Edital Arte Aqui – Inscrições até 04 de outubro

A Diretoria da Escola de Belas Artes e o Centro de Extensão Cenex-EBA tornam pública a abertura do processo de seleção de propostas para ações artísticas a serem realizadas em espaços da Escola de Belas Artes da UFMG, durante o 2º semestre letivo de 2024 e o 1º semestre letivo de 2025.

CHAMADA ARTE AQUI – 2ª EDIÇÃO

Formulário de Inscrição

Planta Arte Aqui – Galeria

Planta Arte Aqui – Corredor

Planta Arte Aqui – Cubo Gráfico

Planta Arte Aqui – Espaco f

Planta Arte Aqui – Outdoor

Planta Arte Aqui – Auditório

Planta Arte Aqui – Piscinão

Fernando Augusto dos Santos Neto celebra 40 anos de trajetória artística com exposição

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Fernando Augusto: desenho pintura fotografia e outras intoxicações’, do artista plástico, pintor, desenhista e fotógrafo baiano Fernando Augusto dos Santos Neto, com curadoria e expografia de Isa Bandeira. A mostra, que leva o mesmo nome do livro do artista, oferece ao público uma retrospectiva abrangente dos 40 anos de carreira de Fernando Augusto dos Santos Neto, destacando seu percurso artístico. O evento acontece no dia 04 de outubro de 2024, sexta-feira, às 19 horas. Na ocasião, haverá o lançamento do referido livro. As obras poderão ser vistas até 03 de novembro de 2024. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Fernando Augusto: desenho pintura fotografia e outras intoxicações – por Isa Bandeira – Curadora

A exposição ‘Fernando Augusto: Desenho, Pintura, Fotografia e Outras Intoxicações’, título homônimo do livro do artista, oferece ao público uma retrospectiva dos 40 anos de sua trajetória artística. A mostra será apresentada na Grande Galeria do Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Trazer essa exposição à cidade mineira é emblemático, pois este percurso inclui o início dos estudos acadêmicos de Fernando Augusto na Universidade Federal de Minas Gerais.

A expografia organiza a narrativa do artista em quatro módulos, abrangendo diferentes fases de seu trabalho: Infância e Meninices; Formação (1984 a 1990); Rumo à Abstração (1991 a 2000); e Outra Paisagem: Livro de Artista.

A relevância deste espaço cultural para a comunidade universitária oferece uma oportunidade única de apresentar artistas em diferentes estágios de suas trajetórias profissionais, incluindo ex-alunos como Fernando Augusto. Isso amplia o conhecimento e inspira os jovens universitários, especialmente os estudantes de artes, ao terem acesso a uma diversidade de linguagens artísticas e temas socioculturais.

O público geral, além de apreciar a mostra, pode participar de diversas atividades complementares, como um encontro com Fernando Augusto para uma conversa sobre sua carreira e o lançamento de seu livro, que documenta seu processo pictórico, influências estéticas e registro de obras.

Fernando Augusto utiliza uma ampla gama de técnicas e materiais, como carvão, nanquim, lápis grafite, colagem e grafias escritas. Suas pinturas, predominantemente em acrílico, refletem um processo de industrialização nas artes e se adequam à sua abordagem gestual e intimista.

A fotografia também desempenha um papel significativo em sua obra, transformando a percepção e a técnica do desenvolvimento dos temas. A integração de fotografia e pintura cria uma dinâmica única que convida o público a explorar as obras de diferentes ângulos e perspectivas.

Ao longo de 40 anos de carreira, Fernando Augusto explorou o potencial dos materiais e seus significados, criando uma linguagem visual única e envolvente. Esta exposição convida o público a se deixar envolver pela diversidade de sua obra.

Sobre o artista

Fernando Augusto dos Santos Neto (Bahia, 1960. Vive e trabalha em Vitória – ES). Artista plástico, pintor, desenhista e fotógrafo, trabalha o desenho como uma maneira de pensar a pintura, a fotografia, a escultura e o próprio desenho. É a partir do desenho que o artista constrói toda sua obra, buscando lançar luz sobre o cotidiano pessoal, as relações interpessoais, a cultura, a tradição artística e cenas da vida brasileira. Ao lado do desenho, o artista utiliza também as linguagens da fotografia e da literatura, interferindo em livros diversos, catálogos de exposições de arte e criando livros de artistas.

Graduado em Artes Plásticas com habilitação em Gravura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987). Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995). Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pela l‘université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França (2001). D.E.A. Diplôme d’études approfondies pela l‘université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França. Atualmente é professor de Arte do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – Vitória – ES.

Sobre a curadora

Isa Bandeira (São Paulo – 1966. Vive e trabalha em São Paulo). Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade de São Paulo (2017). Mestre em História e Historiografia da Arte pela Universidade de São Paulo (2012). Pós-Graduação em Administração Pública pela UniCesumar (2021).Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas, atuando principalmente nos seguintes temas: pintura, instalação, fotografia e performance. Arquitetura de exposições, projeto expográfico. Curadora independente.

Exposição ‘Fernando Augusto: desenho pintura fotografia e outras intoxicações’ – Fernando Augusto dos Santos Neto
Abertura: 04 de outubro de 2024 | às 19h
Visitação: até o dia 03/11/2024
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Obras de Nana Coelho expostas no Centro Cultural UFMG induzem à angústia da autorreflexão

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual Só mais uma das coisas, da artista visual Nana Coelho. A mostra combina pintura, gravura e instalação escultórica, instigando o público a explorar a angústia da autorreflexão, o delírio em querer e os caminhos do sentir. O evento acontece no dia 27 de setembro, sexta-feira, às 19h. As obras poderão ser vistas até 27 de outubro de 2024. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Só mais uma das coisas – por Nana Coelho

Sentir enlouquece

Ser pego sentindo te deixa despido

Nas paisagens quebradas e espelhos distorcidos habitam meu desejo de algo que não pode ser colocado em palavras. Uma idealização fantástica de tudo que não posso ter, as emoções que não consigo sentir. Eu me pego pensando que, se pintasse por vezes suficientes, talvez encontrasse quem eu sou de verdade em um desses reflexos. Vejo, através do vidro, uma janela para um lugar além de mim e te convido a observar cada tela, como um portal para algo além de nós.

Olhe para o céu e se perca entre as árvores, sinta o cheiro das flores e a estática da tempestade. Quero me sentir conectada com a terra, mesmo presa nessa selva de pedra que chamamos de cidade. Existe poder infinito em cada imagem, que manifesta ideias em realidade; eu vejo magia na arte. São rastros de desejos, ecos de desesperos, que se mostram a quem procura ver. Uma linguagem de símbolos e rituais, que explora o sensível, o incomunicável. Portas para o passado, janelas para o futuro e memórias que já não sei mais se são minhas ou imaginadas.

Somente a imagem não comporta tudo isso, então ela transborda em objeto. Coisas que crio e outras que coleto como parte também da materialização do que é sonhado. São flores que vejo nascer, crescer e morrer. Elas secam e fossilizam, como a terra que sangra, queima e vira cerâmica. Árvores que cortei para decompor em papel, apenas para reconstruir em uma outra árvore que já nem respira. Para sempre preservadas e irreparavelmente mortas, na ânsia de permanecer esquecemo-nos de apenas ser. Na vontade de existir, me prendo com garras e dentes a só mais uma das coisas, que me lembram outras, e outras, e outras.

Nessa exposição que combina pintura, gravura e instalação escultórica, explore a angústia da autorreflexão, o delírio em querer e os caminhos do sentir.

Sobre a artista

Nana Coelho é uma jovem artista de 24 anos, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, concluindo sua formação em Artes Visuais pela UFMG. Com foco em pintura, seu trabalho também passeia pelos âmbitos da gravura, escultura e instalação. Os temas de suas produções vão desde a profunda reflexão no autorretrato, pensando corpo, gênero e identidade, até a catarse da paisagem e a dualidade entre natureza e cidade. Costurando-se entre tudo isso, está o pensamento dos rituais e a simbologia da bruxaria como arte e linguagem, que descreve sua relação com o mundo e leva o espectador ao limbo entre o real e o imaginado, o desejo e o desespero.

Serviço:

Exposição Só mais uma das coisas – Nana Coelho

Abertura: 27 de setembro | às 19h

Visitação: até o dia 27 de outubro de 2024

Terças a sextas: das 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h

Sala Ana Horta do Centro Cultural (av. Santos Dumont, 174 – Centro – Belo Horizonte | MG)

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Exposição “Sob o mesmo céu” – 25 de setembro a 10 de outubro – Galeria da Escola de Belas Artes

A exposição coletiva Sob o mesmo céu será aberta no dia 25 de setembro, às 17h, na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG.

A mostra é uma ação no N’Foto – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e foi composta a partir de uma convocatória aberta a trabalhos desenvolvidos no âmbito da Escola de Belas Artes. A primeira montagem aconteceu em 2023, no Quatro Cantos Espaço Cultural, que integra o Campus Cultural UFMG em Tiradentes, como parte da programação do 12° Festival de Fotografia de Tiradentes. A edição que chega à Galeria da EBA foi selecionada na chamada “Arte Aqui” de ocupação dos espaços expositivos da escola, promovida pelo Cenex-EBA.

É em torno do compartilhamento das experiências subjetivas e políticas, da investigação dos procedimentos artísticos e do rigor de um protocolo de experimentação com as imagens que emergem as obras. Cada um a seu modo, os trabalhos exploram percursos e passagens entre a tradição histórica da fotografia, seu campo expandido e as relações com os universos da imagem e da arte contemporânea.

Participam: Al-Químicos (Adaiany Rodrigues, Adolfo Cifuentes, Adriana Ferreira, Camilla Fidelis, Cleber Falieri e Luís Siqueira), Daniel Borges, Diego Vinicius, Fernanda Campos, Fernando Costaa, Giovanna Almeida Cunha e Theodora, .:grão (Gabriela Sá e Ícaro Moreno), Heloisa Brabo, Iris Segundo, Isabel Moreira, Leonor Dourado, Liel Gabino, Lucas Almeida, Maria Mendes, Mariana Alves Machado, Popó Tolentino, Reisla Oliveira, Rodrigo Amaral, Yan Nicolas, Yurika Morais.

A curadoria é de Anna Karina Bartolomeu, Eduardo de Jesus e Eduardo Queiroga.

Local: Galeria da Escola de Belas Artes – UFMG
Abertura: 25 de setembro, às 17h
Visitação até 10 de outubro
Horários: segunda a sexta, de 8h às 22h

Edital do Programa de Monitoria da Graduação – Laboratório de Atuação- Improvisação e Máscara (LAPA)

O secretário do Departamento de Artes Cênicas, Kássio Santiago Pires de Souza , faz saber que, no período de 24/09/2024 a 03/10/2024 , de 00:00:01 às 23:59:59 horas, via email grupolapaufmg@gmail.com serão recebidas as inscrições de candidatos para o exame de seleção do Programa para atuar nas disciplinas/atividades com carga horária de 20 horas semanais, das quais 8 horas deverão ser alocadas em estudos individuais e atividades de planejamento, realizados por meio de cronograma flexível.

Edital PMG 2024-16 – Laboratório de Atuação- Improvisação e Máscara (LAPA)

Exposição “Gestos, corpos e pautas de luta” – 25 de setembro a 10 de Outubro – Espaço f

Texto: Divulgação

O APUBHUFMG+ convida a todos e todas para a abertura da exposição “Gestos, corpos e pautas de luta” no dia 25 de setembro (quarta-feira), às 17h, no espaço F da Escola de Belas Artes da UFMG.

Com uma curadoria que procura gestos e corpos em luta no arquivo fotográfico do APUBHUFMG+. O arquivo mostra um longo histórico de diversas pautas que tem mobilizado a categoria de professores e professoras e a posição da instituição ao longo de décadas.

A exposição fotográfica Gestos, corpos e pautas de lutas no arquivo fotográfico do sindicato APUBHUFMG+ é, sobretudo, um convite para revitalizar as raízes e a própria razão de ser do nosso sindicato e do movimento sindical como um todo: estar sempre em posição e disposição de luta, prontos para a defesa, não só da categoria, senão da classe trabalhadora e da democracia.

Compareçam!

🗓️ 25 de setembro
⏰ 17h
📍 Espaço F – EBA/UFMG

Visitação de Segunda à sexta-feira, de 08h às 21h.

Centro Cultural UFMG seleciona propostas artísticas e culturais para programação de 2025

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG recebe, de 20 de setembro a 10 de novembro, propostas artísticas e culturais para apresentação em 2025: exposições de artes plásticas, visuais e fotográficas; residência artística em artes visuais, dança, literatura, música, performance, teatro, artes gráficas e múltiplas linguagens. As inscrições serão abertas por meio de Chamada Pública 2025:

Residência artística

Seleção de propostas de pesquisa e experimentação para serem desenvolvidas em regime de residência, nas áreas de: Artes Cênicas – Cena Aberta (teatro, dança, performance); Artes Visuais – Atelier Aberto (pintura, fotografia, objeto, escultura, desenho, gravura, cerâmica, tapeçaria, arte digital); Música Livre (popular, erudita, experimental); Múltiplas Linguagens (literatura, poesia, roteiros, clube de leitura, grupo de estudos e pesquisas relacionadas); e Artes Gráficas (preservação das técnicas de composição e impressão manual através de tipos móveis e dos saberes tipográficos, gravura e projetos gráficos).

As propostas selecionadas nesta irão compor a programação de residência do Centro Cultural UFMG no período de agosto a dezembro de 2025. Saiba detalhes na Chamada.

Eventos

Seleção de propostas de eventos culturais nas áreas de Artes Cênicas, Música, Poesia e Literatura, abrangendo: Artes Cênicas (teatro, performance e dança); Música (popular, erudita, experimental, contemporânea); Literatura e Poesia (encontros literários, contação de história, lançamento de livros, seminários, simpósios, sarau, leituras e performances).

As propostas selecionadas irão compor a programação de utilização dos espaços do Centro Cultural UFMG no período de março a dezembro de 2025. Saiba detalhes na Chamada.

Galerias

Os espaços expositivos oferecidos são a Grande Galeria, a Sala Celso Renato de Lima e a Sala Ana Horta, destinados para os segmentos que abrangem a área de Artes Visuais, como pintura, fotografia, objeto, escultura, desenho, gravura, cerâmica, tapeçaria, arte digital, vídeo arte, artes gráficas e demais modalidades. O espaço expositivo Experimentação da Imagem é destinado especificamente para trabalhos experimentais nas áreas de fotografia, arte digital, arte gráfica e gravura.

As propostas selecionadas irão compor a programação das exposições do Centro Cultural UFMG no período de março de 2025 a janeiro de 2026. Saiba detalhes na Chamada.

Exposição “Rito de Passagem” – Visitação até 20 de outubro

Texto: Christiana Quady

É com imenso prazer que convido vocês para a Abertura da minha *Exposição “Rito de Margem”* no dia 21/9, às 18 h, na Galeria Mama Cadela.

A mostra narra um rito pessoal, da artista mineira e professora da UFMG, Christiana Quady, que estabelece fronteiras e conexões com a natureza, seus elementos e o mundo ao redor.

A curadoria da obra de @chrisquady é de João Gabriel Nemer @joaogabrielnfb, e os textos são de Ana Viana @anasvianaa

Aguardo vocês lá! 💫
@chrisquady

*Abertura da Exposição: Rito de Margem, de Christiana Quady*
Horário: 18h
Local: Galeria Mama Cadela
Rua Pouso Alegre, 2048, Santa Tereza – Belo Horizonte

*Exposição* :
21 de setembro a 20 de outubro de 2024

*Visitação gratuita:*
Sextas, sábados e domingos, de 9h às 15 h.
Durante a semana, agendar pelo direct do Instagram @mama_cadela

 

UFMG: compromisso com a cidade e seu povo

Texto: Sandra Regina Goulart Almeida – Reitora da UFMG – publicado no jornal O Tempo

Quando lançaram as bases da Conjuração Mineira, no fim do século XVIII, os inconfidentes acalentavam alguns sonhos: romper com Portugal e instaurar um regime republicano, acabar com o monopólio comercial português, livrar-se dos impostos escorchantes cobrados pela Coroa e fundar uma universidade em solo mineiro.

O último sonho ganhou materialidade em 7 de setembro de 1927, quando um grupo de intelectuais, comandado pelo professor Francisco Mendes Pimentel, criou a então Universidade de Minas Gerais (UMG) em Belo Horizonte, a nova capital do estado.

Em seu ato fundador, materializou, de forma tardia, o sonho daqueles mineiros visionários e estabeleceu um compromisso inarredável da nova universidade com seu estado e sua cidade. Qualquer projeto de nação soberana está condicionado à existência de universidades fortes, autônomas e geradoras de conhecimento de ponta, e nossos inconfidentes, atentos às experiências do mundo à época, tinham clareza dessa necessidade.

O objetivo era promover a convergência e a justaposição de projetos simbióticos: de um Brasil livre, de um estado que se guia pelo conhecimento científico, de uma cidade acolhedora do saber e de uma universidade autônoma.

Mendes Pimentel, nosso primeiro reitor, concebia a educação como um vetor de transformação social. Em seu discurso de abertura dos cursos da UMG, proferido em 2 de abril de 1928, ele indicaria os rumos que a Instituição seguiu à risca: “Uma universidade, para que mereça o nome, tem de ser um centro de propagação da cultura, pela formação de indivíduos aptos para atividade material e mental no ambiente nacional… Mais: deve ser uma instituição nacional e, até certo ponto, local, para refletir as características do povo que a mantém e para atender às necessidades peculiares do meio em que trabalha”.

Ao completar 97 anos neste 7 de setembro de 2024, data que marca o início das comemorações do seu centenário, a UFMG segue comprometida com o projeto de um país equânime, democrático e justo e com uma cidade que reconhece a importância do conhecimento e da ciência.

Hoje, celebramos não somente a história e a memória da Universidade, mas também o seu tempo presente, em que é reconhecida como uma das mais importantes instituições de ensino superior do país, que engrandece seu Estado, sua cidade e o povo mineiro.

Em relação ao futuro, a UFMG vislumbra a expansão da produção do conhecimento científico, tecnológico, artístico e cultural, a articulação com outros saberes e a contínua interação com a sociedade e com as cidades nas quais está firmemente inserida.

No momento em que os municípios se preparam para escolher seus novos prefeitos e representantes na Câmara dos Vereadores, reforçamos o compromisso com uma cidade sustentável e capaz de promover a harmonia entre os interesses econômicos, o respeito à educação e à ciência, o cuidado com as pessoas e os animais, os anseios de sua população e a defesa dos valores éticos que moldaram a história desta Instituição em seus quase cem anos de vida.

Sob a inspiração do seu lema fundador – “Incipit vita nova” (uma vida nova principia) –, a UFMG renova os compromissos firmados por seus pioneiros – e aqui incluímos os inconfidentes do século 18. Parafraseando a música, os inconfidentes e os fundadores, mesmo separados pelo tempo, sonharam um sonho juntos, e esse sonho virou realidade.