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ARTE
E EDUCAÇÃO – UMA CONEXÃO NECESSÁRIA PARA UMA ESCOLA ALÉM DO MERCADO
Autora: Juliana Gouthier Macedo
jgouthier@ig.com.br
Orientadora: Lúcia Gouvêa
Pimentel
Co-Orientadores: Wanda Tófani, Marcos Hill, Eugênio Paccelli Horta
Resumo
Século
21. A virada do milênio vem marcada pela velocidade do tempo contemporâneo.
Estamos num mundo diferente, correndo atrás de novas conexões e interações,
vivendo mudanças estruturais que geram uma nova ordem, não linear,
plural. Um mundo cibernético em que a economia globalizada aumenta a exclusão
e a desigualdade na distribuição de renda e impõe novos desafios. Os reflexos
dessa nova arquitetura que se delineia ressoam na escola. A educação está em
efervescência, discutindo rumos, refazendo parâmetros e referenciais, assim
como questionando valores seculares, na busca de uma escola cidadã, muito além
do mercado. A escola discute relações, modos
de ver, modos de lidar, modos de sentir, modos de crescer. A escola precisa
formar pessoas, valores e ser agente de transformação. Uma transformação que
passa pela valorização da cultura, do meio ambiente, do trabalho, da
auto-estima e pelo resgate da identidade. E a arte? A arte é transformação,
é vida. As discussões que hoje permeiam a escola há muito estão em pauta na
obra de artistas como Lygia Clark, Hélio Oiticica e Joseph Beuys. Caminhando um
pouco pela reflexão e pelo trabalho destes artistas fica claro como eles
estiveram à frente do seu tempo e como suas questões estão próximas das que
envolvem a escola dos nossos dias, dos nossos ideais.
Lygia Clark, Hélio Oiticica e Joseph Beuys têm muito a nos dizer quando
pensamos numa escola que deixa de reproduzir para produzir, criar e,
principalmente, transformar.
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