Exposição coletiva no Centro Cultural UFMG explora discussão do espaço na representação gráfica

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

O Centro Cultural UFMG realiza na sexta-feira, 9 de agosto, a abertura da  exposição coletiva Entre Espaço, das alunas da Escola de Belas Artes Marina Moreira e Luiza Poeiras. O evento acontece às 19h, na Sala Ana Horta. A mostra explora a conexão entre os trabalhos das artistas, com foco na discussão do espaço na representação gráfica, utilizando da gravura em metal e seus desdobramentos em linha e mancha. As obras poderão ser vistas até o 6 de outubro, das 10h às 21h de terça a sexta-feira e das 10h às 18h nos finais de semana. Entrada gratuita.

A série apresentada pela artista Marina Moreira é resultado dos últimos anos de estudo voltados para a geometria abstrata. Essa pesquisa se inicia nos cubos feitos em incisão direta e aquatinta, que investigam a massa e a variação tonal adquirida na gravação, tendo a linha apenas como elemento delimitador de espaço. Avançando na pesquisa, a linha passou a ser elemento principal e a massa densa, antes adquirida por meio da aquatinta, agora é explorada no emaranhar das incisões e na sobreposição das impressões.

Em Tecer Espaço Luiza Poeiras pesquisa a linha como forma de se relacionar com o espaço e busca tensionar, por meio de sua representação gráfica e da disposição espacial do trabalho, a linha como objeto de representação e a linha como ferramenta de diálogo com o espaço: “linha que incide, fere, cava; linha circuito, caminho, conexão”, diz a artista. Neste trabalho, aproximadamente 300 impressões de gravura em metal se dispõem em uma parede de nove metros em uma composição que conecta as imagens através de suas estruturas lineares. Em suas diversas qualidades, permitidas por processos diretos e indiretos de gravação no cobre – ponta seca e verniz mole – a linha vagueia entre fragmentos que remetem a lugares vazios e composições abstratas.

A exposição abarca os vínculos poéticos de cada artista através da linha e seus desdobramentos enquanto representação e manifestação tridimensional e, ao mesmo tempo, a individualidade dos caminhos encontrados nas pesquisas.

As artistas
Luiza Poeiras trabalha com a imagem utilizando meios como a gravura, o desenho, a fotografia e o vídeo, e tem como força motriz de sua pesquisa o pensamento sobre o espaço e os diálogos e relações possíveis de se tecer nele. Está no 8º período de Graduação em Artes Visuais da UFMG e já participou de diversas exposições coletivas na cidade como Panorama da Gravura e Farofa Gráfica.

A artista Marina Moreira teve seu primeiro contato com a gravura já dentro da Universidade. Encantada pelas técnicas, fez sua primeira exposição coletiva em 2017, Deriva X, apresentando um compilado de obras incluindo xilogravura, serigrafia e gravura em metal. A partir disso, foca sua produção no estudo específico da geometria abstrata, utilizando a gravura em metal como principal meio. Cursando Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG, já participou de outras exposições como Estado da Arte no Ofício e Panorama da Gravura.

Conheça mais a produção das artistas em:
https://www.behance.net/MarinaMoreira
https://www.luizapoeiras.com.br/   

Serviço:
Exposição Entre Espaço
Abertura: 9 de agosto | 19h
Visitação: até 6 de outubro
Terças a sextas-feiras das 10h às 21h
Sábados e domingos das 10h às 18h
Sala Ana Horta
Entrada gratuita

Fórum UFMG de Cultura discute políticas culturais universitárias

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

A Diretoria de Ação Cultural (DAC) da UFMG promoverá, entre os dias 19 e 22 de agosto, no Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534), a edição 2019 do Fórum UFMG de Cultura. Com o tema Políticas e Gestão Cultural nas Instituições de Ensino Superior (IES), o evento reunirá gestores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) nacionais, além dos convidados internacionais Rubens Bayardo Garcia (Argentina) e Paulo Pires do Vale (Portugal). As palestras e mesas-redondas são abertas a toda a população. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela página da DAC, até o dia 18 de agosto.

Iniciado em 2014, o Fórum UFMG de Cultura realizou diversos encontros com o intuito de estimular e potencializar a formulação de políticas institucionais no âmbito da Universidade. Em 2019, o encontro promove debates em nível internacional e nacional, propiciando a troca de experiências entre gestores, população e comunidade acadêmica. As atividades integram a programação do Encontro Internacional Arte, Cultura e Democracia no Século XXI, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo o diretor de Ação Cultural da UFMG, Fernando Mencarelli, o princípio geral do fórum é o entendimento da cultura como um direito básico do cidadão. Desde a sua criação, pauta-se pela promoção da diversidade cultural, democratização da produção e do acesso à cultura, responsabilidade socioambiental, promoção da interlocução entre múltiplos territórios e cartografias culturais e pela discussão de políticas de fomento.

Programação

No dia 19 de agosto, às 14h, será a abertura do fórum com a presença da reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, e do diretor de Ação Cultural da Universidade, Fernando Antonio Mencarelli. Em seguida, Antonio Albino Canelas Rubim, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, abrirá a rodada de palestras com o tema Universidade, políticas e planos de cultura. A partir das 16h, o pró-reitor de Cultura da Universidade Federal do Cariri, Robson Almeida, ministrará a palestra Universidade cultural: Institucionalizar a cultura nas IES a partir da política e da gestão cultural.

No dia 20 de agosto, haverá a mesa-redonda Políticas e planos de cultura na universidade, com a participação de Alexandre Molina, professor e diretor de Cultura da Universidade Federal de Uberlândia; Jonas Defante, coordenador de Políticas Culturais e Diversidade do Instituto Federal Fluminense, e Patrícia Silva Dorneles, coordenadora do curso de pós-graduação em Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A agenda do evento no dia 21 de agosto será fechada ao público para abrigar as discussões do Grupo de Trabalho (GT) do Fórum de Gestão Cultural das Instituições de Ensino Superior do Sudeste. O GT visa à formulação dos Planos de Desenvolvimento Institucional e Planos de Cultura das IES e é um desdobramento da articulação nacional de gestores de cultura, por meio do Fórum Nacional de Gestão Cultural das IES (Forcult). A terceira edição do Forcult ocorreu de 31 de julho a 3 de agosto, quando foram debatidos o papel atual da cultura nas instituições, a ampliação do intercâmbio de experiências e as estratégias de fortalecimento das políticas culturais no âmbito acadêmico.

O último dia do fórum, 22 de agosto, contará com dois palestrantes internacionais. O argentino Rubens Bayardo Garcia, diretor da especialização em Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidad Nacional de San Martín, ministrará, às 14h,  a palestra Gestão cultural na universidade pública.

O encerramento do fórum será às 16h, com a palestra Plano Nacional das Artes de Portugal, que prevê abranger todo o universo escolar português no período 2019-2024, ministrada pelo comissário do plano, curador, ensaísta e professor universitário, Paulo Pires do Vale.

Filosofia ilumina discussões sobre pós-verdade em curso da UFMG

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

Relações entre filosofia, ética, estética e política, conduzidas pelos conceitos de verdade e pós-verdade e à luz de autores como Platão, Aristóteles, Luciano, Hannah Arendt, Adorno e Horkheimer, darão o tom do projeto Filosofia na Praça no segundo semestre deste ano. A iniciativa, desenvolvida pelo Departamento de Filosofia da UFMG, é oferecida em quatro módulos. As aulas serão ministradas sempre às quartas-feiras, das 19h30 às 21h10, no Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade. As inscrições estão abertas, e o interessado poderá se matricular em módulos isolados.

No primeiro módulo, Política e verdade. Reflexões com base em Hannah Arendt, o professor Helton Adverse, do Departamento de Filosofia, vai explorar aspectos da relação entre política e verdade com base em dois textos da filósofa alemã: Verdade e política e Mentira na política. As aulas serão ministradas nas noites dos dias 7, 14, 21 e 28 de agosto.

Docente do mesmo departamento, Ernesto Perini vai conduzir o segundo módulo, Algumas ferramentas conceituais para se compreender a pós-verdade, nas quatro quartas-feiras de setembro (4, 11, 18 e 25). As discussões partem do princípio de que o próprio termo pós-verdade revela uma maior aceitação no espaço público de afirmações claramente falsas, o que indica que algo de novo na percepção de mundo parece mesmo ser capturado por essa expressão.

Retórica e Indústria Cultural

Retórica, verdade e verossimilhança em Platão, Aristóteles e Luciano é o tema do terceiro módulo, que será ministrado em outubro (2,9,16 e 23) pelos professores Maria Cecília de Miranda Coelho, da Filosofia, e Jacyntho Lins Brandão, da Faculdade de Letras. Em um primeiro momento, serão apresentadas as críticas de Platão à retórica, de acordo com o modo como o filósofo grego entendia que ela era praticada pelos sofistas. Em seguida, será feita análise da revalorização dessa disciplina por Aristóteles, apresentada em sua obra Retórica como contraparte da dialética. Na segunda parte do módulo, serão analisados os conceitos de verdade e de verossimilhança, além da imagem da figura do filósofo no âmbito da obra de Luciano de Samósata.

No último módulo, agendado para 30 de outubro e para os dias 6, 13 e 20 de novembro, o professor Rodrigo Duarte, da Filosofa, vai analisar O papel dos meios de comunicação na formação dos falsos consensos à luz do conceito de Indústria Cultural, formulado na década de 1940 por Adorno e Horkheimer. Na visão do professor, as ideias dos teóricos da Escola de Frankfurt continuam válidas e particularmente úteis para explicar os fenômenos recentes da pós-verdade e das fake news.

O projeto
O nome do projeto, Filosofia na Praça, criado em 2013, foi inspirado na prática do filósofo grego Sócrates, que dialogava com toda e qualquer pessoa no espaço público do mercado e da praça, em Atenas, e dedicou sua vida ao exame de conceitos, valores e crenças ligados a todos os aspectos do conhecimento humano. Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas na página do Espaço do Conhecimento UFMG.

Projeto da UFMG forma professores em contação de histórias dos povos negros

Texto: Assessoria de Imprensa da UFMG

O projeto de extensão Iranti – Ser África, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG, busca promover literaturas e oralidades de origem africana e afro-brasileira ao levar essas histórias às escolas e formar professores na arte da contação. A proposta realizará, de 17 a 19 de junho, das 19h às 21h, Workshop de Contação de História – Formação inicial e continuada de educadores e a aplicabilidade da Lei n° 10.639/03. O workshop acontece no Espaço Freiriano da Faculdade de Educação, campus Pampulha, e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

Para a coordenadora técnica do projeto, Magna de Oliveira, compartilhar a cultura e os costumes dos povos negros é importante para desmistificar preconceitos e levar pessoas a questionarem o papel do negro na sociedade. Foi levando essas histórias às escolas que a coordenadora percebeu a necessidade da capacitação de professores nessa área. Desde então, o projeto passou a ter outra vertente: a formação pedagógica, através de workshops.

O Iranti é fundamentado na Lei n° 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio do Brasil, sobretudo nos âmbitos da Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. A coordenação pedagógica do projeto é da professora da Faculdade de Educação da UFMG Míria Gomes.

Saiba mais em vídeo produzido pela TV UFMG. Outras informações pelo e-mail projetoserafrica@gmail.com.

 

Serviço

Workshop de Contação de História – Formação inicial e continuada de educadores e a aplicabilidade da Lei n° 10.639/03

Data: 17 a 19 de junho

Local: Espaço Freiriano (Faculdade de Educação – UFMG)

Horário: 19h às 21h

Valor: 20 reais

 

Coletivo de mulheres negras que faz da poesia espaço de resistência e sobrevivência se apresenta novamente no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

Na quarta-feira, dia 29 de maio de 2019, às 19h30, o Centro Cultural UFMG recebe o encontro de três jovens poetas negras, integrantes do coletivo Cajila Laboratória, para o “Sarau Poesia Temporal – Mergulho”. A entrada é gratuita e integra a programação do projeto Recitais.

Mergulhar, imergir, afundar-se inteiramente em sentimentos. Deixar-se guiar por afetos, descer de forma brusca, veloz, quase vertical no mais profundo sentir.

A apresentação instiga o público a se permitir uma experiência de adentrar-se em seus próprios sentimentos. O sarau será aberto a todos que quiserem participar, sendo incentivada a declamação de poesias autorais que celebrem o amor, a paixão e os demais sentimentos inundantes, em suas variadas formas – por quem e pelo quer que seja.

Nesta edição, o coletivo convida a poeta nova-limense Nívea Sabino para prestigiar o evento com sua potência literária.

O coletivo Cajila Laboratória é formado por Andrezza Xavier, Juliana Tolentino e Lara Passos. Juntas realizam experimentações artísticas de resistência e sobrevivência a partir de pesquisas relacionadas à ancestralidade, ao feminino e à negritude, apresentando a potência da linguagem poética da mulher negra.

Projeto Recitais

O projeto Recitais, aberto a toda comunidade, oferece ao público momentos diferenciados de lazer e fruição. Voltado para apresentações artísticas, literárias e cênicas musicais, este é um espaço vasto às experimentações das artes verbais e performáticas. Localizado no hall superior do Centro Cultural UFMG, o projeto acontece todas as quartas-feiras, às 19h30. Um convite especial a um momento de lirismo, poesia e sensibilidade ao entardecer em um espaço físico privilegiado – intimista e delicado. As apresentações têm por objetivo divulgar trabalhos inéditos ou ainda pouco conhecidos de poetas, músicos, atores ou daqueles que transitam por linguagens híbridas e inovadoras nos campos sonoros e expressões corporais. Escutar, sentir e participar também faz parte da construção dessa tessitura expressiva e poética. O espaço, as janelas e as portas estão abertos a esse momento de sentimento e emoção. Sejam bem-vindos!

Escola de Belas Artes comemora 60 anos

Na quarta-feira, 5 de abril de 2017, a Escola de Belas Artes (EBA) comemorou os seus 60 anos de fundação. Para marcar a data e a abertura das comemorações, o pátio da Unidade recebeu um café compartilhado às 16 horas, aberto à comunidade.

“A nossa intenção é promover o encontro entre as pessoas. Essa é a nossa motivação: receber na escola aqueles que se formaram aqui, propiciar a convivência entre os estudantes de ontem e os de hoje, de pessoas de todas as épocas”, explica o professor Cristiano Bickel, diretor em exercício e eleito da Escola de Belas Artes.

O evento, explica o professor do Departamento de Artes Plásticas, foi planejado sob a perspectiva do compartilhamento, em modelo informal, sem protocolos nem discursos. “Estamos propondo um bolo coletivo, que possa marcar simbolicamente um lugar de abundância e de generosidade, de troca de experiências entre os participantes”, explica. A ideia é que cada participante leve um pequeno bolo para compor esse grande bolo coletivo, a ser partilhado.

Selo

No evento, foi lançado o selo comemorativo dos 60 anos da Unidade. O símbolo foi desenhado pelo professor Marcelo Borges, do Departamento de Desenho e coordenador do Centro de Extensão (Cenex) da Escola de Belas Artes.

Ao longo do ano, outros eventos e ações serão realizados em comemoração à data. Uma das atividades já previstas para os próximos meses é uma exposição de fotos da EBA, recolhidas em arquivos institucionais e pessoais.

Fonte: Adaptado do Site UFMG 90 Anos da UFMG.