Trabalho dos detalhes

sobre uma escultura da estigmatização de São Francisco no Museu de Arte Sacra de São Paulo

  • Maria Cristina Correia Leandro Pereira
Palavras-chave: São Francisco, Escultura policromada, iconografia, estigmatização

Resumo

Uma das esculturas mais famosas do Museu de Arte Sacra de São Paulo, proveniente da antiga Capela de Nossa Senhora dos Aflitos desta cidade, mostra o santo em êxtase, com os estigmas em evidência e o Cristo serafim a ele abraçado. Ao contrário do que dizem Carlos Lemos, João Marino e José Geraldo Moutinho, em um catálogo do museu editado em 1983, para os quais se trata de uma peça de barro cozido com “notável [...] ingênuo sentido narrativo do artista” (LEMOS, MARINO e MOUTINHO, 1983, p. 28), identificamos nela um complexo trabalho dos detalhes, que faz dessa obra datada do século XVII um caso particular na vasta tradição iconográfica da Estigmatização do santo. Nesse sentido, concordamos com Hector Schenone quando, percebendo a singularidade da escultura – ainda que sem desenvolver sua observação – referira-se a ela como “um extraño grupo escultórico de barro cocido, fuertemente expresivo y muy original” (SCHENONE, 1992, p. 388).

Biografia do Autor

Maria Cristina Correia Leandro Pereira

Doutora em História pela École des Hautes Études en Sciences Sociales

Professora Doutora, Departamento de História – Universidade de São Paulo

Publicado
2011-01-01
Edição
Seção
ICONOGRAFIA