Aluno da escola de Belas Artes da UFMG apresenta espetáculo de Teatro em Nova Lima como parte de sua pesquisa de mestrado

Texto: Divulgação

De 02 a 05 de dezembro de 2021, o artista novalimense Lucas Fabrício apresenta o espetáculo Teatral “Daqui”, parte de sua pesquisa de mestrado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes, sob orientação do Prof. Dr. Rogério Lopes, que também faz a direção de cena do trabalho.
A pesquisa para criação de “Daqui” partiu de investigações sobre a história de Nova Lima e a produção aurífera na região, que por muitos anos  perdurou na antiga Mina de Morro Velho, hoje desativada. Entre depoimentos de mineiros e relatos das condições de trabalho na mineração, o artista cria uma narrativa relacionando também com a história da sua família, buscando outras perspectivas para compreensão de construção da história da cidade.
“Daqui” será apresentado na Rua Padre Américo Coelho, 268, casa do artista, incorporando a pesquisa e a criação à própria cidade através da exposição de lambe-lambes, exibição de áudios no alto falante da Igreja do bairro e do uso da rua e de espaços não convencionais para criação teatral.

 

DAQUI – teatro de Lucas Fabrício
Sinopse

Como você veio parar aqui? Quem pode contar a sua história? Quantas memórias cabem na rua? Teatro é picareta de escavar memórias. Entre fotografias e lembranças, daqui da rua, na laje, em casa, brinco de recriar histórias para preencher as lacunas do que ficou vazio, como buraco de mina.
Serviço

2 a 5 de dezembro de 2021 – Quinta a domingo, às 20h.
Rua Padre Américo Coelho, 268 – Retiro – Nova Lima
Classificação etária: livre.
Gratuito.
Em função da pandemia do Covid-19, durante o evento pedimos que respeitem as orientações sanitárias para distanciamento social, utilizem máscara de proteção individual e álcool em gel.
Em caso de chuva forte a apresentação poderá ser cancelada – consulte informações pelo instagram (@lucas.fabricio e @atrasdopano).
Haverá venda de bebidas e pastéis em parceria com a Paróquia de Santo Antônio, com pagamento apenas em dinheiro.

FICHA TÉCNICA
Atuação e dramaturgia: Lucas Fabrício
Direção de cena: Rogério Lopes
Cenografia: Lucas Fabrício, Rogério Lopes, Marina Afonso e Leo Araújo (Serralheria Santo Antônio).
Iluminação: Victor Santos
Edição de som: Lucas Fabrício
Vozes: minha família.
Operação de som: Hillary Araújo
Produção: Letícia Araújo
Apoio produção: Leonardo Araújo, Letícia Yasmin, Ju Araújo, Joelma Araújo, Terezinha Barnabé, Rainy Campos e Marina Afonso.
Apoio: Paróquia de Santo Antônio, Serralheria Santo Antônio, Coletivo Timbuctu, Grupo Atrás do Pano e TU/UFMG – Teatro Universitário da UFMG.
Orientação mestrado: Prof. Dr. Rogério Lopes – Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG – Linha Artes da Cena.
Intervenção lambe-lambe
Série de criações gráficas a partir de fotografias. Impressão a laser sob papel sulfite, diversos formatos.
Projeto gráfico: Lucas Fabrício
Direção de arte e Fotografia: Raul Nunnes
Produção de moda e Maquiagem: Walter Simões (Madonna)
Projeto Raízes da Resiliência – Nova Lima Artista-pesquisador: Lucas Fabrício
Facilitação e orientação artística: Grupo Atrás do Pano – Myrian Nacif e Paulo Thielman. Orientação pesquisa sobre história de Nova Lima: Juliana Rocha Produção Executiva: Fredy Antoniazzi Comunicação: Caio Otta Realização: People’s Palace Projects (PPP) e Queen Mary University of London (QMUL), em parceria com o Instituto Inhotim. Financiamento: Conselho de Pesquisa de Artes e Humanidades do Reino Unido (AHRC-UKRI), Fundo de Pesquisa para os Desafios Globais (GCRF) e Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esportes do Reino Unido (DCMS), através do edital público AHRC GCRF Urgency Highlight Notice Cultural Heritage and Climate Change.

Centro Cultural UFMG realiza podcast com residentes de projeto voltado ao teatro de rua

No oitavo episódio do Podcast Residência Artística tivemos um bate-papo com o ator, diretor de teatro e professor Rogério Lopes, com a atriz Nayra Carneiro e com o ator e produtor Lucas Prado, parceiros no grupo Teatro & Cidade – Núcleo de Pesquisa Cênica do Teatro Universitário da UFMG e residentes do Centro Cultural UFMG em 2016 para o desenvolvimento de processos teatrais em diálogos com a cidade, seus moradores e o espaço urbano. Nesse período o grupo elaborou trabalhos voltados principalmente para a rua, tomando-a como um local de ensaio, convivência, criação e apresentação.

O Teatro & Cidade é um grupo de pesquisa e extensão do Teatro Universitário da UFMG, que surgiu em 2013, sob a coordenação do professor Rogério Lopes, com a intenção de ser um espaço de experimentação das possibilidades do mascaramento de inspiração nas tradições afro-brasileiras, proveniente da pesquisa de doutorado do docente. O contexto urbano é uma característica muito forte dos trabalhos do grupo, que são criados na rua, com o povo, reduzindo a distância entre ensaio e experimentação nesses locais de convivência e de ocupação das mais variadas formas e ocasiões.

O diálogo com a cidade e os espaços públicos é uma das proposições do grupo e a interação entre atores e transeuntes, que também são público e atuantes, contribuem com a criação dos trabalhos. “Os nossos trabalhos são realizados através da força da cidade, do trânsito, do movimento e das pessoas, que formam uma trama”, diz Nayra. “A gente não utiliza uma ideia de estrutura, de separar um espaço para apresentar, as intervenções acontecem no deslocamento pela cidade”, complementa Rogério.

Os atores contam que muitas vezes as pessoas ficam em dúvida em relação a essa movimentação e perguntam se eles estão fazendo teatro ou se é uma manifestação. “É interessante por que isso revela um pouco desse movimento da cidade demarcada e se faz um furo, ou abre uma brecha, sinto que cria esse lugar da curiosidade”, diz Nayra. “A única coisa que torna evidente é a máscara, pois ela é um elemento muito teatral”, descreve Rogério. É por meio dessa convivência ficcional nos espaços públicos da cidade que acontece o desenvolvimento e experimentação dos trabalhos do grupo.

Os integrantes relembram o trabalho desenvolvido durante a residência artística no Centro Cultural UFMG, “Seis personagens à procura de um lugar”, composição que integra a “Trilogia Andarilha”. A obra itinerante reúne três manifestações teatrais de rua – “Intermitentes ou vai e vem”, “Trincamatraca: uma mascarada de rua” e “Seis personagens à procura de um lugar” – em que grupos de mascarados se deslocam livremente pela cidade instaurando imagens poéticas e grotescas em meio ao cotidiano. Esse trabalho é resultado da pesquisa que investiga os princípios cênicos das máscaras tradicionais da cultura popular brasileira em contexto urbano.

O grupo tem um histórico de apresentações em grandes festivais estudantis e profissionais, nacionais e internacionais. Antes da pandemia o Teatro & Cidade foi contemplado com o Fundo Municipal de Cultura e ocupou as nove regionais da cidade, com 33 apresentações da Trilogia Andarilha, uma experiência incrível que deu a oportunidade de conhecerem todos os cantos de Belo Horizonte e observar como cada localidade reverbera nas apresentações. Atualmente não tem sido um período fácil para os artistas, que têm buscado outras formas de trabalhar com o teatro virtual, distanciando desse viés das ruas, do contato com o público e do retorno imediato.

Ouça o podcast na íntegra e conheça a proposta de um teatro que aconteça junto com a cidade: https://spoti.fi/3rjGbIc

Conheça o Teatro & Cidade em: https://www.teatroecidade.com/, Facebook e Instagram.

O Podcast Residência Artística é um projeto que pretende disponibilizar mensalmente no Spotify conteúdos em áudio relacionados ao desenvolvimento da pesquisa e experimentação das artes visuais, dança, performance, teatro, música e literatura. A proposta surgiu para ampliar a programação online do espaço, oferecer ao público da internet uma discussão sobre o estudo das artes, além de dar visibilidade aos residentes da casa, que foram lançados em novas rotinas de pesquisa. Os convidados terão espaço para dialogarem sobre essa imersão, seus processos criativos, suas experiências, trajetórias, produções artísticas e resultados.

Podcast Residência Artística
Uma vez por mês no Spotify do Centro Cultural UFMG

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Link para instalação da Comissão Examinadora do Concurso de Professor Adjunto A, nível 1, do Departamento de Artes Plásticas

Link para instalação da Comissão Examinadora do Concurso de Professor Adjunto A, nível 1, do Departamento de Artes Plásticas – área de conhecimento: Pintura, a realizar-se no dia 29 de Novembro de 2021, segunda-feira, às 9 horas, através de videoconferência na Plataforma de Conferência da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.

Link da conferência

Maurício Tizumba apresenta alguns ritmos das religiões de matriz africana em novo vídeo do projeto Aulas Abertas

O convidado do projeto Aulas Abertas de novembro, mês marcado pela consciência negra, é o ator, compositor, cantor, multi-instrumentista e congadeiro Maurício Tizumba, que nos apresenta uma aula sobre “O Tambor Bantu em Minas Gerais”.

O artista introduz sua aula explicando que os devotos das religiões de matriz africana nunca iniciam um trabalho sem antes cantar para Exú e oferece um canto para o orixá das comunicações, aquele que abre os caminhos e ilumina a caminhada. Na sequência, ele emenda Tupinambá, canto de Dea Trancoso, pedindo licença aos povos originários, àqueles que já estavam aqui quando todos chegaram, mencionando vários povos indígenas, como os Aranã, Kaxixó, Pankararu, Krenak, Maxakalí, Pataxó Hãhãhãe e Puri.

Tizumba toca o couro de um atabaque com as mãos e apresenta quatro ritmos básicos do Candomblé Angola e da Umbanda, como o Barravento, o Ijexá o Cabula e o Congo de Ouro. Dando prosseguimento, já com um tambor de congado, ele traz ainda quatro ritmos presentes nas festas de Congado e Reinado, como o Serra Abaixo, o Serra Acima, o Congo Dobrado e o Marcha Grave. O tambor de congado – o Nogma – e o atabaque são instrumentos ancestrais sagrados e fundamentais nas religiões de matriz africana. O som proveniente desses tambores conduz a dança dos rituais e, principalmente, estabelece uma comunicação entre os homens e as divindades durante as cerimônias.

Para finalizar, o artista oferece um canto para os Pretos-Velhos, àqueles que atravessaram o Atlântico e chegaram aqui construindo o seu reinado. “Tem uns Preto-Velhos que chegaram nessa nossa terra, sobreviveram e estão aqui até hoje. Viva os nossos ancestrais! Eles que fazem a gente continuar caminhando nessa terra”, diz Tizumba.

Assista à aula aberta e conheça os ritmos apresentados por Maurício Tizumba: https://youtu.be/9S01ICyHSlM

Maurício Tizumba iniciou sua carreira artística na década de 60 e se destaca por fazer um percurso de grande relevância para a cultura afro-brasileira. Em toda a sua história musical o artista traz consigo a forte influência do congado mineiro, manifestação cultural e religiosa que resiste há mais de três séculos enquanto importante símbolo de expressão da cultura negra em Minas Gerais.

O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

Projeto Aulas Abertas
Uma vez por mês nas Redes Sociais e Site do Centro Cultural UFMG

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Autora de livros sobre questões raciais participa do podcast de literatura do Centro Cultural UFMG em mês marcado pela consciência negra

No oitavo episódio do Podcast Leituras tivemos um bate-papo com Nilma Lino Gomes, autora de vários livros sobre questões raciais, dentre eles “A mulher negra que vi de perto”, *”Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolos da identidade negra”, “Para entender o negro no Brasil de hoje”, em parceria com o Prof. Dr. Kabengele Munanga e “O movimento negro educador”. Natural de Belo Horizonte, a escritora compartilha sua trajetória como mulher negra, professora e educadora, que luta incansavelmente contra o racismo.

▶️ Ouça o podcast na íntegra e conheça um pouco mais sobre a luta da escritora por equidade racial: https://spoti.fi/3D9lxhe

Podcast Leituras
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Centro Cultural UFMG discute imagens do período colonial e o imaginário contemporâneo em live do inQUESTÕES

Na próxima quarta-feira, dia 17 de novembro de 2021, às 15 horas, o Centro Cultural UFMG transmite em seu canal do YouTube a segunda edição do Projeto inQUESTÕES: “Imagens do período colonial e o imaginário contemporâneo”. A live tem como convidada a Prof.ª Rachel Cecília de Oliveira, professora da Escola de Belas Artes da UFMG, que pesquisa a pluralidade da arte contemporânea nas interseções entre filosofia, teoria, história e crítica das artes.

O evento tem como objetivo trazer discussões referentes aos símbolos e imagens que a sociedade brasileira traz em seu imaginário desde os tempos coloniais e suas influências na cultura da atualidade. Interessados podem se inscrever gratuitamente pelo formulário virtual: https://bit.ly/3EYhhl8. Haverá certificação para quem estiver presente na live e preencher a lista de presença, que será disponibilizada durante a transmissão.

Rachel Cecília de Oliveira é professora da Escola de Belas Artes e do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFMG e colaboradora do PPGArtes da UEMG. Foi editora da revista ArteFilosofia da UFOP, participou da diretoria da Associação Brasileira de Estética e foi professora visitante na Université Paris I – Pantheon-Sorbonne.

O inQUESTÕES é um projeto do Educativo do Centro Cultural UFMG que tem como objetivo trazer questões que permeiam a arte e a educação através de lives no canal do YouTube da instituição com a participação de convidados. Público alvo: educadores de espaços formais e não formais, estudantes e demais interessados no tema abordado.

Local de realização do evento:
https://www.youtube.com/c/CentroCulturalUFMG

2º inQUESTÕES
“Imagens do período Colonial e o imaginário contemporâneo”
Convidada: Profa. Rachel Cecília de Oliveira
Data: 17/11/2021
Horário: 15 horas
Local: https://www.youtube.com/c/CentroCulturalUFMG
Inscrições gratuitas em: https://bit.ly/3EYhhl8

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