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Materialidade
do Objeto Artístico
Autor: Daniel Saraiva
Orientadora:
Lúcia Gouvêa Pimentel,
Marcos Hill
e Wanda Tófani
Co-Orientadores: Eugênio Paccelli
Horta, Roberto Bethônico, Andréa Lanna
Resumo
A história da arte caminha junto à
história da filosofia. A filosofia, neste sentido, diz respeito ao juízo
afetivo interior e ao sentimento ao qual se une. Trata-se de fazer ciência
sobre acontecimentos afetivos e estéticos, devido à natureza inefável dos
sentimentos. Segundo Kierkegaard, precursor do existencialismo, o homem não
pode deixar dissolver-se na pura conceituação intelectual e a verdade deve ser
vivida pela subjetividade e suas manifestações. Nesses termos, os elementos
sensitivos referem-se à existência e, para situa-los, o uso da matéria
funciona como veículo de apreensão da imagem. O estudo aborda pontos relativos
ao material usado na produção da arte a partir da sua apreensão, num contexto
específico, sociológico e simbólico. Para isto, situa-se genericamente a
organização material do campo artístico. Citam-se, como artistas, Kurt
Schwitters, Joseph Beuys e Kiefer, e o significado da matéria presente em suas
obras. Faz-se, a partir destas
colocações, um enfoque sobre as vivências práticas e teóricas, tendo como
referência a concepção filosófica existencialista, priorizando a autonomia
do sentimento concretizado pela materialidade no objeto artístico.
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