O GRAFFITI COMO EXPRESSÃO VISUAL, SOCIAL JUVENIL
Autora: Maria Luiza Viana
maludivi@uol.com.br

Orientadora: Lúcia Gouvêa Pimentel
Co-Orientadores:
Wanda Tófani, Marcos Hill, Eugênio Paccelli Horta

Resumo
Como professora de Arte da rede pública, a partir das produções artísticas dos alunos, tenho observado suas referências estéticas e analisado a forma como lidam com os diversos elementos gráficos e símbolos ligados a cultura e a mídia. No imenso campo de possibilidades que o universo artístico juvenil dispõe, percebi que a arte do grafite dentre outras expressões, está extremamente ligada aos interesses individuais e coletivos dos jovens, na busca da identidade, na descoberta de suas potencialidades pessoais e de dimensão social. Comecei então a pesquisar sobre essa arte e o contexto na qual ela está inserida, sua históricas controvérsias e sua relação com outras linguagens. Percebi que, mais do que compreender, eu precisaria penetrar neste universo imaginário juvenil, elaborar práticas pedagógicas mais centradas em suas experiências concretas e abrir-lhes as possibilidades de reflexão sobre elementos e conceitos das artes plásticas. Como ponto de partida utilizei as aulas de arte, explorando as possibilidades do grafite utilizando-o como referência para outros tipos de conhecimento. Posteriormente passei a participar de oficinas de arte e grafite, onde pude trabalhar, juntamente com grafiteiros a diversificação técnica e ideológica desta arte e seu contexto original, “a rua”. Procurei o programa PAD como possibilidade de pesquisa deste tema dentro da Escola de Belas Artes e sob a orientação dos professores, analisar as razões destas escrituras públicas, propondo reflexões e trocas de experiências entre as referências práticas e populares do grafite com conhecimentos acadêmicos.

 

 

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