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A técnica no contexto social de seu surgimento
O trançado
A cerâmica saramenha
Papel Artesanal
A origem da cerâmica
Entrevista com Maximo Soalheiro
Minas do Ouro
Projeto de Pesquisa
Arte e Artesanato - Projeto Completo
Agradecimento aos Artistas

Grupo:

Marina Paulino Bylaardt
Marcela da Costa Ferreira
Xavier Beve
Regeane Lopes de Carvalho
Ana Virgínia Cândio
Audrey Melgaço Teixeira

A técnica no contexto social de seu surgimento

"Ao assumir a atitude erecta que lhe permitiu completa utilização das mãos, o homem diferenciou-se dos demais animais. Das mãos brotou-lhe a primeira Expressão cultural, ainda pelas mãos o homem deixou a irracionalidade rumo à razão."

Josephina e Francisca

Fundação Cultural de Mato Grosso

Desde os primórdios, o homem veio fazendo incontáveis utilizações da terra e seus minérios, tendo em vista as demandas das humildes necessidades de utensílios, seja em sua vida material, seja em sua vida espiritual: construir a casa, cozinhar, conservar os alimentos, ter imagens e enfeites.

Assim, a cerâmica nasceu com o homem, não se desconectou dele e é indicadora de sua engenhosidade e de sua capacidade de invenção.

Os diferentes povos tiveram experiências diversas e essas experiências refletiram o contexto social, imaginário e econômico desses diferentes povos.

Um outro momento importante da técnica ceramista, no contexto social, acontece com o surgimento de modos maquinísticos: fazer rodar a peça para, com as mãos, moldá-la de forma homogênea e a mais lisa possível. A roda do operário do barro é, pelo que se sabe, um invento de Acalo ou de Talão, sobrinho de Dédalo.

Ela constitui-se de um disco de madeira fixado horizontalmente em um eixo que leva por cima um outro disco horizontal. Sentado, defronte à mesa atravessada pelo eixo, o artesão apóia o pé no disco inferior, dispondo no disco superior o barro ao qual quer dar forma. Movendo o pé, imprime ao disco superior um movimento circular, obtendo-se assim (moldando) os objetos de forma arredondada.

A invenção desse sistema colocou a base de se produzir peças mais rapidamente, prenunciando o futuro do produzir em série.

A cerâmica na era do plástico

A produção de cerâmica folclórica — seja utilitária ou figurativa - tende a diminuir. Segundo o escritor francês Malraux, a manutenção de uma arte popular regional está ameaçada pela massificação do povo. E isso acontece no mundo todo. O rádio, o cinema, o disco, o jornal, e o telefone transferem comportamentos e costumes dos grandes centros urbanos para o mais agastado interior. O retardamento no alcance destas populações é o que permite que, de alguma forma, certas culturas, como a do artesanato de barro, ainda existam. Mas a tendência é de uma uniformização de gostos e preferências.

Por outro lado, a cada dia, é menor a livre expansão da atividade criadora. As pessoas que vivem de artesanato não têm condições econômicas para continuar sobrevivendo artisticamente. E já não há tanta necessidade de se fazer as próprias panelas e potes de barro, seus objetos para o uso diário, quando as latas e os plásticos estão ganhando terreno, substituindo os antigos fazeres, invadindo o interior. As mesmas possuem uma maior durabilidade, são bem menos frágeis e — apesar de mais caras — representam um mundo novo, anunciado pela tv.

 

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