FILOSOFIA HISTORIA SOCIOLOGIA TECNOLOGIA IMAGEM DIÁRIO

Artesanato
O Rito e a magia
Arte e Trabalho nos Períodos Paleolítico e Neolítico
Estatuto do Artista e Organização Da Produção no Oriente Antigo
Mosteiros
Corporações da Idade Média
Lodges e Guildas
Revolução e Arte
Arte Pré-histórica
Arte primitiva
Arte Indígena
Missão Francesa

Grupo:


Lino Junkel
Iara Ribeiro
Raquel Rascoe

A arte na Europa

O naturalismo e classicismo barroco

A historia da arte Moderna é assinalada pelo progresso e consiste em quase interrupto do Naturalismo; as tendências no sentido do rigoroso formalismo só raras vezes se manifestam e nunca mais que transitoriamente, existindo, não obstante, sempre presentes sob a forma latente.

A arte da alta-reanscença não é, como se sabe, de modo nenhum anti-naturalista: é simplesmente mais pobre em pormenorizações naturalistas e menos preocupada pela diferenciação da matéria empírica do que a arte do período anterior.

No período que se segue as tendência sóbrias realizadas, puritanas perdem cada vez mais terreno na arte artesã, por um lado, porque paralelamente e muitas vezes em opções à sua severidade, se faz sentir o desejo de conseguir uma maior elevação no espetáculo, por outro, porque durante o ano 1636 se está a dar uma transformação geral em toda a concepção da arte, o que conduz predomínio das aspirações do Barroco mais emocionais, mais livres e mais sensualistas.

Daí o resultado, que é em si mesmo uma condição _ Classicismo Barroco.

O classicismo rococó

O Clássico e o anti-clássico, simultaneamente, atua igualmente por intermédio da matéria e da forma, da exuberância e da concentração.

Em 1680 estabele-se uma tendência que se opõe a este estilo cortesão e acadêmico: que se opõe tanto as suas atitudes grandiosas e aos seus temas pretensiosos, como à sua afirmada fidelidade aos modelos clássicos. A concepção da arte que agora impera é, em conseqüência disso, menos rigorosa, mais individualista, mais íntima, e o seu liberalismo dirige-se mais contra as tendências Barrocas da arte cortesã.

A arte da regência envolve gradualmente no sentido do Rococó, vai assumindo cada vez mais as características de um estilo

aristocrático-cortesão, ainda que contendo em si, originalmente, os elementos da dissolução da cultura cortesã; pelo menos perde o caracter concentrado, preciso e sólido do classicismo, manifesta uma antipatia cada vez mais forte por tudo o que é ordenado, geométrico, tectônico, e tende cada vez mais claramente para o improvisado, sumário e o epigramático.

O classicismo revolucionário e o romantismo

Nunca o Classicismo fora mais restrito, mais metódico do que agora; nunca a redução das formas, a linha reta, e o que é tectónicamente significativo, fora mais consitentemente levado a tais extremos; nunca se dera tão forte revelo ao típico e ao normativo.

Desde os fins da idade média se desenvolvem e formulam concepções de arte, entre os dois pólos opostos de uma orientação tectónica estrita e de liberdade formal, entre um ponto de vista relacionado com o Classicismo e outro oposto a ele. Nenhuma transformação na arte moderna aparece como coisa completamente nova; todas elas estão ligadas a uma destas duas tendências, mas sem que uma delas suplante inteiramente a outra.

A arte da época da revolução difere do anterior classicismo principalmente pelo fato de conduzir a um predomínio mais exclusivo da concepção da arte estritamente formal do que o que se manifesta desde o inicio da renascença.

A época produz, quando muito, formas híbridas, mas não qualquer harmonização entre princípios formais opostos. Estes ecletismo corresponde à estrutura geral de uma sociedade em que as diferentes classes se interpenetram e muitas vezes colaboram, sem deixarem de se conservar estranhas um às outras. As revelações recíprocas comuns entre os detentores do poder exprimem-se no mundo da arte principalmente no fato de o rococó cortesão continuar a ser praticamente, o estilo dominante, que goza do favor da maioria esmagadora do público com preocupações de arte, ao passo que o Classicismo não representa mais do que a arte de uma oposição artística, e constitue o programa de um grupo de amadores relativamente disperso, incapaz de, pela sua influência, exerce qualquer ação no mercado artístico.

Quando a nova orientação Clássica surgiu, por volta do meio século, o Classicismo morrera havia cinqüenta anos; a arte rendera-se, vencida à voluptuosidade que domina todo o século. O anti-sensualismo do ideal Clássico, que agora ressurge, não é uma questão de gosto e de valorização estética, ou pelo menos não é essencialmente, mas sim uma questão moral, a expressão de um esforço por alcançar a simplicidade e a sinceridade.

A mudança de gosto que relega para o esquecimento os encantos do sensual, riqueza e gradações de cor, profusão fluente impetuoso jato de impressões, e discute o valor de tudo quanto todos os críticos e amadores de arte consideraram durante meio século a quintessência da arte esta inaudita simplificação e nivelação de critérios estéticos, são triunfo de novo idealismo puritano dirigido contra o hedonismo da época.

A diferencia principal entre o classicismo e os antigos movimentos classicistas está em aquele considerar as duas tendências, a modernista e a clássica, hostis e mutuamente irreconciliáveis. A arte naturalista, uma arte débil, acadêmica, que considera como um fim em si a imitação da antigüidade clássica.

Mas o novo culto da antigüidade é, precisamente como o quase simultâneo entusiasmo pela idade média, um movimento essencialmente romântico.

O novo classicismo, tanto como o movimento pré-romantico, dirige-se contra a frivolidade e a falta de simplicidade intelectual do Rococó; ambos inspiram na mesma concepção burguesa da vida. A concepção renascentista da antigüidade clássica era condicionada pela ideologia dos humanistas e refletia as idéias anti-clericais da camada intelectual.

O classicismo não era, mais do que um tributo à moda, a que artista aderia com zelo; o espirito e a composição eram puro Rococó. A verdadeira criação estilística da revolução é porem, não este classicismo, mas o romantismo.

Mesmo o romantismo a que a revolução abriu o caminho, baseia-se num movimento anterior com ele aparentado; mas o pré-romantismo e o romantismo propriamente dito não chegam a Ter entre si, tanto, sequer, de comum como as duas formas do classicismo moderno. De modo nenhum representam um movimento romântico único que tivesse apenas experimentado uma interrupção no seu desenvolvimento.

O pré-romantismo sofre, às mãos da revolução, uma derrota decisiva e final. O pré-romantismo só ao gênio permitia que fugisse às regras estabelecidas, ao passo que o romantismo propriamente dito nega a validade de quaisquer regras objetivas.

Toda a arte moderna é ate certo ponto o resultado deste combate romântico pela liberdade. A arte moderna é a expressão do ser humano solitário, do indivíduo que se sente diferente, trágica ou felizmente dos seus companheiros. O movimento romântico marcam o fim de uma época cultural em que o artista se dirigia a um, grupo mais ou menos homogêneo, a um público cuja autoridade, em princípio, reconhecia absolutamente.

A arte deixa de ser uma atividade social orientada por critérios objetivos e convencionais, e transforma-se numa forma de auto-expressão que cria os seus próprios padrões; torna-se, empregado pelo indivíduo singular para comunicar com indivíduos singulares.

HAUSER, Arnold. História Social da Arte e da Cultura. Lisboa,1955. Jornal do Foró. Volume 2. Capitulo 5, Arte e revolução(pg: 148 a 183).