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Grupo:


Lino Junkel
Iara Ribeiro
Raquel Rascoe

IDADE MÉDIA: LODGES E GUILDAS


Com a transferência da produção dos mosteiros para as
oficinas de laicos, a estabilidade da produção local e
lenta (características dos primeiros) chega ao fim
(Período Romântico). O dinheiro entra em uso, o trabalho
livre de outra localidade fica mais acessível, começa a
surgir um mercado internacional de trabalho, onde o
dinheiro disponível determina a velocidade da execução.
As Lodges surgem em função da necessidade de renovação
dos métodos tradicionais de trabalho que se tornou
essencial com o renascer das cidades e a introdução da
economia monetária no comércio das edificações.
Lodge era uma organização cooperativa de artistas e
artesãos que eram contratados para a construção de
grandes igrejas e catedrais, sob direção artística e
administrativa de pessoas indicadas ou aprovadas pela
entidade que encomendadva o edifício. Era um grupo
profissional autônomo com conteúdo próprio e governo
independente.
Visando conseguir uma divisão e integração do trabalho
produtivo com especialização e harmonia, as Lodges
reforçaram a noção de hierarquia de diferentes funções,
estabelecendo campos de ação distintos para arquitetos,
mestres e operários. A criação evolui de solitária para
atividade grupal. Entretando ninguém era livre para
criar, eram seguidas regras estabelecidas e planos
delimitados pela Igreja, até porque esta era quase a
única compradora de obras de arte naquela época.
Essa situação muda com o aumento do poder aquisitivo do
burguês da cidade, já que um outro mercado de arte se
forma (as entidades particulares). O artista pôde então
abandonar a Lodge e se instalar na cidade como mestre
independente.
Mas a concentração de artistas na cidade foi grande,
gerando competição entre eles. Torna-se novamente
necessária uma organização econômica coletiva: as
Guildas.
As Guildas eram associações de empreiteiros
independentes em igualdade de condições. Os mestres eram
livres e eram quem decidiam como usar o tempo e quais
os meios e métodos a serem utilizados. Trabalhavam em
oficinas individuais e só havia estatuto de técnicas.
Além disso havia a proteção entre os membros e os
produtos.
Nessa época era diferenciada a produção artística da
manufatura vulgar. Os regulamentos da corporação
ajudavam a desenvolver a qualidade da manufatura
(qualidade esta que não era considerada mérito
artístico).
O trabalho que antes era realizado no próprio local da
edificação (em andaimes), com a Lodge passa a ser feito
em uma oficina montada perto do local e depois
transportado, o que gera uma separação entre pintura ou
escultura e arquitetura. Já com as Guildas a produção é
feita em suas próprias oficinas, o que acabou levando à
uma escala não monumental das obras.
Enfim, essas associações organizaram e regulamentaram o
trabalho, valorizaram as atividades manuais e o próprio
trabalhador, que passou a gozar de maior proteção.


BIBLIOGRAFIA


HAUSER, Arnold. História Social da Arte e da Cultura.
Vol.I. Jornal do Fôro. Lisboa,1954