{"id":8945,"date":"2025-08-25T14:42:59","date_gmt":"2025-08-25T17:42:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/?p=8945"},"modified":"2025-08-25T14:43:25","modified_gmt":"2025-08-25T17:43:25","slug":"exposicao-mascaras-e-seus-corpos-territorios-efemeros-galeria-da-escola-de-belas-artes-da-ufmg-21-de-agosto-a-11-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/exposicao-mascaras-e-seus-corpos-territorios-efemeros-galeria-da-escola-de-belas-artes-da-ufmg-21-de-agosto-a-11-de-setembro\/2025\/08\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;M\u00e1scaras e seus (corpos) territ\u00f3rios ef\u00eameros&#8221; &#8211; Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG &#8211; 21 de agosto a 11 de setembro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250825-Exposicao-Bya-Braga1-724x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8946\" srcset=\"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250825-Exposicao-Bya-Braga1-724x1024.jpeg 724w, https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250825-Exposicao-Bya-Braga1-212x300.jpeg 212w, https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250825-Exposicao-Bya-Braga1-768x1086.jpeg 768w, https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250825-Exposicao-Bya-Braga1-1087x1536.jpeg 1087w, https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250825-Exposicao-Bya-Braga1.jpeg 1132w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A arte teatral, ao se expressar como arte viva na apari\u00e7\u00e3o de quem atua, faz um elogio \u00e0 visualidade, potencializando e transformando o espa\u00e7o no qual se instala. Por\u00e9m, antes mesmo de ativar um espa\u00e7o exterior, nas variadas arquiteturas c\u00eanicas que podem abrig\u00e1- la ou com ela interagirem, a arte teatral se comp\u00f5e e se revela por meio do corpo de quem atua. Neste sentido, a arte teatral faz surgir um (corpo) territ\u00f3rio, um corpo-espa\u00e7o, revelando nele uma exist\u00eancia m\u00faltipla de experi\u00eancias de vida.<br><br>As m\u00e1scaras c\u00eanicas s\u00e3o vidas geradas em (corpos) territ\u00f3rios-m\u00e1trias. Existindo de modo ef\u00eamero, no instante em que se fazem presentes elas nos instigam a refletir sobre as din\u00e2micas de exist\u00eancia e as inter-rela\u00e7\u00f5es entre seres, movimentando mem\u00f3rias, bem como arquivos antigos e atuais. As artesanias que as concebem e que modelam seus jogos c\u00eanicos-visuais articulam-se e criam formas entre mat\u00e9rias, seres e fluxos, em movimentos de cria\u00e7\u00e3o, transposi\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00e3o, renova\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o.<br><br>Assim, nesta Galeria da EBA, re\u00fanem-se produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que tratam de (corpos) territ\u00f3rios ef\u00eameros gerados pela cria\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras c\u00eanicas, em mascaramentos diversos e seus jogos l\u00fadicos de atua\u00e7\u00e3o, viv\u00eancias c\u00eanico-visuais e performances. Tratam-se de m\u00e1scaras criadas por meio de experi\u00eancias de ensino-aprendizagem e de pesquisa-cria\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Teatro da Escola de Belas Artes, no Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro, nas investiga\u00e7\u00f5es do Grupo de Pesquisa LAPA (Laborat\u00f3rio de pesquisa em atua\u00e7\u00e3o)\/CNPq, bem como m\u00e1scaras e outras artes a partir delas oriundas de acervos variados.<br><br>No Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro, as m\u00e1scaras chegaram no ato de sua cria\u00e7\u00e3o, em 1998, por meio da proposta pedag\u00f3gica da professora Bya Braga nas pr\u00e1ticas de Improvisa\u00e7\u00e3o, Atua\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culo teatral. Estas atividades inclu\u00edam (e incluem ainda) o jogo de m\u00e1scaras, o teatro gestual, o teatro visual e o teatro popular, indicando um ensino-aprendizagem que valoriza a percep\u00e7\u00e3o art\u00edstica interartes na<br>contemporaneidade, sem se esquecer das teatralidades de tradi\u00e7\u00e3o popular. Valoriza, assim, outros modos de compor teatro, em maneiras que n\u00e3o necessariamente, ou principalmente, se apoiem na literatura teatral, indicando a inven\u00e7\u00e3o de outras dramaturgias como a da atua\u00e7\u00e3o e do espa\u00e7o.<br><br>Em 1998, Tarc\u00edsio Ribeiro Jr., artista-escultor graduado no Curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes, confeccionou v\u00e1rias m\u00e1scaras did\u00e1ticas para a Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro inspiradas na t\u00e9cnica art\u00edstica desenvolvida no ateli\u00ea italiano de m\u00e1scaras teatrais de Donato Sartori (1939-2016), com quem aprendeu diretamente. Com o passar dos anos, outras viv\u00eancias pedag\u00f3gicas e de pesquisa c\u00eanica na EBA com as m\u00e1scaras ganharam diferentes (corpos) territ\u00f3rios, fazendo-se presentes em processos criativos variados de confec\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o com elas, unidas ou n\u00e3o a outras est\u00e9ticas teatrais e artes.<br><br>Importante dizer que na Escola de Belas Artes, com a pesquisa art\u00edstica do professor \u00c1lvaro Apocalypse e o Grupo Giramundo, outra no\u00e7\u00e3o de arte teatral foi experimentada e difundida na UFMG, em maior di\u00e1logo com as artes visuais. E antes dele, no curso t\u00e9cnico do Teatro Universit\u00e1rio, da Escola de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e Profissional da UFMG, o ensino da caracteriza\u00e7\u00e3o c\u00eanica e as experi\u00eancias de desenho de figurino,  relacionados a processos criativos de atua\u00e7\u00e3o e encena\u00e7\u00e3o, j\u00e1 estavam presentes. Isso foi, portanto,<br>base fundamental para os processos de ensino-aprendizagem posteriores, especialmente quanto \u00e0s experi\u00eancias do teatro de m\u00e1scaras, de objetos e de bonecos, como o Mamulengo, boneco popular brasileiro.<br><br>Ou seja, o conhecimento em Teatro tem um longo percurso de exist\u00eancia na UFMG, com mais de sete d\u00e9cadas de hist\u00f3rias, experi\u00eancias e trabalho de profissionais artistas- docentes que a ele se dedicaram (e se dedicam), mostrando grande riqueza e variedade de nossas teatralidades. A cria\u00e7\u00e3o da Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro na EBA \u00e9, portanto, fruto direto disso. Sua exist\u00eancia fortalece perspectivas plurais para as artes da cena ao dialogar profundamente com estas mem\u00f3rias e arquivos do teatro na UFMG, destacando suas formas animadas, visualidades e gestualidades.<br><br>As m\u00e1scaras aqui presentes transbordam, assim, hist\u00f3rias e intercorporeidades do teatro na UFMG. E mesmo que possam se apresentar de modo individual, fazendo aparecer uma Figura por meio de sua escultura e traje, elas n\u00e3o existem sozinhas. As m\u00e1scaras s\u00e3o fruto de di\u00e1logos com todas as nossas ancestralidades e com os processos de transcria\u00e7\u00f5es que fazemos. Elas s\u00e3o modos art\u00edsticos para concretizar auto-descoloniza\u00e7\u00f5es e afirma\u00e7\u00f5es de nossas singularidades, carregando com elas m\u00faltiplos<br>saberes. Como (corpos) territ\u00f3rios ef\u00eameros que s\u00e3o, as m\u00e1scaras c\u00eanicas indicam um espa\u00e7o vivido, em uma no\u00e7\u00e3o de escala movente, on\u00edrica, po\u00e9tica, ao mesmo tempo em que tamb\u00e9m se fazem \u00edntimas e transit\u00f3rias.<br><br>Convidamos voc\u00eas, por fim, a se conectarem com as m\u00e1scaras e os mascaramentos aqui presentes, em todas as suas formas manifestas, imaginando-se com elas para al\u00e9m do enquadramento de rosto que elas podem dar. E assim, perceber, imaginariamente, um despertar para uma escuta diferente por meio de (corpos) territ\u00f3rios ef\u00eameros surgidos. Desejamos que voc\u00eas possam, em sonho e por meio de um olhar afetivo com as m\u00e1scaras, criar outras exist\u00eancias, presentes e futuras. E viver outros lugares, (re)existindo com a arte teatral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><br>Bya Braga<br>Professora &#8211; Departamento de Artes C\u00eanicas &#8211; Escola de Belas Artes da UFMG<br>Pesquisadora do CNPq &#8211; Grupo LAPA-UFMG\/CNPq<br>Artista da cena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Grupo LAPA-UFMG\/CNPq (Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Atua\u00e7\u00e3o C\u00eanica, Escola de Belas Artes da UFMG)<br><strong>Argumento:<\/strong> Bya Braga (ARC-EBA-UFMG, CNPq)<br><strong>Curadoria:<\/strong> Bya Braga, Daniel Ducato<br><strong>Expografia:<\/strong> Daniel Ducato (Laborat\u00f3rio de Cenot\u00e9cnica-ARC-EBA-UFMG)<br><strong>Montagem e Produ\u00e7\u00e3o Executiva:<\/strong> Bya Braga, Daniel Ducato, Cec\u00edlia Saru\u00ea (PMG-PROGRAD-UFMG), Domenica Morvillo (PIBIC-CNPq), Julia Oliveira Vasconcelos (PIBIC-CNPq), Bianca Freire (ICV-UFMG) e Michel Corsino (CENEX-UFMG)<br><strong>Ilumina\u00e7\u00e3o: <\/strong>Ismael Soares (Laborat\u00f3rio de Ilumina\u00e7\u00e3o-ARC-EBA-UFMG)<br><strong>Design gr\u00e1fico: <\/strong>Domenica Morvillo e S\u00e1vio Rocha (Laborat\u00f3rio de Vestimenta C\u00eanica-ARC-EBA-UFMG)<br><strong>Edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos para a exposi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Julia Oliveira Vasconcelos<br><strong>Divulga\u00e7\u00e3o:<\/strong> CENEX-EBA e Grupo LAPA-UFMG<br><strong>Agradecimentos:<\/strong> Camila Rodrigues (Diretora da EBA-UFMG), Sandro Ka (Coordena\u00e7\u00e3o do CENEX-EBA-UFMG) e Equipe, Estudantes da Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro-EBA-UFMG que emprestaram suas m\u00e1scaras para a exposi\u00e7\u00e3o, Let\u00edcia Ara\u00fajo, Mariana Teixeira, Barbara Matias, Tarc\u00edsio Ribeiro Jr., Marcel Diogo, Marcus Vin\u00edcius, Grupo Giramundo (MG), Bia Apocalypse, Maur\u00edcio Gino, Eliezer Sampaio, Luan Castro, Colegiado de Teatro- EBA-UFMG, N\u00facleo Art\u00edstico Galat\u00e9ia, SLOP-EBA e colegas terceirizados que trabalham nos setores de Portaria e Limpeza da EBA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arte teatral, ao se expressar como arte viva na apari\u00e7\u00e3o de quem atua, faz um elogio \u00e0 visualidade, potencializando e transformando o espa\u00e7o no qual se instala. Por\u00e9m, antes mesmo de ativar um espa\u00e7o exterior, nas variadas arquiteturas c\u00eanicas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8947,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-8945","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-exposicoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8945","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8945"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8945\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8948,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8945\/revisions\/8948"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}