Discutir o binômio natureza-cultura e suas
implicações na era contemporânea. Valorizar o processo, e não o produto.
São com essas propostas que o Grupo PAD - Programa de Aprimoramento
Discente da Escola de Belas Artes da UFMG - retorna ao galpão
Guaicurus, a partir de 24 de maio. Formado por alunos bolsistas,
professores e convidados, o grupo realiza a mostra a partir de um ano de
conversas, encontros e reflexões.
“O tema
natureza-cultura, fundamental na história da filosofia, é interessante
porque diz respeito a vários aspectos da vida. A partir dele, surgem
questionamentos sobre a arte, o artista e o próprio conhecimento”, conta
Marcos Hill, professor-orientador do PAD e um dos expositores.
A
proposta para esta mostra é desenvolver trabalhos experimentais, onde as
obras são produzidas durante o período em que a exposição se realiza,
valorizando a ação artística, idéia que deriva da concepção do work in
progress.
“Isso não quer dizer que não chegaremos a lugar nenhum”, completa
Marcelo Terça-Nada, um dos bolsistas que participa da exposição, e que
complata "o que se
pretende é mostrar que o processo artístico é tão rico quanto o produto
final".
O espaço do galpão é parte fundamental do projeto. A iluminação
natural, sua dimensão e até mesmo infiltrações servem de componentes para
as obras. “O galpão é convidativo e desafiador, pelo tamanho e
memória que carrega”, conta a bolsista Viviane Gandra. Marcos Hill se
diz animado: “Pelas possibilidades experimentais, um resíduo da
arquitetura urbana, o galpão é o espaço mais interessante para se
desenvolver trabalhos de arte em BH”.
O PAD/EBA é um programa que reúne dois
departamentos: Artes Plásticas e Desenho. Todo ano são selecionados 10
bolsistas, de vários períodos e habilitações, que desenvolvem uma
série de atividades durante o período de vegência da bolsa.
(VF)