INTRODUÇÃO

Antes de darmos início à questão principal que é a produção de imagens fotográficas por um processo alternativo, vamos fazer 
 uma pequena introdução, buscando entender o princípio básico da fotografia que é a câmara (ou câmera) escura. Quando falamos em câmara escura, estamos nos referindo a um espaço interior, um compartimento fechado. Uma câmara escura pode ser,  por exemplo, um quarto fechado, uma caverna, uma caixa ou mesmo o interior de uma lata.  A luz procedente de um objeto iluminado e que, através de uma pequena abertura, penetra o interior de uma câmara escura, reproduz lá dentro, em sua parede oposta à abertura, uma imagem invertida deste mesmo objeto. 

   

A CÂMARA ESCURA
 
O fenômeno da câmara escura talvez acompanhe o homem desde
os primórdios das cavernas.
 Na Grécia Antiga, Aristóteles já se referia à câmara escura como instrumento de observação de eclipses solares.
Na Idade Média este fenômeno foi também
conhecido e estudado, mas só a partir do século XV os estudiosos passaram a dar
mais atenção a este fato mágico. Leonardo da Vinci,
gênio da pintura, foi também um sábio que se dedicou ao estudo de diversas ciências. Examinou o fenômeno da câmara e demonstrou as possibilidades no uso para o desenho, facilitando enormemente a reprodução das imagens por esta produzida. O termo "Pinhole" apareceu ainda no século 19, criado por David Brewster, um cientista inglês, que foi,  possivelmente, o primeiro a fazer imagens fotográficas com uma câmera escura usando o pinhole. Daí para frente a tendência foi cada vez mais o aprimoramento da caixa. No sentido de melhorar a qualidade e facilitar a visualização da imagem, no lugar da pequena abertura foi colocada uma lente biconvexa.


 

1999/2004