{"id":4669,"date":"2022-05-11T10:55:10","date_gmt":"2022-05-11T13:55:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/nossa-escola\/?p=4669"},"modified":"2022-05-11T10:55:10","modified_gmt":"2022-05-11T13:55:10","slug":"centro-cultural-ufmg-lanca-corredor-cultural-174-nova-serie-de-podcast","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/centro-cultural-ufmg-lanca-corredor-cultural-174-nova-serie-de-podcast\/2022\/05\/","title":{"rendered":"Centro Cultural UFMG lan\u00e7a \u201cCorredor Cultural 174\u201d, nova s\u00e9rie de podcast"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: xx-small;\">Texto: Comunica\u00e7\u00e3o do Centro Cultural UFMG<\/span><\/p>\n<p>No primeiro epis\u00f3dio do Corredor Cultural 174 Podcast tivemos um bate-papo com a pintora muralista e diretora de arte no cinema Priscila Amoni, importante nome do muralismo de Minas Gerais. Ela \u00e9 co-criadora e co-curadora do Circuito Urbano de Arte \u2013 CURA, um dos maiores festivais de arte p\u00fablica do Brasil, que re\u00fane os murais mais altos pintados por mulheres na Am\u00e9rica Latina e a maior obra de arte p\u00fablica realizada por uma artista ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Priscila come\u00e7ou a pintar telas em 2008, mas foi em 2013 que seu trabalho ganhou novos sentidos e grandes formatos. Na \u00e9poca, rec\u00e9m-chegada de Lisboa, local onde realizou seu mestrado, presenciou o Brasil em fervor com as manifesta\u00e7\u00f5es, momento em que acompanhou os movimentos sociais e olhou para as ruas de outra forma.<\/p>\n<p>Para Amoni, a ideia de pintar na rua, de forma gratuita, era o contr\u00e1rio do que acontecia dentro das galerias, dos espa\u00e7os do \u201ccubo branco\u201d, institu\u00eddos como ambientes da arte, extremamente elitizados. Foi a partir da\u00ed que decidiu virar muralista e estudar a pintura nas paredes dos espa\u00e7os p\u00fablicos, mudando completamente sua trajet\u00f3ria. Hoje em dia as produ\u00e7\u00f5es da artista ocupam grandes empenas desses espa\u00e7os, algumas delas em fachadas de pr\u00e9dios que colorem cidades do Brasil e da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Priscila \u00e9 uma das idealizadoras do CURA e autora da pintura \u201cDralamaale\u201d, de 850 m\u00b2, que ocupa a lateral do Hotel Rio Jord\u00e3o, na Rua Rio de Janeiro, 147, Centro de Belo Horizonte. Realizada em agosto de 2017, sua primeira empena a integrar o festival resiste at\u00e9 os dias atuais e representa uma mulher afro-brasileira carregando duas plantas de prote\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os, cada uma com seu significado, aben\u00e7oando a cidade.<\/p>\n<p>As obras de Amoni expressam essa sua rela\u00e7\u00e3o com o poder feminino e as plantas, o estudo de sua for\u00e7a e seu sentido de cura, sempre privilegiando a perspectiva do conhecimento popular das minorias, principalmente as de cultura oral, como o xamanismo ind\u00edgena, a cultura popular e a cultura negra.<\/p>\n<p>Sua pesquisa art\u00edstica est\u00e1 estampada em sua arte, ent\u00e3o nada mais natural que apare\u00e7a de diversas formas como protagonista, representando os costumes femininos de magia e as conhecedoras dos segredos da natureza, como as benzedeiras, as curandeiras, as rezadeiras, as raizeiras e as mulheres de terreiro.<\/p>\n<p>Muito comum nas \u00e1reas centrais das grandes cidades, as empenas dos pr\u00e9dios trazem bastante visibilidade para os trabalhos dos artistas e o CURA veio para unir essas produ\u00e7\u00f5es e inserir Belo Horizonte no mapa mundial de arte urbana. Tomando propor\u00e7\u00f5es cada vez maiores e ganhando camadas jamais imaginadas, o projeto se destaca entre os principais festivais de arte p\u00fablica do Brasil, talvez o de maior relev\u00e2ncia art\u00edstica, pois aponta novos caminhos, traz artistas fora do mainstream, como os artistas ind\u00edgenas, e outras formas de pensar a arte nesse contexto.<\/p>\n<p>O CURA foi o primeiro a criar um Mirante de Arte Urbana no mundo e, segundo a artista, n\u00e3o existe registro de outro festival em que o p\u00fablico possa contemplar de um ponto \u00fanico todas as obras. Atualmente BH possui dois mirantes, um na Rua Sapuca\u00ed, no bairro Floresta e outro na Rua Diamantina, no bairro Lagoinha.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de 2022 est\u00e1 acontecendo na Pra\u00e7a Raul Soares, espa\u00e7o de imers\u00e3o dos artistas no momento, onde uma pintura-ritual deu vida a uma Anaconda no ch\u00e3o que contorna a pra\u00e7a, sendo a maior obra shipibo (povos da Amaz\u00f4nia peruana) do mundo, com seus quase tr\u00eas mil m\u00b2.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o podcast na \u00edntegra e saiba um pouco mais sobre as pinturas muralistas e o trabalho desenvolvido pela artista: <a href=\"https:\/\/spoti.fi\/39aOA9M\">https:\/\/spoti.fi\/39aOA9M<\/a><\/p>\n<p>Conhe\u00e7a o trabalho de Priscila Amoni em: <a href=\"https:\/\/www.amoni.com.br\/\">https:\/\/www.amoni.com.br\/<\/a> e Instagram<\/p>\n<p>Corredor Cultural 174 Podcast \u00e9 um projeto que pretende disponibilizar mensalmente no Spotify conversas com artistas, m\u00fasicos, escritores, cineastas, agentes culturais e demais pessoas que pensam, respiram e produzem cultura. \u201cCorredor\u201d, pelo fato do Centro Cultural UFMG estar situado no corredor cultural Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m no sentido de espa\u00e7o de passagem, onde transitam ideias, movimentos e express\u00f5es art\u00edsticas em Belo Horizonte. \u201cCultural\u201d, pois a tem\u00e1tica ser\u00e1 sempre cultura e \u201c174\u201d \u00e9 o n\u00famero de localiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o na Avenida Santos Dumont.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Comunica\u00e7\u00e3o do Centro Cultural UFMG No primeiro epis\u00f3dio do Corredor Cultural 174 Podcast tivemos um bate-papo com a pintora muralista e diretora de arte no cinema Priscila Amoni, importante nome do muralismo de Minas Gerais. 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