: via postal, telefone, fax ou correio eletrônico.

6.9.2. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, documentos que atestem a condição que motiva a solicitação de atendimento declarado.

6.10. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae, numerados e ordenados, preferencialmente, na mesma sequência apresentada no curriculum vitae, deverão ser enviados, no formato PDF, para o correio
eletrônico secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br, em até dez dias após o término das inscrições.

6.10.1. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae devem ser enviados em arquivos no formato PDF de até 20 (vinte) MB cada.

6.10.1.1 A caixa de correio eletrônico da UFMG tem capacidade limitada em 20 (vinte) MB por mensagem. Os envios que excederem a capacidade de 20 (vinte) MB não serão considerados e o candidato não fará jus à pontuação referente ao envio.

6.10.1.2 Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos documentos comprobatórios do curriculum vitae em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de envio das mensagens.

6.10.2. O recebimento dos documentos comprobatórios será confirmado por meio de mensagem eletrônica ao candidato, em até 1 (um) dia útil.

6.10.3. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, a apresentação dos documentos originais ou cópias autenticadas dos documentos comprobatórios, pessoalmente ou por envio postal.

6.10.4. Os itens do currículo para os quais o candidato não apresentar documentação comprobatória correspondente ou cuja documentação não permita comprovar seu cumprimento não serão pontuados na Prova de Títulos.

6.10.4.1. Documentos rasurados, ilegíveis ou que apresentem erro material serão desconsiderados e o item correspondente não será pontuado na Prova de Títulos.

Documentos

EDITAL Nº 1632, DE 13 DE JULHO DE 2026 , publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 2026, Seção 3, páginas 89 a 96

Termo de Requerimento de Inscrição Concurso Público para Cargo do Magistério Federal

Formulário de Solicitação de Isenção do pagamento de taxa de inscrição de Concursos Públicos – Cargo do Magistério Federal

Programa do Concurso


Resolução nº 13/2010, de 11 de Novembro de 2010

Resolução Complementar nº 02/2013, de 07 de Fevereiro de 2013

Decreto nº 9.739, de 28 de Março de 2019

Inscrições homologadas Edital 1632 – Desenho e Artes Visuais

Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Departamento de Desenho – Edital 1633 – Área de Conhecimento: Experimentação e Produção em Moda/Design de Moda: Criação e Pesquisa em Moda; História, Materiais e Processos de Fabricação; Design de Superfícies; Estamparia

Concurso Público para Professor Assistente Classe A nível 1 – Departamento de Desenho – Edital 1633 – Área de Conhecimento: Experimentação e Produção em Moda/Design de Moda: Criação e Pesquisa em Moda; História, Materiais e Processos de Fabricação; Design de Superfícies; Estamparia

ÁREA DE CONHECIMENTO: Experimentação e Produção em Moda/Design de Moda: Criação e Pesquisa em Moda; História, Materiais e Processos de Fabricação; Design de Superfícies; Estamparia

VAGA: 1 (uma)

CLASSE DE MAGISTÉRIO: Classe A com denominação de Professor Assistente A, nível 1

REGIME DE TRABALHO: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral, com dedicação exclusiva

NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Mestrado na área de Moda/Design de Moda, Design, Artes, Arquitetura, Comunicação, Humanidades ou áreas correlatas

PERFIL DO CANDIDATO: Professor(a) e pesquisador(a) atuante na área de Moda com experiência prática e conhecimento teórico em: (1) pesquisa,
criação, planejamento e projetos em Moda (coleção de moda e coleção de estampas); (2) história, materiais e processos de fabricação; (3) design de
superfície têxtil e estamparia

PROVAS: Fase 1: Prova Escrita com caráter eliminatório e Fase 2: Julgamento de Títulos e Prova Didática

EDITAL: EDITAL Nº 1633, DE 13 DE JULHO DE 2026, publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 2026, Seção 3, páginas 96 a 103.

INSCRIÇÕES POR CORREIO ELETRÔNICO

PERÍODO DAS INSCRIÇÕES: De 17/07/2026 a 17/08/2026 – (30 dias)

HORÁRIO: 00h00 às 23hs59 (horário de Brasília)

EMAIL: secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br

PRAZO PARA O INÍCIO DO CONCURSO: De 30 (trinta) a 90 (noventa) dias, contados a partir da data de encerramento das inscrições.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

6.7. O candidato deverá enviar, no ato da inscrição, os seguintes documentos em arquivos digitais individuais, no formato PDF, com o tamanho máximo de 2 (dois) MB cada um:

a) Termo de requerimento de inscrição devidamente preenchido e assinado (disponível na página eletrônica https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

b) Cópia da Carteira de Identidade ou de outra prova de ser brasileiro nato ou naturalizado e, no caso de estrangeiro, de documento de identificação;

c) Comprovação de quitação com o Serviço Militar, quando for o caso;

d) Certidão de Quitação Eleitoral, que pode ser obtida por meio do sítio eletrônico https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral, dispensável no caso de candidatos estrangeiros;

e) Comprovante do pagamento da taxa de inscrição ou Formulário de Requerimento de Isenção do Pagamento de Taxa de Inscrição de Concursos Públicos (disponível na página eletrônica https://www.ufmg.br/prorh/publicacoes/, campo “CONCURSO PÚBLICO DOCENTE”, “ORIENTAÇÕES para Candidato” e na página eletrônica informada no Quadro 1);

f) Curriculum vitae;

g) Documentos necessários para satisfazer os itens 6.11 e 11.6, alínea “e”, deste Edital, se for o caso.

6.7.1. No envio da inscrição o candidato deverá nomear a mensagem da seguinte forma: “Edital [número do edital] – [nome completo do candidato]”.

6.7.2. Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos arquivos em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de envio das mensagens.

6.8. Os originais, ou cópias autenticadas, dos documentos das alíneas ‘b’ e ‘g’ do item 6.7 devem ser apresentados na data da realização da primeira prova.

6.9. A pessoa travesti, transexual ou transgênera que desejar ser atendida ou atendido pelo NOME SOCIAL poderá solicitá-lo no ato da inscrição.

6.9.1. Não serão aceitas outras formas de solicitação de atendimento pelo nome social, tais como: via postal, telefone, fax ou correio eletrônico.

6.9.2. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, documentos que atestem a condição que motiva a solicitação de atendimento declarado.

6.10. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae, numerados e ordenados, preferencialmente, na mesma sequência apresentada no curriculum vitae, deverão ser enviados, no formato PDF, para o correio eletrônico secgeralconcurso-des@eba.ufmg.br, em até vinte e quatro horas após a divulgação da lista de classificados na Prova Escrita.

O Porfólio deverá ser entregue junto com os documentos comprobatórios, pois faz parte do Quesito: PRODUÇÃO CIENTÍFICA, TÉCNICA, ARTÍSTICA E CULTURAL NA ÁREA da Tabela de Pontuação da Prova de Títulos.

6.10.1. Os documentos comprobatórios do curriculum vitae devem ser enviados em arquivos no formato PDF de até 20 (vinte) MB cada. 6.10.1.1 A caixa de correio eletrônico da UFMG tem capacidade limitada em 20 (vinte) MB por mensagem. Os envios que excederem a capacidade de 20 (vinte) MB não serão considerados e o candidato não fará jus à pontuação referente ao envio.

6.10.1.2 Caso não seja possível o envio dos arquivos em uma única mensagem eletrônica, é facultado o envio dos documentos comprobatórios do curriculum vitae em mais de uma mensagem, devendo ser acrescido, ao título de cada mensagem, uma numeração correspondente à ordem de
envio das mensagens

6.10.2. O recebimento dos documentos comprobatórios será confirmado por meio de mensagem eletrônica ao candidato, em até 1 (um) dia útil.

6.10.3. A UFMG reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, a apresentação dos documentos originais ou cópias autenticadas dos documentos comprobatórios, pessoalmente ou por envio postal.

6.10.4. Os itens do currículo para os quais o candidato não apresentar documentação comprobatória correspondente ou cuja documentação não permita comprovar seu cumprimento não serão pontuados na Prova de Títulos.

6.10.4.1. Documentos rasurados, ilegíveis ou que apresentem erro material serão desconsiderados e o item correspondente não será pontuado na Prova de Títulos.


Documentos

EDITAL Nº 1633, DE 13 DE JULHO DE 2026 publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de julho de 20264, Seção 3, páginas 96 a 103

Termo de Requerimento de Inscricao Concurso Público para Cargo do Magisterio Federal

Formulário de Solicitação de Isenção do pagamento de taxa de inscrição de Concursos Públicos – Cargo do Magistério Federal

Programa do Concurso

Resolução nº 13/2010, de 11 de Novembro de 2010

Resolução Complementar nº 02/2013, de 07 de Fevereiro de 2013

Decreto nº 9.739, de 28 de Março de 2019

Relação de Candidatos Inscritos

Inscrições homologadas

Portaria de Comissão Examinadora

Edital de Convocação

Exposição coletiva celebra o legado de Guignard e dos mestres que moldaram a Escola de Belas Artes da UFMG

Exposição coletiva celebra o legado de Guignard e dos mestres que moldaram a Escola de Belas Artes da UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição coletiva ‘Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto’, que reúne obras de Álvaro Apocalypse, Beatriz Coelho, Eduardo de Paula, Haroldo Mattos, Herculano Campos, Jarbas Juarez, Jefferson Lodi, Pompeia Brito, Wilde Lacerda e Yara Tupynambá, com curadoria de Daniele de Sá Alves e Fabrício Fernandino.

A mostra presta homenagem aos artistas e professores pioneiros da Escola de Belas Artes da UFMG, reconhecendo a relevância de suas trajetórias para a consolidação da instituição e para o desenvolvimento das artes visuais em Minas Gerais e no Brasil. Reunindo obras que atravessam diferentes linguagens, poéticas e gerações, a exposição evidencia um legado que permanece vivo, inspirando processos de criação, pesquisa e formação artística na contemporaneidade.

A abertura será realizada no dia 14 de julho de 2026, terça-feira, às 20h15. A exposição permanece em cartaz até 24 de julho de 2026, integrando a programação do 58º Festival de Inverno UFMG. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto

A história da arte em Minas Gerais, particularmente aquela que se consolidou no âmbito universitário a partir da segunda metade do século XX, não pode ser compreendida sem o reconhecimento da profunda influência exercida por Alberto da Veiga Guignard. Entre as décadas de 1940 e 1960, seus alunos constituíram um núcleo de artistas que não apenas renovou a produção artística brasileira, mas também lançou as bases para a criação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

A exposição ‘Arte em movimento: traço, memória e a Liberdade do gesto’ nasce do desejo de reconhecer e celebrar essa herança. Reunindo obras de artistas pertencentes às primeiras gerações formadas por Guignard e que posteriormente integraram o corpo docente da Escola de Belas Artes, a mostra evidencia não apenas trajetórias individuais, mas também os vínculos que conectam formação artística, ensino e construção institucional. A mostra conta com obras dos artistas Álvaro Apocalypse,  Yara Tupinambá,  Haroldo Mattos,  Herculano Campos,  Wilde Lacerda,  Eduardo de Paula,  Jarbas Juarez, Pompéa Brito, Jefferson Lodi  e da Sala especial Beatriz Coelho. As obras foram cedidas pelo Acervo Artístico da UFMG, Grupo Giramundo e de acervos particulares.

Exposição ‘Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto’
Abertura: 14 de julho de 2026 | às 20h15
Visitação: até o dia 24/07/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Exposição de Pedro Lima no Centro Cultural UFMG celebra a diversidade cultural brasileira por meio da xilogravura

Exposição de Pedro Lima no Centro Cultural UFMG celebra a diversidade cultural brasileira por meio da xilogravura

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual Memórias em madeira: a arte da Xilogravura, do artista Pedro de Lima, com curadoria de Joana Brito. A mostra reúne xilogravuras que ilustram duas obras escritas pelo artista, expressando a riqueza da cultura popular brasileira. O lançamento será no dia 10 de julho, sexta-feira, às 19h (Avenida Santos Dumont, 174 – Centro – Belo Horizonte). As obras poderão ser vistas até 16 de agosto, integrando a programação do 58º Festival de Inverno UFMG. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Memórias em madeira: a arte da Xilogravura

A riqueza da diversidade cultural brasileira ganha destaque na nova exposição do artista Pedro de Lima. Composta por 18 xilogravuras, a mostra reúne obras que integram os livros Encantos do Brasil: xilogravura e cultura popular e Baião de dois: sons e sabores do Brasil, ambos escritos e ilustrados pelo autor. O conjunto das obras traduz, de forma visual e potente, a pluralidade da memória coletiva do país.

A xilogravura é a arte de esculpir na madeira símbolos, formas e sentidos que, ao serem impressos no papel, preservam e difundem saberes e tradições. No trabalho de Pedro de Lima, esse resgate ganha vida na delicadeza dos traços esculpidos com goivas em matrizes de umburana, resultando em uma celebração minuciosa da nossa identidade.

Inspiração e Identidade

O encantamento é o fio condutor que guia o olhar do xilógrafo diante do patrimônio cultural brasileiro. Inspirado sobretudo pelas tradições do Nordeste, sua região natal, o artista transforma referências da cultura popular em imagens vibrantes que narram a nossa história.

Em suas obras, elementos como vaqueiros, artefatos de couro, rendas de bilro, estandartes de festas, temperos marcantes, cocares indígenas e vastos palmeirais convertem-se em matéria-prima de memórias entalhadas. Cada imagem revela a sensibilidade do artista sobre os ofícios, as paisagens e os costumes que moldam o Brasil.

Resistência e Tradição

A exposição convida o público a contemplar a riqueza de detalhes e as composições marcantes criadas pelo artista. Em traços que alternam entre o rigor do reto e a fluidez do sinuoso, as xilogravuras revelam narrativas atravessadas por lutas, resistência e beleza profunda.

Mais do que celebrar a trajetória de Pedro de Lima, a mostra busca despertar o apreço por essa técnica tradicional, contribuindo diretamente para manter viva uma das mais antigas e emblemáticas expressões artísticas da nossa história.

Sobre o artista

Pedro de Lima nasceu em Caxias (MA), em 29 de junho de 1947. Na década de 1960, mudou-se com a família para o Crato (CE) e, anos depois, seguiu para Brasília, onde graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB). Em 1978, ingressou como docente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN), onde viveu até 2021, quando retornou ao Crato, cidade de sua juventude.

É mestre em Antropologia Social pela UFRN e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Autor de diversos livros acadêmicos, cordéis, poemas e ensaios sobre questões sociais, tem entre suas principais obras ‘Encantos do Brasil: xilogravura e cultura popular’ (Appris/Artêra, 2019) e ‘Baião de dois: sons e sabores do Brasil’ (Confraria do Vento, 2021).

Desde 2012, dedica-se intensamente à produção de xilogravuras, retomando a técnica que aprendeu quando frequentava o Instituto Central de Artes (ICA) da UnB, ainda como estudante. Entre 2012 e 2022, desenvolveu séries autorais como ‘Negritudes’, ‘Crato em Cordel’, ‘Encantos do Brasil’, ‘Baião de Dois’ e ‘O corpo samba, a alma jazz’. Sua produção reúne cerca de noventa xilogravuras, feitas em matrizes de madeira de umburana, de tamanhos variados, impressas em tinta preta sobre papel.

Seu trabalho foi apresentado em exposições no Núcleo de Arte e Cultura (NAC/UFRN), em Natal; no Centro Cultural do Cariri, no Crato; e no Fórum da Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com curadoria de Joana Brito de Lima Silva, responsável também pela curadoria desta exposição, do Centro Cultural UFMG, em Belo Horizonte.

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Serviço:

Exposição Memórias em madeira: a arte da Xilogravura – Pedro de Lima

Abertura: 10 de julho | 19h

Visitação: até o dia 16 de agosto – Terças a sextas: 9h às 20h | Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Local: Sala Ana Horta do Centro Cultural UFMG  (Av. Santos Dumont, 174 – Centro – Belo Horizonte | MG)

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Seleção para Professor Substituto do Magistério Superior – 40H – Área de Conhecimento: Fotografia – FTC

Seleção para Professor Substituto do Magistério Superior – 40H – Área de Conhecimento: Fotografia – FTC

Edital

Programa

Passo a Passo para o sistema de inscrição

Inscrições Homologadas

Portaria 6211 – Comissão Examinadora

Edital de Convocação dos Candidatos

Cronograma

Apuração Final

Caso seja necessário fazer upload de arquivos acima de 8MB, o candidato poderá encaminhar a documentação comprobatória para o e-mail institucional do departamento (dftc@eba.ufmg.br), através de link de plataformas de compartilhamento de arquivos, desde que o envio ocorra dentro do prazo de inscrições previsto no edital.

Exposição “Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular” e lançamento do livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais” – 17/06 – 19h30

Exposição “Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular” e lançamento do livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais” – 17/06 – 19h30

A exposição Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular, da artista visual Beatriz Coelho, apresenta ao público, no Centro Cultural da UFMG, um conjunto de 45 pinturas em aquarelas dispostas em três séries de imagens organizadas nos temas da religiosidade, na série Ritos e Devoções; da corporalidade, na série Danças e Músicas; e da festividade, na série Celebrações e Festejos.

Com esse conjunto de imagens, a artista apresenta visualidades imaginárias das diversas manifestações da arte e cultura popular brasileira, percorrendo o calendário anual dos eventos religiosos e das festas populares. Em cores vibrantes e movimentos intensos, a mostra traz à tona cenas de festejos, cortejos e manifestações religiosas e culturais, permeadas pelas danças, músicas, indumentárias e localidades, reconstituindo-se a imaginária iconográfica e arquetípica do povo, da arquitetura e da paisagem brasileira. Assim, os agrupamentos dos ritos e devoções, das danças e músicas, e das celebrações e festejos populares destacam uma profusão de ritmos e cores, que marcam a diversidade e remontam à ancestralidade da cultura brasileira. Dessa forma, a exposição age como uma revelação visual e como uma afirmação identitária do sentido de brasilidade, contribuindo para a preservação imaterial da memória artística e cultural brasileira.

Além disso, a exposição é uma homenagem em reconhecimento da artista Beatriz Coelho, primeira Professora Emérita da Escola de Belas Artes da UFMG, fundadora do Cecor e Diretora da EBA nos anos de 1970. Uma mulher empreendedora e inspiradora, que está muito à frente do seu tempo, sempre engajada com a defesa da Arte como exercício da criatividade e da liberdade de expressão, assim como com a preservação da memória cultural brasileira, nos aspectos tanto materiais quanto imateriais.

Será lançado no mesmo evento, quarta-feira, o livro “Travessia: uma pernambucana em Minas Gerais”. O evento acontece no Centro Cultural da UFMG às 19h30

Travessia

O percurso de Beatriz Coelho é conhecido, principalmente, nas áreas da conservação e da restauração. Beatriz foi uma das idealizadoras do CECOR (Centro de Conservação e Restauração de Bens Móveis) da Escola de Belas Artes da UFMG e o coordenou por diversos anos. Para além disso, ela contribuiu – e contribui! – para consolidar as pesquisas na área no Brasil. Professora da UFMG, pesquisadora, restauradora e artista plástica, Beatriz Coelho se envolveu nos diversos campos de atuação da Universidade Pública: docência, pesquisa e extensão. Agora nos brinda com sua história de vida em uma escrita sincera e reveladora de uma mulher que trilhou a travessia de Pernambuco às Minas Gerais.

A Exposição participará ainda do evento de abertura do 58º Festival de Inverno da UFMG, em 14 de julho de 2026, junto à exposição de Artistas Fundadores da Escola de Belas Artes.

Período da Exposição:

17 de junho a 24 de julho de 2026

Evento de abertura da Exposição

Local: Grande Galeria do Centro Cultural da UFMG

Horário: 19:30

REMIN e Museu Arqueológico da Lapinha lançam plataforma digital inédita de acesso ao acervo em Lagoa Santa

REMIN e Museu Arqueológico da Lapinha lançam plataforma digital inédita de acesso ao acervo em Lagoa Santa

No dia 16 de junho, das 10h às 13h, a REMIN (Rede Mineira de Conservação) realizará o lançamento da plataforma digital de acesso ao inventário do acervo do Museu da Lapinha, de Lagoa Santa, Minas Gerais. A iniciativa reúne instituições e profissionais das áreas de cultura, ciência e preservação, objetivando ampliar o acesso público ao patrimônio arqueológico da região. A plataforma permitirá consulta online, gratuita e aberta às coleções do museu, contribuindo para sua democratização. O projeto integra o programa Acervo em Rede, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

O evento acontecerá no auditório da Escola Municipal Dr. Lund, em Lagoa Santa (MG), com a participação de parceiros institucionais como o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG) e a Urbanes Parques, responsável pela gestão do Parque Estadual do Sumidouro, onde o museu está localizado. A atividade integra a programação da Semana Lund, organizada pela Prefeitura Municipal de Lagoa Santa.

O projeto é resultado de um trabalho multidisciplinar envolvendo especialistas em Arqueologia, Antropologia Física, Paleontologia, Museologia, Documentação e Conservação digital. A iniciativa objetiva o uso qualificado do acervo por diferentes públicos, como docentes e estudantes da educação básica, ensino médio e superior, além de gestores e instituições voltadas à promoção da cultura e da ciência.

Projeto REMIN fortalece preservação e acesso a coleções

A plataforma integra o projeto “REMIN – Desenvolvimento de Protocolos para Revitalização da Infraestrutura de Preservação e Acesso de Coleções Científicas”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Coordenado pela pesquisadora Yacy Ara Froner Gonçalves (UFMG), a pesquisa propõe a articulação entre instituições acadêmicas e museais, com foco na melhoria das condições de guarda e documentação de acervos.

Museu Arqueológico da Lapinha

Fundado em 1972 por Mihály Bányai, o Museu Arqueológico da Lapinha é dedicado à preservação e difusão do patrimônio arqueológico da região de Lagoa Santa. Seu acervo reúne ossadas humanas, artefatos arqueológicos e materiais paleontológicos, fundamentais para o estudo da ocupação pré-histórica das Américas. A instituição desenvolve atividades educativas e científicas voltadas ao público e à comunidade acadêmica.

Lançamento da plataforma digital do Museu Arqueológico da Lapinha

Data: 16 de junho

Horário: 10h às 13h

Local: Auditório da Escola Municipal Dr. Lund – Lagoa Santa (MG)

Rua Cecília Dolabela Portela, 25, Centro. Lagoa Santa (MG)

Entrada: Gratuita

Programação do Evento

A produção de Joice Saturnino, artista dedicada às Artes da Fibra, é tema da exposição individual na galeria principal daEscola de Belas Artes da UFMG

A produção de Joice Saturnino, artista dedicada às Artes da Fibra, é tema da exposição individual na galeria principal daEscola de Belas Artes da UFMG

A Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG recebe, a partir da próxima terça-feira, 02 de junho, a exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra. A mostra é produto da disciplina Notas de Produção, ministrada pela professora permanente Rita Lages e pelo professor convidado Sandro Ka, no Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGArtes) da Universidade Federal de Minas Gerais.

Idealizada e produzida pelos estudantes da pós-graduação, sob a coordenação dos docentes, a exposição homenageia a trajetória da artista, pesquisadora e professora aposentada da EBA/UFMG Joice Saturnino (Belo Horizonte, 1957), responsável pela consolidação do percurso de Artes da Fibra no curso de Artes
Plásticas da Escola de Belas Artes.

Com um produção de mais de 50 anos dedicada às Artes da Fibra, e 36 anos dedicada à docência e pesquisa, a artista vive atualmente na Serra do Cipó/MG, onde desenvolve uma prática artística profundamente conectada à natureza, aos ciclos dos materiais e aos saberes tradicionais. Em sua produção, compreender as fibras significa também investigar suas origens, transformações e modos de existência. Sua pesquisa é construída no contato direto com agricultores/as, raizeiros, fiandeiras e outros guardiões e guardiãs de conhecimentos transmitidos oralmente, incorporando experiências atravessadas pela escuta, pela convivência com a terra e pelos modos coletivos de fazer.

A exposição reúne obras, estudos e processos que evidenciam essa relação entre arte, matéria e conhecimento ancestral. Fibras como a da bananeira e a do taquaraçu, recorrentes em sua trajetória, aparecem como elementos centrais de uma poética marcada pela observação do território, pela atenção às paisagens e pela valorização dos materiais orgânicos.

A exposição integra as atividades desenvolvidas no âmbito do PPG Artes da UFMG e reafirma o compromisso da Escola de Belas Artes com a experimentação, a pesquisa e a valorização de diferentes formas de práticas do conhecimento.

ATIVIDADES DE ATIVAÇÃO

Encontros Educativos – JOICE SATURNINO: fazeres e saberes das artes da fibra A programação educativa da exposição Exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra, convida o público a aprofundar o contato com os processos, técnicas e saberes das artes da fibra por meio de encontros com artistas e educadores. As atividades propõem momentos de escuta, troca e experimentação, aproximando os visitantes das práticas e trajetórias que atravessam a mostra.

Encontro com a artista – Conversa com Joice Saturnino

A artista Joice Saturnino conduz uma conversa na galeria sobre sua trajetória, processos de criação e os saberes que atravessam sua produção nas artes da fibra. Um encontro para compartilhar experiências, referências e reflexões a partir das obras presentes na exposição.
Data: 03 de junho, quarta – feira, às 16h00
Local: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.

Saberes em Movimento – Aula Aberta com Natália Rezende

A professora e artista Natália Rezende, ex-aluna de Joice Saturnino e docente da UFMG, propõe uma aula aberta que parte da exposição Exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra e segue para uma vivência prática em ateliê. O encontro aborda os conhecimentos compartilhados em sua formação, seus desdobramentos e as transformações presentes em sua prática artística e docente.
Data: 10 de junho, 14h
Ponto de encontro: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
Vivência prática: Ateliê de Artes da Fibra
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.

SOBRE A ARTISTA

JOICE SATURNINO (Belo Horizonte/MG, 1957) é artista, professora e pesquisadora na área de Artes da Fibra. Possui graduação em Belas Artes
(EBA/UFMG), mestrado e doutorado em Artes (PPGArtes/EBA/UFMG). Professora aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem
experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas, atuando principalmente nos seguintes temas: tecelagem, cestaria, papel artesanal, artes
plásticas, fibras, pigmento mineral e tintura vegetal. Vive e trabalha na Serra do Cipó/MG.

Exposição Joice Saturnino: fazeres e saberes das artes da fibra
Onde: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG – 1º piso (entrada principal, em frente à portaria)
Abertura: 02 junho, às 18h00
Período: 02 a 19 de junho de 2026
Período de visitação: das 8h às 22h
Encontros Educativos – JOICE SATURNINO: fazeres e saberes das artes da fibra
Encontro com a artista – Conversa com Joice Saturnino
Data: 03 de junho, quarta – feira, às 16h00
Local: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.
Saberes em Movimento – Aula Aberta com Natália Rezende
Data: 10 de junho, 14h
Ponto de encontro: Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG
Vivência prática: Ateliê de Artes da Fibra*
ATIVIDADE GRATUITA. As vagas são limitadas à capacidade do espaço.