Arte, culturas e novos horizontes: A EBA-UFMG celebra 69 anos de produções em arte, pesquisa, ensino, resistência, transformação e compromisso com o futuro.

A Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG) completou neste 5 de abril, 69 anos de história — uma trajetória que começou em condições precárias e se consolidou como uma das mais vibrantes instituições de ensino artístico do país.

O marco inaugural ocorreu em 5 de abril de 1957, quando a Congregação da Escola de Arquitetura da então Universidade de Minas Gerais decidiu criar o Curso de Arte. Os primeiros alunos chegaram a frequentar aulas em galpões de construção no campus Pampulha, ao lado de vergalhões e concreto. Da adversidade, nasceu uma identidade singular: plural, resistente e pioneira.

Ao longo de quase sete décadas, a EBA esteve na vanguarda: foi palco do primeiro Festival de Inverno do país, em 1967, espaço de resistência cultural durante o regime militar; criou o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor), hoje referência internacional; e expandiu seus horizontes com graduações em Teatro, Cinema de Animação e Artes Digitais, Design de Moda, Dança e Conservação e Restauração.

Sob a direção da Profª. Drª. Camila Rodrigues Moreira Cruz, a EBA inicia o compasso de contagem regressiva para 2027, ano em que celebrará seus 70 anos em perfeita sincronia com o centenário da própria UFMG. A coincidência não é apenas simbólica: ela evidencia que a história da Escola e a da Universidade se entrelaçam de forma indissociável desde as origens. Seguimos juntos com o compromisso de contribuir e conduzir a arte e as culturas, no âmbito das práticas, do ensino, da pesquisa e da extensão com eficiência, de mãos dadas com a nossa Universidade centenária.