Rafael Conde fala sobre o seu novo filme, Zé, em podcast do Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O décimo oitavo episódio do Corredor Cultural 174 Podcast, produzido pelo Centro Cultural UFMG, traz um bate-papo com Rafael Conde, cineasta, escritor e professor da Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG. Ao longo de sua carreira foi diretor de teatro, coordenador do Cine Humberto Mauro e do setor de cinema da Fundação Clóvis Salgado. Seus filmes receberam diversos prêmios nacionais e internacionais. Recentemente lançou seu terceiro longa-metragem, , que conta a história de José Carlos Novais da Mata Machado, líder do movimento estudantil assassinado pelo regime militar em 1973, em cartaz em algumas salas de cinema pelo país.

No podcast, Rafael recorda sua trajetória acadêmica, iniciada aos 17 anos no curso de Economia pela UFMG, nos anos 80. “Eu já gostava muito de cinema e aconteceu essa coincidência, porque quando eu entrei, lá nos anos 80, já tinha um cineclube na Face [Faculdade de Ciências Econômicas]”, relembra. Ele conta que adentrou ao movimento cineclubista e, logo após concluir a graduação, foi cursar mestrado em cinema na Universidade de São Paulo (USP), começou a trabalhar diretamente na área e nunca exerceu a economia.

Recentemente, Conde estreou o seu novo longa-metragem, , produção baseada em fatos reais que conta a história de José Carlos Novais da Mata Machado, aluno da Faculdade de Direito da UFMG e uma das principais lideranças do movimento estudantil de Minas Gerais durante a ditadura. O roteiro foi inspirado no livro-reportagem do jornalista Samarone Lima, publicado em 1998, sobre essa narrativa verídica do referido estudante e seus companheiros de luta contra o regime militar.

O diretor recorda como foi atravessado por essa história, que há 20 anos vinha trabalhando como roteiro. “Quando eu entro na UFMG e tinha essa questão do movimento cineclubista, era o tempo da abertura política. Essa história era falada, conhecida, mas não muito explicada. A gente ouvia falar dessa história em partes, uma história muito complexa e que atingiu a vida de vários estudantes, professores e membros, por exemplo, da comunidade”, diz. “Eu ganhei esse livro de amigos e falei ‘nossa, isso tem tudo a ver com o que eu estou fazendo agora’, essa questão do movimento estudantil e eu fiquei muito interessado. Eu estava com um filme anterior, o ‘Samba-Canção’, no festival de Rotterdam, e ganhei um suporte para poder desenvolver o projeto. O filme demorou 20 anos e esses 20 anos eu vinha trabalhando o roteiro e, claro, fiz outros filmes nesse meio tempo, e aconteceu do filme ser viabilizado agora”, complementa.

Coincidentemente a esse momento de estreia do filme, a UFMG concedeu diplomas de conclusão de curso póstumos a quatro estudantes que perderam a vida na luta contra a ditadura, dentre eles a José Carlos Novais da Mata Machado, com o propósito de promover uma reparação histórica àqueles que tiveram suas vidas e atividades impactadas por ações do regime militar. Mais um motivo para as pessoas assistirem , conhecerem esse recorte da história e compreenderem como essa questão da repressão, do fascismo e da censura impactou nas relações e trouxe prejuízos à liberdade, à democracia e à educação.

Ouça o podcast na íntegra e saiba mais sobre o processo de criação e produção do filme que narra a trama desse jovem que desafiou a ditadura.

Acompanhe o trabalho de Rafael Conde no Instagram.

Podcast do Centro Cultural UFMG

Corredor Cultural 174 Podcast é um projeto que disponibiliza mensalmente no Spotify conversas com artistas, músicos, escritores, cineastas, agentes culturais e demais pessoas que pensam, respiram e produzem cultura. “Corredor”, pelo fato de o Centro Cultural UFMG estar situado no corredor cultural Praça da Estação e também no sentido de espaço de passagem, onde transitam ideias, movimentos e expressões artísticas em Belo Horizonte. “Cultural”, pois a temática será sempre cultura e “174” é o número de localização da instituição na Avenida Santos Dumont.

 

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Resultado Final 2º edição do Edital Arte Aqui

Texto: Marcos Germano

A Escola de Belas Artes e o seu Centro de Extensão (Cenex-EBA), compartilham o resultado da 2º edição do Edital Arte Aqui, voltado à ocupação de espaços culturais da comunidade EBA.

Nessa edição, com 81 propostas inscritas, destacou-se a qualidade dos trabalhos que pleitearam todos os espaços disponíveis, demonstrando o crescimento das oportunidades para realização de projetos experimentais e profissionais na unidade, com apoio institucional financeiro para os projetos aprovados na categoria estudantes EBA.

Com mais de 40 trabalhos selecionados nas áreas de Artes Visuais e Artes Cênicas, a seleção aponta um panorama de produções artísticas diversas e contemporâneas, em sua maioria propostas por discentes da Escola, revelando sua efervescência criativa e importância no circuito cultural em Belo Horizonte.
A banca avaliadora foi composta por: Adolfo Cifuentes, Cristiano Bickel, Eduardo Queiroga, Marina RB, Márcio Diegues, Mayana Redin, Michel Morais e Sandro Ka. Parabenizamos os selecionados e selecionadas.

Selecionados:


Galeria:

Do Arcaico Ao Eu Veloz
Espaços Topológicos Poética Da Forma
Cidade Erma
Coletivos Negros II
A Linha É Meu Trajeto
Transe
Morder De Volta

Suplentes
1º suplente Natureza Táctil
2º suplente Dos Lugares Entre A Memória E O Sonho
3º suplente Fragmentos Urbanos: Memória E Resistência Nas Paisagens Cotidianas
4º suplente Só Esperar O Sol Esfriar

Outdoor:

Cartas Difíceis Demais Para Escrever Com Minha Caligrafia
Ponto Além – Série Desproporção
The Grass Is Always Greener, Until You Notice It’s Fake
Você Está Aqui?
Paisagem Irreal
Somos Um Organismo Vivo
A Invasão Do Serro

Auditório:

O Farol
Mostra De Dança – Dançando No Belas
Afetos
Éramos Nós
Eu Estou Aqui

Corredor:

Animalesca
Matriz Oculta: Para Ilustrar O Gótico Brasileiro
Trupe Simbionte
Ressurgir
Hoje A Luz Dormiu Acesa
Gravura Expandida: Transformando Superfícies
Ruas E Memórias De Jabo

1º suplente Volto À Rua ()suplente

Cubo Gráfico:

Do Que Me Feri, Hoje Transborda
Ego – Gravura X Texto
Novas Flores

Espaço f.:

O Vestir Do Signo
Assentamentos: Residir E Desaparecer
Fronteiras Invisíveis
Fragmentos De Mundo

1º suplente Mundos Encruzilhados

Piscinão:

Caminhos
Nós Somos Arte

 

Processo Seletivo para Professor Substituto – Departamento de Artes Plásticas – Área de conhecimento: Artes da Fibra e Escultura

A Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, e nos termos da Lei nº 8.745/1993 e suas alterações, da Lei 12.772/2012 e suas alterações, do Decreto 7.485/2011 e suas  alterações, da Portaria Interministerial nº 9.359/2021, do Decreto nº 9.739/2019, da Resolução nº 15/91 do Conselho Universitário (aplicável no que couber), torna público que serão recebidas as inscrições de candidatos ao processo seletivo para preenchimento de 01 (uma) vaga(s) para o cargo de PROFESSOR SUBSTITUTO DO MAGISTÉRIO SUPERIOR, a ser(em) lotado(s) nesta Universidade.

Edital nº 2140, de 8 de Outubro de 2024

Barema do Concurso

Edital de Convocação nº 2331-APL-EBA-2024

Inscrições deferidas

 

 

Exposição “Vermelhos” – Andrea Lanna – 05 a 27 de Outubro – Lemos de Sá Galeria

Texto: Andrea Lanna
Com imenso prazer convidamos todas e todos para exposição de Andrea Lanna na Galeria Lemos de Sá – Espaço 356. Apresentamos uma série de acrílicas sobre papel, realizadas entre 2021 e 2022, em Belo Horizonte. É uma experiência pura apreendida do ponto de vista do acontecimento, o que requer um caráter neutro para a contemplação, entregar-se à precocidade das imagens, para testemunhar, absorver para além do fazedor que trabalha nesses conteúdos; de demandas da dúvida, da dor, do amor, da sexualidade, e que por meio da materialidade, demonstra vários planos dessa mesma experiência.

São recortes em branco, de dimensões diversas, com registros, gestos em várias tonalidades da cor vermelha, que remetem à natureza, corpo, veias que são galhos e folhas, que por si só fazem aproximações, misturando as experiências estéticas e conceituais às nuances do cotidiano. Pela repetição alcançar a diferença, uma metáfora da performance da artista; em exercícios e elaboração para uma escrita visual ou para um texto, de construção. São operações que conduzem à percepção de transcendências, que nos retiram do círculo que insiste em nos aforquilhar, para uma amplitude maior das nossas possibilidades e de consciência.

Considerar que o ato de liberdade exercido em um determinado momento histórico, em outro tempo pode ser revisto e ser compreendido de outro ponto de vista. Transitamos por uma rede mais fina de difusão da sensibilidade, a identidade do artista tenta dar ao olho e ao espectador uma confirmação da existência. Estar presente diante de uma obra de arte é estar ausente de si mesmo.

O olhar eleva o plano da parede da galeria, não como um imperativo, mas como um acesso ao real, mediatizado por discursos que se constroem por meio do quadro, da tela, do espaço, das alteridades nessa passagem do privado ao público. Esse mundo tal como o vemos está passando. Imagens são registros permanentes, de tempos diversos.

É fundamental a convivência com outros modos de pensar, e aqueles expressos por meio das obras de outros artistas; muitos desses aprendizados nos impulsionam, amadurecem a reserva crítica, no conhecimento, no estudo da história da arte, da psicanálise, da literatura, do teatro, do cinema, da filosofia, da poesia; em um aprimoramento para o que há de humano, constante de cada um de nós, no cotidiano do real. Escutar o conselho do bom trabalho.

Semana de Pesquisa e Extensão da Escola de Belas Artes 2024 – 07 e 08 de outubro


Clique na imagem acima para ver a programação!

A Escola de Belas Artes da UFMG convida todos e todas a prestigiarem a Semana de Pesquisa e Extensão EBA, com trabalhos de iniciação científica e extensão desenvolvidos entre 2023 e 2024. O evento acontecerá nos dias 7 e 8 de outubro, no espaço conhecido como Piscinão, com visitação aberta nos turnos da manhã e tarde.

 

Essa é uma oportunidade para que a comunidade EBA acompanhe de perto as produções de estudantes e professores. Os projetos apresentados destacam a importância do diálogo entre a arte, a pesquisa e a extensão, reforçando o impacto dessas ações na sociedade.

 

Convidamos a todos para comparecerem e conhecerem melhor os projetos que promovem a criação, a reflexão, a inovação e a interdisciplinaridade, fortalecendo a presença da arte e do conhecimento em nossa comunidade. Não perca a chance de acompanhar e valorizar os trabalhos desenvolvidos na Escola de Belas Artes! }

Exposição “negro brio: azeviche” – abertura 11 de outubro – Museu de Artes e Ofícios

A exposição Negro Brio: Azeviche tem curadoria de Vitú de Souza e reúne uma seleção do acervo de Yan Nicolas, destacando sua pesquisa sobre as representações abstratas das culturas negras ao redor do mundo. Os temas principais da mostra, Luz e Negridão, são apresentados como elementos que se interconectam, em vez de se contraporem, visando criar alegorias conceituais das culturas africanas que influenciam a vivência e o léxico visual do artista. Concomitantemente, a artista Angela Biegler abre a exposição “30160-000 REENCONTRO”. E em uma terceira sala os artistas propõem um ateliê aberto, um espaço para oficinas e experimentações durante o período de visitação das exposições.

Poética Negridão de Yan Nicolas

Cada abstração negra possui o brilho interno de um SOL VIVO, uma luminosidade negrura, que alumeia, sendo preta, no que se infere ao pigmento essencial da melanina, reconhecer a Luz do Sol, como uma luz irmã, a PONTO DE PERMITIR O BRONZEAMENTO, sendo o traço dominante dos vários tons de negridão, registradas na exposição por YAN NICOLAS, artista das ILUMINAÇÕES NEGRAS. Que assim como a luz, empresta seu brilho interno, para ir de encontro com outras negruras do mundo. Usando os pigmentos da sua pele e do carvão, para deixar o testemunho das fugas e das rutilâncias tretas, presentes em todas as superfícies esmaecidas e viciadas pela brancura.

O Artista

Graduado em Artes Visuais com especialização em desenho, Yan Nicolas utiliza essa técnica e linguagem como seu principal meio de expressão, expandindo sua prática para incluir vídeo e fotografia, sempre com uma abordagem experimental. Sua obra proporciona um espaço para manifestar e explorar identidades, promovendo um diálogo entre experiências íntimas e subjetivas, enquanto questiona e desafia imaginários coletivos e estereótipos históricos.

Negro Brio: Azeviche
Poética Negridão de Yan Nicolas
Curadoria: Vitú de Souza
Data: 11 de outubro até 24 de novembro
Hora: abertura ás 19:00hrs
Local: Museu de Artes e Ofícios (Praça da Estação)
Redes sociais: @yan_nicolas__ @pretonarciso (Vitú de Souza) @luziapintagaleria @museudearteseoficiossesi

 

Luiz Souza, da UFMG, é premiado por contribuição para a preservação do patrimônio cultural

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

O professor Luiz Souza, da Escola de Belas Artes da UFMG, foi agraciado com o Prêmio Forbes 2024 do International Institute for the Conservation of Historic and Artistic Works (IIC). O prêmio foi entregue ontem (segunda, 23 de setembro), na abertura do 30º Congresso do IIC, em Lima, Peru. Souza é o primeiro latino-americano premiado com o Forbes, criado na década de 1950 para reconhecer profissionais com contribuição substancial para a preservação e divulgação do patrimônio cultural.

A premiação inclui, tradicionalmente, o convite para proferir a conferência de abertura do congresso. Ao abordar o tema da promoção da diversidade social e inclusão na preservação do patrimônio cultural, o professor da UFMG defendeu que se valorize o patrimônio de grupos e comunidades negligenciadas como as das mulheres, dos negros, quilombolas, indígenas e pessoas LGBTQIAPN+. Souza deu à sua apresentação o título de Eu adoraria mudar o mundo: um patrimônio de cada vez.

“Destaquei o preconceito e a violência que sofrem essas comunidades. O patrimônio cultural é o elo de ligação, é preciso conhecer e respeitar a história e a cultura de todos os grupos”, afirma Souza. Ele mencionou, como ótimo exemplo de iniciativa nesse sentido, o Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu), em Belo Horizonte.

Também estão em Lima professores e estudantes da UFMG e membros do INCT Patrimônio Cultural, coordenado na UFMG, primeiro Instituto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MTCI) dedicado aos temas do patrimônio natural, artes, sustentabilidade e território. Luiz Souza é o vice-diretor do INCT, que tem à frente o professor Fabrício Santos, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.

Conservação-restauração

Professor permanente do programa de pós-graduação em Artes e em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável, na UFMG, Luiz Antonio Cruz Souza é mestre em Química-Ciências e Conservação de Bens Culturais, com trabalho experimental no Institut Royal du Patrimoine Artistique, na Bélgica, e doutor em Química, sempre pela UFMG, com trabalho experimental com o Getty Conservation Institute (EUA). Fez estágio pós-doutoral na Universidade de Perugia (Itália).

Atualmente é coordenador do Laboratório de Ciência da Conservação (Lacicor), vinculado ao Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais (Cecor), da Escola de Belas Artes, e à graduação em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis, na EBA. Coordenou o Programa de Pós-graduação em Artes e dirigiu a Escola de Belas Artes. Hoje integra o conselho consultivo do International Council of Museus (Icom) e ainda é membro permanente do Working Group on Sustainability, da entidade. Integra também o conselho do ICOM Brasil. Sua experiência está na área de Artes e Ciência da Conservação, com ênfase em ciência e tecnologia para a conservação-restauração de bens culturais.

Edital Arte Aqui – Inscrições até 04 de outubro

A Diretoria da Escola de Belas Artes e o Centro de Extensão Cenex-EBA tornam pública a abertura do processo de seleção de propostas para ações artísticas a serem realizadas em espaços da Escola de Belas Artes da UFMG, durante o 2º semestre letivo de 2024 e o 1º semestre letivo de 2025.

CHAMADA ARTE AQUI – 2ª EDIÇÃO

Formulário de Inscrição

Planta Arte Aqui – Galeria

Planta Arte Aqui – Corredor

Planta Arte Aqui – Cubo Gráfico

Planta Arte Aqui – Espaco f

Planta Arte Aqui – Outdoor

Planta Arte Aqui – Auditório

Planta Arte Aqui – Piscinão

Fernando Augusto dos Santos Neto celebra 40 anos de trajetória artística com exposição

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Fernando Augusto: desenho pintura fotografia e outras intoxicações’, do artista plástico, pintor, desenhista e fotógrafo baiano Fernando Augusto dos Santos Neto, com curadoria e expografia de Isa Bandeira. A mostra, que leva o mesmo nome do livro do artista, oferece ao público uma retrospectiva abrangente dos 40 anos de carreira de Fernando Augusto dos Santos Neto, destacando seu percurso artístico. O evento acontece no dia 04 de outubro de 2024, sexta-feira, às 19 horas. Na ocasião, haverá o lançamento do referido livro. As obras poderão ser vistas até 03 de novembro de 2024. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Fernando Augusto: desenho pintura fotografia e outras intoxicações – por Isa Bandeira – Curadora

A exposição ‘Fernando Augusto: Desenho, Pintura, Fotografia e Outras Intoxicações’, título homônimo do livro do artista, oferece ao público uma retrospectiva dos 40 anos de sua trajetória artística. A mostra será apresentada na Grande Galeria do Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Trazer essa exposição à cidade mineira é emblemático, pois este percurso inclui o início dos estudos acadêmicos de Fernando Augusto na Universidade Federal de Minas Gerais.

A expografia organiza a narrativa do artista em quatro módulos, abrangendo diferentes fases de seu trabalho: Infância e Meninices; Formação (1984 a 1990); Rumo à Abstração (1991 a 2000); e Outra Paisagem: Livro de Artista.

A relevância deste espaço cultural para a comunidade universitária oferece uma oportunidade única de apresentar artistas em diferentes estágios de suas trajetórias profissionais, incluindo ex-alunos como Fernando Augusto. Isso amplia o conhecimento e inspira os jovens universitários, especialmente os estudantes de artes, ao terem acesso a uma diversidade de linguagens artísticas e temas socioculturais.

O público geral, além de apreciar a mostra, pode participar de diversas atividades complementares, como um encontro com Fernando Augusto para uma conversa sobre sua carreira e o lançamento de seu livro, que documenta seu processo pictórico, influências estéticas e registro de obras.

Fernando Augusto utiliza uma ampla gama de técnicas e materiais, como carvão, nanquim, lápis grafite, colagem e grafias escritas. Suas pinturas, predominantemente em acrílico, refletem um processo de industrialização nas artes e se adequam à sua abordagem gestual e intimista.

A fotografia também desempenha um papel significativo em sua obra, transformando a percepção e a técnica do desenvolvimento dos temas. A integração de fotografia e pintura cria uma dinâmica única que convida o público a explorar as obras de diferentes ângulos e perspectivas.

Ao longo de 40 anos de carreira, Fernando Augusto explorou o potencial dos materiais e seus significados, criando uma linguagem visual única e envolvente. Esta exposição convida o público a se deixar envolver pela diversidade de sua obra.

Sobre o artista

Fernando Augusto dos Santos Neto (Bahia, 1960. Vive e trabalha em Vitória – ES). Artista plástico, pintor, desenhista e fotógrafo, trabalha o desenho como uma maneira de pensar a pintura, a fotografia, a escultura e o próprio desenho. É a partir do desenho que o artista constrói toda sua obra, buscando lançar luz sobre o cotidiano pessoal, as relações interpessoais, a cultura, a tradição artística e cenas da vida brasileira. Ao lado do desenho, o artista utiliza também as linguagens da fotografia e da literatura, interferindo em livros diversos, catálogos de exposições de arte e criando livros de artistas.

Graduado em Artes Plásticas com habilitação em Gravura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987). Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995). Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pela l‘université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França (2001). D.E.A. Diplôme d’études approfondies pela l‘université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França. Atualmente é professor de Arte do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – Vitória – ES.

Sobre a curadora

Isa Bandeira (São Paulo – 1966. Vive e trabalha em São Paulo). Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade de São Paulo (2017). Mestre em História e Historiografia da Arte pela Universidade de São Paulo (2012). Pós-Graduação em Administração Pública pela UniCesumar (2021).Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas, atuando principalmente nos seguintes temas: pintura, instalação, fotografia e performance. Arquitetura de exposições, projeto expográfico. Curadora independente.

Exposição ‘Fernando Augusto: desenho pintura fotografia e outras intoxicações’ – Fernando Augusto dos Santos Neto
Abertura: 04 de outubro de 2024 | às 19h
Visitação: até o dia 03/11/2024
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita