EX-EXTRANGEIROS

 

Ex-Estrangeiros - Exposição Coletiva do PAD Belas Artes/UFMG
14 de fevereiro a 09 de março de 2003 
Abertura: 13 de fevereiro a partir das 20 horas

Curadoria
Marcelo Drummond, Marcos Hill, Vlad Eugen Poenaru.

Artistas Participantes
Alexandre Paz, André Ferreira, Antônio Araújo, Brígida Campbell, Júlia Noda, Daniela Martins, Fernanda Guimá, Maria Clara Sampaio, Pedro Lobato, Viviane Gandra.

Créditos
Orientadores:
Marcelo Drummond , Marcos Hill e Vlad Eugen Poenaru.
Fotos: Viviane Gandra.
Profeto Gráfico do Convite: Brígida Campbell.

Local

  Sala Celso Renato de Lima - Centro Cultural da UFMG
Av. Santos Dumont, 174 - Praça da Estação - Belo Horizonte, MG, Brasil
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site: www.ufmg.br/centrocultural

 

Texto de Apresentação:

EX - ESTRANGEIROS - Exposição coletiva dos bolsistas do PAD-EBA 2002/2003

A situação de grupo garantida pelo Programa de Aprimoramento Discente da Escola de Belas Artes oferece, a cada ano, novos desafios. Pois, a cada início do Programa, novos integrantes são inseridos, estimulando uma verificação constante de valores, de sentidos e de sensibilidades.

Outra circunstância advinda do Programa é a da natureza experimental que se instaura através da dinâmica que vai sendo inventada ao longo de um percurso marcado pela convivência entre pessoas que não se aproximaram espontaneamente.

Entretanto, uma vez aproximadas, naturalmente elas começam a configurar suas identificações e seus estranhamentos. Os frutos de tal convivência estendida ao longo do ano letivo nunca deixam de ser surpreendentes pois, na intimidade criadora de cada artista, muitas incertezas e constatações se processam, servindo como alimento a uma inquietação poética que não deveria silenciar-se, mesmo depois da conclusão do PAD.

Todos estamos sempre aprendendo a cada edição do Programa e o título da presente exposição aparece como o sintoma de uma consciência adquirida, sugerindo possibilidades de leitura não apenas das especificidades geradas pela convivência do grupo mas abrangendo as condições de inserção social nas quais as pessoas se encontram contemporaneamente.

No momento atual, não têm sido raras as circunstâncias em que o indivíduo se sente como um exilado nas relações com instituições tradicionalmente dedicadas ao bem comum.

No mesmo momento em que a própria instituição "indivíduo" passa a ser questionada dos pontos de vista filosófico, conceitual e até mesmo biológico, parece oportuno lembrar do estrangeirismo constante em nossos cotidianos.

Aí, o espaço da Arte se apresenta como interface privilegiada onde as várias micro-retóricas dos poderes instituídos podem ser neutralizadas em prol do resgate de lugares densos onde invisibilidades íntimas são transformadas em visibilidades desejadas por muitos.

A presente exposição não propõe outra coisa. Não há fio condutor uníssono. Mas as poéticas apresentadas convergem na afirmação da expressão. EX-ESTRANGEIROS comprova que, instigada pela necessidade e respaldada pela vontade, a criação artística é uma atividade que resgata o humano dos diversos equívocos das hierarquias sociais e do exílio de si mesmo.

Marcos Hill

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