A pintura com barras decorativas na escultura sacra católica baiana

  • Cláudia Guanais
Palavras-chave: Escultura sacra, imaginária, policromia, barras decorativas, Pedro Ferreira

Resumo

O presente artigo analisa a policromia muito utilizada na imagem sacra católica baiana, na primeira metade do século XX. Trata-se de uma policromia simplificada, que reproduz a pintura da imaginária em gesso, com uma maior elaboração nos barrados das túnicas e mantos onde motivos geométricos e florais adornam a pintura dourada. Através da análise comparativa, identificamos várias imagens com esta policromia, incluindo as esculturas retabulares de São Bento e Santa Escolástica, localizadas na sacristia do Mosteiro de São Bento da Bahia, além de diversas imagens em Igrejas de Salvador e Recôncavo baiano. Alguns documentos atestam que esta pintura foi realizada por Pedro Ferreira, nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 1896. Além de ser o escultor de importantes obras como “A visão de São Francisco” localizada no altar-mor da Igreja do Convento de São Francisco de Salvador, Pedro Ferreira atuava também como policromador e “modernizava” as imagens, segundo depoimento do próprio artista. Esta pesquisa tornou-se necessária com o intuito de demonstrar que ainda no século XX, a tradição dos santeiros se fazia presente na Baia de Todos os Santos. Resta apenas elucidar se este “novo gosto” pertencia a uma mesma paleta, ou se vários artistas substituíram os grandes florões que adornavam a imaginária sacra baiana pela pintura com barras decorativas.

Biografia do Autor

Cláudia Guanais

Mestre em Artes Visuais; Restauradora

Museu de Arte Sacra – UFBA

Publicado
2015-01-01
Edição
Seção
AUTORIAS E ATRIBUIÇÕES