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Artistas ganham espaço Centro Cultural oferece sala para
bolsistas da Escola de Belas Artes trocarem experiências através da
produção coletiva
A história da arte
mundial conta sobre a existência de ateliês coletivos, lugares onde
artistas se encontravam para desenvolver suas poéticas visuais e trocar
idéias sobre o trabalho. Tais ambientes, marcados pelas discussões e pela
produção significativa, são resgatados pelo projeto PAD-Atelier, um
desdobramento do Programa de Aprimoramento Discente (PAD) da Escola de
Belas Artes (EBA) da UFMG. A partir de julho deste ano, os bolsistas do
programa contarão com um espaço dentro do Centro Cultural para encontros e
criação.

Intervenção de Marina
Bylaardt: parte da mostra “Dimensão Corpo”, do PAD, realizada em
junho /200.
Foto:
Marcelo Terça-Nada!
Desde 1994, o PAD reúne alunos
dos Departamentos de Desenho e Artes Plásticas que desenvolvem trabalhos
teóricos e práticos em torno de um tema comum. Porém, as reuniões e
exercícios do grupo eram realizadas, até então, em lugares pouco propícios
para o fazer artístico coletivo. Foi a busca por um espaço físico mais
adequado que trouxe bolsistas e professores à Sala 7, agora à disposição
deles até dezembro deste ano, de segunda à sexta das 9 às 22
horas.
O
objetivo do projeto é oferecer condições para os jovens artistas
trabalharem a criação e a experimentação. Além disso ajudar a ampliar os
tipos de trabalhos realizados dentro da graduação, escapando dos molde
tradicionais acadêmicos. “Os próprios alunos serão os responsáveis pela
gerência e organização do atelier”, conta Lúcia Pimentel, professora da
EBA e uma das autoras do projeto. “Essa conquista é muito benéfica para
todos, pois propiciará maior convívio e troca de
experiências”.
Completando a parceria, o grupo assumiu o
compromisso de realizar uma exposição até o fim do ano reunindo a produção
artística desenvolvida no período. A idéia é apresentar os trabalhos no
Galpão, como outras mostras do mesmo grupo, ou na Sala 7, onde está
funcionando o atelier.
A
origem da iniciativa vem de um projeto, chamado Atelier Público, que
em 1990 cedia espaço para grupos de artistas. A diferença entre o
programa atual e o anterior é que o primeiro faz parte de um projeto
de extensão universitária, sem concorrência. No Atelier Público, os
artistas passavam por seleção, ganhando o direito de usar o espaço
por até 12 meses. O programa foi interrompido depois de cinco anos
de atividades devido a obras no Centro Cultural.
Vanessa
Fagundes |