{"id":9625,"date":"2026-03-03T08:10:56","date_gmt":"2026-03-03T11:10:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/?p=9625"},"modified":"2026-03-03T08:11:26","modified_gmt":"2026-03-03T11:11:26","slug":"exposicao-de-gustavo-torrezan-propoe-reflexao-critica-sobre-acumulo-natureza-e-antropoceno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/exposicao-de-gustavo-torrezan-propoe-reflexao-critica-sobre-acumulo-natureza-e-antropoceno\/2026\/03\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o de Gustavo Torrezan prop\u00f5e reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre ac\u00famulo, natureza e Antropoceno"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-93c5a870aec0304248599e12781e1d47\" style=\"font-size:10px\">Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG<\/p>\n\n\n\n<p>O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o individual <strong>\u2018Monturo e outros tantos\u2019<\/strong>, do artista visual <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gustavotorrezan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><u>Gustavo Torrezan<\/u><\/strong><\/a>, com curadoria de Ana Paula Lopes. A mostra apresenta trabalhos que investigam as rela\u00e7\u00f5es sociais na contemporaneidade, com \u00eanfase nos processos de ac\u00famulos \u2013 de poder, de dinheiro, de saber, de for\u00e7a, de produtividade, de livro, entre outros \u2013 e como estes acabam por incentivar uma mudan\u00e7a na compreens\u00e3o e na rela\u00e7\u00e3o que temos entre os campos da cultura e da natureza.&nbsp;A abertura ser\u00e1 realizada no dia 6 de mar\u00e7o de 2026, sexta-feira, \u00e0s 19 horas. As obras poder\u00e3o ser visitadas at\u00e9 12 de abril de 2026. A entrada \u00e9 gratuita e a classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 livre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2018Monturo e outros tantos\u2019 \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o que busca discutir sobre o ac\u00famulo e rela\u00e7\u00f5es sociais no mundo contempor\u00e2neo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u2018Monturo e outros tantos\u2019 prop\u00f5e uma reflex\u00e3o contundente sobre os modos de produ\u00e7\u00e3o, ac\u00famulo e explora\u00e7\u00e3o da natureza que caracterizam a sociedade contempor\u00e2nea. O termo que d\u00e1 nome \u00e0 mostra refere-se a um amontoado de coisas \u2014 plantas, animais, m\u00e1quinas, ferramentas e engrenagens \u2014 associadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola industrial e \u00e0 l\u00f3gica das commodities.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse conceito, a exposi\u00e7\u00e3o questiona: por que e para que acumulamos tanto? Em vez de solucionar problemas, esse processo tem gerado crises globais como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pandemias e desigualdades extremas. Vivemos um paradoxo: nunca tivemos tecnologias t\u00e3o avan\u00e7adas e, ao mesmo tempo, nunca estivemos t\u00e3o pr\u00f3ximos de um total colapso ambiental e social.<\/p>\n\n\n\n<p>Reunindo pinturas, desenhos, gravuras, objetos e instala\u00e7\u00f5es, as obras dialogam com o conceito de Antropoceno, termo usado para definir a era em que a a\u00e7\u00e3o humana se tornou uma for\u00e7a capaz de alterar profundamente o planeta. A exposi\u00e7\u00e3o evidencia como o desequil\u00edbrio entre a vida humana e os demais sistemas naturais est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 l\u00f3gica do ac\u00famulo e da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques est\u00e1 a s\u00e9rie \u2018Moderniza\u00e7\u00e3o conservadora\u2019 (2023\u20132025), na qual paisagens aparentemente preservadas recebem grava\u00e7\u00f5es a laser que revelam monoculturas, gado e maquin\u00e1rio agr\u00edcola, apontando para as transforma\u00e7\u00f5es violentas promovidas pela agroind\u00fastria. J\u00e1 na s\u00e9rie \u2018Quando a natureza passa a ser cultura\u2019 (2024), a sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens de plantas e marcas de agrot\u00f3xicos cria um embate visual entre diferentes pol\u00edticas de vida e morte.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra tamb\u00e9m apresenta a escultura \u2018Antropoceno (BBBP)\u2019 (2025), feita com materiais como papel de B\u00edblia, bosta de boi, chumbo e petr\u00f3leo, al\u00e9m de obras como \u2018Futuro\u2019 (2024), uma gravura criada a partir da escrita invertida e espelhada da palavra \u2018futuro\u2019 por crian\u00e7as n\u00e3o alfabetizadas, e a instala\u00e7\u00e3o \u2018Mesh (superf\u00edcie e imagem)\u2019 (2025), que explora a rela\u00e7\u00e3o entre o real e o virtual por meio de reflexos e luz, em alus\u00e3o \u00e0s din\u00e2micas de acumula\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e expropria\u00e7\u00e3o realizadas na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a obra \u2018Monturo\u2019, uma instala\u00e7\u00e3o que convida o p\u00fablico a refletir sobre as rela\u00e7\u00f5es de poder, tecnologia e natureza, propondo um olhar cr\u00edtico sobre os caminhos que estamos construindo enquanto sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gustavo Torrezan<\/strong>&nbsp;(1984, Piracicaba-SP) \u00e9 artista, pesquisador e educador que vive e trabalha entre Belo Horizonte (MG) e Piracicaba (SP). \u00c9 professor do curso de Artes Visuais da UFMG. Seus trabalhos integram importantes cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e museus brasileiros, como o MASP, MAM-SP, MAR-RJ, MAB-DF, Pinacoteca do Amazonas e de S\u00e3o Paulo, entre outros, al\u00e9m de acervos universit\u00e1rios como UNB, UERJ e UFPA. Participou de diversas exposi\u00e7\u00f5es coletivas recentes, entre elas: \u2018Hist\u00f3rias das Ecologias\u2019 (MASP, 2025); \u2018As Vidas da Natureza Morta\u2019 (Museu Afro Brasil, 2024); \u2018Refunda\u00e7\u00e3o\u2019 (Museu da Inconfid\u00eancia, 2024); \u2018Escola de Quilombismo\u2019 (HKW Berlim, 2023); \u2018Hist\u00f3rias Brasileiras\u2019 (MASP, 2022); 34\u00ba<em>&nbsp;<\/em>Panorama da Arte Brasileira \u2013 \u2018Sob as cinzas, brasa\u2019 (MAM-SP, 2022); e a 13\u00aa Bienal Internacional de Arquitetura de S\u00e3o Paulo (Centro Cultural S\u00e3o Paulo, 2022). Realizou as exposi\u00e7\u00f5es individuais recentes \u2018As coisas que n\u00e3o est\u00e3o escritas tamb\u00e9m movem o mundo\u2019 (Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo Andr\u00e9, SP, 2024); \u2018Incendiar a planta\u00e7\u00e3o, fertilizar imagin\u00e1rios\u2019 (Museu de Arte de Ribeir\u00e3o Preto, SP, 2023); \u2018Exerc\u00edcios cosmopol\u00edticos\u2019 (Pa\u00e7o das Artes, SP, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a curadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ana Paula Lopes<\/strong>&nbsp;(1983, S\u00e3o Caetano do Sul-SP) \u00e9 curadora, pesquisadora e educadora, atuando entre S\u00e3o Caetano do Sul e S\u00e3o Paulo. Mestre em Hist\u00f3ria da Arte pela Unifesp (2022) e graduada em Arte: Hist\u00f3ria, Cr\u00edtica e Curadoria pela PUC-SP (2014), \u00e9 curadora na Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo e docente no curso de Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina. Sua pesquisa investiga a dimens\u00e3o geopol\u00edtica na constru\u00e7\u00e3o da curadoria, com base no pensamento de Milton Santos e na hist\u00f3ria das exposi\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Trabalhou nas galerias White Cube, Mendes Wood DM e Jaqueline Martins, publicou textos na Revista Terremoto (M\u00e9xico) e Experi\u00eancias Negras (Instituto Tomie Ohtake), e curou exposi\u00e7\u00f5es como \u2018Marga Ledora: A linha da casa\u2019, na Pinacoteca de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><strong>Exposi\u00e7\u00e3o individual \u2018Monturo e outros tantos\u2019 \u2013 Gustavo Torrezan<br>Abertura: 6 de mar\u00e7o de 2026 | \u00e0s 19h<br>Visita\u00e7\u00e3o: at\u00e9 o dia 12\/04\/2026<br>Ter\u00e7as a sextas: 9h \u00e0s 20h<br>S\u00e1bados, domingos e feriados: 9h \u00e0s 17h<br>Grande Galeria<br>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: livre<br>Entrada gratuita<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o individual \u2018Monturo e outros tantos\u2019, do artista visual Gustavo Torrezan, com curadoria de Ana Paula Lopes. A mostra apresenta trabalhos que investigam as rela\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9356,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9625","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9625"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9625\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9626,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9625\/revisions\/9626"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}