{"id":5470,"date":"2023-03-13T12:25:48","date_gmt":"2023-03-13T15:25:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/?p=5470"},"modified":"2023-03-13T12:25:48","modified_gmt":"2023-03-13T15:25:48","slug":"exposicao-no-centro-cultural-ufmg-questiona-as-formas-de-compor-o-espaco-dentro-do-discurso-paisagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/exposicao-no-centro-cultural-ufmg-questiona-as-formas-de-compor-o-espaco-dentro-do-discurso-paisagem\/2023\/03\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o no Centro Cultural UFMG questiona as formas de compor o espa\u00e7o dentro do discurso paisagem"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: xx-small;\">Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG<\/span><\/p>\n<p>O Centro Cultural UFMG promove a abertura da exposi\u00e7\u00e3o <i>Arqueologias de gaveta<\/i>, da artista Fernanda Campos, no dia 17 de mar\u00e7o, \u00e0s 19h. A mostra re\u00fane desenhos, pinturas e instala\u00e7\u00e3o composta por objetos, fotografias, conchas, folhas, livros e aquarelas. As obras poder\u00e3o ser vistas at\u00e9 o dia 24 de abril. A entrada \u00e9 gratuita, com classifica\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p>Sua pesquisa po\u00e9tica\/visual e projetos de arte-educa\u00e7\u00e3o envolvem o questionamento das formas de pensar o espa\u00e7o enquanto paisagem e cole\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de seus respectivos desdobramentos no tempo e na ancestralidade.<\/p>\n<p>A partir das ideias desejo, troca, sonho e reinven\u00e7\u00e3o, na pintura exerce o pensamento enquanto mat\u00e9ria, e camadas de cor estabelecem o contato com as formas, sendo a rela\u00e7\u00e3o entre tempo e espa\u00e7o um corpo m\u00faltiplo e em constante movimento.<\/p>\n<p>No desenho a no\u00e7\u00e3o de paisagem \u00e9 transformada em texto, as formas de compor no papel sintetizam a linguagem m\u00faltipla dos s\u00edmbolos e, o que envelhece, sugere ao discurso a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>Arqueologias de gaveta<\/b><\/p>\n<p>Texto por Guilherme Oliveira e Fernanda Campos, com colabora\u00e7\u00e3o de Al\u00ea Fonseca<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 uma carta. O gesto que uso para escrev\u00ea-la \u00e9 espelho de minha m\u00e3o estendida quando coleta objetos perdidos no caminho. Espelho, pois busco associa\u00e7\u00f5es das imagens que surgem ao acaso, que foram deixadas por outras pessoas e que revelam seu valor, guardadas nas minhas gavetas. \u00c9 assim que construo esse texto.<\/p>\n<p>Quanto mais escrevo, mais aproximo da ideia de que ao manusear pequenos objetos pode-se deslocar o mundo inteiro. Pense num jogo de xadrez, ou de damas, pense no tamborilar dos dedos quando estamos entediados, pense na m\u00e3o estendida, pronta para alcan\u00e7ar a m\u00e3o de outra pessoa. Quem acha que s\u00f3 os p\u00e9s desmancham os caminhos, abrem crateras e transformam o espa\u00e7o, passo a passo, n\u00e3o sabe do que a m\u00e3o \u00e9 capaz. As pontas dos dedos, que ao esticar a pele, formam desenhos no corpo, unhas que co\u00e7am o corpo e descascam paredes. Riscamos um mapa com l\u00e1pis e no ch\u00e3o se abre uma fissura, ou um trajeto fica nublado. Esse \u00e9 o jogo, tente criar um espa\u00e7o fazendo uma concha com sua m\u00e3o.<\/p>\n<p>E pensar que cada palavra que sai das nossas bocas \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o de vento, que quando somadas \u00e0s palavras das outras pessoas movem das folhas secas nas cal\u00e7adas at\u00e9 continentes inteiros. Essa tem sido a sequ\u00eancia de movimentos, contemplar o vento, esperar, transformar o que encontro em mat\u00e9ria densa e palp\u00e1vel, realizar o trabalho de quem coleciona para assistir as semelhan\u00e7as do mundo que cria o ser humano e que o ser humano criou. Eu me deito na paisagem e me transformo em paisagem pintada, desenhada por mim, dedicada a voc\u00ea. Uno o corpo, o espa\u00e7o o artefato. Esse \u00e9 meu manifesto.<\/p>\n<p>Ando olhando as cal\u00e7adas, buscando encontros, colecionando fotografias de pessoas que n\u00e3o conhe\u00e7o. Cole\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem fim, assim como o movimento, assim como essa carta, assim como voc\u00ea.<\/p>\n<p>Te guardo.\u201d<\/p>\n<p><b>Sobre a artista<\/b><\/p>\n<p>Fernanda Campos (1997 \u2013 Belo Horizonte \u2013 MG): \u00e9 arte-educadora, graduanda em licenciatura e bacharelado pela Escola de Belas Artes da UFMG. Atualmente \u00e9 professora de desenho para crian\u00e7as e adolescentes, al\u00e9m de atuar como monitora das disciplinas de Litografia e Serigrafia pela mesma universidade em que estuda. Trabalha com variadas t\u00e9cnicas entre desenho, pintura, instala\u00e7\u00e3o e v\u00eddeo. Realizou duas exposi\u00e7\u00f5es coletivas no ano de 2019, sendo a primeira na Escola de Belas Artes da UFMG, <i>Narrativas da Abstra\u00e7\u00e3o<\/i>, e a segunda no CRJ, em Belo Horizonte, <i>Deriva Xlll<\/i>.<\/p>\n<p><b>Servi\u00e7o:<\/b><\/p>\n<p><i>Exposi\u00e7\u00e3o Arqueologias de gaveta \u2013 Fernanda Campos<\/i><\/p>\n<p>Abertura: 17 de mar\u00e7o | \u00e0s 19h<\/p>\n<p>Visita\u00e7\u00e3o: at\u00e9 o dia 23 de abril<\/p>\n<p>Ter\u00e7as a sextas: das 9h \u00e0s 20h<\/p>\n<p>S\u00e1bados, domingos e feriados: das 9h \u00e0s 17h<\/p>\n<p>Sala Ana Horta\u00a0do Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont, 174 &#8211; Centro \u2013 Belo Horizonte\/MG)<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: livre<\/p>\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Assessoria do Centro Cultural UFMG O Centro Cultural UFMG promove a abertura da exposi\u00e7\u00e3o Arqueologias de gaveta, da artista Fernanda Campos, no dia 17 de mar\u00e7o, \u00e0s 19h. 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