{"id":2746,"date":"2020-04-23T12:36:53","date_gmt":"2020-04-23T15:36:53","guid":{"rendered":"http:\/\/eba.ufmg.br\/nossa-escola\/?p=2746"},"modified":"2020-04-24T12:41:48","modified_gmt":"2020-04-24T15:41:48","slug":"exposicao-virtual-faz-passeio-pelas-telas-da-opera-tiradentes-no-conservatorio-ufmg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/index.php\/exposicao-virtual-faz-passeio-pelas-telas-da-opera-tiradentes-no-conservatorio-ufmg\/2020\/04\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o virtual faz passeio pelas telas da \u00d3pera Tiradentes no Conservat\u00f3rio UFMG"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2747 alignleft\" src=\"http:\/\/eba.ufmg.br\/\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Divulga\u00e7\u00e3o-Exposi\u00e7\u00e3o-virtual-Sala-de-Recitais-Conservat\u00f3rio.-Foto-Foca-Lisboa-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Divulga\u00e7\u00e3o-Exposi\u00e7\u00e3o-virtual-Sala-de-Recitais-Conservat\u00f3rio.-Foto-Foca-Lisboa-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Divulga\u00e7\u00e3o-Exposi\u00e7\u00e3o-virtual-Sala-de-Recitais-Conservat\u00f3rio.-Foto-Foca-Lisboa-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Divulga\u00e7\u00e3o-Exposi\u00e7\u00e3o-virtual-Sala-de-Recitais-Conservat\u00f3rio.-Foto-Foca-Lisboa-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A Diretoria de A\u00e7\u00e3o Cultural da UFMG (DAC) disponibilizou, em seu canal no YouTube (www.youtube.com\/culturaufmg), uma exposi\u00e7\u00e3o virtual que explora as 14 telas da <em>\u00d3pera Tiradentes<\/em>, instaladas desde 1926 na Sala de Recitais do Conservat\u00f3rio UFMG. A iniciativa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o conjunta entre o Conservat\u00f3rio, o Campus Cultural UFMG em Tiradentes e o Acervo Art\u00edstico UFMG, geridos pela DAC.<\/p>\n<p>Os quadros foram encomendados aos pintores Ant\u00f4nio e Dakir Parreiras na \u00e9poca da inaugura\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, e retratam cenas inspiradas na \u00f3pera do violinista e compositor Manoel Joaquim de Macedo J\u00fanior (1845-1925). O manuscrito da \u00f3pera, preservado na Biblioteca da Escola de M\u00fasica da UFMG, cont\u00e9m 1192 p\u00e1ginas e narra a hist\u00f3ria sobre a Inconfid\u00eancia Mineira, ocorrida entre os anos de 1789 a 1792.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de permitir o acesso ao conjunto de obras durante esse per\u00edodo de quarentena, o v\u00eddeo traz informa\u00e7\u00f5es sobre as cenas da trama, que acontece em quatro atos: A Aspira\u00e7\u00e3o, A Conspira\u00e7\u00e3o, A trai\u00e7\u00e3o e Julgamento e Pat\u00edbulo. A exposi\u00e7\u00e3o revela detalhes sobre as obras, cruzando as imagens com as hist\u00f3rias do libreto e da Inconfid\u00eancia. O trabalho de pesquisa e elabora\u00e7\u00e3o da mostra foi conduzido pela coordenadora do Acervo Art\u00edstico UFMG, Ana Panisset, a coordenadora do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, Verona Segantini, o diretor do Conservat\u00f3rio UFMG, Fernando Rocha, e a servidora do Conservat\u00f3rio UFMG, Let\u00edcia Miranda.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Criado em 1925, o Conservat\u00f3rio Mineiro de M\u00fasica (atual Conservat\u00f3rio UFMG) foi instalado em 1926 no pr\u00e9dio da avenida Afonso Pena, 1534. Neste contexto, encomendou-se ao artista Ant\u00f4nio Parreiras (1860\/1937) uma pintura para decora\u00e7\u00e3o do audit\u00f3rio. Com a colabora\u00e7\u00e3o de seu filho, Dakir Parreiras (1894\/1967), ele executou o conjunto de obras que conhecemos hoje: 13 telas instaladas nas paredes laterais e um painel principal, instalado no palco.<\/p>\n<p>Originalmente, as telas eram fixadas \u00e0 parede com a t\u00e9cnica de <em>marrouflage<\/em>, sendo removidas em 1965, com a reforma do pr\u00e9dio do Conservat\u00f3rio.\u00a0 Permaneceram guardadas e enroladas na ent\u00e3o Prefeitura da UFMG at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 70. \u00a0Sob a orienta\u00e7\u00e3o do restaurador do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN), Geraldo Francisco Xavier Filho, professores da Escola de Belas Artes da UFMG (EBA) iniciaram o processo de recupera\u00e7\u00e3o das pinturas. As obras receberam reentelamento \u00e0 cera, chassi e moldura e foram novamente expostas na Escola de M\u00fasica, em 1978.<\/p>\n<p>Esse processo de restaura\u00e7\u00e3o repercutiu na constitui\u00e7\u00e3o do Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Conserva\u00e7\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o de Bens Culturais M\u00f3veis e, posteriormente, na cria\u00e7\u00e3o do Centro de Conserva\u00e7\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o de Bens Culturais M\u00f3veis (Cecor\/EBA), pela professora Beatriz Coelho.\u00a0 As obras retornaram ao Cecor 21 anos depois e o novo trabalho de restaura\u00e7\u00e3o foi coordenado pela professora Anamaria Neves, envolvendo alunos do XIII Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Conserva\u00e7\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o da EBA. Em 2009, o conjunto foi registrado pelo projeto &#8220;Invent\u00e1rio do Acervo Art\u00edstico de Bens M\u00f3veis da UFMG&#8221;, coordenado pelo professor Fabr\u00edcio Fernandino e pela conservadora-restauradora Moema Nascimento Queiroz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A \u00f3pera<\/strong><\/p>\n<p>Boa parte do que se sabe sobre a <em>\u00d3pera Tiradentes<\/em> foi levantada pela pesquisadora e professora da Escola de M\u00fasica da UFMG, Patr\u00edcia Valad\u00e3o. Em seus estudos, ela aponta que a composi\u00e7\u00e3o de Manoel Joaquim de Macedo foi inspirada no libreto intitulado <em>Tiradentes &#8211; \u00d3pera Lyrica em Quatro Atos<\/em>, do escritor e pol\u00edtico Ant\u00f4nio Augusto de Lima (1859-1934). Em 1897, o poeta concluiu o libreto e doou uma c\u00f3pia para o Arquivo P\u00fablico Mineiro, do qual foi diretor, sendo tamb\u00e9m publicada na Revista do Arquivo.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o para canto e piano da \u00f3pera foi conclu\u00edda por volta de 1908. Com o desejo de orquestra-l\u00e1, Macedo partiu para a Europa em 1909, onde participou da Exposi\u00e7\u00e3o Universal de Bruxelas e de um concerto em benef\u00edcio das v\u00edtimas das inunda\u00e7\u00f5es de Paris. Por\u00e9m, devido a 1\u00aa Guerra Mundial, a falta de recursos e a sa\u00fade do musicista, a \u00f3pera n\u00e3o pode ser apresentada em sua totalidade e Macedo voltou para o Brasil em 1922. A \u00faltima tentativa de apresenta\u00e7\u00e3o da obra completa ainda em vida, se deu com a proposta de financiamento do ent\u00e3o presidente Arthur Bernardes, o que acabou n\u00e3o se efetivando em virtude das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade do autor.<\/p>\n<p>Em 1926, a vi\u00fava de Macedo doou o manuscrito ao Estado como forma de homenagear o compositor. No mesmo ano, trechos da obra foram executados pela Sociedade de Concertos Sinf\u00f4nicos de Belo Horizonte, sob a reg\u00eancia de Francisco Nunes. No ano seguinte, o manuscrito foi temporariamente emprestado \u00e0 R\u00e1dio Inconfid\u00eancia para execu\u00e7\u00e3o em seus programas.<\/p>\n<p>Posteriormente, o manuscrito foi transferido para o Conservat\u00f3rio Mineiro de M\u00fasica e uma c\u00f3pia feita na d\u00e9cada de 1950. Mas foi apenas em 1986 que o manuscrito foi reencontrado pela ent\u00e3o diretora da Escola de M\u00fasica da UFMG, Sandra Loureiro Reis. A \u00f3pera foi montada parcialmente em 1992, para a comemora\u00e7\u00e3o dos 200 anos de morte de Tiradentes. Desde ent\u00e3o, foi reapresentada em diversos eventos na UFMG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Diretoria de A\u00e7\u00e3o Cultural da UFMG (DAC) disponibilizou, em seu canal no YouTube (www.youtube.com\/culturaufmg), uma exposi\u00e7\u00e3o virtual que explora as 14 telas da \u00d3pera Tiradentes, instaladas desde 1926 na Sala de Recitais do Conservat\u00f3rio UFMG. 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