Artistas sobrepõem suas produções em exposição coletiva no Centro Cultural UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição coletiva como se fosse agora, das artistas Júlia Abdalla, Lara Mortimer e Victória Sofia, nesta sexta-feira, 23 de setembro, às 19h. A mostra reúne desenhos, fotografias, colagens, gravuras e instalações e poderá ser vista até o dia 30 de outubro. A entrada é gratuita. Classificação: livre.

A passagem do tempo

Este momento, agora, é mais passado ou mais presente? O acúmulo dos anos transforma, altera a matéria e o rastro do que fica pode ser somente sinalizado pela memória. Memória daquilo que foi, daquilo que seria, daquilo que virá a ser.

Profundamente atravessadas pelos últimos anos, em que a presença precisou ser interrompida, Júlia, Lara e Victória apresentam neste instante de vida a exposição coletiva ‘como se fosse agora’, com trabalhos reconfigurados e inéditos, sobreposições entre a produção das três artistas e obras efêmeras.

Assumindo a inevitável metamorfose, também, da forma como o pensamento se constrói, a mostra deixa em aberto um processo criativo contínuo que tem momentos de hiato e de fazer intenso, como mortes e renascimentos.

Sobre as artistas

Júlia Abdalla é graduanda em Licenciatura em Artes Visuais pela UFMG. Nasceu em Franca, São Paulo e vive em Belo Horizonte. Explora os meios da gravura e do desenho na tentativa de registrar experiências internas e pensamentos ininterruptos que nascem do cotidiano “banal”. Participou de diversas exposições coletivas, é artista residente no Centro Cultural UFMG, como membro do grupo de estudos Rebento, e tem experiências em Arte Educação.

Lara Mortimer é natural de Belo Horizonte, formada em desenho pelo curso de Artes Visuais da UFMG. Pelo interesse em criar e refletir as interseções entre as linguagens, seus trabalhos partem de técnicas variadas como o desenho, monotipia, fotografia e vídeo. Atualmente desenvolve sua pesquisa imagética acerca da ideia de paisagem (re)construída em consonância com o corpo em seus movimentos de olhar, reconhecer, pensar e lembrar. Participou de exposições coletivas em Belo Horizonte, é artista residente no Centro Cultural UFMG, como membro do grupo de estudos Rebento, e já ministrou, individual e coletivamente, oficinas de arte e comunicação.

Victória Sofia é artista visual natural de Belo Horizonte, graduada em Artes Visuais pela UFMG – habilitação em Desenho. Interessada pela manifestação visual da passagem do tempo, utiliza técnicas como texto, imagem gráfica, desenho, fotografia e degradação orgânica para construir e destruir imagens. Participou de diversas exposições coletivas e residências em Belo Horizonte, além de possuir experiência profissional com educação em instituições culturais.

 

Exposição coletiva como se fosse agora

Abertura: 23 de setembro de 2022 | às 19h

Visitação: até o dia 30 de outubro de 2022

Terças a sextas: 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Sala Ana Horta, Centro Cultural UFMG

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

TRAMAS DA MÉMORIA

Texto: Divulgação

A exposição Tramas da Memória que abre dia 10 de Setembro de 2022 no Museu de Artes e Ofícios com apoio do SESI/FIEMG é uma idealização dos artistas Rodrigo Mogiz e Lívia Limp e que assinam a curadoria. Eles estarão expondo juntamente com outros 24 artistas contemporâneos e 3 projetos sociais que atuam em oficinas e orientação de artesãs que trabalham com o têxtil. São ao todo 29 expositores e mais de 100 obras que se relacionam com práticas manuais têxteis direta ou indiretamente, explorando outras mídias como pintura, desenho, escultura, colagem, performance, cerâmica e instalação.

Tramas da Memória se propõe a mostrar um recorte de como as artes têxteis têm ganhado força dentro do cenário artístico brasileiro e internacional. Nos últimos anos tem aparecido em outras curadorias e mostras importantes como Bienais e Feiras de Arte Contemporânea. Mesmo sendo uma atividade tradicional em muitas culturas do mundo, o têxtil encontra força e abordagens próprias no estado de Minas Gerais, estando presente na memória afetiva de todos que têm mães e avós costureiras, bordadeiras ou tecelãs.  Por tal razão, a exposição é composta por artistas e artesãs mineiras ou que aqui escolheram trabalhar e viver. A partir de um olhar sobre o artesanal, as obras que estarão expostas tendem a nos provocar sobre os limites entre arte, artesanato e design, por meio de um grupo diverso em faixa etária, formação, trajetória, gênero, sexualidade, crenças, e que trazem suas vivências, angústias e desejos para suas poéticas visuais.

Não à toa, portanto, que essa exposição encontrou espaço no Museu de Artes e Ofícios propondo-se a dialogar com a memória de um acervo que fala dessa mineiridade por meio do trabalho. Um museu também de Artes, pois assim os ofícios eram considerados, mas que também pode e devem ser das Artes apreciativas e engajadas em causas diversas da contemporaneidade. A exposição passa por três eixos curatoriais: TRABALHO, CORPO e TESSITURAS, promovendo realmente uma trama de múltiplas conexões que tem seu início nas memórias reais e ficcionais de cada artista com o têxtil, passando por como cada um transforma materialidades diversas e trazendo provocações poéticas e políticas de como se relacionam com o mundo ao redor.

A exposição que vai até 5 de Novembro tem em sua programação visitas mediadas com os curadores e artistas, rodas de conversa, mini oficinas e ações coletivas com bordado, feirinha de produtos artesanais e performance, durante o período expositivo.

 

Curadoria: Rodrigo Mogiz e Lívia Limp

 

Rodrigo Mogiz – Artista Visual, graduado pela Escola de Belas Artes da UFMG. Atua como artista desde o ano 2000 e desde 2003 se dedica ao bordado como linguagem em seus trabalhos, tratando-o enquanto desenho e pintura, buscando discussões em torno de relações afetivas a partir da sua homoafetividade e da tradição do bordado, enquanto memória e estabelecendo conexões entre o artesanato e o design. Realizou cerca de 10 exposições individuais e participou de 52 coletivas em Belo Horizonte, onde vive e trabalha, e em várias outras localidades do país e exterior. Suas mais recentes exposições foram a coletiva “Cuir” pela galeria chilena Isabel Croxatto e a individual “Aqueles (In)visíveis” pela Casa Fiat de Cultura em BH, ambas em 2021. Em 2017 fez residencia artística em Paris/FR resultando a exposição “Le crime farpait” na galeria Alma Espace D’art.  Mogiz ainda trabalha como professor em oficinas  de arte e design no projeto social Instituto Fred e na Escola Livre de Artes/Arena da Cultura pela Prefeitura de Belo Horizonte.

 

Lívia Limp – Graduou-se em artes visuais pela Escola Guignard/UEMG (2015) e cursou Estilismo e Modelagem do Vestiário pelo CENEX/EBA/UFMG (2004).  Desenvolve sua pesquisa artística tendo a escrita e o corpo como principais eixos temáticos. Realizou três individuais em Belo Horizonte (MG): ESCrita/escape, Centro Cultural da UFMG (2019); DO CORPO, O OSSO: ANOTAÇÕES PARA UM FUTURO DIÁRIO, SESI Minas (2019); Xilócopa #2 na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (2015) e MODA É PURA SUPERFÍCIE no Museu da Moda (2016). Participou das exposições coletivas Mulheres artistas: Feminino plural. Fórum Lafayete, Belo Horizonte (2020); MEU CORPO MINHA OBRA: ORÁCULOS, Mama/Cadela, Belo Horizonte (2019); ABDZR Mama / Cadela, Belo Horizonte (2018); Bienal das Artes Sesc DF Brasília (2016); Bienal Universitária de Arte UFMG/UEMG (2012), com obras expostas no Espaço 104 e no SESC Palladium; Ocupação Gráfica Parede 2010 no Estúdio Dezenove, Rio de Janeiro (2010). Participou e recebeu Menção Honrosa no 2º Concurso Internacional de Libro de Artista, Guadalajara, México (2014) e na The 4th NBC Meshtec Tokyo International Screen Print Biennial, Tóquio, Japão (2013).

 

 

Artistas da exposição:  Alexandre Tavera – Angelina Camelo – Caquimanga – Cícero Miranda – Daniela Schneider – Domingos Mazzilli – Eduardo Fernandes – Erica Lorentz – Eula Teixeira – Iago Gouvêa – Instituto Fred – Itamara Ribeiro – Jorge Fonseca – Juçara Costa – Julia Panadés – Leo Brizola – Letícia Arrighi – Lis Haddad – Lívia Limp – Luiz Henrique Vieira – Marta Neves – Mirele Brant – Noemi Assumpção –

Randolpho Lamonier – Renato Morcatti – Rodrigo Mogiz – Tolentino Ferraz

 

Projetos Sociais da exposição:

Flores do Morro

Instituto Fred

Instituto Renato Imbroisi

 

TRAMAS DA MÉMORIA

Museus de Artes e Ofícios

Praça Rui Barbosas, 600 – Centro – Belo Horizonte – MG

Abertura: 10 de Setembro / Sábado – de 10 às 15 horas

Visitação:  10 de Setembro a 5 de Novembro de 2022

Terça a sexta: 11 às 16 horas

Sábados e feriados: 9:00 às 17 horas

Reminiscências da artista Dulcinéia Salomão são reveladas em exposição ‘Aonde Vamos’

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Aonde Vamos’, da artista plástica Dulcineia Salomão, na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2022, às 19 horas. A mostra reúne 14 obras relevantes de sua carreira que trazem ícones representativos de um cotidiano rural e poderá ser vista até o dia 18 de setembro de 2022. A entrada é gratuita com classificação livre.

A artista propõe um deslocamento espaço-tempo por meio do resgate da memória, da percepção de suas inconstâncias e também de suas perdas, buscando questionar aonde vamos e como vamos.

Com processo criativo traçado por reminiscências interioranas, Dulcineia Salomão traz em sua linguagem rural pontilhados de árvores, flores, trilhas, figuras humanas e barcos.

Os barcos fazem alusões às vivências e viagens reais, além das referências advindas de sua imaginação. “No barco – o silêncio de todas as coisas. O barco – movimento de todas as coisas”, diz.
O uso de múltiplas técnicas exprime a liberdade da artista de inventar e recriar, com destemor, um mundo imaginário delicadamente revelado em nuances de força e fragilidade, vigor estético e poético.

Dulcineia Salomão é bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard – UEMG (2000). Natural de Águas Formosas, Minas Gerais, trabalha e vive em Belo Horizonte. A artista trafega entre dois mundos, o rural e o urbano, materializando a memória e suas apreensões através das cores e formas criativas sensíveis, envoltas por um movimento imagético.

Exposição ‘Aonde Vamos’ – Dulcineia Salomão
Abertura: 12 de agosto de 2022 | às 19 horas
Visitação: até o dia 18/09/2022
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Exposição ‘A Força Viva da Floresta’ apresenta experiência transformadora da artista Fabíola Morais com a natureza

Texto: Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘A Força Viva da Floresta, da artista multimídia goiana Fabíola Morais, na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2022, às 19 horas. A mostra reúne um conjunto de telas a óleo que figuram a relação entre os povos da floresta diluídos no ambiente urbano e natural em extinção. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

Os desenhos pintados a óleo são ‘mirações’, termo que soma transcendência e visão. Possuem sinais de uma arquitetura clássica, cores gestalticas e influências europeias, especialmente de Egon Schiele e Henri de Toulouse-Lautrec, herança de seu tempo de sala de aula.

Outra fonte igualmente importante é o desenho indígena brasileiro: um código infinito que descreve a floresta como ser com incalculáveis conteúdos não revelados.

“O trabalho que apresento é a minha perspectiva construída na medida em que consigo sintonia com a frequência das florestas. Se a Amazônia nos apresenta o risco iminente de perda de uma riqueza biotecnológica e tecnoespiritual, viver no cerrado goiano é estar, de fato, sob a perda consumada”, diz a artista.

“Toda floresta tem seu código anotado nela mesma, operando em frequências só perceptíveis aos que se expõem a essa força. As plantas revelam do cosmos à cultura; em um único segundo, tudo: A Força Viva da Floresta”, completa.

Os desenhos sempre fizeram companhia à artista

Desenhar foi uma forma intuitiva de colocar uma primeira camada da sua identidade no mundo. Essa habilidade a conduziu para a faculdade de arquitetura, onde conseguiu dar estruturas para sua imaginação.

Ao mesmo tempo, estudando urbanismo, viu a cidade crescendo dura, eliminando tudo o que não era ela mesma.

No mestrado conheceu a antropologia indígena e no doutorado escreveu sobre desenho como sintoma e espaço de elaboração existencial.

Aprofundou no conhecimento dos seres vegetais, aprendendo a cultivar e a colher, também na vivência em rituais com plantas de poder.

A execução dos seus trabalhos é um rebatimento entre o analógico e o digital. A partir do desenho ou fotografia autoral exercita movimentos entre os meios até finalizar em pintura a óleo.

Fabíola Morais (1967) é artista visual, pesquisadora em estética e comunicação, graduada em Arquitetura e Urbanismo, mestre em Antropologia e doutora em História. Iniciou sua carreira artística e acadêmica no final da década de 90, em Goiânia, como professora de Arquitetura e depois Design. O desenho, a fotografia, o vídeo experimental e projetos de residência com coletivos de dança e teatro integram sua produção artística e intelectual, contudo, considera a pintura a óleo como a síntese mais importante de seu trabalho. Sua produção atual se fundamenta na etnografia e no desenho, ficando evidente a conexão com a natureza, a botânica, com raízes étnicas e o aspecto socioambiental. Mora no cerrado do Brasil Central e de lá extrai, por meio de fotografias, os temas e formas que desenvolve no ateliê, incorporando nessa ação sua experiência com o universo do design.

Exposição ‘A Força Viva da Floresta – Fabíola Morais

Abertura: 12 de agosto de 2022 | às 19 horas

Visitação: até o dia 18/09/2022

Terças a sextas: 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h

Sala Ana Horta

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Culturas da contemporaneidade marcam exposição de alunos do Atelier de Escultura da UFMG

Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG

O que uma nova geração de artistas plásticos está produzindo? Parte da resposta pode ser vista na Biblioteca Central UFMG, em forma de esculturas expostas em seu saguão de entrada. No espaço, o público pode conferir, até 15 de setembro, a produção de 16 alunos do Atelier de Escultura da Escola de Belas Artes (EBA)  da UFMG. A exposição é gratuita e aberta ao público.

Os trabalhos, marcados por originalidade e diversidade de materiais e de abordagens, apontam para direções que refletem não apenas habilidades técnicas, mas também as vivências da contemporaneidade de seus jovens autores. A curadoria é de Capra Maia, sob a coordenação de Fabrício Fernandino. A mostra resulta do projeto Desenvolvimento.

Conexões

Entre as peças expostas, está um mini bar reconstruído do mundo real, por Wladimir Pierre de Paula Silva, em que é possível ver, em seu interior, objetos em miniaturas, como uma estufa com coxinhas e prateleiras com garrafas. Em pequena escala, estão também as figuras femininas “enredadas” em tecido de filó, representando espécie de ascensão, de autoria de Joana Peixoto. Olhando um pouco mais para cima, está o morcego de Isabella Gomes Pereira, figurando no espaço, como em cenas da cultura midiática. Sobre conexões, elas estão também representadas na ciranda de pequenos homens em metal, por Theodora Moreira Lima.

Universos

“Essa geração é interessante porque apresenta uma outra maneira de ver e pensar o mundo. O seu conhecimento perpassa muito o universo dos games, o universo fílmico, a cultura de internet, uma cultura da velocidade, da rapidez do processo”, observa Fabrício Fernandino.

Segundo o professor, em decorrência dessas vivências, os novos talentos trazem outra perspectiva sobre o fazer artístico, mais vinculada à realidade deles, à imediaticidade no reconhecimento do sentido e buscando tecnologias associadas à obra de arte.

“Os professores têm o desafio de apresentar aos alunos um conhecimento conceitual a partir da história, da filosofia, mas temos também de nos adaptar aos novos tempos e entender como outras gerações percebem o mundo. A arte tem essa dinâmica: é uma resposta do artista ao seu tempo, uma busca de entendimento desse próprio tempo”, reflete Fernandino.

Desenvolvimento

A exposição integra o projeto Desenvolvimento, que leva ao público, semestralmente, a produção artística de alunos de escultura da UFMG. Criado em 2008, com a curadoria de Fabrício Fernandino, o programa funciona como uma espécie de laboratório que complementa o ensino em arte. Na fase inicial do projeto as exposições foram realizadas na Galeria da Escola de Belas Artes e na Galeria Aretuza Moura, do Centro Cultural UFMG.

Segundo os organizadores, o projeto abre a oportunidade para o grupo avaliar com qualidade as esculturas expostas, em que são consideradas desde a questão formal até a composição da obra com o espaço circundante. Saiba mais.

 

Exposição Desenvolvimento – Atelier de Escultura 2022/1

Período: 20 de julho a 15 de setembro de 2022

Horário: 7h30 às 20h (segunda a sexta-feira)

Local: Saguão da Biblioteca Central da UFMG – Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha Belo Horizonte – MG

Curadoria: Capra Maia

Coordenação: Fabrício Fernandino

Monitoria: Jheferson Lacerda

Participantes:

Atelier de Escultura IV

Conceição Aparecida Perrolt Cerqueira – Jheferson Lacerda- Joana Peixoto

Atelier de Escultura I

Laura Beatriz Dias Pereira – Robson Miranda – Victor Lara Borem – Wladimir Pierre de Paula Silva

Escultura em metal

Emily Maria Carneiro Caetano – Gabriel Araujo Soares (Riel) – Isabella Gomes Pereira – Leila Martins de Oliveira – Lenen Soares de Souza – Pedro Francisco Bonilla Arruda Riel – Sara Diniz Aguiar – Theodora Moreira Lima – Victor Lara Borem – Wander Rocha Araujo

Exposição “Colônia”, de Clébio Maduro, revela a angústia humana vivida no manicômio de Barbacena

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Colônia”, do desenhista, gravador e professor Clébio Maduro, na sexta-feira, dia 3 de junho de 2022, às 18 horas. A mostra reúne gravuras sobre o hospital psiquiátrico que estigmatizou o município mineiro como ‘Cidade dos Loucos’ e poderá ser vista até o dia 26 de junho de 2022. A entrada é gratuita. Classificação indicativa: não recomendada para menores de 14 anos.

A partir de um documentário que assistiu sobre a referida cidade e a colônia, o artista se viu instigado a conhecer pessoalmente o primeiro manicômio de Minas Gerais e ficou sensibilizado com o que presenciou no local. Para se libertar do que testemunhou, Clébio desenvolveu uma série impactante de gravuras que imprimem as dores vivenciadas nesse lugar, principalmente pelas mulheres, traduzidas em “Holocausto Feminino”, que lhe rendeu um poema de Amílcar de Castro, em 1989. As gravuras “Banho de Sol”, “Centro S.P.” e “Jogo da Velha” também lhe concederam o primeiro prêmio na Bienal Internacional de Gravura de Santos, em 2011.

Segundo Fernanda Medina, médica psiquiatra, doutora em história da arte e curadora da mostra, “o artista, que se viu assombrado pelas imagens produzidas no Hospital Colônia de Barbacena, precisou, durante três décadas, lidar com esse assombro, utilizando os meios que possui: a arte”. E completa, “Clébio não poupa o espectador da angústia, da solidão, do desespero vivenciado naqueles pavilhões. Ele não usa eufemismos. Ao contrário, suas imagens são uma espécie de denúncia. Por traz da sutileza de suas linhas e do rigor da sua composição, marcas da sua obra, o que enxergamos são os olhos e a alma da loucura”.

Clébio Maduro é desenhista, gravador e ex-professor de gravura da Escola de Belas Artes da UFMG (1978-2014). De 1972 a 2020 participou de 120 exposições coletivas e 16 individuais, incluindo 59 participações em vários salões nacionais, alcançando 12 premiações. Tem ministrado vários cursos de gravura e desenho nas principais cidades históricas de Minas Gerais, tendo como destaque em sua trajetória o 1º prêmio na Bienal de Gravura da cidade de Santos/SP e uma individual de 106 trabalhos intitulados “Obra Gráfica”, na Reitoria da UFMG.

Exposição “Colônia” – Clébio Maduro
Abertura: 3 de junho de 2022 | às 18 horas
Visitação: até o dia 26/06/2022
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Espaço Experimentação da Imagem
Classificação indicativa: não recomendada para menores de 14 anos
Entrada gratuita

Arquiteto João Diniz expõe na Grande Galeria do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Poematéria: Arquitetura da Palavra”, do arquiteto João Diniz, na próxima quinta-feira, dia 19 de maio de 2022, às 19 horas. O artista explora as possibilidades da união entre as artes visuais e o texto poético, buscando superar e propor novas possibilidades para o suporte preferencial da escrita: a folha de papel. A mostra poderá ser vista até o dia 26 de junho de 2022. A entrada é gratuita.

Exemplos de séries, ou blocos temáticos, definem a interdisciplinaridade que permeia o trabalho de João Diniz, que traz o texto escrito materializado em objetos experienciáveis como um eixo conceitual permanente.

Obras como os ‘prismas líricos’ em aço unem escultura, texto e design; os desenhos e pinturas da série ‘manusgritos’ exploram as possibilidades da caligrafia; as pinturas com spray da série ‘typos extraños’ trabalham tipologias gráficas existentes e inventadas; a série ‘decifráveis’ propõe uma espécie de hieróglifo contemporâneo e convida a uma leitura quase arqueológica, instigando o público à sua decifração.

Instalações
As duas grandes salas da galeria são dedicadas aos desdobramentos de trabalhos anteriores, realizados em parceria com a também arquiteta Bel Diniz. A sala ‘tipogramas’ reúne composições textuais e pinturas a partir das grandes letras em aço presentes na instalação ‘cuboesia e jardim de aço’, montada nos jardins do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, no ano de 2019. A outra sala reinterpreta a instalação ‘poéticas leituras’, ação de arte urbana apresentada na Festa da Luz de BH, em 2021.

No centro da galeria, em uma espécie de local de convívio, peças de design e mobiliário concebidas pelo arquiteto incorporam a presença das tipologias e do texto, possibilitando uma área de permanência para visualização de vídeos de sua autoria, incluindo manipulação de poema-objetos, performances e ‘cineclipes’. Junto a esse setor da mostra, mesas expositoras exibem ‘poemobjetos’, ‘livros de artistas’, edições únicas, cds, dvds, ‘poemas tácteis’ e edições, todos assinados por João Diniz.

Curadoria
A exposição conta com uma curadoria compartilhada entre a historiadora, crítica de arte (ABCA), escritora e professora (UFMG) Marília Andrés e a artista transdisciplinar e professora da Escola Guignard e do PPGArtes (UEMG) Celina Lage. A expografia e montagem são assinadas por Bel Diniz. Durante o período da mostra serão agendadas atividades coletivas com a participação de convidados e do público presente.

O artista
João Diniz é arquiteto e possui escritório em Belo Horizonte, onde realiza projetos e obras nas áreas de urbanismo, arquitetura, design, cenografia e artes visuais. É professor na Universidade Fumec e palestrante em instituições acadêmicas e profissionais do Brasil e exterior. É mestre em Construção Metálica pela Ufop e doutorando pela UFMG. Recentemente apresentou as exposições individuais ‘Trama e Typos Extraños’, na Asa de Papel Café & Arte (2019 e 2020); ‘Híbrido’, na Dominox Arte e Design (2019); ‘Teia’, no Espaço Corda, no Mercado Novo de BH (2019) e ‘Vetor Vivo’ no MM Guerdau – Museu das Minas e do Metal, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, em BH. Publicou os livros ‘João Diniz Arquiteturas’ (2002), ‘Depoimento: Circuito Atelier’ (2007), ‘Steel Life: arquiteturas em aço’ (2010), ‘Ábaco’ (2011), ‘Aforismos Experimentais’ (2014), ‘O Livro das Linhas’ (2020) e ‘Futurografia’ (2021); além de outras edições experimentais ou livros únicos sob demanda. Paralelamente, participa de edições físicas e digitais de CDs e DVDs, exposições e apresentações individuais e coletivas voltadas à arquitetura, fotografia, poesia, vídeo, artes visuais, design e música. Alguns desses trabalhos são executados com o projeto colaborativo Pterodata, de sua criação, dedicado às ações interdisciplinares em diferentes áreas da cultura.

Exposição “Poematéria: Arquitetura da Palavra” – João Diniz
Abertura: 19 de maio de 2022 | às 19 horas
Visitação: até o dia 26/06/2022
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Grande Galeria
Classificação: livre
Entrada gratuita

“Alunos da Escola de Belas Artes Expõem Desenhos Abandonados”

Texto: Thalita Amorim

Os alunos do Ateliê I de Desenho, ao organizar o espaço para a primeira aula pós pandemia, decidem expor desenhos esquecidos ao longo do tempo por colegas que já realizaram o curso.
A mostra foi inaugurada no dia 27 de abril de 2022 no corredor expositivo do Ateliê 06 no terceiro andar da Escola de Belas Artes da UFMG e segue até o dia 27 de junho.
Segundo a aluna Tatiana Assis a experiência foi muito interessante ao sentir-se descobridora de uma espécie de acervo precioso de imagens carregadas de memória que nos remetem a pensar nos autores anônimos dos desenhos. Além da possibilidade de criar novo sentido aos trabalhos de acordo com a escolha dos desenhos a serem expostos. Para Tatiana as obras merecem ser divulgadas para que uma parcela maior da comunidade acadêmica possa conhecê-la.
O professor orientador da ação, Eugênio Paccelli, explica a motivação para a montagem da exposição, a partir do desejo de que os alunos tenham um primeiro contato com o processo de organização de uma mostra, incluindo uma curadoria, a montagem dos trabalhos e a expografia. Além disso, a ação visa preparar os alunos para a montagem da exposição dos próprios trabalhos a serem realizados ao longo da disciplina, ainda no final deste semestre. A exposição conta com a curadoria dos alunos: Ana Maia; André Mesquita; Isabela Lara; Lucca Falieri; Maria Souza; Murilo Caixeta; Tatiana Assis e Vanessa Santos, sob a orientação do Prof. Eugênio Paccelli Horta.

Artista mineira Daniela Moser inaugura exposição no Centro Cultural UFMG

Texto: Comunicação do Centro Cultural UFMG

O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Geometrias Emotivas”, da artista Daniela Moser, na quinta-feira, dia 14 de abril de 2022, às 19 horas. A mostra reúne obras que misturam técnicas de pintura, desenho, fotografia e colagem e poderá ser vista até o dia 24 de maio de 2022. A entrada é gratuita.

Multiplicidade, espontaneidade e fluidez. Essas são algumas palavras que podem ser associadas ao trabalho da artista mineira Daniela Moser. Misturando técnicas de pintura, desenho, fotografia e colagem, as obras trazem composições pensadas através da modulação de cor, uma das principais assinaturas de seu trabalho.

Ao olharmos para a obra de Daniela Moser, podemos perceber como a colagem possibilita uma poética do imaginário, especificamente sobre o corpo e a cidade, que se materializam em mosaicos de composições geométricas. Essa poética é repleta de paradoxos entre a tradução do mundo interno e externo, macro e micro composições, limites e espaços públicos e o íntimo ocupado pelo corpo.

Nessa perspectiva, as colagens de Moser apontam, em sua multiplicidade, pequenos mundos de diferentes indivíduos que se manifestam e se constroem em interações sutis, surgindo novas variedades, fazendo com que essas cidades coladas sejam constituídas a partir da mistura do entrelaçamento de indivíduos e grupos – semelhantes em suas distinções. Essa é a preciosidade da obra.

Sobre a artista

Daniela Moser vive e trabalha em Contagem (MG). É Bacharel em Desenho pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006). Pesquisa desde 2018, por meio da colagem, relações entre o corpo e a cidade. Participou entre 2018 e 2019 do Acompanhamento Artístico Individual e Residência Artística no Ateliê ESPAI, sob a orientação de Marcelo Drummond. Integrou a exposição coletiva ‘Um erro inesperado aconteceu’, na Periscópio Galeria, com a curadoria de Nydia Negromonte e Marcelo Drummond (2019) e as exposições individuais ‘Ocupa_Espai’, BH/MG (2018) e ‘Transversais’, na Galeria BDMG, BH/MG (2005).

Exposição  “Geometrias Emotivas” – Daniela Moser
Abertura: 14 de abril de 2022 | às 19 horas
Visitação: até o dia 24/05/2022
Terças a sextas: 09h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 09h às 17h
Sala Celso Renato de Lima
Classificação: livre
Entrada gratuita

Exposição “Órbita” – 09 de abril a 05 de junho – 2022

A abertura será no próximo sábado, dia 09 de abril, às 11h, na Galeria Genesco Murta, Palácio das Artes.

Exposição ÓRBITA propõe imersão na produção gráfico-visual dos artistas MARCELO & MARCONI DRUMMOND e recebe um acervo composto de desenhos, livros, cartazes, pinturas, fotografias, vídeos, objetos e instalações.
As muitas constelações formadas pelo trabalho dos artistas se entrelaçam na mostra inédita, Órbita.
O projeto propõe diálogos, confluências e intercessões entre as obras autorais dos dois criadores em diálogo com os outros vinte e cinco artistas convidados.