Confira a LISTA FINAL dos projetos selecionados na edição 2025/02 do Projeto Arte Aqui. A Comissão de Seleção foi composta por: Sandro Ka, Michel Corsino, Carol Gualberto, Thalita Amorim, Marina RB e Camila Moreira.
GALERIA
selecionados:
a lua é também um sol Yan Nicolas
Ao Avesso, a Torto e a Direitos Centros de Convivência PBH
Comum Lugar Mônica Coster e artistas convidados
suplentes:
In Memoriam Mayzon Tayrone
conatus Ian Nogueira e Guilzeppe Francesco
OUTDOOR
selecionados:
Entre Raízes: o que não queremos ver Coletivo “Traça”
Nem menino, nem menina Tobo Eduarda
Quem não tem sua loucura? Vit Leão
suplentes:
Batalha Roberto Machado
Origrafias Fernando Costaa
CUBO GRÁFICO
selecionados:
Microhabitats Ana Bicho
Vegetal digital Isa Rosendo
WATU – da água a água Mariana Jorge
suplente:
Segura a cabeça Marília Lima
CORREDOR
selecionados:
Regras de Convivência – Na Universidade Carolina Brandhuber
Quadrinhos Enquadrados Quadrinhos com Queijo – EBA UFMG
Duo corpo Elaine Stankiwich e Cássia Perocco
suplentes:
Floresta escura Débora Mota
Noite Americana Eduarda Lucas
AUDITÓRIO
selecionados:
Mostra da Dança: Dançando na Belas coletivo DBA
Corpos que Rompem Gabrielly Dornelas
PISCINÃO
selecionados:
“Vendo Gestos” – Programa performativo em dança sobre corpo, trabalho e valor Iago Vinicius
QUEBRA! Yurika Renan Morais
A Comissão de Seleção foi composta por: Sandro Ka, Michel Corsino, Carol Gualberto, Thalita Amorim, Marina RB e Camila Moreira.
De 11 a 29 de junho de 2025, realiza-se na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG a exposição dados entrópicos, composta por desenhos produzidos ao longo dos últimos quatro anos por Liel Gabino, durante a graduação em Artes Visuais. A mostra é acompanhada por um ensaio homônimo que constitui seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Abaixo, o texto da exposição:
O desenho não se comporta como uma imagem a ser contemplada passivamente; ele impõe uma nova modalidade de relação interpretativa. Mais do que apresentar uma figura completa, ele se mostra como um texto fragmentado que pede ser lido. Em outras palavras, o desenho é legível, mas não se deixa conter na quietude da contemplação estética. Sua expressão exige do observador uma atitude ativa: é preciso decifrar e reconstruir o interior privado que ele esboça, em vez de somente admirar sua forma. Nesse campo de leitura ativa, a percepção adquire o ritmo de uma tradução. O espectador torna-se coautor do sentido, deslocando-se mentalmente pelos registros sobrepostos do suporte. Não há repouso visual garantido: cada elemento do desenho tensiona o próximo, convidando saltos de associação. Desliza-se entre eras temporais internas à folha, trabalhando para recompor o evento inteiro a partir das fragmentações. O desenho cria pontos de indeterminação: espaços em branco, manchas inacabadas ou trechos de força desigual que desafiam a interpretação imediata. Ele não oferece um conteúdo fechado; ao contrário, instiga perguntas e caminhos abertos, forçando o leitor a reagir em vez de repousar. E a amplitude de tempos e forças representa-se fragmentariamente, cabendo ao intérprete sobrepor mentalmente essas camadas para alcançar totalidade. Nessa leitura, o olho não desliza inerte pelo papel, mas salta e retorna, traçando trajetórias não-lineares para desenhar o sentido por si próprio. Nesse regime, o ato de ler coincide com o de desenhar. O leitor, ao percorrer o campo gráfico, inscreve trajetórias invisíveis: projeta relações, reconstrói tensões, sustenta lacunas. Desenha no vazio. Cada salto do olho é uma linha mental e cada associação é um traço. O desenho, assim, não está completo: solicita complementação. Exige um observador disposto a não consumir, mas a agir. A folha é, além de imagem, um aparato: algo que só se realiza plenamente na relação com quem se deixa arrastar por seu regime de indeterminação. É neste ponto que o desenho se apropria do tema entrópico. Ao invés de oferecer ordem, age no limiar da desordem controlada. A instabilidade de seus elementos, a sobreposição de tempos, a oscilação entre presença e ausência — tudo aponta para um sistema que não fecha e se reconfigura constantemente. E essa reconfiguração depende do outro. O traço não significa, mas exige: leitura como coabitação do risco.
A Escola de Belas Artes da UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Espaços topológicos – Poética da forma’, do escultor e professor Fabrício Fernandino. A mostra apresenta um fragmento de um amplo conjunto de obras executadas pelo artista nos últimos anos, com destaque para a pintura, o desenho e, sobretudo, as esculturas em madeira reciclada, produções que também envolvem metal, pedra e vidro, resultando em um trabalho sensível e elaborado. O evento acontece no dia 03 de abril de 2025, quinta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 25 de abril de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.
Sobre a exposição
‘Espaços topológicos’ é o título dado a uma série que Fabrício Fernandino iniciou no ano de 2005, através de inúmeros esboços e anotações em cadernos de registros, associados a um forte e crescente desejo de trabalhar a madeira, matéria que sempre apreciou. A partir de 2010 alguns desses projetos saíram do papel e se tornaram esculturas, criadas intensamente nos últimos quatro anos, entre 2020 e 2024, momento em que o escultor se isolou e obteve o silêncio e o distanciamento necessário para se envolver com esse material que considera magnífico.
Segundo o artista, a madeira requer muito mais que habilidades técnicas para ser trabalhada, é um material que ainda está em processo de transformação, uma vez que foi um ser vivo e ainda abriga a vida em seu interior numa escala microscópica. Ele descreve que cada propriedade da madeira responde de uma forma diferenciada ao trabalho do escultor. “Suas fibras, seus veios, sua textura e cor, até seu cheiro, devem ser respeitados e valorizados. Cada madeira é um universo. Trabalhar a madeira exige mais que habilidades técnicas, exige afeto”, expressa.
Por uma questão de ética ambiental, Fabrício optou por trabalhar com madeira reciclada, colada e montada ‒ reaproveitamento de restos de obras civis, de materiais de demolição, refugos de madeireiras e, até mesmo, restos em decomposição encontrados na natureza. “O que era descartável assume uma beleza inesperada e nos apresenta como resultado final a elegância e dignidade característica deste material”, declara.
O escultor relata que foi estimulante o desafio da prática, a qual o levou a buscar soluções e desenvolver tecnologias para este novo processo construtivo. Ele explica que cada produção exigia uma engenharia diferenciada, dispositivos para colagens, adesivos específicos, máquinas operatrizes precisas e acabamentos que eram definidos conforme a qualidade da madeira, em respeito às características e delicadezas do material.
O artista afirma que esta tem sido uma série mais intimista, afeita ao carinho do tato e ao sentimento do olhar. “As formas, sempre geométricas, têm como ponto de partida o quadrado, que avoluma, e o círculo, em desdobramentos esféricos. O quadrado é algo demasiadamente humano e o círculo algo infinitamente universal. Com as inúmeras e crescentes possibilidades a obra persevera. Ela está em franco processo do fazer, segue. É como um rio, vai cada vez mais profundo”, manifesta.
Nesta exposição realizada na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG, Fabrício Fernandino apresenta apenas um fragmento de um amplo conjunto de obras já executadas. Suas produções revelam um duplo sentido conceitual: um formal, matemático e estético, e o outro filosófico e político, potencializado pela montagem, onde o espectador é convidado a desvelar as questões apresentadas. “Às vezes somente a palavra não é suficiente para traduzir sentimentos. O olhar e a imersão são grandes aliados neste sentido”, instiga o artista.
Sobre o artista
Fabrício Fernandino é escultor e professor de Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG, desde 1992. É Mestre e Doutor em Artes Visuais. Atua intensamente nas áreas artística, acadêmica e de extensão, na UFMG, bem como em atividades ligadas ao ensino, à pesquisa e orientações. Coordena inúmeros projetos nacionais e internacionais, tendo participado de representações dentro e fora da universidade. Como artista, tem atuado e desenvolvido trabalhos com ênfase em arte ambiental, escultura, videoinstalação, fotografia, curadorias, ação cultural e residências artísticas. Foi Coordenador-Geral (2000 a 2011) e Curador do Festival de Inverno UFMG (2019 a 2021). Diretor de Ação Cultural da UFMG, na gestão 2002-2006. Diretor do MHNJB-UFMG, de 2006 a 2011. Atualmente é Diretor do Centro Cultural UFMG, na gestão 2018-2026.
Exposição individual ‘Espaços topológicos – Poética da forma’ – Fabrício Fernandino Abertura: 03 de abril de 2025| às 19h
Enquanto proposta em Antropologia Visual, O Vestir do Signo: Agência da Indumentária no Celebrar do Reinado de Cláudio-MG, recorta e investiga a materialidade vestual das guardas reinadeiras da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, abordando a indumentária como um elo entre signo e o significado, e também um mediador social das relações construídas e reconstruídas no ato de celebrar. Além do ornamento, a vestimenta no Reinado carrega narrativas de fé, pertencimento e resistência, expressando, em seus tecidos, cores e símbolos, a memória de uma tradição afro-brasileira que se reinventa a cada geração.
A pesquisa, assim, busca compreender a função social desta materialidade religiosa e identitária, destacando a potência cultural das comunidades envolvidas e a continuidade dessa manifestação como um espaço de reafirmação da negritude e de luta contra o apagamento histórico. Lançando destaque a identidade afro-brasileira no contexto de Cláudio-MG, o projeto atua como uma ferramenta de documentação e pesquisa, ampliando o reconhecimento e o valor dessa tradição, incentivando o pertencimento das novas gerações como uma herança viva, que pulsa no cotidiano de seus participantes e resiste no corpo, na dança e na indumentária que veste a fé e a história.
No dia 26/03, o Grupo de Pesquisa NEDEC – Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (EBA/UFMG) convida o artista Rodrigo Mogiz (@atelie_mogiz) para uma conversa sobre sua produção artística e sobre sua atual exposição A Linha é Meu Trajeto, panorâmica de sua trajetória. Com mediação do Prof. Dr. Sandro Ka (EBA/UFMG) (@sandro.ka.arte), a atividade acontecerá na Galeria Principal da Escola de Belas Artes da UFMG, das 10h às 12h, com entrada franca, aberta à comunidade acadêmica e público interessado.
Egresso da EBA, Rodrigo Mogiz (Belo Horizonte/MG, 1978) trabalha no limiar entre a pintura e o desenho, que são as suas formações. Com uma investigação marcante com o bordado, a poética do artista é atravessada por elementos do campo pessoal e afetivo, se interessando por figuras de modelos em páginas de revistas de moda, sites na internet e anúncios publicitários. A produção de desenhos desses modelos é produzida por meio do uso de agulha e linha, provocando estranhamentos, onde o ideal de beleza vendido como perfeito é reconstruído através de um bordado “sem técnica”, considerado pela tradição como imperfeito, “mal-feito”. Para o artista, no contexto das sexualidades dissidentes como temática recorrente em seu trabalho, o fator da perfuração e da construção das imagens, da agulha que fere o papel ou tecido ao passar a linha, pelo bordado, também representa uma alegoria da dor. Atuante no cenário artístico há muitos anos, tem em seu currículo importantes exposições, realizadas em galerias institucionais e comerciais, em várias cidades, dentre as quais destacam-se as coletivas 28º Arte Pará (Belém, 2009), Com quem você tem Bordado? (Galeria de Arte Ibeu, Rio de Janeiro na, 2011) e Sobre o que se desenha (Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, 2015), entre outras. Com o coletivo Almofadinhas, ao lado dos artistas Fábio Carvalho e Rick Rodrigues, expõe no Sesc Palladium (Belo Horizonte, 2017) e no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (2018). Entre as exposições individuais, destacam-se Aqueles (In)visíveis (Picolla Galeria / Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte, 2021) e atualmente, está em cartaz com a exposição A Linha é Meu Trajeto (Galeria Principal da EBA, Belo Horizonte, 2024).
Sandro Ka (Porto Alegre/RS, 1981) é artista visual, professor e pesquisador na Escola de Belas Artes da UFMG. Doutor e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS). Desde 2003, realiza exposições individuais e coletivas em diversas cidades, desenvolvendo produções em desenho, escultura, instalação e intervenção urbana. Em âmbito de pesquisa e extensão, possui interesse na área de Poéticas Visuais e nas articulações entre Arte Contemporânea e Profissionalização em Arte, bem como nas relações entre Arte, Política e Sexualidade.
A atividade é uma ação da linha de pesquisa Desenho e Hibridismos de Linguagens (NEDEC).
A Escola de Belas Artes da UFMG, por meio do Centro de Extensão (CENEX EBA), está com inscrições abertas para seus cursos de extensão do primeiro semestre de 2025. Com opções voltadas para dança e artes visuais, os cursos são destinados a estudantes e comunidade externa que desejam aprimorar ou descobrir novas habilidades artísticas. Os cursos oferecidos incluem ballet, jazz, hip hop, dança do ventre e dança contemporânea, além de pintura, preparatório de desenho, cerâmica e modelagem.
As inscrições já estão abertas, as vagas são limitadas e os cursos possuem valores acessíveis além de opções de parcelamento. As aulas começam a partir de março de 2025 e os interessados podem obter mais informações e garantir sua vaga através do site da Fundep 🔗https://www.cursoseeventos.ufmg.br/CAE/Default.aspx .
Para mais detalhes sobre valores, dia de aula, periodo de realização e horários, acesse o site oficial da Escola de Belas Artes da UFMG 🔗https://www.eba.ufmg.br/index.php/extensao/cursos-de-extensao-3/ ou entre em contato com a secretaria do CENEX via e-mail: cenex@eba.ufmg.br.
CENEX EBA | Escola de Belas Artes – UFMG Início das aulas: Março de 2025 Inscrições abertas!
O Bordas da Imagem é um projeto de extensão vinculado à Escola de Belas Artes da UFMG focado em processos criativos e autoria na fotografia. Atualmente promove um Grupo de Estudos com encontros online, além de Rodas de Diálogos com artistas convidados e o Poéticas do Bordas, consistindo em apresentações e conversas sobre as produções dos participantes do grupo.
As inscrições vão até 10 de fevereiro de 2025 e estão abertas a estudantes de graduação da UFMG.
De 27/01 a 07/02 a Galeria Principal da EBA recebe as defesas públicas dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de Artes Visuais, acompanhadas por exposições que refletem as produções realizadas ao longo das pesquisas.
Data: 7 de fevereiro
Horário: 10h Título: “Imagético: o Objeto, o Símbolo, o Signo” Autor: Ítalo Albert Miranda Carajá Orientador: Prof. Dr. Sandro Ouriques Cardoso Banca Avaliadora: Prof. Dra. Marina Romagnoli Bethônico Prof. Dra. Mônica Vaz da Costa
Horário: 14h Título: “Entre Fios e Memórias: Poéticas têxteis na contemporaneidade” Autora: Maria Luísa de Souza Orientador: Prof. Dr. Sandro Ouriques Cardoso Coorientadora: Prof. Dra. Joice Saturnino Banca Avaliadora: Prof. Dra. Camila Moreira Prof. Dra. Natália Rezende