{"id":4882,"date":"2022-08-04T13:15:51","date_gmt":"2022-08-04T16:15:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/nossa-escola\/?p=4882"},"modified":"2022-08-05T09:18:05","modified_gmt":"2022-08-05T12:18:05","slug":"exposicao-a-forca-viva-da-floresta-apresenta-experiencia-transformadora-da-artista-fabiola-morais-com-a-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/exposicao-a-forca-viva-da-floresta-apresenta-experiencia-transformadora-da-artista-fabiola-morais-com-a-natureza\/2022\/08\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o \u2018A For\u00e7a Viva da Floresta\u2019 apresenta experi\u00eancia transformadora da artista Fab\u00edola Morais com a natureza"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: xx-small;\">Texto: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Centro Cultural UFMG<\/span><\/p>\n<p>O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o <strong>\u2018A For\u00e7a Viva da Floresta<\/strong>, da artista multim\u00eddia goiana <strong>Fab\u00edola Morais<\/strong>, na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2022, \u00e0s 19 horas. A mostra re\u00fane um conjunto de telas a \u00f3leo que figuram a rela\u00e7\u00e3o entre os povos da floresta dilu\u00eddos no ambiente urbano e natural em extin\u00e7\u00e3o. A entrada \u00e9 gratuita e tem classifica\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p>Os desenhos pintados a \u00f3leo s\u00e3o \u2018mira\u00e7\u00f5es\u2019, termo que soma transcend\u00eancia e vis\u00e3o. Possuem sinais de uma arquitetura cl\u00e1ssica, cores gestalticas e influ\u00eancias europeias, especialmente de Egon Schiele e Henri de Toulouse-Lautrec, heran\u00e7a de seu tempo de sala de aula.<\/p>\n<p>Outra fonte igualmente importante \u00e9 o desenho ind\u00edgena brasileiro: um c\u00f3digo infinito que descreve a floresta como ser com incalcul\u00e1veis conte\u00fados n\u00e3o revelados.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho que apresento \u00e9 a minha perspectiva constru\u00edda na medida em que consigo sintonia com a frequ\u00eancia das florestas. Se a Amaz\u00f4nia nos apresenta o risco iminente de perda de uma riqueza biotecnol\u00f3gica e tecnoespiritual, viver no cerrado goiano \u00e9 estar, de fato, sob a perda consumada\u201d, diz a artista.<\/p>\n<p>\u201cToda floresta tem seu c\u00f3digo anotado nela mesma, operando em frequ\u00eancias s\u00f3 percept\u00edveis aos que se exp\u00f5em a essa for\u00e7a. As plantas revelam do cosmos \u00e0 cultura; em um \u00fanico segundo, tudo: A For\u00e7a Viva da Floresta\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Os desenhos sempre fizeram companhia \u00e0 artista<\/strong><\/p>\n<p>Desenhar foi uma forma intuitiva de colocar uma primeira camada da sua identidade no mundo. Essa habilidade a conduziu para a faculdade de arquitetura, onde conseguiu dar estruturas para sua imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, estudando urbanismo, viu a cidade crescendo dura, eliminando tudo o que n\u00e3o era ela mesma.<\/p>\n<p>No mestrado conheceu a antropologia ind\u00edgena e no doutorado escreveu sobre desenho como sintoma e espa\u00e7o de elabora\u00e7\u00e3o existencial.<\/p>\n<p>Aprofundou no conhecimento dos seres vegetais, aprendendo a cultivar e a colher, tamb\u00e9m na viv\u00eancia em rituais com plantas de poder.<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o dos seus trabalhos \u00e9 um rebatimento entre o anal\u00f3gico e o digital. A partir do desenho ou fotografia autoral exercita movimentos entre os meios at\u00e9 finalizar em pintura a \u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>Fab\u00edola Morais <\/strong>(1967) \u00e9 artista visual, pesquisadora em est\u00e9tica e comunica\u00e7\u00e3o, graduada em Arquitetura e Urbanismo, mestre em Antropologia e doutora em Hist\u00f3ria. Iniciou sua carreira art\u00edstica e acad\u00eamica no final da d\u00e9cada de 90, em Goi\u00e2nia, como professora de Arquitetura e depois Design. O desenho, a fotografia, o v\u00eddeo experimental e projetos de resid\u00eancia com coletivos de dan\u00e7a e teatro integram sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e intelectual, contudo, considera a pintura a \u00f3leo como a s\u00edntese mais importante de seu trabalho. Sua produ\u00e7\u00e3o atual se fundamenta na etnografia e no desenho, ficando evidente a conex\u00e3o com a natureza, a bot\u00e2nica, com ra\u00edzes \u00e9tnicas e o aspecto socioambiental. Mora no cerrado do Brasil Central e de l\u00e1 extrai, por meio de fotografias, os temas e formas que desenvolve no ateli\u00ea, incorporando nessa a\u00e7\u00e3o sua experi\u00eancia com o universo do design.<\/p>\n<h4><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u2018A For\u00e7a Viva da Floresta \u2013 Fab\u00edola Morais<\/strong><\/h4>\n<h4>Abertura: 12 de agosto de 2022 | \u00e0s 19 horas<\/h4>\n<h4>Visita\u00e7\u00e3o: at\u00e9 o dia 18\/09\/2022<\/h4>\n<h4>Ter\u00e7as a sextas: 9h \u00e0s 20h<\/h4>\n<h4>S\u00e1bados, domingos e feriados: 9h \u00e0s 17h<\/h4>\n<h4>Sala Ana Horta<\/h4>\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: livre<\/h4>\n<h4>Entrada gratuita<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Centro Cultural UFMG O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o \u2018A For\u00e7a Viva da Floresta, da artista multim\u00eddia goiana Fab\u00edola Morais, na sexta-feira, dia 12 de agosto de 2022, \u00e0s 19 horas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-4882","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-exposicoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4882"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4883,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4882\/revisions\/4883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}